Hoje não é só dia do aniversário do poeta maior Carlos Drummond de Andrade. O Instituto Moreira Salles, que cuida do acervo do escritor, resolveu transformar esse dia 31/10 em Dia D - Dia Drummond, já incluído no calendário cultural oficial do Brasil. A inspiração veio da Irlanda: no dia 16/06 é comemorado lá o Bloomsday, celebrando todo ano a obra de James Joyce. Acompanhem a matéria do Estadão sobre a efeméride e toda a programaçãoespecial para hoje:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,carlos-drummond-de-andrade-ganha-seu-dia,792753,0.htm
31 de outubro de 2011
24 de outubro de 2011
Legião nas bancas
O filão dos disquinhos/livretos em banca continua rendendo. Depois das coleções de Chico Buarque e Tim Maia, a Abril Coleções, em conjunto com a Gandra Editorial, investe em mais uma escolha certeira: Legião Urbana. Na semana que comemorou os 15 anos da morte de Renato Russo, ancorou nas bancas o primeiro CD, Legião Urbana (1985), o primeiro da discografia original do grupo ( a coleção seguirá a cronologia). Legião Urbana - Dois (1986) aparece hoje à venda, por R$17,90 ( mais caro que as coleções anteriores, mas ainda assim mais barato que os CDs novos por aí). O primeiro está R$9,90 e ainda dá tempo de encontrar. A nova série, com 15 lançamentos no total, segue à risca o formato das coleções anteriores, ou seja, livreto capa dura que mantém a arte de capa original ( com pequenos acréscimos gráficos) e texto histórico que engloba a trajetória da banda, capítulos específicos sobre a produção e faixas de cada disco e os acontecimentos paralelos ocorridos no país. Além dos discos de estúdio, estão incluídos também cinco ao vivo, além do Música para Acampamentos 1 e 2 (1992) ambos mesclando registros ao vivo com raridades. No final do mês, um livro compilando trechos de entrevistas e versos de músicas – além do box especial para guardar a coleção – também será vendido em bancas, livrarias e afins. Está aí uma chance de ouro pra quem sempre quis completar a sua coleção ou como no meu caso, já tem seus LPs e CDs detonados depois de anos de audições constantes e empréstimos tortuosos.
21 de outubro de 2011
Por dentro dos "modernismos"
A exposição "Modernismos no Brasil", no MAC, é uma mostra única sobre o tão falado mas pouco estudado movimento do começo do século XX.
A mostra é fruto de longo estudo do Modernismo desenvolvido por Tadeu Chiarelli, diretor do museu e professor do Departamento de Artes Plásticas (CAP) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Para ele, não houve um só modernismo no Brasil, mas vários, com vertentes e posturas estéticas diversas, embora todos em comunhão com o "moderno" em detrimento ao "arcaico" conceito de arte do século XIX.
O MAC, para quem não sabe, é um dos museus brasileiros que possui em seu acervo as mais importantes obras modernistas, algumas inclusive, sem serem exibidas há anos. A exposição em si tem cinco blocos com obras de características comuns. Entre as 150 obras expostas, estão as de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Paul Klee, Pablo Picasso, Giorgio De Chirico, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Victor Brecheret, Henri Matisse, Alfredo Volpi, Lygia Clark, Marc Chagall, Ismael Nery, Lasar Segall e muitos outros.
A inclusão de artistas internacionais é proposital, justamente para suscitar uma visão mais ampla sobre a complexidade estética da época. Para os estudantes de arte, um prato cheio. Para o público geral, amante da arte, onde eu me incluo, imperdível.
A exposição é gratuita e foi inaugurada no dia 06/10. Abre ao público de terça-feira a domingo, das 10 às 18 horas, e segue até 29/01/2012.
MAC Ibirapuera, Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3° piso.
Mais informações: (11) 5573-9932
www.mac.usp.br
A mostra é fruto de longo estudo do Modernismo desenvolvido por Tadeu Chiarelli, diretor do museu e professor do Departamento de Artes Plásticas (CAP) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Para ele, não houve um só modernismo no Brasil, mas vários, com vertentes e posturas estéticas diversas, embora todos em comunhão com o "moderno" em detrimento ao "arcaico" conceito de arte do século XIX.
O MAC, para quem não sabe, é um dos museus brasileiros que possui em seu acervo as mais importantes obras modernistas, algumas inclusive, sem serem exibidas há anos. A exposição em si tem cinco blocos com obras de características comuns. Entre as 150 obras expostas, estão as de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Paul Klee, Pablo Picasso, Giorgio De Chirico, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Victor Brecheret, Henri Matisse, Alfredo Volpi, Lygia Clark, Marc Chagall, Ismael Nery, Lasar Segall e muitos outros.
A inclusão de artistas internacionais é proposital, justamente para suscitar uma visão mais ampla sobre a complexidade estética da época. Para os estudantes de arte, um prato cheio. Para o público geral, amante da arte, onde eu me incluo, imperdível.
A exposição é gratuita e foi inaugurada no dia 06/10. Abre ao público de terça-feira a domingo, das 10 às 18 horas, e segue até 29/01/2012.
MAC Ibirapuera, Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3° piso.
Mais informações: (11) 5573-9932
www.mac.usp.br
20 de outubro de 2011
Sergio Sampaio, ex-maldito,agora bendito, ainda restrito, de volta ( graças ao Zeca Baleiro, de novo)
Eu nem ia usar a palavra "maldito", tão maldita que ela é. Acho uma puta sacanagem/injustiça com esse cara que se foi cedo, deixou uma discografia pequena, mas vasta de intenções, modernidade e desprendimento total em relação ao que se faz e o que se fez na MPB. Acabei deixando no título, mas porque saquei o "bendito" na última hora. Bendito, porque não vi nenhum conhecido que tenha ouvido Sergio Sampaio e não tenha gostado. Pelo contrário: a maioria se surpreende que esse compositor tão atento, sensível, de letras sinuosas e inteligentes e música brasileiríssima ( com o samba quase sempre no fundo de experimentações, pós-tropicalismo, rocks, baladas, lamentos e breques) tenha vivido uma carreira tão escondida e no ostracismo. Ok que o compositor era rebelde demais pra quadrada indústria fonográfica e os mandriões do showbusiness ( e foram estes que cunharam a praga daquele rótulo, que depois virou lugar-comum). Depois do estouro de "Eu Quero Botar meu Bloco na Rua", a gravadora queria, vejam vocês, transformá-lo num novo Roberto Carlos das "marchinhas" ( Roberto é seu conterrâneo de Cachoeiro do Itapemirim/ES). Sérgio saltou fora - claro. O mercado era muito estrábico pra perceber a riqueza criativa e as entrelinhas estéticas de uma obra tão diferenciada. Então Sergio Sampaio entrou para o clube dos..... lá vem aquela palavra fdp de novo.... malditos. E vejam vocês a qualidade dos tais malditos deixados de lado pelo incrível mercado musical dos anos 70: Luiz Melodia, Jards Macalé, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Jorge Mautner, Walter Franco...
