19 de março de 2012

Brasil do Bem: lançamento do livro reuniu grandes nomes da caricatura

Sábado, 17, Livraria HQMix recém inaugurada. No simpático e acolhedor nº 124 da pequena Rua Tinhorão, em frente à FAAP, o lançamento do livro "Brasil do Bem" da Editora Virgo, propiciou um grande encontro de feras da caricatura brasileira. A obra, cooperada e editada pelo Mario Mastrotti ( conforme já mencionado em post anterior) contou com 27 artistas, e pelo menos 15 deles compareceram ao evento. Levando-se em conta que 7 deles moram longe ( alguns em outros estados) o número de presentes deve ser comemorado. Eu estava lá e pude comprovar num mesmo espaço, a presença destes grandes criadores: Mario Mastrotti (editor e organizador), A.C.Pires, Bira Dantas ( ele mora longe mas não perde uma), Eder Santos, Emerson Ferrandini, Ezê, Fernandes, Gil de Godoy, Laudo Ferreira, Ricardo Soares, Rice Araújo ( também criador da bela capa), Sandro Melo, Seri, Xavi e Zitto. O mestre Gonzalo Cárcamo, que prefaciou a edição, também deu o ar de sua experiência. Dos que batem cartão nesses encontros estavam entre outros, Gilmar (grande capista, quadrinhista, cartunista e outros istas), Will Sideralman (do Quarto Mundo), Rubens Jr.( do ótimo blog Os Quadrinhos) , além de muitos familiares e amigos dos envolvidos. Eu, que tive a honra de fazer os textos do livro, fui com a patroa e as crianças - e todos adoraram o clima. A HQMix do casal Gualberto e Daniela está muito bem localizada neste novo endereço - um local aprazível, tranquilo, mesmo estando de frente pra FAAP e há poucos metros da Praça Vilaboim. E lotado de raridades! vou precisar passar lá de novo quando estiver mais abastado - ver edições da Balão, Papagaio, Grilo, O Bicho, entre outras e não poder adquirí-las, me cortou o coração.
Seguem as fotos, todas da máquina do Eder Santos, que mostram bem como foi esse grande lançamento:
Da esquerda, lá em cima: Laudo, Gonçalo Cárcamo, Ferrandini, Mastrotti,  Marcos "Malu" Massolini.
No meio: Fernandes, Seri, Sandro Mello e Xavi. Na frente: Eder Santos. 
Eder Santos, A.C.Pires, Seri, Gil de Godoy, Malu, Mastrotti e Gualberto
Eder Santos "caprichando" no meu exemplar...
E eu tentando retribuir a gentileza
Geral da livraria. Minha filha Letícia é essa na pontinha direita, olhando as  "artes"
Aos pés do bonecão HQMix, minha wife Cris e meu filho Gabriel, mergulhado em um mangá. Lá no fundão, o grande Rice Araújo.

Trio afiado: Cárcamo, Fernandes e Gilmar
Mastrotti,  Nobu Chinem, Eder e Bira Dantas ( esse não perde uma!)

18 de março de 2012

Clube da Esquina: nos 40 anos do fantástico LP, o Estado de Minas destrincha o mito e redescobre os meninos da capa

Tonho e Cacau hoje (Túlio Santos/EM/D.A.Press)
Tonho e Cacau em 1972: Cafi tirou esse famoso close de dentro da sua Brasília. E nada foi combinado previamente.
Nos 40 anos do Clube da Esquina, um dos discos mais cultuados pela nata da música mundial, nada mais natural que um jornal lá das Gerais, o tradicional Estado de Minas, faça uma matéria digna da importância da obra e sua influência tentacular. Não bastasse a equipe do caderno cultural destrinchar todo o mito, ainda conseguiram um grande feito num esforço investigativo louvável: os meninos que foram clicados pelo fotógrafo Cafi para a famosa capa foram redescobertos quatro décadas depois, no mesmo local (interior do Rio). Detalhe: um deles nem sabia direito quem era Milton Nascimento. 
Acompanhem essa ótima reportagem especial completa no link abaixo:
http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_19/2012/03/18/ficha_musica/id_sessao=19&id_noticia=50775/ficha_musica.shtml

