28 de julho de 2020

Baú do Malu 82 - Bilhete Postal Comemorativo - Centenário da Abertura dos Portos (1808-1908)




Esse bilhete postal acima é de 1908 e comemora a abertura dos portos ocorrida cem anos antes. Adquiri esse lindo cartão por uma merreca em um leilão público. A arte é do pintor Henrique Bernardelli. Segundo consta nos livros de História, "Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas foi uma carta régia promulgada pelo príncipe-regente de Portugal Dom João de Bragança, no dia 28 de janeiro de 1808, em Salvador, na Capitania da Baía de Todos os Santos, no contexto da Guerra Peninsular. Foi a primeira Carta Régia promulgada pelo príncipe-regente no Brasil, o que se deu apenas seis dias após sua chegada, com a família real e a nobreza portuguesa, em 22 de janeiro de 1808. Esse foi o primeiro passo do processo de Independência do Brasil." 

27 de julho de 2020

Sigourney Weaver e os Beatles

Essa história rola nos EUA desde 2016, quando descobriram que na plateia do show dos Beatles no Hollywood Bowl em 1964 estava uma adolescente exultante chamada Sigourney Weaver. Esse incrível tomada está nas cenas de plateia capturadas pelo documentário "The Beatles - Eight Days a Week: the Touring Years" (2016 - por Ron Howard). A foto abaixo foi tirada da sequência de imagens onde a futura atriz e amigos aparecem entusiasmados no auge da apresentação dos Fab Four em Nova York.

26 de julho de 2020

Dia dos Avós

Hoje, 26/07, é Dia dos Avós. O Google, que aos poucos vai voltando com a produção de doodles inéditos saiu com esse singelo desenho novo em sua página de entrada. Aproveito o post para mandar um beijo estalado para os céus, em direção aos meus avós, que já estão há um bom tempo em outras esferas e dimensões: Vô Antonio, goleiro dos bons, corinthiano roxo, empregado da GM por anos e falecido precocemente no início dos 1970; Vó Augusta, mantenedora da ordem no lar de 5 filhos, grande fazedora de macarrões diversos, fã de Silvio Santos, foi guerreira até o último fio de vida, depois de ficar quase dez anos de cama; Vô Ricardo, pintor, arquiteto amador, fazedor de balanças, miniaturas de madeira e maquetes ( seu lago de cisnes com imã embaixo para a gente movimentar as aves é um clássico da minha infância), trabalhou décadas na Telefônica e ainda nos brindou com tudo isso descrito, e ainda tocou bandolim (e violino na mocidade), plantou jardins e arrumou telhados (sempre com seu chapéu de jornal no cocorucho), Vó Maria, espanhola da gema, braba na medida certa, manteve meu vô Ricardo no chão e ainda fez maravilhas na cozinha e na costura, enquanto olhava as filhas e os netos com atenção e carinho redobrado. Obrigado, meus avós queridos. Guardo um pouco de cada um no meu coração.

25 de julho de 2020

Eustáquio Sena: Tesouro Perdido de Minas (repost do post original de 22/01/2010)