Eles não eram cordeirinhos e pagaram a insubordinação com um confinamento artístico involuntário.
Nos últimos tempos, um grande fã de SS, Zeca Baleiro,não só começou a gravar e divulgar sua obra, mas também resolveu tirá-lo do limbo discográfico. Primeiro com o lançamento há alguns anos atrás de Cruel, disco que estava no prelo, quase pronto, quando o compositor faleceu prematuramente em 1994, aos 47 anos. E agora, o seu terceiro LP de 1982, Sinceramente, independente e talvez o mais escondido de todos, é lançado pelo selo do compositor maranhense.
Esse disco na época passou completamente despercebido e virou cult com o tempo. Mas assim como o próprio autor está sendo conduzido aos poucos ao panteão dos grandes da MPB, com muita justiça, sua obra vem à tona e prova que de maldita não tem e nunca teve nada. Bendito Sergio Sampaio, bem vindo à luz ( e obrigado, Zeca Baleiro).
As faixas do disco ( e a página do artista no MySpace):
Homem de Trinta: http://www.youtube.com/watch?v=fIbMawGyVfw
Na Captura: http://www.youtube.com/watch?v=yRTEcA2xGu8&feature=related
Tolo fui Eu: http://www.youtube.com/watch?v=mJg_1GBGxj8&feature=related
Só para o seu Coração: http://www.youtube.com/watch?v=0c01x-PTf7s&feature=related
Essa tal de Mentira: http://www.youtube.com/watch?v=gWZPWvXQYv8
Meu Filho, Minha Filha: http://www.youtube.com/watch?v=rg9iUYVdTLo&feature=related
Cabra Cega: http://www.youtube.com/watch?v=-eoI0aSddD8&feature=related
Sinceramente: http://www.youtube.com/watch?v=31ChH81a6rk&feature=related
Nem Assim: http://www.youtube.com/watch?v=_SnGJodqfjw&feature=related
Doce Melodia: http://www.youtube.com/watch?v=4eMf2cU55K0&feature=related
Faixa Seis: http://www.youtube.com/watch?v=duM00wyPxTc
Foi Ela (do compacto de 1974): http://www.youtube.com/watch?v=w27EIT3TSnU&feature=related
Meu pobre Blues ( idem): http://www.youtube.com/watch?v=z4PTa5WtCD4
http://www.myspace.com/velhobandido
Eles não eram cordeirinhos e pagaram a insubordinação com um confinamento artístico involuntário.
Nos últimos tempos, um grande fã de SS, Zeca Baleiro,não só começou a gravar e divulgar sua obra, mas também resolveu tirá-lo do limbo discográfico. Primeiro com o lançamento há alguns anos atrás de Cruel, disco que estava no prelo, quase pronto, quando o compositor faleceu prematuramente em 1994, aos 47 anos. E agora, o seu terceiro LP de 1982, Sinceramente, independente e talvez o mais escondido de todos, é lançado pelo selo do compositor maranhense.
Esse disco na época passou completamente despercebido e virou cult com o tempo. Mas assim como o próprio autor está sendo conduzido aos poucos ao panteão dos grandes da MPB, com muita justiça, sua obra vem à tona e prova que de maldita não tem e nunca teve nada. Bendito Sergio Sampaio, bem vindo à luz ( e obrigado, Zeca Baleiro).
As faixas do disco ( e a página do artista no MySpace):
Homem de Trinta: http://www.youtube.com/watch?v=fIbMawGyVfw
Na Captura: http://www.youtube.com/watch?v=yRTEcA2xGu8&feature=related
Tolo fui Eu: http://www.youtube.com/watch?v=mJg_1GBGxj8&feature=related
Só para o seu Coração: http://www.youtube.com/watch?v=0c01x-PTf7s&feature=related
Essa tal de Mentira: http://www.youtube.com/watch?v=gWZPWvXQYv8
Meu Filho, Minha Filha: http://www.youtube.com/watch?v=rg9iUYVdTLo&feature=related
Cabra Cega: http://www.youtube.com/watch?v=-eoI0aSddD8&feature=related
Sinceramente: http://www.youtube.com/watch?v=31ChH81a6rk&feature=related
Nem Assim: http://www.youtube.com/watch?v=_SnGJodqfjw&feature=related
Doce Melodia: http://www.youtube.com/watch?v=4eMf2cU55K0&feature=related
Faixa Seis: http://www.youtube.com/watch?v=duM00wyPxTc
Foi Ela (do compacto de 1974): http://www.youtube.com/watch?v=w27EIT3TSnU&feature=related
Meu pobre Blues ( idem): http://www.youtube.com/watch?v=z4PTa5WtCD4
http://www.myspace.com/velhobandido
16 de outubro de 2011
Ao mestre com quadrinhos
A semana também vivenciou uma gigantesca discussão sobre a nona arte, graças à onipotente Vejona e seu jornalismo "acima de todas a coisas". A pauta tem seus méritos quando discute alguns critérios difusos do ENEM, mas acaba se embanando quando coloca as tiras cômicas como vilãs e as comparam com literatura. Logo vê-se que o prezado crítico Jerônimo Teixeira não entende bem o espírito real dos quadrinhos e acaba não só tentando rebaixá-lo à sub-arte como na ânsia de defenestrá-lo, se complica até com as estatísticas. Nesses tempos multimídia, meu caro Teixeira, nossos nobres estudantes precisam interpretar literatura, cordel, jornal, letra de música, mídia eletrônica, cinema e QUADRINHOS, que não é subliteratura, mas uma mídia que merece o mesmo respeito que as outras citadas. HQ não emburrece ninguém e muito menos deixa alguém "iletrado".