12 de março de 2012

Moebius (1938-2012)

"Arzach"
Faleceu no sábado um dos artistas mais revolucionários dos quadrinhos mundiais. Nascido Jean Giraud na França, como Gir assinou westerns deslumbrantes ( principalmente com uma de suas criações preferidas, Tenente Blueberry), até se estabelecer nos anos 60 (Arzach) já com o pseudônimo de Moebius, na prolífica ficção científica, que o levaria a fundar com outros colegas europeus a fundamental revista Metal Hurlant na década seguinte (influência escancarada para a americana Heavy Metal). O seu traço também ajudou a consolidar a sci-fi no cinema, criando toda a concepção visual de filmes como Aliens e O Quinto Elemento. O seu desenho fala por si e mostra todo o seu revolucionário aproach. Quem não conhece não pode deixar de visualizar seus painéis e paisagens ao menos uma vez nessa vida. Oportunidade não falta: álbuns da Editora Globo e revistas da Abril das décadas de 80 e 90 podem ser encontrados com certa facilidade no circuito dos sebos e continua sendo publicado com frequência - já teve álbuns pela Devir e desde o ano passado vem com lançamentos pela Editora Nemo. Incal, um de seus maiores júbilos, anteriormente publicado aqui em três partes, será lançado nesta semana em edição especial única. Moebius merece ser publicado sempre.

9 de março de 2012

Brasil do Bem

O livro “Brasil do Bem – A Arte da Caricatura Mostrando a Cara da Nação que Faz!”, projeto cooperado da editora Virgo já tem lançamento oficial marcado: dia 17 de março, a partir das 19:30h, na livraria HQMIX. A aguardada obra conta com 27 caricaturistas, cada um apresentando três personalidades brasileiras de destaque, incluindo breve biografia, detalhes das técnicas utilizadas e os motivos para a escolha dos caricaturados. Pela lista dos artistas participantes, premiados craques do traço, dá para antever o quilate artístico da obra: Emerson Ferrandini, Alecrim, Renato Stegun, Sandro Melo, Ezê, Rice Araújo, Ricardo Soares, Eder Santos, Fernandes, Humberto Pessoa, Laudo Ferreira Jr., Seri, J.Bosco, Xavi, Hals, Bira Dantas, Jean Pires, DaCosta, Spacca, Gil de Godoy, Siqueira, Antonio Carlos Pires, Zitto, William Medeiros, Mastrotti, Ulisses e Fred. A edição mais uma vez ficou à cargo do incansável Mario Mastrotti, à frente da sua Editora Virgo, Gonzalo Cárcamo prefaciou e Rice criou e finalizou a capa. Eu, muito gratificado por participar de obra tão vultosa, fiz os textos e o grande Roberto Oliveira diagramou. Para o lançamento já foram confirmadas as presenças de vários dos participantes. Imperdível!
E atenção para os desavisados: a livraria HQMIX foi reinaugurada no mês passado em novo endereço (coordenadas abaixo).

Lançamento do livro “Brasil do Bem”
Onde: Livraria HQMix – Rua Tinhorão, 124 – Higienópolis (em frente à FAAP)
Quando: 17/03/2012, a partir das 19:30hs 

4 de março de 2012

Um doodle em homenagem aos 125 anos de Heitor Villa Lobos

O Google mais uma vez presta homenagem a um artista brasileiro. Um dos nossos maiores compositores, o genial Heitor Villa Lobos faz aniversário de 125 anos e ganhou um doodle muito bem finalizado para a ocasião. A arte dos tais doodles, logos especiais do Google homenageando um fato ou uma personalidade, não fica mais presa às letras do logo original do site - antes os desenhos eram feitos sempre em função do letreiramento ou mimetizando as letras G/O/O/G/L/E à ilustração. Se perdeu um pouco em identidade, ganhou bastante em criatividade, como pode ser visto nesta paisagem brasileiríssima à volta do maestro.