(Este post é um dos mais vistos do almanaque. Passados mais de 10 anos, ele tem comentários oportunos e a participação de amigos e parentes do compositor. Fiz esta repostagem, porque o post anterior já não aceita correções e atualizações. Com isso, a pesquisa e as informações novas podem continuar seguindo) Eustáquio Sena. Até uma semana atrás, não conhecia este nome. Mas quando tive acesso a vários (vários mesmo - praticamente todos) discos originais das novelas da Globo nos anos 70, a época mais fértil e experimental da Som Livre, logo notei este nome que insistia em aparecer em diversos discos iniciais da gravadora global. Cacoete automático: fui pesquisar. Descobri que ele foi muito atuante entre o final dos anos 60 e o meio dos 70, como produtor e compositor da Som Livre. E que embora tenha sido o produtor de um dos maiores discos da MPB de todos os tempos, o Acabou Chorare, dos Novos Baianos (1972), tenha composto para muita gente no período e gravado LPs e compactos até os anos 80, não houve sensatez ou ímpeto de atualizar sua biografia na internet e nem pesquisar ou se aprofundar um pouquinho mais, como eu fiz agora, para escrever estas linhas. Admiro muito o dicionário digital de MPB do Cravo Albin, uma referência inconteste, mas alguns ítens do site estão defasados e assim permanecem. Eustáquio Sena, compositor do Vale do Jequitinhonha, aparece lá como produtor da Som Livre, tem o seu trabalho no clássico Acabou Chorare citado, assim como o aplaudido LP de 1982, Cauromi, mas faltou contar que ele fez diversas canções para novelas, participou de festival, lançou um segundo LP ainda nos anos 80 e antes da Som Livre foi produtor na Elenco (veja lista abaixo). Todos esses detalhes eu recolhi na internet, mas são citações, retalhos, pescados - não há matéria focando o compositor mineiro, quiçá entrevista. No máximo, linhas sobre o Cauromi. Entre investigações e clicadas na web, pude fazer um pequeno painel de sua carreira - passível de correção ou acréscimo, pois muitas descobertas tiveram uma só fonte e certamente há lacunas: * Eustáquio Sena nasceu na região do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. * Em 1964 consta pela primeira vez nos créditos de um disco: no raro Samba na Onda de Miguel Angel, como participante do coro. * Participou do I Festival de Música Popular Brasileira, em 1968, com a música Abandono. * A sua primeira gravação aparece num compacto do festival, junto a outras músicas que não fizeram parte do LP oficial. * Teve três músicas gravadas pelo cantor Paulo Sérgio em 1969: Minha Madrinha (c/Paulo Sérgio), Vou Pedir Outra Vez e Você Não é Como eu Quis. (fonte: webSite oficial do compositor Paulo Sérgio). O xaxado Minha Madrinha fez muito sucesso na época. * Dirige a produção de um dos mais importantes discos de nossa MPB: o engajado e belo Deixa Estar do MPB-4, em 1970, pelo selo Elenco. (Fonte: A Historia da MPB/Luiz Américo). * Irmãos Coragem, no mesmo ano, é a primeira novela da Globo com uma música sua na trilha: Amor Maior. Outra novela do mesmo ano, Assim na Terra como no Céu tem em sua trilha a composição de Eustáquio, Que Sonhos são os Meus?, com interpretação de Milton Santana. * Participa do psicodélico disco de Ronnie Von de 1970, Minha Máquina Voadora, com a composição Cidade ( em parceria com Paulinho Tapajós) * A sua música Eu Nunca Pensava entrou no disco de maior sucesso do intérprete Evaldo Braga, "O Ídolo Negro", de 1971(Fonte: Site Memória da MPB) *Outra música em outro disco de sucesso no mesmo ano: A Minha Madrugada ( c/ Carlos Odilon e Jair Rodrigues) no LP da Philips Festa Para um Rei Negro, de Jair Rodrigues. * Fechando 1971, os Originais do Samba gravam Mas que Menininha ( Eustaquio Sena- A.Soares) em seu disco Samba Exportação. * O tema de abertura da novela Bicho do Mato ( Rede Globo, 1972), a música homônima Bicho do Mato, de sua autoria, trazia versos como: “Não sou potro que se doma/ não sou vara que se vergue/ não sou fruta que se coma/ não sou flor bela que cheira/ não sou água que se beba/ não sou vento sem poeira/ não sou cobra sem peçonha/ não sou planta sem espinho/ eu sou muito sem vergonha/ sem amor e sem carinho/ não sou milho de pamonha/ nem canto de passarinho/ (...) Ê, bicho-do-mato/ tu me bate e eu te rebato!” ( fonte: Memória Globo). * Ainda em 1972, como fazer uma loja virtual fez relativo sucesso com a música Mariana, na trilha da novela O Primeiro Amor (trilha com composições de Antonio Carlos e Jocafi). Interpretou ao lado de Angela Valle, Simone de Marcos e Paulo Sérgio Valle na trilha da novela Selva de Pedra. E ao lado do experiente Aloysio de Oliveira, produziu a trilha da novela Carinhoso, que teve grande repercussão. * A sua música Quem me Dera entra no disco de 1972 de Leno & Lílian. *O ano de 1972 também viu a sua participação em mais um disco de festival: cantando "Cabeça" de Walter Franco e o sucesso de Sérgio Sampaio "Eu Quero é Botar meu Bloco na Rua", ambas finalistas do VII Festival Internacional da MPB (FIC). E o lançamento de um compacto simples (Som Livre) com as músicas Amém/ Nem de Mim Eu Sei. * Para a novela Cavalo de Aço no ano seguinte, mais uma que também produziu, Eustáquio colaborou com a música "Um Sol na Noite". A trilha da novela O Bofe, só com composições de Erasmo e Roberto, também teve a sua produção. Nela, participou como intérprete na música Perdido no Mundo. * 1973 foi o ano do lançamento da trilha sonora do programa Chico City, com composições de Arnauld Rodrigues e Chico Anysio. Eustáquio interpreta a canção Testamenteiro. * A trilha sonora da novela Os Ossos do Barão, de 1974, inclui E Tem Mais, de sua autoria. Outras duas novelas do ano, incluíram músicas suas: em Corrida do Ouro, a música Laranja da Terra e em SuperManoela, com Oi, Lá. * A trilha da novela Fogo Sobre Terra com composições de Toquinho e Vinicius tem a produção sua em parceria com João Mello e participação na faixa Divinéia como intérprete. * Produz o primeiro disco solo de Alceu Valença, em 1974: Molhado de Suór, pela Som Livre (Site Oficial de Alceu Valença). * Neste mesmo ano, lança pela Som Livre o compacto simples Simples Estória. E faz a produção da ótima trilha sonora da novela Cuca Legal lançada em LP pela Som Livre. * Participa em 1980 da faixa Pra Você Gostar de Mim, de Vital Farias, em seu LP Taperoá. Um clássico instantâneo. * Lança o melhor disco de sua carreira e talvez um dos melhores discos da música mineira: Cauromi, também em 80, pela Epic. As faixas: Cauromi (Terra do Nunca) - Ringo (Um Bandoleiro Qualquer) - Amor Cigano - Pelo Chão Que é Seu - Como Se Fosse Mágica - Posso Te Morder - Todo Amável - Conte Uma Estória Prá Mim - Laço de Fita - Esses Meninos (Êh!Gente Perigosa) - Olhar Profundo - Prá Repousar. Além da participação especialíssima de Zé Ramalho na faixa-título, participam da obra feras como Robertinho do Recife, Jorge Mautner, Chico Batera, Paulo Braga, Jamil Joanes, Manduka, Lincoln Olivetti e Róbson Jorge, entre outros. * Lança o LP Brasil Riqueza em 1983, pela RCA Victor, com as músicas: Vamos Ver como é que Fica (Uirapuru) - Morena - Flor de Laranjeira - Dez Mil Anos Luz - Maxacalis - Brasil Riqueza - Muito Prazer - Remanso - Terra dos Homens - Valsinha (Bem Mais Amor). * Foi parceiro musical de Eduardo Araújo nas músicas A Aventura Não Termina ( no CD Pegadas, 1994 ) , Chora, chora, coração e Nada Valeu te Amar (LP Pé na Estrada, 1990) * Tem sua música Reggae Bom gravada por Oswaldinho em lançamento do selo Kuarup. * Participa do Projeto Nosso Canto Vale Mais Jequitinhonha, um kit fonográfico/biográfico composto de DVD, CD-ROM e revista , aprovado pelo Fundo Cultural do Estado de MG em 2007, com 40 artistas da região. (fonte: Vale Mais.org) *Falece em abril de 2007 (citação em O Tempo/MG - 07/05/2007). Pois é, deixei esta pro final. Ele faleceu e eu não vi nenhuma linha sobre o ocorrido. Para o Dicionário Cravo Albin, ele está vivo. Finco aqui portanto, esta homenagem ao compositor mineiro: uma matéria inteira a seu respeito, com começo, meio e fim. (Atualização: esse post, em janeiro de 2016, já passa das 1500 visualizações, além de vários comentários oportunos. Todas as músicas lembradas nos comentários são acrescentadas no texto depois de serem pesquisadas. Agradeço imensamente todas as intervenções e lembranças que fazem o post ficar cada vez mais completo!)Link original com os comentários: http://almanaquedomalu.blogspot.com/2010/01/tesouro-escondido-de-minas-eustaquio.html

24 de julho de 2020

Sérgio Ricardo (1932-2020)

(divulgação) O guerreiro descansou. Sérgio Ricardo, além de músico excepcional, compositor raro e intérprete dos bons, ainda se enveredou com o mesmo ímpeto e qualidade para o cinema, as artes plásticas, a dramaturgia, a literatura, etc, etc. Foi um colosso em nossa cultura. Foi cantor e pianista da noite nos anos 50; participou do emblemático festival de bossa nova do Carnegie Hall em 1962; lançou discos e participou de festivais no correr dos anos 1960 (onde protagonizou uma das cenas mais marcantes da década com seu violão quebrado e jogado para a plateia); fez trilhas preciosas: para Glauber Rocha em "Deus e o Diabo na Terra do Sol" (1967) e "Terra em Transe" (1969) e para Ariano Suassuna na peça "O Alto da Compadecida" (1968); fez vários filmes (em que dirigiu e atuou) entre os anos 1960 e 1980. E nos últimos tempos, além de obras sociais na comunidade em que vivia no Rio, produziu muitos quadros, uma autobiografia e livros de poesia. Em 2017, através da sua grande amiga Marisa Déa, que mora pertinho de mim e cedeu o seu apartamento, fui convidado para um sarau para poucas pessoas em que a grande atração era o próprio Sérgio Ricardo, que iria tocar com seus filhos Marina e João Gurgel. Infelizmente na ocasião ele teve uma queda em casa e não pôde comparecer. Mas o sarau foi maravilhoso - os filhos tocaram várias músicas de seu vasto repertório, incluindo canções que entraram em seus filmes e o clima foi tão bom que parecia que Sérgio estava presente - e de certa forma estava. Sérgio Ricardo é um daqueles artistas que eu sempre acompanhei os passos - desde que conheci sua obra riquíssima ainda nos anos 70 ( e de novo começando pelos disquinhos da Abril Cultural do meu pai). A partir daí, vi seus filmes, fui atrás de seus raros discos e nos últimos tempos, peguntava sempre para a Marisa como estava o mestre. Ele estava bem ativo até um ano atrás, até que a saúde começou a fraquejar. Desta vez, internado, foi guerreiro como sempre e se curou do Covid contraído em abril, mas ontem cedo teve uma insuficiência respiratória. Siga em paz, mestre Sérgio Ricardo.( ps: Sergio Ricardo está em vários momentos aqui no blog...pesquisem na busca da página. Para o sarau no ap de Marisa, pesquisem "João Gurgel")