Segue a matéria ( "A pedagogia do Garfield", Veja 10/10/2011) e algumas reverberações interessantes para vossas devidas interpretações:
https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/10/10/a-pedagogia-do-garfield
http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2011-10-01_2011-10-31.html
http://abibliotecaderaquel.folha.blog.uol.com.br/arch2011-10-09_2011-10-15.html
http://judao.mtv.uol.com.br/livros-hqs/falando-em-quadrinhos-veja-gibis-enem-e-a-supernanny/
http://liberland.blogspot.com/2011/10/literatura-e-quadrinhos-de-novo.html
Segue a matéria ( "A pedagogia do Garfield", Veja 10/10/2011) e algumas reverberações interessantes para vossas devidas interpretações:
https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/10/10/a-pedagogia-do-garfield
http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2011-10-01_2011-10-31.html
http://abibliotecaderaquel.folha.blog.uol.com.br/arch2011-10-09_2011-10-15.html
http://judao.mtv.uol.com.br/livros-hqs/falando-em-quadrinhos-veja-gibis-enem-e-a-supernanny/
http://liberland.blogspot.com/2011/10/literatura-e-quadrinhos-de-novo.html
Lygia, Edson e os Quadrinhos
Na Folhinha de São Paulo da semana passada (08/10/2011) a matéria de capa, "Tempo de criança", trouxe à tona detalhes riquíssimos da infância de alguns famosos. Além de brincadeiras na rua, futebol e cinema, para dois deles, Lygia Fagundes Telles, prestigiosa escritora, e Edson Arantes no Nascimento, o mundialmente famoso Pelé, os quadrinhos também fizeram parte do dia a dia de seus tempos de criança.
Separei os trechos:
* Pelé foi um menino levado e amigo de todo mundo. Ele contou à Folhinha que era divertido viver no século passado, em Três Corações (MG) e depois em Bauru (SP), sem TV e sem internet. Adivinhe qual era o brinquedo favorito dele? Claro que era a bola! Além de álbuns de figurinha e gibis dos heróis Tarzan e Flash Gordon.
* Cabeceira
Nos gibis, as trapalhadas de Bolinha e Luluzinha divertiam as crianças. A revista "Tico-Tico" trazia muita informação. E até em revistas de farmácia tinha histórias de Monteiro Lobato para ler, conta Lygia.
A matéria toda, aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/987302-ex-jogador-pele-conta-as-brincadeiras-e-travessuras-de-sua-infancia.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/987314-didi-tostao-e-lygia-fagundes-telles-falam-de-sua-infancia.shtml
Separei os trechos:
* Pelé foi um menino levado e amigo de todo mundo. Ele contou à Folhinha que era divertido viver no século passado, em Três Corações (MG) e depois em Bauru (SP), sem TV e sem internet. Adivinhe qual era o brinquedo favorito dele? Claro que era a bola! Além de álbuns de figurinha e gibis dos heróis Tarzan e Flash Gordon.
* Cabeceira
Nos gibis, as trapalhadas de Bolinha e Luluzinha divertiam as crianças. A revista "Tico-Tico" trazia muita informação. E até em revistas de farmácia tinha histórias de Monteiro Lobato para ler, conta Lygia.
A matéria toda, aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/987302-ex-jogador-pele-conta-as-brincadeiras-e-travessuras-de-sua-infancia.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/987314-didi-tostao-e-lygia-fagundes-telles-falam-de-sua-infancia.shtml
13 de outubro de 2011
Renato Russo vive
Uma década e meia depois, Renato Russo vive...
sigam lá no Tripicalistas:
http://tripicalistas.blogspot.com/2011/10/15-anos-sem-renato-russo.html
sigam lá no Tripicalistas:
http://tripicalistas.blogspot.com/2011/10/15-anos-sem-renato-russo.html
12 de outubro de 2011
Os "Homens de Letras" de Roberto de Vicq de Cumptich
Essa eu vi na edição especial da "Serrote" para a Flip 2011 e fiquei estupefato. O autor, Roberto de Vicq de Cumptich é um designer e artista gráfico brasileiro radicado em Nova York desde os anos 80. Apaixonado por tipografia, o desenhista retrata escritores utilizando as letras que compõe seus nomes. Para dar mais uniformidade ao retrato, as letras de cada personalidade escolhida são sempre da mesma família tipográfica. O resultado final surpreende e merece ser visto e repassado. Entrem na página do artista (link abaixo) e na listinha com ilustrações para capas de livros, calendários, folhetos, cartazes e outros trabalhos, clique no item "Man of Letters". é bem divertido tentar adivinhar o "retratado letrado" da vez. Além de letras, Roberto usa também outros elementos como animais e itens culinários para compor seus portraits.
http://devicq.com/illustration.html
http://devicq.com/illustration.html
3 de outubro de 2011
Rock in Rio: a maratona de som acabou em água
O Rock in Rio fechou hoje de manhã ( por volta das cinco da matina) depois de um show feliz e empolgante do folclórico Axl Rose e seus novos comandados. A banda entrou horas depois do combinado por conta do temporal que caiu no Rio e destrinchou vários hits no meio do aguaceiro.Um desfecho roqueiro para um festival que muita gente reclamou por ter pouco rock em seu line-up. Eu também acho que o Rock in Rio escala muita gente nada a ver com rock, mas peraí, isso é discussão antiga: em 1985, Medina já escalara Elba Ramalho, Alceu Valença e Ivan Lins, tão rock and roll como o velho Frank Sinatra ou Luiz Gonzaga ( neste caso aqui, Raul Seixas discordava). Acho que tudo isso é um problema de nomenclatura: desde o início o festival se mostrou eclético e só recebeu esse nome porque soa bem para peças mercadológicas. E ponto. No mais, um festival com essa dimensão deve existir por essas plagas sim, e uma maratona de música dessas faz só bem para uma certa juventude que só vê MTV e ouve rádio da moda - ao vivo, na TV ou via web, eu acho que deu pra abrir a cabeça de muito teen por aí. Principalmente para quem deu uma sapeada no palco Sunset, mais experimental, que se nem sempre teve o ensaio necessário, botou muita gente boa no mesmo espaço. No palco principal, os dinossauros não deixaram espaço: Elton John e Stevie Wonder arrasaram. Coldplay, RHCP, Maroon5, Metallica, Guns, System of a Down, Joss Stone, todos mandaram muito bem. Mas essa é só uma visão minha. Música é que nem futebol e religião: cada um tem a sua predileção e a sua opinião. Foram 160 atrações e 700 mil pessoas em 7 dias. Selecionei alguns momentos interessantes abaixo ( misturando Sunset e Mundo, mas claro, sem conseguir incluir todos os bons momentos). E que venham mais festivais, com ou sem rock, mas com música boa e de qualidade.