2 de março de 2012

Recruta Zero de volta às bancas em companhia de outros personagens clássicos

A Ediouro lançou na semana uma revistinha surpreendente em seu selo Pixel: Recruta Zero. O famoso soldado raso criado por Molt Walker não só voltou às bancas após um grande hiato, como trouxe outros companheiros clássicos para rechear ainda mais a edição. Em formato tiras, também estão lá, Hagar o Horrível, de Dik Browne, a Arca dos Bichos ( que já foi conhecida no Brasil como a Arca de Noé), também de Mort Walker ( assinando Addison Walker), a conhecida Zezé & Cia ( criação dos dois, Mort e Dik),  Sam e Silo, de Mort Walker e Jerry Dumas, Zé Fumaça, de Fredd Lasswell e os lixeiros Zeca e Fiapo, de Dik Browne. Uma seleção de alta qualidade para quem aprecia tiras inteligentes e bem sacadas. A torcida é a de sempre: que a revista dure um bom tempo e traga outros personagens com esse mesmo quilate. Só espero que na segunda edição, os outros personagens não fiquem escondidos no interior e estampem também a capa - já que a iniciativa é bem audaciosa, que se mostre por inteira. Desde já um dos bons lançamentos do ano, por apenas 4 pilas e cinquenta.

1 de março de 2012

Klébi Nori

Divulgação
Um disquinho que eu não estou largando por nada nos últimos dias é esse "Ao Vivo" da Klébi Nori. Filha de jogador corinthiano (Clóvis Nori, campeão do Quarto Centenário com o timaço de 1954, já falecido), paulistana da gema, compositora de sensibilidade rara e intérprete de timbre naturalmete forte, Klébi despontou nos palcos ainda nos anos 80 e  vem lançando discos (desde 1995) espaçados mas bem acabados, sempre com uma ou duas canções candidatas à virar "classicas". Foi assim com "Calendário Lunar" (c/ Silvana Stiévano), "A Cidade de Outro", "Ligeiro", "Perdão com Poesia", "Corcovado sem seu Senhor" (que mexe com a rixa entre paulistas e cariocas, com humor e sutileza tal, que exalta o Rio mas concede ao Redentor o direito de fazer uma "ponte aérea" básica). Todas essas estão incluídas nesse CD ao vivo lançado em 2011 pela Biscoito Fino ( que tem um DVD-irmão), mais outras quatro autorais já gravadas e duas composições alheias incorporadas ao repertório (o termo cabe muito bem aqui), "Salve Linda Canção sem Esperança" (Luiz Melodia) e "Mania de Possuir" (de Guilherme Arantes, que faz participação especial no show), além da inédita "Área Irrestrita" e  a versão de Roger Moreira para o bolero mexicano "Amor" ( Roger é amigo de longa data e participa da faixa também).
Divulgação (klebinori.com.br)
De quebra, ainda tem duas gravações em estúdio: "Maria do Futuro", clássico inspirado e pouco conhecido de Taiguara e a autoral e também inédita "Lua Morta", que fecha o disco com suavidade e um gostinho de "quero mais". Mais uma daquelas compositoras que atingem fundo o ouvinte, sem piedade, e que prefere transbordar emoção à ser escrava da técnica, Klébi dá gosto de ouvir.
A inédita "Área Irrestrita": http://www.youtube.com/watch?v=62EZt9Y6KtM&feature=fvst
"Cidade de Outro"(trecho): http://www.youtube.com/watch?v=j8LRKoxKHwM
"Perdão com Poesia": http://www.youtube.com/watch?v=wtgJFRkORb8

29 de fevereiro de 2012

Avante, Vingadores!