22 de julho de 2020

Mais uma vez, o Rádio (Homenagem de Leonardo Engelmann a José Paulo de Andrade - 1942/2020)



Em crescente audiência pela pandemia - as pessoas, em casa, passaram a ouvir mais o Rádio - não fica difícil afirmar que a História do Rádio muitas vezes se funde à História do Brasil e até do Mundo. Foi assim com as Diretas Já, movimento popular criado em apoio à emenda Dante de Oliveira para que o voto para escolher o primeiro presidente após a ditadura fosse feita pelo povo e não por parlamentares. Foi assim com o Repórter Esso com seu jargão incontestável "o primeiro a dar as últimas", quando os japoneses atacaram Pearl Harbor e quando do término da Segunda Guerra Mundial, entre tantas outras notícias.

Mas o Rádio também se caracteriza por uma outra figura de linguagem: o de ligar a emissora com o locutor. Foi assim quando José Silvério trocou a Jovem Pan pela Bandeirantes. Eu ouvi uma das primeiras transmissões dele na nova emissora e confesso ter rido de algumas vezes em que o Silvério quase pronunciou o nome da ex-emissora... Deve ter sido assim também quando Helio Ribeiro trocou a Capital pela Bandeirantes.

Rádio Bandeirantes.

Impossível não ligar o nome da emissora a José Paulo de Andrade. Durante 63 anos, Zé Paulo atuou no radiojornalismo. Desses, 3 anos na Rádio América e 60 (sessenta!) anos pela Rádio Bandeirantes, começando como rádio-escuta de placares de jogos de futebol. 10 anos depois, ele entrou no ar em definitivo com o programa mais longevo da História do Rádio: o matinal "Pulo do Gato", até hoje no ar.

Lembra-se que falei que o Rádio se confunde à História? Mais do que isso, ligar José Paulo de Andrade ao "Pulo do Gato" lembra a música "Xuxuzinho", de Roberto e Carvalho na voz da Rita Lee: Tristão e Isolda, Maria Bonita e Lampião, Tarzan e Jane, Zé Paulo e o Pulo do Gato. O casamento rendeu o apelido de Zé do Pulo.

"Poderia ser uma sexta-feira comum, mas tudo isso vai passar", disse Zé Paulo na abertura da última edição do Pulo apresentado por ele dia 03 de julho de 2020:



A morte de Zé do Pulo pegou muita gente de surpresa: o ícone das manhãs paulistanas foi mais uma vítima da Sars-Cov-2. Mas não virou um número. Zé Paulo fez as redes sociais se encherem de memórias afetivas. A grande maioria, formada hoje por trintões e quarentões, remeteu o jornalista com a escuta por osmose enquanto se arrumava pra ir à escola na miada do gato seguida por um "Olha a hora, olha a aula" ou mais cedo com a abertura "Acorda São Paulo // Do seu sono justo // Que é hora do Pulo do Gato", com a voz empostada em seguida "Bom dia São Paulo, bom dia Brasil, manhã do dia 30 de outubro de 1994, folhinha virando nessa Primavera".

Aqui, uma reportagem da TV Cultura sobre o programa que tem mais de 110 mil ouvintes por minuto:



Zé Paulo foi agora brilhar num Estúdio onde estão Alvarenga e Ranchinho, Gil Gomes, Lombardi, Vicente Leporace, Helio Ribeiro, Ricardo Boechat, Ary Barroso, Johnny Black e tantos outros que deram a vida pelo Rádio e vida ao Rádio.

(Leonardo Engelmann - radialista e entusiasta do Rádio)

21 de julho de 2020

Baú do Malu 81:Íncaro, de Xalberto e Sian (Massao Ohno - 1979)

Depois de longa pausa, volto com a série "Baú do Malu". Esse belo álbum "Íncaro - Estórias Daquele que Voou", de Xalberto (com participação de Sian), editado pela Massao Ohno em 1979, é uma graphic novel (antes deste termo ser difundido aqui no Brasil) que traz um traço psicodélico e cheio de referências pop/mitológicas, com direito à aparição de versões do Surfista Prateado, Brucutu e Thor, além de um vilão típico (Capitão Baixaria) e uma vilã sexy (Lady Morfina). Com capa cartonada, tamanho grande e 36 páginas, a história pisa fundo na crítica ao consumismo desenfreado.

17 de julho de 2020

Adeus, queridos!

Nessa quarentena sem fim, uma das coisas que mais tem me entristecido é o número de pessoas queridas que nesse período, partiram desse planetinha adoecido para outras missões. A causa não foi só a Covid não... outras doenças, reincidências,tristeza profunda, medo - nesse momento tão dramático da humanidade, as fragilidades vem à tona com tudo. Tantas mães, avós, tias, pais, parentes, amigos em posts de despedida nas redes sociais! Muito triste. Nesse turbilhão de despedidas, acabei até pausando os obituários aqui no blog. Mas nesse post aqui, resolvi listar as perdas mais sentidas, seja de amigos próximos, colegas, influências ou personalidades que de alguma maneira fizeram parte da minha vida. Adeus, queridos. Suas lutas, sonhos, invenções e todo o amor daí resultante, ficarão para sempre no meu coração.
(Chinês - cinegrafista de TV e grande baterista do ABC - tocou nas bandas Crentes, 64 e os Efeitos Colaterais e Neocínicos, entre outras - ficou paraplégico em 1992, mas grande lutador que era, conseguiu se formar na faculdade de Rádio/TV depois disso e ainda tocou muita bateria em revivals e festas. Nos últimos tempos, troquei várias figurinhas com ele na internet. Valdir Chinês foi um exemplo de superação e paixão pela vida. (em 17/07/2020)
Antonio Bivar se foi aos 80 anos. Dramaturgo, escritor, ícone da contracultura, foi uma grande influência para mim nos anos 80. O seu livrinho de bolso "O Que é Punk" abriu minha cabeça e de muitos amigos. Trombei com ele em alguns eventos, mas o mais emblemático foi no próprio "O Começo do Fim do Mundo", festival punk idealizado por ele em 1982. Valeu pela liberdade compartilhada, Bivar! (em 05/07)
Ouvir pela primeira vez Little Richard - e eu tive essa honra ainda nos anos 1970 - é entrar numa zona de êxtase inexplicável. Ele foi a personificação do rock and roll e ponto. (em 09/05)
Marco Cury era um amigo querido dos bons tempos da Barcelona/São Caetano anos 70/80. O Cury daquela época ainda é bem nítido na minha cabeça: magrelo, elegante, fumando um Marlboro atrás do outro, sorriso largo e uma conversa que podia durar horas. Reencontrei-o na internet uns anos atrás, com o mesmo sorriso, a boa conversa de sempre, bem distante do tabaco e das porcarias mundanas e em, paz, muito em paz com o caminho escolhido para sua existência. E em todas as mensagens que trocamos a partir daí - a última foi em abril - a sua gratidão pela vida era muito evidente. Siga iluminado, grande Cury! (em 08/05/2020)
Kyoshi Ikeda era membro antigo da Academia Popular de Letras e uma pessoa agradabilíssima. Nos agraciou com bons momentos nos saraus da biblioteca Paul Harris.(Em 06/05/2020)
Rubem Fonseca - um dos escritores que eu mais li na vida, desde a coletânea "Para Gostar de Ler" nos anos 1970. Seus contos e romances policiais inauguraram um novo jeito de se contar suspense e o submundo - sem invenciones, com personagens críveis e protagonistas nada geniais, além de criminosos perversos, sem o mínimo de culpa. Rubem viveu bastante, 94 anos e escreveu muito.(em 15/04)

7 de julho de 2020

Cláudia Regina!