1- (Jazz + Clube da Esquina) Milton + uma certa cabeluda que arrebentou no baixo:
http://www.youtube.com/watch?v=M2FSAve9bMw&feature=related
2 (Bossa + Soul) A garota de Stevie
http://www.youtube.com/watch?v=H-xVlWyESbM&feature=related
3-( Soul + Jazz) Joss acabando com os cardíacos
http://www.youtube.com/watch?v=qogYXQq1pbs&feature=related
4- ( rock + pop) O hit mais pedido ( e cantado) de todos
http://www.youtube.com/watch?v=IAg9p8Fv3ws
5- ( rock + Renato Russo)) a homenagem mais emocionante
http://www.youtube.com/watch?v=oQ30oipkGsM
6- (rock + melodia+peso+ técnica) os caras do rock visceral e cerebral
http://www.youtube.com/watch?v=z38uRr4hZW8&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=zEc9qQwMuW0&feature=related
7- (piano+ baladas eternas) o clássico e elegante Elton
http://www.youtube.com/watch?v=Q0AlBVfwjKg
http://www.youtube.com/watch?v=2SrMZdTHQ10&feature=related
8- ( tropicália + rock + anarquia) mutações no palco Sunset
http://www.youtube.com/watch?v=43rhQSnVQVc
9- (música italiana + orquestra+ vanguarda) Patton, o doido de plantão
http://www.youtube.com/watch?v=CHjnJzjHaIE&feature=related
10-( surf + funk + punk rock californiano) os Red Hot chacoalham ( e o Flea flana)
http://www.youtube.com/watch?v=YhmSt8AhGPM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=IBFwwgzWdlg&feature=related
11-(metal +industrial +teatro) barulho e mergulho
http://www.youtube.com/watch?v=8vlyDATbNKs
1- (Jazz + Clube da Esquina) Milton + uma certa cabeluda que arrebentou no baixo:
http://www.youtube.com/watch?v=M2FSAve9bMw&feature=related
2 (Bossa + Soul) A garota de Stevie
http://www.youtube.com/watch?v=H-xVlWyESbM&feature=related
3-( Soul + Jazz) Joss acabando com os cardíacos
http://www.youtube.com/watch?v=qogYXQq1pbs&feature=related
4- ( rock + pop) O hit mais pedido ( e cantado) de todos
http://www.youtube.com/watch?v=IAg9p8Fv3ws
5- ( rock + Renato Russo)) a homenagem mais emocionante
http://www.youtube.com/watch?v=oQ30oipkGsM
6- (rock + melodia+peso+ técnica) os caras do rock visceral e cerebral
http://www.youtube.com/watch?v=z38uRr4hZW8&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=zEc9qQwMuW0&feature=related
7- (piano+ baladas eternas) o clássico e elegante Elton
http://www.youtube.com/watch?v=Q0AlBVfwjKg
http://www.youtube.com/watch?v=2SrMZdTHQ10&feature=related
8- ( tropicália + rock + anarquia) mutações no palco Sunset
http://www.youtube.com/watch?v=43rhQSnVQVc
9- (música italiana + orquestra+ vanguarda) Patton, o doido de plantão
http://www.youtube.com/watch?v=CHjnJzjHaIE&feature=related
10-( surf + funk + punk rock californiano) os Red Hot chacoalham ( e o Flea flana)
http://www.youtube.com/watch?v=YhmSt8AhGPM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=IBFwwgzWdlg&feature=related
11-(metal +industrial +teatro) barulho e mergulho
http://www.youtube.com/watch?v=8vlyDATbNKs
2 de outubro de 2011
Duas belas homenagens
Na semana, vi duas homenagens pertinentes que partiram dos estúdios da Maurício de Sousa Produções e compartilho com vocês. O desenho do próprio Maurício de Sousa ( acima) foi feito em homenagem ao editor italiano Sergio Bonelli, que faleceu em 26/09 aos 78 anos. Filho do criador de Tex, Gian Luigi Bonelli, Sérgio sob o pseudônimo de Guido Nolitta criou personagens que viraram clássicos da HQ, como Zagor (1961), Mister No (1975) e fez da Sergio Bonelli Editore um império, editando sucessos incontestáveis como Ken Parker (de Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo), Martin Mystère, Nick Raider, Nathan Never, Akim, Mágico Vento e Julia Kendall. Maurício de Sousa, um fã incondicional dos quadrinhos, usou mais uma vez a sua sensibilidade para homenagear um colega que fez história. A outra homenagem está nas páginas da Mônica nº 57 (de setembro de 2011 - trecho abaixo), na história intitulada "A História hoje é sua", que traz uma linda e justa homenagem ao irmão de Maurício, Márcio de Sousa, autor de algumas histórias clássicas da turma e co-criador de personagens libertários como Bugu e Louco. Márcio, responsável pela área musical da MSP, também foi a inspiração para a criação do Rolo ( da turma da Tina) e o Mano ( de Os Sousa, tira exclusiva para os jornais) e faleceu em 18/06 deste ano.
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| MSP |
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| MSP |
28 de setembro de 2011
Rédson
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| Claudia Guimarães-25.nov.96/Folhapress |
Um dos grandes caras do punk rock nacional faleceu hoje, prematuramente, aos 49 anos : Rédson, fundador da banda Cólera, pioneira do movimento. Compositor, vocalista e guitarrista, montou o grupo ainda nos anos 70, ao lado do irmão e amigos e como bom punk, manteve-se sempre fora do “sistemão” ( ou “monstro sist”, como diria Raul e Coelho),o que não o impediu de falar de ecologia quando ninguém falava, levantar a bandeira da paz em tempos medonhos ( ditadura, guerra do Golfo, guerra fria, lutas ferrenhas entre gangs de rua), excursionar pela Europa (pioneiramente) e lançar seu próprio selo discográfico ( Subs, depois Ataque Frontal). Rédson era uma espécie em extinção: acreditava na “mensagem” e em suas composições não havia meio termo ou metáfora – suas letras sempre tocavam na ferida social. O Cólera estava ativíssimo, tinha gravado um disco em 2009 e preparava novas gravações para um lançamento em 2012. Estrada? Direto, inclusive voltando à Europa quando rolava intercâmbios com selos de lá. Nos gloriosos anos 80, além das famosas coletâneas punks pioneiras, que ouvia em casa de amigos, quase furei de tanto escutar o LP do Cólera “Pela Paz em Todo Mundo”( que minha irmã Helô ganhou na época). Hoje reencontrei-o na estante dos vinis e taquei-lhe na agulha em alto volume. Pelo Rédson, herói do nosso punk! E pela paz no mundo! (luta inteira de sua vida).