A Marvel liberou mais um trailer da superprodução Vingadores, com estréia brevíssima. Depois da boa recepção aos últimos Homem de Ferro e Thor, o filme com a superequipe gera grandes expectativas.
http://www.youtube.com/watch?v=wsp9mjeudRY

28 de fevereiro de 2012

Um ano do blog Os Quadrinhos


O excelente blog "Os Quadrinhos", do colega Rubens Jr., completou 1 ano de existência no início deste fevereiro e antes que acabe o mês aproveito para parabenizá-lo, torcendo para que o endereço tenha longos anos pela frente na blogosfera. A sua cobertura de quadrinhos, artes gráficas e afins foi primorosa no período, e a grande diferença é que o Rubens não fica só atrás do computador, mas participa ativamente de eventos, encontros e movimentações ligadas à nona arte. Um exemplo inconteste do seu minucioso trabalho pode ser apreciado no ultimo post publicado, com a cobertura do 10º Encontro dos Cartunistas que rolou em 25/01 em Santo André. Vale a pena conferir:

27 de fevereiro de 2012

"Léo e Bia" no Canal Brasil

Logo mais, às 22hs, o Canal Brasil exibirá o filme "Léo e Bia" de Oswaldo Montenegro. O homem roteirizou, dirigiu, fez a trilha ( não tinha como não fazê-la) e pelo que o filme promocional transparece, optou pelo não-convencional. Tem linguagem de teatro, tete-a-tete com o espectador, pinta de musical e mistura contra-cultura, política e romance. Será que planos tão fechados funcionaram? Veremos.Oswaldo Montenegro nunca me decepcionou em show, disco ou teatro e ao que parece seu cinema é tão instigante e provocador quanto. Quem não conseguir assistir hoje, dá pra ver também no dia 03/03.
Canal Brasil (programação e trailer): http://canalbrasil.globo.com/
Promo: http://www.youtube.com/watch?v=P8GhZx3kQhI

24 de fevereiro de 2012

22 de fevereiro de 2012

Pérolas do Vinil 5 - Long Play "Meia Noite" c/ Conjunto de "Boite" (Sinter - 1952)

No início do ano, de férias em Serra Negra, resolvi zanzar pela simpática cidade, atrás de paisagens inusitadas, histórias locais e possíveis tesouros escondidos ( tour que faço em toda cidade que vou). Combinei com a Cris e as crianças de encontrá-los em uma hora e lá fui para a expedição No hotel ficara sabendo de um sebo na Rua Duque de Caxias, bem no centro, e resolvi conferir ao vivo. Deparei com o tal sebo fechado, mas ao andar alguns passos adiante, percebi uma lojinha um tanto escondida, sem letreiro na fachada, que me chamou a atenção pelos seus itens à venda. Entre brinquedos antigos, VHs e revistas diversas, observei três prateleiras na parede, forradas de LPs e resolvi dar um mergulho imediato naquelas possíveis raridades. Tive sorte logo na primeira: puxei este belo disco 10 polegadas da Sinter (acima), de 1952, com arte da capa noturna e faixas bem interessantes, todas executadas pelo Conjunto de Boite. Além de feras como Zezé Gonzaga ("Foi Você") e Roberto Paiva ("Três Apitos"), o disquinho traz a estréia de Mauricy Moura em gravações, com "Maria da Piedade" de Evaldo Rui e "Não Digas Nada", de David Raw e Victor Simon. Um ano depois, Mauricy gravaria  com acompanhamento do maestro Lírio Panicalli e orquestra, o samba-canção "Incerteza",  primeira gravação de uma canção de Tom Jobim ( nesta música em parceria com Newton Mendonça). Esta sua estreia é uma jóia pré-bossa nova que eu acabei encontrando fortuitamente e por um preço irrisório.