Escrevi mais um artigo histórico para a Revista Raízes, desta vez sobre um bar antigo/antológico da minha cidade (São Caetano do Sul -SP) e numa das entrevistas descobri que a cantora Claudia Regina, uma das vencedoras ao lado de Baden Powell e Tobias do VII FIC em 1972, com a música Diálogo (Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro), era daqui e abriu um bar na cidade, Trem das Onze, ainda nos anos 70. Eu já conhecia a música Diálogo, uma boa canção típica de festival, talvez lançada em época errada - a construção dela lembra muito aquelas composições dos festivais de 1966/1967. Pela minha pesquisa e a ajuda de amigos especialistas na internet, consegui saber que Claudia gravou um compacto com 5 músicas logo depois do FIC (incluindo Diálogo e a música tema do filme Tati, a Garota, de Bruno Barreto, composta por Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) e já tinha gravado anteriormente mais músicas de Baden ( como a lindíssima Eu Não Tenho Ninguém) e duas músicas dos irmãos Valle na trilha da novela Ossos do Barão ("Tango" e "Canto de Sereia"). Há também uma interpretação pungente dela para a música "Falsos Amigos" de Dolores Duran e uma participação no programa Flavio Cavalcanti, (ainda) disponível no Youtube. Mais uma grande voz que foi tragada para dentro do estranho e obscuro redemoinho dos anos 70 e não foi mais ouvida pelo grande público. Com certeza, depois desta ponta do iceberg, vou tentar descobrir mais sobre sua história, ainda mais sabendo que ela andou por aqui bem perto de mim. Há uma história ventilada de que Elis Regina boicotou a cantora na Philips, e mesmo que tenha sido dito por uma fonte confiável, precisa ser averiguada. Assim que tiver mais, compartilho aqui. Por enquanto, curtamos o que está disponível. (https://www.youtube.com/watch?v=iJyB5aimXec)

30 de junho de 2020

Foto original de Luiz Gonzaga

No leilão virtual essa foto estava como "artista desconhecido". Preço? cinco pilas pra começar. Arrematei no preço inicial e o correio acabou de me entregar essa maravilhosa foto original do grande Luiz Gonzaga! (no verso, as informações: Foto Fernando - Avenida Marechal Floriano, 165 - Sobrado-Rio). Mestre Lua, bem-vindo ao acervo!

27 de junho de 2020

Desenho do Gabriel Canos (primeira metade da década de 2000)

Meu filho Gabriel adorava quando pequeno desenhar a lápis, principalmente miniaturas, heróis e criaturas mirabolantes saídas de sua cabeça fértil. Sempre amei seus desenhos. Hoje eu encontrei em uma caixa esse desenho a lápis de um herói bem interessante, com os detalhes de seu traje didaticamente desmembrados para nossa apreciação.

26 de junho de 2020

Sérgio Sampaio ao vivo na Universidade Federal do Espírito Santo (1993) - via Youtube/ Canal Frases Sergio Sampaio

Sérgio Sampaio era muito bom em compor, em cantar e em tocar. E fazia uma música genuína, singular, sem precedentes. Que bom que nesse futuro presente em que vivemos, podemos acompanhar um show intimista desse, para uma plateia seleta em uma universidade (UFES) há 27 anos atrás, na íntegra! Meses depois, em 1994, Sérgio Sampaio deixava nosso planeta para outros voos e missões.Viva Sampaio!
https://www.youtube.com/watch?v=ut7G-f18VoU

24 de junho de 2020

Adeus, banca!

Sempre fui um daqueles chamados "ratos" de sebos e bancas de jornais. Nos bons tempos de infância e adolescência e mesmo depois, já marmanjo, adorava ficar "descobrindo" novas revistas, e no caso das bancas, amava saber dos lançamentos ou achar por acaso um grande lançamento sobre música ou de algumas daquelas editoras nanicas dos anos 80, que sem aviso prévio, inundava as bancas com gibis cheios de quadrinhos brasileiros ou com HQs internacionais (quase sempre na base da pirataria). Bem pequeno eu ia com meu pai e minha mãe, mas quando comecei a ganhar meu próprio dinheiro,passei a ir com minhas próprias pernas às bancas próximas da minha casa. Na época tinha pelo menos quatro bancas próximas ( hoje tem uma!) e uma delas era a do Carlão, próxima à padaria Canoa (essa proximidade de padarias era comum - comprava-se pão, tomava-se café e comprava-se jornal e revista - esse era o pacote habitual). No Carlão, fiz minha primeira coleção completa de fascículos - Os Bichos - e comprei muitas revistas de rock, gibis da Disney e Marvel, edições especiais e as já citadas revistas de editoras menores, que geralmente não passavam do número 2. O tempo passou e as coisas mudaram bastante. As revistas de música ainda saem, mas bem esporadicamente e ainda resta a Rolling Stone, a Rodie Crew e mais uma ou duas sobre o tema. Me lembro quando comprava na banca pelo menos duas ou três revistas de música diferentes - incluindo aquelas revistas-pôsteres da Editora Três que fez muito sucesso por um tempo. Comprei também muita revista Roll, Som Três e Música. Quadrinhos nem fala! Completei minha coleção da Animal em banca! A revista especial Monga, editada pela dupla explosiva Jal & Gual, comprei em banca. Terror da D-Arte, dezenas de lançamentos da Sampa, da Press, comprei em banca. Conan, Spirit, Aventura & Ficção, completei em banca. E a banca do Carlão era a que eu mais visitava. Como não sou muito de mudar meus hábitos, continuei indo às bancas, mesmo que soubesse que as revistas já não vinham com muita regularidade. Aos domingos continuo indo em outra banca próxima, a do Fernando, seguindo a tradição do meu pai, falecido no ano passado, que ia lá nesse mesmo dia comprar seu jornal. Na do Carlão, onde sempre fui muito bem atendido pelo próprio e por suas irmãs, comprava ultimamente algumas avulsas da Disney (Culturama) e J. Kendall, Aventuras de uma Criminóloga, da Mythos, que sai bimestralmente (tenho do nº1 até hoje, 16 anos de revista, todas compradas no Carlão). Então, eu fui ontem buscar minha "criminóloga sagrada" e soube que a banca - que nos últimos tempos já reformada como loja, vendia muita coisa de papelaria, brinquedos e lembranças - não ia mais vender revistas. Ou seja, a banca tradicional não existiria mais a partir dessa semana. Fiquei triste, muito triste. Embora saiba que essas mudanças são inexoráveis, que o consumo mudou, as editoras mudaram, as revistas mudaram (o filão das editoras são as edições especiais e de luxo em livrarias), me senti sem chão, depois de tantos anos. Ainda vou insistir nesse hábito, afinal ainda existem revistarias maiores que ainda aguentam o tranco, caso da excelente Casinha das Letras na minha cidade, bem grande, e que para sobreviver também vende livros e tem uma cafeteria interna. E ainda vou continuar prestigiando a única banca próxima que me resta - a do velho Fernando. Quanto à banca do Carlão, só tenho a agradecer por todo esse tempo como assíduo freguês e por tantas edições fantásticas adquiridas. E torcer para que eles continuem no bairro, vendendo o que seja mais em conta nesses tempos tão estranhos e enigmáticos para o comércio em geral. Abaixo, uma foto em que atravesso a rua rumo à banca do Carlão (oficialmente, Banca Oriente), no início dos anos 90.