Ao Vivo ( Fábrica do Som /1983 e Mixto Quente/1985): http://www.youtube.com/watch?v=SPNxSjMPuro
Histeria ( da compilação Sub - 1983): http://www.youtube.com/watch?v=TGv4XdG58cM
Deixe a Terra em Paz: http://www.youtube.com/watch?v=jV9NEJ1XxYU
Medo (ao vivo): http://www.youtube.com/watch?v=UftAvKM6eYA
Dia Noite, Noite Dia ( e chat); http://www.youtube.com/watch?v=WaxtJsXRztw
Ao Vivo ( Fábrica do Som /1983 e Mixto Quente/1985): http://www.youtube.com/watch?v=SPNxSjMPuro
Histeria ( da compilação Sub - 1983): http://www.youtube.com/watch?v=TGv4XdG58cM
Deixe a Terra em Paz: http://www.youtube.com/watch?v=jV9NEJ1XxYU
Medo (ao vivo): http://www.youtube.com/watch?v=UftAvKM6eYA
Dia Noite, Noite Dia ( e chat); http://www.youtube.com/watch?v=WaxtJsXRztw
26 de setembro de 2011
O arranque do rock no Rock in Rio!
E não é que o rock apareceu no Rock in Rio 4? como eu havia prometido, não pesquei nenhum momento durante o show do Red Hot Chili Peppers. Tim tim por tim tim, vi o Kieds com pouco discurso e muito fôlego ( e um certo curativo no alto da testa - surf in Rio?), Flea elétrico e mirabolante ( como é que esse cérebro não se desloca dentro da caixa craniana? discípulo de Angus), Chad impávido e colossal atrás das baquetas e o novo guitarrista Josh Klinghoffer mostrando que tem cancha para substituir o idolatrado Frusciante. Showzaço que botou no bolso o irregular show de 2001 no Rock in Rio.
O domingão prometia ser o dia mais rock de todos e não decepcionou: no palco Sunset, a série em sequência com Matanza/ B Negão/ Korzus (30 anos de heavy no Brasil!)/ The Punk Metal Allstars (c/ ex-integrantes do Misfits e Destruction)/ Angra (c/ participação da cantora finlandesa Tarja Turunen) e Sepultura fez a festa dos metaleiros de plantão. Por conta dos problemas técnicos, o show da banda Gloria no palco Mundo começou enquanto o Sepultura e a surpreendente Tombours Du Bronx ( com percussionistas franceses realmente metaleiros!) ainda tocavam no palco alternativo. A Glória faz um mistura um tanto frankestein de emo+hardcore e a moçada de preto não quis saber: vaias, copos e xingos pra cima deles; mas os moleques foram firmes e até conseguiram uma trégua dos mais radicais quando mandaram, e bem, covers do Pantera; os americanos do Coheed and Cambria entraram sem guerra, mandaram um som eficiente e pesado, mas talvez inconsistente para um evento aberto deste naipe. Foi a deixa para as atrações seguintes, as mais esperadas, que não só detonaram, como resgataram o espírito cru, rebelde e mítico do gênero que dá nome ao festival. A começar pelo mitológico Motorhead, simplesmente a banda inventora do speed metal: com apenas três elementos, sem frescuras ou firulas, ascenderam a fagulha que logo encandesceria a noite, com clássicos e clássicos. Eles detém a personificação de um rock selvagem e libertário que só se vê hoje em livros de arqueologia - Lemmy, do alto de seus 64 anos, ex-rodie de Jimi Hendrix, é o próprio rock!
Já o Slipknot, esse é cheio de detalhes e idiossincrasias ( e máscaras medonhas). Obsessivamente aguardado por uma horda de fiéis fãs, fez um dos shows mais apocalípticos dos últimos tempos, com direito a moshs na platéia ( o DJ da banda pulou do teto da técnica para a galera duas vezes), bateria giratória, bate-estaca por todos os lados, chamas e uma energia que fez a Cidade do Rock tremer. O nu metal não é a minha praia, mas valeu pela atitude e sinergia.
Com esse ambiente já totalmente amaciado ( ou pisoteado, se preferir), o reverenciado Metallica chegou chegando por volta da 1:30 deste dia 26 para mostrar porque é uma verdadeira lenda na história do rock. Hits atrás de hits, o quarteto, que já completou 30 anos de estrada, uniu vibração, técnica precisa e entrega total ao rock no melhor show do Rock in Rio até agora. Se o RHCP é ação, o Motorhead tradição e o Slipknot detonação, o nobre Metallica é tudo isso junto e também fúria+elegância, emoção+precisão, improvisos+compassos milimetricamente ensaiados. O rock de verdade baixou no Rock in Rio, e esses caras foram os culpados.
http://multishow.globo.com/platb/rock-in-rio/
O domingão prometia ser o dia mais rock de todos e não decepcionou: no palco Sunset, a série em sequência com Matanza/ B Negão/ Korzus (30 anos de heavy no Brasil!)/ The Punk Metal Allstars (c/ ex-integrantes do Misfits e Destruction)/ Angra (c/ participação da cantora finlandesa Tarja Turunen) e Sepultura fez a festa dos metaleiros de plantão. Por conta dos problemas técnicos, o show da banda Gloria no palco Mundo começou enquanto o Sepultura e a surpreendente Tombours Du Bronx ( com percussionistas franceses realmente metaleiros!) ainda tocavam no palco alternativo. A Glória faz um mistura um tanto frankestein de emo+hardcore e a moçada de preto não quis saber: vaias, copos e xingos pra cima deles; mas os moleques foram firmes e até conseguiram uma trégua dos mais radicais quando mandaram, e bem, covers do Pantera; os americanos do Coheed and Cambria entraram sem guerra, mandaram um som eficiente e pesado, mas talvez inconsistente para um evento aberto deste naipe. Foi a deixa para as atrações seguintes, as mais esperadas, que não só detonaram, como resgataram o espírito cru, rebelde e mítico do gênero que dá nome ao festival. A começar pelo mitológico Motorhead, simplesmente a banda inventora do speed metal: com apenas três elementos, sem frescuras ou firulas, ascenderam a fagulha que logo encandesceria a noite, com clássicos e clássicos. Eles detém a personificação de um rock selvagem e libertário que só se vê hoje em livros de arqueologia - Lemmy, do alto de seus 64 anos, ex-rodie de Jimi Hendrix, é o próprio rock!
Já o Slipknot, esse é cheio de detalhes e idiossincrasias ( e máscaras medonhas). Obsessivamente aguardado por uma horda de fiéis fãs, fez um dos shows mais apocalípticos dos últimos tempos, com direito a moshs na platéia ( o DJ da banda pulou do teto da técnica para a galera duas vezes), bateria giratória, bate-estaca por todos os lados, chamas e uma energia que fez a Cidade do Rock tremer. O nu metal não é a minha praia, mas valeu pela atitude e sinergia.
Com esse ambiente já totalmente amaciado ( ou pisoteado, se preferir), o reverenciado Metallica chegou chegando por volta da 1:30 deste dia 26 para mostrar porque é uma verdadeira lenda na história do rock. Hits atrás de hits, o quarteto, que já completou 30 anos de estrada, uniu vibração, técnica precisa e entrega total ao rock no melhor show do Rock in Rio até agora. Se o RHCP é ação, o Motorhead tradição e o Slipknot detonação, o nobre Metallica é tudo isso junto e também fúria+elegância, emoção+precisão, improvisos+compassos milimetricamente ensaiados. O rock de verdade baixou no Rock in Rio, e esses caras foram os culpados.
http://multishow.globo.com/platb/rock-in-rio/
Um porco ressurge no céu de Londres, 35 anos depois ( e traz boas novas)
A cena acima é familiar para quem conhece as capas de discos do velho Pink Floyd. Há 35 anos, o LP 'Animals' estampava em sua fronte de papelão um simpático porco gigante sobrevoando a estação de energia Battersea Power Station em Londres. Este big leitão versão 2011, de 9,14 metros de comprimento e 4,57 de altura, é um clone vitaminado do anterior e foi lançado hoje de manhã pela EMI Music, exatamente acima da atualmente desativada usina, em celebração ao relançamento de 14 álbuns de estúdio do Pink Floyd.
A arte original da capa de ‘Animals’ (abaixo), utilizou sobreposição de uma foto da estação de energia, feita no dia 2 de dezembro de 1976 sob outra do porco voador, tirada no dia 4 de dezembro do mesmo ano. Mas no dia anterior à ação, o suíno voador saiu pela tangente e foi parar no aeroporto de Heathrow. Recuperado por um fazendeiro, ficou encostado em uma oficina esse tempo todo, e só não participou do novo "happening" porque não conseguiram inflá-lo novamente.
Já os 14 lançamentos citados, fazem parte do grande projeto 'Why Pink Floyd?', engendrado pela EMI e que celebra o acerto de contas entre a gravadora e o grupo depois de anos de disputa judicial. O Pink Floyd não só impediu que a major vendesse suas músicas individualmente na web como conseguiu revitalizá-las, argumentando que os álbuns deveriam permanecer inteiros como uma "única obra". Como resultado, todos os discos de estúdio estarão disponíveis, tanto digitalmente como nas lojas ( haverá uma versão box com todos juntos) com faixas extraídas dos arquivos da gravadora selecionadas pelo próprio grupo e 'demos' antigas do início de carreira, ainda na gestão Syd Barret. Um bom exemplo é a edição super especial de ‘The Dark Side of The Moon’, unanimemente apontado como o melhor disco do grupo, vendida a partir de hoje com músicas inéditas. Como viram, de porcaria aqui, só o porco mesmo.
A arte original da capa de ‘Animals’ (abaixo), utilizou sobreposição de uma foto da estação de energia, feita no dia 2 de dezembro de 1976 sob outra do porco voador, tirada no dia 4 de dezembro do mesmo ano. Mas no dia anterior à ação, o suíno voador saiu pela tangente e foi parar no aeroporto de Heathrow. Recuperado por um fazendeiro, ficou encostado em uma oficina esse tempo todo, e só não participou do novo "happening" porque não conseguiram inflá-lo novamente.
Já os 14 lançamentos citados, fazem parte do grande projeto 'Why Pink Floyd?', engendrado pela EMI e que celebra o acerto de contas entre a gravadora e o grupo depois de anos de disputa judicial. O Pink Floyd não só impediu que a major vendesse suas músicas individualmente na web como conseguiu revitalizá-las, argumentando que os álbuns deveriam permanecer inteiros como uma "única obra". Como resultado, todos os discos de estúdio estarão disponíveis, tanto digitalmente como nas lojas ( haverá uma versão box com todos juntos) com faixas extraídas dos arquivos da gravadora selecionadas pelo próprio grupo e 'demos' antigas do início de carreira, ainda na gestão Syd Barret. Um bom exemplo é a edição super especial de ‘The Dark Side of The Moon’, unanimemente apontado como o melhor disco do grupo, vendida a partir de hoje com músicas inéditas. Como viram, de porcaria aqui, só o porco mesmo.
24 de setembro de 2011
Rock in Rio rolando...