20 de junho de 2020

Live em prol do Retiro dos Artistas (20/06/2020)

Rolando nesse momento live na página do banco BTG Pactual no Youtube com muita gente boa (veja folder abaixo). E a renda vai para o Retiro dos Artistas! (link abaixo)
https://www.youtube.com/watch?v=CMu_MsYDJIQ

18 de junho de 2020

"Sandra" (Refavela -1977) e suas mulheres

Uma das músicas que mais amo do Gil é "Sandra" do LP Refavela (1977). E hoje eu li esse depoimento seu sobre as mulheres citadas na canção: "Todas as meninas mencionadas em Sandra foram personagens daqueles dias que eu vivi entre Curitiba e Florianópolis. Maria Aparecida, Maria Sebastiana e Maria de Lourdes me atenderam no hospício durante o internamento imposto pela justiça enquanto eu aguardava o julgamento. A de Lourdes me falava a toda hora: 'Você vai fazer uma música pra mim, não vai?' 'Vou'. Carmensita: essa - foi interessantíssimo -, logo que eu cheguei, ela veio e me disse, baixinho: 'Seja bem-vindo'. Lair era uma menina de fora, uma fã que foi lá me visitar. Salete era de lá: 'Meu café é muito ralo', me falou. 'É exatamente como eu gosto, chafé', respondi. Cíntia: também de Curitiba, como Andréia. Quando passamos pela cidade, me levou ao sítio dela uma tarde; foi quem me deu uma boina rosa com a qual eu compareceria ao julgamento mais adiante, em Florianópolis, e com a qual eu apareço no filme Os Doces Bárbaros. Ana: ficou minha amiga até hoje; de Florianópolis. E Dulcina, que era a mais calada, a mais recatada de todas na clínica, a mais mansa - era como uma freira -, foi a única que um dia veio e me deu um beijo na boca.Sandra, citada no final da letra, era minha mulher, que preferiu não ir a Florianópolis e com a qual eu associei a idéia do hexagrama da torre, tirado no I Ching, um dos meus livros de cabeceira naquele período: a que tomava conta de tudo; onde eu estivesse, o seu olhar espiritual me acompanharia; seu ente se espraiaria, estendendo-se por todas as mulheres com quem eu convivesse. A ela as mulheres citadas na letra remetiam por representarem o feminino, a minha sustentação naquele momento" (Gilberto Gil)
https://www.youtube.com/watch?v=VeifmgE5c8w&list=PLrt7VbxNS8rfXC84NUoh0wu3bSTNhF9QZ&index=7

13 de junho de 2020

Mini-ilustração no chá Dr. Oetker

Hoje cedo, descobri essa mini-ilustração na ponta do saquinho do chá Dr.Oetker. Um desenho bem feito que eu acredito não chamar a atenção de quase ninguém, visto seu exíguo tamanho de poucos centímetros. Queria muito saber quem ilustrou - uma pena que nesse mundo corporativo quase nunca se dê créditos a slogans, ilustrações de embalagens, etc. Esse chá Dr.Oetker também traz uma miniatura de bicho (cachorro, baleia,pavão, gato) em plástico, como prendedor de sachê. (atualização 24/06: vi depois que na verdade são várias ilustrações diferentes! oba!)

7 de junho de 2020

Documentário de Lucia Turnbull

Lucia Turnbull, considerada a primeira guitarrista do Brasil, parceira de primeira hora de Rita Lee, com quem fez a dupla Cilibrinas do Éden, além de participar de projetos de Liminha, Tutti Frutti, Caetano Veloso e Gilberto Gil, é a protagonista deste documentário de Luiz Thunderbird e Zé Mazzei para o projeto Mov.doc apresenta Diretores Convidados, do UOL. Ela também fez teatro, disco solo em 1980 com a música Aroma de Gil fazendo sucesso na época e foi muito amiga de Leminski quando morou em Curitiba. Tem muita música inédita, incluindo a palhinha que ela deu no final do doc. Assistam: https://www.uol.com.br/mov/videos/2020/06/05/lucinha-turnbull.htm

4 de junho de 2020

Nara Leão e Sérgio Ricardo na revista Pererê (janeiro de 1964)

Desde que eu escrevi aqui e para o site Colecionadores de HQs sobre o Pererê do Ziraldo - especificamente sobre a edição 3 em que o Dorival Caymmi aparecia em pessoa na Mata do Fundão (aqui: http://almanaquedomalu.blogspot.com/2009/10/bau-do-malu-11.html e aqui https://almanaquedomalu.blogspot.com/2015/09/perere-n-3-dezembro-de-1960-devidamente.html)já tinham me ventilado que em uma outra edição do Pererê na editora O Cruzeiro aparecera também a musa da Bossa Nova Nara Leão ( um deles foi o grande colecionador de Campinas, Reinaldo Picheco). Pois por esses dias, procurando outra coisa (é sempre assim!) me deparei com um estudo acadêmico sobre o Pererê e pimba! apareceu no meio do texto uma imagem da tal edição. Consegui fotografar a imagem ( ainda estou sem scanner) e não ficou nenhuma Brastemp, mas vale o registro! A edição é a de janeiro de 1964 e pelo que pesquei a história é sobre festival de música popular ( aparecendo portanto mais artistas no gibi). Enquanto não consigo a edição inteira, fiquem com esse quadro, em que aparece na mesma cena Nara Leão e o grande Sérgio Ricardo, desenhados por Ziraldo e equipe. Aliás, mando um grande abraço para o compositor/músico/diretor/artista plástico, que não anda bem de saúde. Força, Sérgio Ricardo!

3 de junho de 2020

Universo Rick - reprises

Muito bacana ter participado por duas vezes do programa Universo Rick do meu amigo Ricardo Rick Martins. Nesta quarentena os canais Rede NGT e TV GABC estão reprisando todos os programas! A NGT passa nos seguintes canais: Vivo TV Fibra: Canal 12 (Osasco), Claro NET TV: Canal 11 (Osasco), Oi TV Fibra: Canal 16 (Rio de Janeiro). A TV GABC está no canal 3 da NET.