Quem preferiu sofá à muvuca para assistir ao maior festival brasileiro de música, tem a opção "Multishow", que traz tanto no canal pago como na web a íntegra do Rock in Rio 4 ( o 4º no Brasil, que fique claro). O que vi até agora não me empolgou muito, mas houve surpresas. O palco Sunset, eclético e menos preocupado com o misce-en-cene oficial, já mostrou a que veio: um lado B às vezes mais interessante e surpreendente que o palco principal: Móveis Coloniais de Acaju, Mariana Aydar, Ed Motta, Andrea Kisser, Bebel Gilberto, Sandra de Sá, Tulipa Ruiz, Nação Zumbi, Cibelle, Yuka, Karina Buhr, Amora Pera, todos desencanados e afiados, como tem de ser ( e driblando os perrengues habituais no som). Milton Nascimento, que já abrira ontem o festival, com muita emoção e vocal prejudicado por conta disso, fez um show bem jazzístico ao lado de Esperanza Spalding ( a mais empolgante baixista da atualidade), resgatando pérolas de um certo clube; teve Paralamas + Titãs à todo gás( e participação válida de Maria Gadú) mesmo com vários problemas técnicos; duas participações gringas: a The Asteroids Galaxy Tour ( um tanto chinfrim para um evento dessa envergadura) e a portuguesa Gift ( que eu achei bem espontânea e com uma vocalista de presença); e finalizando o segundo dia Sunset, a mais louca e bizarra apresentação até agora ( e que dificilmente será superada): Mike Patton, crazy como sempre, agora com seu projeto Mondo Cane, que mistura música pop romântica italiana (trilha da sua infância), postura punk cafajeste e a parede sonora da incrível Orquestra de Heliópolis ( praticamente minha vizinha) extrapolando em emoção e entrega. A platéia não entendeu muito ( e esse era o intuito) mas se entregou à loucura do californiano, em noite de Tom Waits napolitano. No palco Mundo, com as atrações mais cobiçadas, o grande destaque para mim até este instante foi a apresentação impecável de Sir Elton John, que sem pirotecnias ou cenários mirabolantes, em um show curto e eficiente, mostrou sua fábrica de hits perpétuos com precisão cirúrgica, incluindo nesse processo sua banda boa e camarada de longa data. Claudia Leitte? foi corajosa em cantar Led Zeppelin, incluiu Zeca Baleiro, Chico César e Jorge Ben, mas excetuando seu fiel público, não conseguiu empolgar a geral e acabou o show com o axé de sempre estampado na testa ( na perna?). Katy Perry? gritou muito, trocou de roupa mil vezes ( e usou até truque já visto no Carnaval, o das trocas instantâneas), fez ceninha com um sorocabano no palco e só mostrou emoção mesmo no final, quando deixou de ser parte do figurino de guloseimas para olhar de frente a platéia. Mediana. Rihanna? dessa eu não posso falar nada, pois ela demorou tanto pra entrar que eu acabei dormindo. Dizem que foi um bom show. Será? A segunda noite do palco principal foi mais rock desde o início, com NX Zero, corretos e profissionais, empolgando seus fãs incondicionais ( mas que não conseguiram furar o bloqueio deste velhaco roqueiro aqui - nada pessoal); em seguida, Stone Sour, que eu não conhecia e faz um clima "metallica" interessante, que consegue reação da platéia, mas que também cansa em meia hora. Melhor sinergia conseguiu a nossa Capital Inicial, com sua cozinha competente, todos tocando como fãs de rock que são e destacando, claro, a performance empolgada de Dinho Ouro Preto, que sempre resgata a história roqueira de Brasília via Aborto Elétrico ( que conheceu como fã aos 17 anos e hoje toca com dois ex-integrantes) e seu peculiar dom de "segurar" a multidão ( desta vez, pediu "um passinho pra trás, por favor" e jogou garrafinhas de água para alguns que passavam mal no gargarejo). Um dos melhores shows até agora. A próxima atração ( que eu estou assistindo now, 23:45h) é o Snow Patrol, que parece bem interessante e simpática, numa linha pop rock 80/90, mas sem grandes vôos rasantes. O aguardado Red Hot Chili Peppers vem aí. Mas deles eu falo no próximo post ( não, hoje eu não vou dormir antes).
O RiR na íntegra ( e a programação):
http://multishow.globo.com/platb/rock-in-rio/category/dia-2/
http://www.rockinrio.com.br/pt/live/lineup.php
O RiR na íntegra ( e a programação):
http://multishow.globo.com/platb/rock-in-rio/category/dia-2/
http://www.rockinrio.com.br/pt/live/lineup.php
23 de setembro de 2011
Imagens raras da primeira década dos Stones
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| Ao lado do cartaz anti-drogas, o junk Keith Richards (1972 - photo by Ethan Russel) |
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| Jimi Hendrix e Mick Jagger em 1969, antes de um show dos Stones no Madison Square Garden, NY ( photo by Eddie Kramer) |
Segue o link para + imagens ( e para quem vai dar uma passadinha por Londres, a exposição fica até 23 de outubro na galeria Proud Chelsea):
Clique http://www.proud.co.uk
22 de setembro de 2011
REM, it's the end
Depois de 31 anos de uma respeitável carreira, 15 discos e duas visitas ao Brasil, a banda REM anunciou no site oficial o fim de suas atividades. Segundo o vocalista Michael Stipe, o fim não teve nada a ver com desentendimentos ou brigas, e é fruto de uma “decisão entre amigos”. O REM, nascido em 1980 em Athen, Geórgia (EUA), era um quarteto formado por Stipe ( vocal), Mike Mills ( baixo – ele escreveu a despedida oficial), Peter Buck (guitarra) e Bill Berry (bateria – saiu da banda em 1997 por motivos pessoais), que por um bom tempo seguiu independente, depois de estourar nas rádios universitárias ( que, a grosso modo, faziam o papel que faz a internet hoje). Nos 90, virou mega, principalmente com as vendas milionárias dos álbuns Out of Time (1991- só este vendeu 4 milhões de cópias nos States) e Automatic for the People (1992), que traziam em seus sulcos os sucessos Losing My Religion, Drive, Shiny Happy People e Everybody Hurts ( a canção mais triste do mundo?). Com o passar do tempo, a banda ficou mais contemplativa e até introspectiva, mas sem deixar de lado a crônica social. O REM sempre foi uma banda que primou pela qualidade, tanto nos tempos duros como nos áureos ( e até em voltas de recessos e abalos de saúde), e que fecha uma carreira excepcionalmente honesta, que em nenhum momento apelou para modismos ou concessões fonográficas ( chegou sim a mudar o estilo, mas sem perder a essência). Uma jóia rara num meio recheado de pedras falsas, até no seu final mostrou ser uma banda de “aura diferenciada” ( se valerem as declarações): sem brigas, xingamentos ou advogados. Um grand finale.
Seguem grandes vídeos na página especial da banda no Youtube, uma seleta de 4 músicas (anos 80) e o anúncio oficial de ontem:
http://www.youtube.com/user/remhq?blend=1&ob=4
http://www.youtube.com/watch?v=Xt93x3bSsvQ&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=1v1eWadquoY&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=M91_IWYzmYA&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Z0GFRcFm-aY
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| REM em 1981 |
Seguem grandes vídeos na página especial da banda no Youtube, uma seleta de 4 músicas (anos 80) e o anúncio oficial de ontem:
http://www.youtube.com/user/remhq?blend=1&ob=4
http://www.youtube.com/watch?v=Xt93x3bSsvQ&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=1v1eWadquoY&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=M91_IWYzmYA&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Z0GFRcFm-aY
19 de setembro de 2011
Novo espaço para a história da TV brasileira
A TV brasileira tem mais um espaço digno para contar sua heróica história. Hoje foi inaugurada a "Cidade da TV", em São Bernardo. Acompanhem no Cultura I:
http://culturaiblog.blogspot.com/2011/09/historia-da-tv-brasileira-ganha-novo.html
http://culturaiblog.blogspot.com/2011/09/historia-da-tv-brasileira-ganha-novo.html
16 de setembro de 2011
Hoje tem HQMix!