2 de junho de 2020

27 de maio de 2020

Lendo: "Em Busca da Alma Brasileira", biografia de Mário de Andrade por Jason Tércio ( Editora Estação Brasil)

O Ruy Castro comenta em seu texto publicado na última capa deste livro, "(...) aprendi mais sobre 1922 e o Modernismo do que em quase tudo o que já tinha lido a respeito. É para mim, o melhor livro feito até hoje sobre aquela turma - nunca as suas grandezas e pequenezas ficaram tão evidentes". Passei da metade do livro na leitura, mas já concordo inteiramente com o Ruy: os detalhes, as minúcias e as apurações do texto do Jason Tércio são de se tirar o chapéu. Também estou aprendendo muito e recomendo aos leitores deste blog.

19 de maio de 2020

"Fronteiras do Além" de Jayme Cortez (Pipoca& Naquim)

O Fabio Moraes me passou agora a ótima notícia: finalmente o mestre Jayme Cortez - figura primordial da HQ nacional falecido em 1987 e que já apareceu bastante aqui no blog - tem uma antologia de terror à altura de sua obra. O pessoal da Pipoca & Nanquim, que tem feito um trabalho primoroso de resgate de grandes artistas mundiais dos quadrinhos, como Estebán Maroto, Wally Wood, entre outros - fez este vídeo de apresentação do livro "Fronteiras do Além", que vem com toda a produção de Cortez na nona arte, com capa dura, papel de ótima gramatura e formato grande. Parabéns a todos os envolvidos - e um abraço ao meu amigo Fabio Moraes, que administra o arquivo do mestre e vem há muito tempo fazendo "milagres" com esse material - vide museu em Portugal, álbum luxuoso do Zodíako, etc. Mais um ponto pra você! Assistam o vídeo logo depois da imagem da capa abaixo ( lançada originalmente na revista da Ideia Editorial, "Um Passo Além" nº1.
https://www.youtube.com/watch?v=EWDmgvShboM&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0XNzr5q9eg31Pqxnqr3y-wd4pttuEC_NxQydJRDYOalEZ7Uvm-d4fv_aI

16 de maio de 2020

Capa do Mês: Piauí 164 (maio de 2020)

Independente de esquerda, centro ou direita, qualquer ser humano que não esteja variando das bolas já sacou que esse presidente que tá aí (não vou falar o nome dele - olhem na capa abaixo) não tem capacidade de administrar ou comandar nem um cômodo da sua casa. Ele é intransigente, maniqueísta, delirante, propagador de fake, autoritário, cruel, insensível, incoerente, e por aí vai. E bem nesse momento inédito no mundo todo, em que a humanidade se sente acuada diante de um vírus totalmente desconhecido pela ciência, o Brasil é "presenteado" pela sua presença, que já derrubou dois ministros da saúde em um mês. Enquanto ele grita "Cloroquina" - remédio que não foi testado totalmente para o coronavírus -, brada "Voltem ao trabalho" e se mistura ao seu séquito patético que pede a volta da ditadura e se aglomera babando ódio contra os heroicos médicos e enfermeiros, o Brasil se aproxima rapidamente ao primeiro lugar na lista do epicentro da doença. Essa capa do mês é retrato de tudo isto - ou pior: o presidente não só agarra a morte, como libera sua sombra para todos os rincões do país, indistintamente.

6 de maio de 2020

Festival Digital de Poesia da Academia Popular de Letras da Biblioteca Municipal Paul Harris - SCS

Participei com muito gosto dessa iniciativa da Biblioteca Paul Harris e da Subsecretaria Municipal de Tecnologia e Inovação, ambas da minha cidade São Caetano do Sul, e seus respectivos idealizadores, Ana Maria Guimarães Rocha, presidente da APL E responsável pelas bibliotecas públicas do município e Nelson Albuquerque, membro da APL e da secretaria. Se a ideia de criar um festival digital de poesia, aberto não só para os munícipes ou membros da Academia Popular de Letras, mas a todos os escritores desse Brasilzão que por ventura tiveram acesso à página da APL no Facebook, já é um oásis cultural nessa quarentena atual, ficou ainda melhor a forma como o projeto foi feito - os poetas selecionados divididos em forma alfabética,com cada poesia em uma janela (daí o símbolo do festival) e paralelamente a edição dos minilivros digitais, com uma singela e bonita diagramação. Minha poesia selecionada, "A Volta", aparece tanto na "janela" como no minilivro nº1. E eu estou muito bem acompanhado: poetas de vários locais do Brasil (veja os números abaixo) com produções viscerais e pungentes. Agradeço muito pela oportunidade! Os números do festival falam por si e comprovam o sucesso do projeto! 94 Inscritos 42,6% de São Caetano do Sul 31 Cidades participantes 13 Estados brasileiros representados OS ESTADOS E SUAS CIDADES Amapá: Macapá Bahia: Porto Seguro e Salvador Espírito Santo: Serra Goiás: Formosa Maranhão: São Luís Minas Gerais: Belo Horizonte Paraná: Curitiba e Quatro Pontes Rio de Janeiro: Rio de Janeiro Rio Grande do Norte: Mossoró Rio Grande do Sul: Porto Lucena e Viamão Santa Catarina: Florianópolis e São Bento do Sul São Paulo: Aparecida, Barretos, Bauru, Guaratinguetá, Guarulhos, Jandira, Mauá, Mogi das Cruzes, Santa Bárbara D'Oeste, Santana do Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Paulo e Suzano Sergipe: Indiaroba. Quem quiser visualizar o projeto e descobrir seus detalhes é só ir para o blog da Academia: https://academiapopulardeletras.wordpress.com/2020/05/06/festival-digital-de-poesia-esta-no-ar-clique-leia-compartilhe/

5 de maio de 2020

Maynard Ferguson faria 82 anos em 04/05/2020 ( por Nilson Simonelli)

Vi esse texto do meu velho amigo Nilson no FB e imediatamente pedi a ele que me cedesse para o blog. Maravilhosa lembrança que acabou ressuscitada na minha cabeça depois de ler seu post - eu sabia que tinha visto o Ferguson mas como em quase todos os shows dos anos 80/90, acabo misturando tudo - lugar (onde foi mesmo?), pessoas (quem foi mesmo comigo?) e ano (quando?). O que me salva muitas vezes são os ingressos que acabei guardando, mas não são todos (esse aqui por exemplo não guardei). Segue então o texto do Nilsão e a música que ele escolheu para o post. Valeu, Nilsão!
Dia 04/05. Maynar Ferguson. Hoje faria 82 anos. Falecido em 2006, para mim o maior trompetista de todos os tempos. Tive o prazer de vê-lo, junto com os inseparáveis Rick Berlitz e Marcos Eduardo Massolini, em São Paulo, no bar do Maksoud Plaza. Três caipiras num hotel de luxo...rs. Como diria meu saudoso professor Edgar (Capitão), ele desenrolava o trompete! Ferguson deu ao instrumento um patamar jamais alcançado, com agudos antes considerados fora de sua tecitura. Com mais de 60 discos em sua carreira, fez uma legião de fãs e principalmente de músicos, que buscavam aquelas notas nas alturas, com glissandos e vibratos que só ele sabia fazer. Fica aqui minha homenagem, com a sensacional MacArthur Park (Nilson Simonelli) ----------------------------- -------------- https://www.youtube.com/watch?v=wBhV7DKnXkg&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3m5wsICUQ8wtwTKBr7Qx8pfX7jlzAhCEFEFqXiSg5o4gpVyOon_o5KszE