Finalmente vai rolar a festa de premiação do mais prestigiado troféu dos quadrinhos nacionais. Hoje, a partir das 19:30hs no mesmo bat-Sesc Pompéia, a 23ª edição do Troféu HQMix virá com muitas surpresas, entre elas a exibição do documentário "Angeli 24 Horas" de Beth Formaggini e a inédita premiação "Destaque Latino-americano". Na apresentação o super Serginho Groissman ( com a banda Altas Horas presente) e como mestre dos quadrinhos, uma justa homenagem ao Paulo Caruso.
Seguem os premiados da noite:
Adaptação para os quadrinhos Os Sertões, A Luta
Caricaturista Gustavo Duarte
Cartunista Allan Sieber
Chargista Angeli
Desenhista Estrangeiro John Romita Jr.
Desenhista Nacional Danilo Beyruth
Destaque Internacional Fábio Moon e Gabriel Bá
Destaque Latino-americano La Fiesta Pagana (Bolívia) La Rosca Comics
Edição Especial Estrangeira Ranxerox
Edição Especial Nacional Bando de Dois
Editora do Ano Cia. das Letras/Quadrinhos na Cia
Evento Rio Comicon
Exposição Zeróis, Ziraldo na tela grande
Grande Contribuição Flip
Grande Mestre Paulo Caruso
Homenagem Especial Bar Tutti Giorni
Homenagem Especial Revista Ilustrar
Livro Teórico Bienvenido - Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos
Mídia sobre Quadrinhos UniversoHQ
Novo Talento - Desenhista Felipe Massafera
Novo Talento - Roteirista Daniel Galera
Produção em Outras Linguagens Malditos Cartunistas
Projeto Editorial Calendário Pindura 2011
Publicação de Aventura/Terror/Ficção Vertigo
Publicação de Caricaturas Bravo - Literatura & Futebol
Publicação de Cartuns Cócegas no Raciocínio
Publicação de Charges Gibi do Glauco
Publicação de Clássico Peanuts Completo
Publicação de Tiras Níquel Náusea - A Vaca foi pro Brejo
Publicação Erótica Quadrinhos Sacanas - O Catecismo Brasileiro
Publicação Independente de Autor O Cabra
Publicação Independente de Grupo Café Espacial
Publicação Independente Edição Única (one-shot) Taxi
Publicação Infantil/Juvenil Pequenos Heróis
Publicação Mix MSP+50 - Mauricio de Sousa por mais 50 Artistas
Roteirista Estrangeiro Joe Sacco
Roteirista Nacional Danilo Beyruth
Salão e Festival 3º Salão Internacional de Humor da Amazônia
Tira Nacional Piratas do Tietê
Tese de Doutorado José Mendes André
Tese de Mestrado Marcia Casturino
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Leonardo Poglia Vidal
Web Quadrinhos Linha do Trem
Seguem os premiados da noite:
Adaptação para os quadrinhos Os Sertões, A Luta
Caricaturista Gustavo Duarte
Cartunista Allan Sieber
Chargista Angeli
Desenhista Estrangeiro John Romita Jr.
Desenhista Nacional Danilo Beyruth
Destaque Internacional Fábio Moon e Gabriel Bá
Destaque Latino-americano La Fiesta Pagana (Bolívia) La Rosca Comics
Edição Especial Estrangeira Ranxerox
Edição Especial Nacional Bando de Dois
Editora do Ano Cia. das Letras/Quadrinhos na Cia
Evento Rio Comicon
Exposição Zeróis, Ziraldo na tela grande
Grande Contribuição Flip
Grande Mestre Paulo Caruso
Homenagem Especial Bar Tutti Giorni
Homenagem Especial Revista Ilustrar
Livro Teórico Bienvenido - Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos
Mídia sobre Quadrinhos UniversoHQ
Novo Talento - Desenhista Felipe Massafera
Novo Talento - Roteirista Daniel Galera
Produção em Outras Linguagens Malditos Cartunistas
Projeto Editorial Calendário Pindura 2011
Publicação de Aventura/Terror/Ficção Vertigo
Publicação de Caricaturas Bravo - Literatura & Futebol
Publicação de Cartuns Cócegas no Raciocínio
Publicação de Charges Gibi do Glauco
Publicação de Clássico Peanuts Completo
Publicação de Tiras Níquel Náusea - A Vaca foi pro Brejo
Publicação Erótica Quadrinhos Sacanas - O Catecismo Brasileiro
Publicação Independente de Autor O Cabra
Publicação Independente de Grupo Café Espacial
Publicação Independente Edição Única (one-shot) Taxi
Publicação Infantil/Juvenil Pequenos Heróis
Publicação Mix MSP+50 - Mauricio de Sousa por mais 50 Artistas
Roteirista Estrangeiro Joe Sacco
Roteirista Nacional Danilo Beyruth
Salão e Festival 3º Salão Internacional de Humor da Amazônia
Tira Nacional Piratas do Tietê
Tese de Doutorado José Mendes André
Tese de Mestrado Marcia Casturino
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Leonardo Poglia Vidal
Web Quadrinhos Linha do Trem
14 de setembro de 2011
Marisa Monte ressurge em grande estilo
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| Divulgação |
http://marisamonte.com.br/carta
http://marisamonte.com.br/home
Um dueto emocionante para celebrar o aniversário de Amy
Hoje, 14, Amy Winehouse comemoraria 28 anos. Propositadamente nesta data, sua última gravação em vida, um dueto com o old/good Tony Bennett, veio à luz oficialmente. A música "Body and Soul" foi gravada em 23 de março ( exatamente 4 meses antes da morte da cantora) no estúdio Abbey Road em Londres e será lançada no álbum "Duets II" de Bennet, previsto para 20/09. Um último e emocionante lampejo da inesquecível Amy.
http://www.youtube.com/watch?v=_OFMkCeP6ok&feature=player_embedded
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