4 de maio de 2020

Aldir Blanc (1946-2020) e Flavio Migliaccio (1934-2020)

Um dia tristíssimo na cultura e nas artes esse dia 04.05.2020. Partiram Aldir Blanc e Flávio Migliaccio. O primeiro, herói da minha juventude e um dos maiores letristas/compositores da música brasileira. O segundo, herói da minha infância. Aldir, que eu já conhecia das geniais músicas com João Bosco - eternizadas nos anos 70 por Elis Regina - e cantava desde guri aquela fantabulástica letra sua na voz do MPB-4, "Amigo é pra Essas Coisas (com Silvio da Silva Jr - 1970), mas que me aprofundei pra valer nos anos 80, via Diretas, quando comprei os discos, procurei seus livros e descobri as novas com Guinga, Moacyr Luz e outros - mais pérolas do seu criadouro genial ( o disco Simples e Absurtdo, de 1991, com Guinga, comprei quando saiu e está aqui no blog como um dos discos chaves da minha vida). Já Flavio Migliaccio, um ator sublime, do humor, mas aquele humor que andava junto com seu olhar de fragilidade - foi meu herói quando eu ainda pulava do sofá com toalha amarrada nas costas: Shazam e Xerife (com Paulo José) foi um clássico da minha infância, cheio de gags, correrias, mágicas, emoções. Quem viu a camicleta, viu!! (procurem no Youtube). Depois com o personagem Maneco, permaneceu mais ainda na mente e no coração da molecada dos 1970. Um monstro em filmes, teatro e novela. Não preciso nem dizer que eles vão deixar uma cratera imensa na nossa cultura...obrigado aos dois pelo legado!

30 de abril de 2020

Live 4 Quadrinhos hoje!

Hoje às 14h, haverá um bate papo sobre quadrinhos na página Viagem ao Fundo do Baú (Facebook) do amigo Francisco Ucha, que trará mais alguns amigos em comum para uma conversa sobre Neal Adams e Joe Kubert, dois monstros das HQs, e as reformulações revolucionárias que eles fizeram em dois personagens icônicos no início dos anos 70, Tarzan (Kubert) e Batman(Adams). O debate faz parte da série Live4 Quadrinhos e contará com a presença do próprio Francisco Ucha e também com Toni Rodrigues, Marcelo Naranjo e Ligia Colares. Imperdível!

26 de abril de 2020

Rolling Stones: participação em live e música nova lançada

Os Rolling Stones completam em 2020, 58 anos de existência! E pelo jeito sem aposentadoria à vista. Apesar do isolamento forçado pelo coronavírus, a banda está mais ativa do que nunca: gravando inéditas desde o ano passado, a banda interrompeu as atividades em estúdio, mas as composições continuaram a ser buriladas mesmo à distância. Depois de uma elogiada participação na megalive "One World - Togheter at Home" (tocando a clássica You Can't Always Get What You Want), via Youtube, que contou com participações de vários artistas pelo mundo todo ( Paul McCartney, Elton John, Eddie Vedder, Chris Martin, Lady Gaga, entre muitos outros), a banda resolveu lançar uma música inédita, "Living in a Ghost Town", que já estava quase pronta, mas sofreu algumas alterações na letra por conta da nova situação global de pandemia. Entre os trechos da letra, Jagger canta que "a vida era tão bonita, aí todos nós fomos trancados". Vejam no link abaixo o novo clip e a participação dos Stones na live global (com a hilária performance de Charlie Watts, "sem bateria"). https://www.youtube.com/watch?v=LNNPNweSbp8..............................https://www.youtube.com/watch?v=N7pZgQepXfA

23 de abril de 2020

Hoje, 23/04, dia de Pixinguinha e Dia Nacional do Choro

Hoje é o dia que se comemora o nascimento do genial Pixinguinha - Alfredo da Rocha Vianna Filho - 23/04/1897.E hoje, por conta desse genial rebento, é também o Dia Nacional do Choro. Desde cedinho estou ouvindo seus discos, entre eles, um que gosto muito: " A Música Genial de Pixinguinha", LP que saiu em 1980 pela gravadora Marcus Pereira, com muita gente boa interpretando clássicos e petardos do mestre. Querem ouvir comigo? copiem o link: https://www.youtube.com/watch?v=UPy_40ofgMg&fbclid=IwAR2-91WAgjQBNLN68ZggnnNRnFYTLDNFTv23bwOmbf2DAonBi49rNAmszBI

21 de abril de 2020

Moraes Moreira (1947-2020)

A primeira lembrança que tenho do Moraes Moreira é a sua música "Pombo Correio", de 1977. Eu tinha 10 anos e embora conhecesse de "ouvido" algumas músicas dos Novos Baianos, só fui conhecer sua fase anterior anos mais tarde. Pombo Correio foi uma das músicas que mais me marcaram nos 70. "Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira" de 1979, é outra grande composição e mais moderna do que nunca. Depois fui acompanhando de perto sua carreira, incluindo suas músicas festivas dos anos 80 ( e o estouro de Festa do Interior, de 1981, na voz de Gal), e principalmente suas habilidades com as cordas, que foi um tanto eclipsada na época em que tocava com Pepeu Gomes, mas que merece ser reconsiderada. Foi nos anos 80 que "redescobri" Novos Baianos e me apaixonei pra sempre - o Acabou Chorare, disco de 1972 está na minha lista top ten, como já foi mostrado aqui no blog. Moraes, além de ótimo compositor, entrou para a história como o primeiro a cantar em cima de um trio elétrico e pelo que vi nas matérias de seu falecimento (ocorrido no dia 13/04) foi também uma ótima pessoa - os vizinhos deram depoimentos emocionados sobre ele e um farmacêutico da farmácia que Moraes era freguês tomava café da manhã todo dia com ele. Valeu Moraes Moreira, por deixar a trilha da minha vida mais encantada. Que a sua passagem seja tranquila, ao som de uma boa guitarra baiana.
https://www.youtube.com/watch?v=bxcz9Sb-vAY&list=PLkuNkdx6CACVxaRX78UBgAHNoewyb61yD

16 de abril de 2020

Live Stream de David Gilmour hoje (16-04) no Facebook

Acabei de ver matéria da 89FM sobre live de David Gilmour hoje! Ao que parece, ele anda aparecendo em algumas lives menores por esses dias e hoje anunciou mais um som direto de sua house às 16h30, no Facebook. Vou assistir e depois eu colo o link aqui com a live completa, ok? o link da matéria com os detalhes, aqui: https://www.radiorock.com.br/2020/04/16/david-gilmour-pink-floyd-anuncia-live-para-esta-quinta-feira/?fbclid=IwAR100c0JASUdklAraYSxU61eb03uNUqiZn6_r0yDWWVTKGoJqwxk2h19DKo

15 de abril de 2020

A live impressionante de Guilherme Arantes

No sábado(11) acompanhei a live do Guilherme Arantes, diretamente da Espanha, onde mora com sua esposa em uma cidade medieval chamada Ávila. Prometi acompanhá-lo do começo ao fim e acabei me surpreendendo com a duração - mais de cinco horas! - e ainda com a incrível resistência do compositor, já que ele permaneceu esse tempo todo em frente ao seu teclado, sem ir ao banheiro e só parando poucos segundos para tomar um chazinho ou uma água! Nessa maratona elástica, Guilherme exibiu toda sua excelência nas teclas - ele é laureado internacionalmente no piano e demonstra isso tocando fluentemente qualquer gênero musical - e jorrou seu vasto repertório, mesclando sucessos inesquecíveis e lados B de sua longa carreira. Ao lado das canções autorais, emendou obras brasileiras e internacionais numa seleção pra lá de eclética. E dá-lhe "Cuide-se Bem", "Extase", "Planeta Água", "Amanhã", "Xixi nas Estrelas", "Meu Mundo e Nada Mais", "Fã número 1", "Um Dia um Adeus", "Pedacinhos", "Baile de Máscaras", "Deixa Chover", "O Melhor vai Começar", "Cheia de Charme", "Orquídea", "Brincar de Viver", etc, do seu repertório próprio. E dá-lhe Beatles (The Long and Winding Road, Let it Be, Hey Jude, Something, ), Supertramp (The Logical Song), The Smiths, Elton John (Skyline Pigeon, Goodbye Yellow Brick Road, , Pink Floyd (Summer 68), Caetano Veloso (Terra), Gilberto Gil ( Se Eu Quiser Falar com Deus), Bread (Everything I Own), John Lennon (Imagine), Simon & Garfunkel ( Bridge Over Troubled Water), Tom Jobim, Bach, Cat Stevens, Alan Parsons Project, Human League, the Korgis, Mamas and Papas, Cindy Lauper, Led Zeppelin, Keane, Beto Guedes, Milton Nascimento, Ana Vilela (Trem Bala, que ele chamou de obra-prima e ficou emocionado), Tears for Fears, Toto, Eagles, Billy Joel, 10CC, Eurythmics,etc etc . Embora sem patrocinadores como nas lives sertanejas, o músico anunciou antes e durante a apresentação que a live foi promovida em apoio a comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, no combate ao coronavírus, divulgando o link para doações (https://www.esolidar.com/br/crowdfunding/detail/3-g10-apoie-paraisopolis-a-combater-o-corona-virus?lang=br). E tocou, tocou, tocou, se distraiu com as mensagens, errou algumas letras, interrompeu ás vezes pra dizer que no Facebook o som estava mais alto e no Instagram a imagem era melhor, tocou alguns trechinhos instrumentais ( como a Lady Jane dos Stones), e só parou mesmo porque cansou, senão continuava, tal era seu entusiasmo e emoção. Valeu por essa, Guilherme Arantes - se já te achava um puta profissional e músico excepcional, essa live acabou emoldurando essa impressão.
A live toda, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=2iklmd7gcmg

14 de abril de 2020

Vida Longa ao Rock! Fique em Casa. (Kiss FM)

A Almap, agência que costuma trazer à tona boas ideias, lançou essa campanha para a Kiss FM, "Vida Longa ao Rock.Fique em Casa", com pôsteres incríveis de luminares do rock como Keith Richards (76 anos), Paul McCartney (77) e Patti Smith (73). O mote, espertamente, usa o mantra solicitado por especialistas do mundo todo (Fique em Casa) e ao mesmo tempo, nas entrelinhas, louva a presença e pede proteção à saúde desses queridos ídolos "idosos" do rock, todos no chamado grupo de risco do coronavírus. Pelo que consta, ainda sairão numa segunda fase da campanha pôsteres de Ozzy Osbourne (71), Nancy Wilson (66), Little Richards (87), Angus Young (64), Jimmy Page (76) e Steven Tyler (71). Seguem os três primeiros...

8 de abril de 2020

Colecionador de selos de Niterói é elogiado pela empresa aérea holandesa KLM (matéria do jornal O São Gonçalo)

Hoje me deparei com essa curiosa matéria na internet, via O São Gonçalo, que conta como a empresa aérea holandesa KLM se encantou com os itens do colecionador niteroiense Heitor Fernandes selecionados na II Exposição Virtual Filatelia Ananias (no site e Facebook) que vai até 30/04. A empresa se surpreendeu com a sua coleção filatélica relacionada à KLM, incluindo selos, cartões e envelopes de vôos e escreveu e-mail elogioso diretamente para Fernandes. O colecionador sempre gostou de aviões e quando moço pensava em ser piloto, mas quis o destino que ele se tornasse funcionário dos Correios, onde está há 37 anos, inicialmente como carteiro e atualmente como funcionário do suporte ao cliente. Para saber mais sobre essa história peculiar, copie o link abaixo. O selo acima, que abre a boa matéria de O São Gonçalo escrita por Rennan Rebello, comemora as atividades da KLM em Camarões/África. https://www.osaogoncalo.com.br/cultura-e-lazer/80555/klm-da-holanda-elogia-colecionador-de-selos-de-niteroi-por-sua-colecao-sobre-a-empresa

2 de abril de 2020

Visitando a Pinacoteca de São Paulo sem sair de casa!

Nestes tempos nefandos de coronavírus, a criatividade deve vicejar para que a gente não enlouqueça/esmoreça. Além de novos links para cursos online, ebooks, shows acústicos e lives, nos últimos dias pipocam na rede tours culturais bem interessantes. Pela ferramenta iteleport (abaixo), por exemplo, pode-se visitar museus e casas culturais como se estivesse ali de corpo presente. Sigam lá uma visita à fantástica Pinacoteca de São Paulo e vejam com seus próprios olhos.
https://www.iteleport.com.br/tour3d/pinacoteca-de-sp-acervo-permanente/

27 de março de 2020

Daniel Azulay (1947 -2020)

O mestre da arte e do desenho na TV. Crianças que cresceram entre 1975 e o início dos 90 levaram vida afora essa imagem do grande Daniel Azulay, um pioneiro em ensinar desenho na telinha. Muitos de seus pequenos (e outros nem tão pequenos) telespectadores, inclusive, seguiram carreira na arte graças ao seu programa, que misturava aula de desenho, brincadeiras, esculturas de sucata e muita diversão com a sua Turma do Lambe Lambe. Ontem, infelizmente, Azulay faleceu depois de contrair o coronavírus, e por estar em tratamento para leucemia, não resistir.Tinha 72 anos. Há um ano e meio atrás conheci-o pessoalmente, na premiação do troféu HQMix 2018 no Sesc Pompeia, onde ganhou o prêmio pela sua carreira. A foto que publiquei aqui no blog (e replico abaixo), mostrava bem como ele estava com a mesma cara dos anos 80 , além do figurino pra lá de original! Sua simpatia naquela noite especial foi contagiante! Obrigado mestre por espalhar arte num tempo em que não havia internet e os métodos de desenho eram caros. Em tempo: Azulay, além de arte-educador e pai da Turma do Lambe-Lambe, foi um excelente artista plástico, designer e ilustrador. E nos quadrinhos, além da própria turma do Lambe Lambe, que virou gibi nos anos 80 pela Bloch e Editora Abril, também fez uma tira para os jornais entre 1968 e 1969 que acabou se tornando histórica: Capitão Cipó. Também publiquei aqui no blog um programa do filme/show dirigido pelo seu irmão, Jom Tob Azulay, "Os Doces Bárbaros" (1978) com ilustrações incríveis de Daniel. Republico aqui uma página ( as outras estão no link no final).
https://almanaquedomalu.blogspot.com/2018/11/bau-do-malu-76-programa-original.html