16 de fevereiro de 2012

Semana de Arte Moderna, ainda moderna

90 anos da Semana de Arte Moderna! uma data redonda que celebra um evento moderno no nome e na essência. Quase um século depois, a influência do Modernismo ainda respinga nas novas gerações artístico-literárias. Selecionei alguns links interessantes sobre o assunto, eventos que pipocam na Grande São Paulo até domingo e (re)lançamentos que valem muito a pena conferir.
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/noticias/?p=9964
http://vejasp.abril.com.br/especiais/semana-de-arte-moderna-90-anos
http://www.estadao.com.br/especiais/semana-de-arte-moderna---90-anos,160718.htm
http://bloggeracaoeditorial.com/2012/02/10/90-anos-da-semana-de-arte-moderna/
http://m.estadao.com.br/noticias/impresso,livro-registra-bastidores-e-legado-da-semana-de-arte-moderno-de-1922,833927.htm
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/1047959-monte-sua-estante-com-livros-sobre-a-semana-de-1922.shtml

Beatles e Doces Bárbaros na caixinha

Os "Beatle Juice"


Em 2009 o design americano Marc Valega teve o insight de bolar embalagens de suquinhos (tipo longa vida) com as caras dos Beatles ( tiradas do desenho animado “Yellow Submarine”) e sabores associados aos nomes de cada um dos Fab Four: John Lemon, Apple McCartney ( aqui a alusão é dupla: a fruta e a gravadora fundada pelo grupo), George Pearrison e Mango Starr. O nome da marca? Beatle Juice, claro! (quem se lembrou de Beetle Juice – Os Fantasmas se Divertem – levante a mão). 
Os "Sucos Bárbaros"
A agência brasileira Bistrô se encantou com a idéia original de Valega e no mesmo ano, criou sua versão brasileira (baiana) para os suquinhos. Com a marca “Sucos Bárbaros” e as caras estilizadas de Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa e Gilberto Gil (os tais Doces Bárbaros), os sabores misturados aos nomes ficaram assim: AbaCaetano , Maria BeTâmara, Galraná Costa e MaracuGil. Para saber mais sobre Marc Valega e a versão brasileira by Agência Bistrô, entrem nos respectivos links abaixo (existe a opção inclusive de imprimir e montar as caixinhas).

13 de fevereiro de 2012

Capa do Mês: Rolling Stone Brasil - março/2012

(divulgação)
Adianto a capa do mês por causa da inusitada edição da Rolling Stone em março. Além da opção das três capas distintas, todas elas muito bem ajambradas, vale também pelo propósito: uma grande pesquisa elegendo os 100 melhores guitarristas de todos os tempos ( é isso mesmo... mais uma lista para se discutir por meses), o que coloca três dos melhores do instrumento, escancarados na fronte da publicação em época de guitarras tímidas e solos quase extintos. Jimi Hendrix ( mais uma vez 1°), Jimmy Page (3º) e Eddie Van Halen (8º) frequentarão as bancas, revistarias e livrarias impressos nestas belas capas acima.

11 de fevereiro de 2012

Whitney Houston (1963-2012)

Whitney Houston faleceu algumas horas atrás e o jornalismo mundial já está em polvorosa na TV, na internet e nas ondas radiofônicas supondo, confabulando e especulando sobre a fatalidade. As mesmas especulações já vistas nos casos Cassia Eller, Michael Jackson e Amy Winehouse, que ficam mais inapropriadas e vazias com a aridez das  informações ainda ínfimas e desencontradas. O que aconteceu? realmente nesse momento não importa. Só tenho certeza absoluta que faleceu uma das cantoras mais extraordinárias que passaram pelo show business, com uma voz emocionante e vibrante, que misturava técnica impecável com energia gospel, sem exageros ou firulas desnecessárias e que emocionou a minha geração, independente da tribo que cada um pertencia. Uma voz dessas está acima do bem e do mal, do rock ou da black music, das fofocas ou certezas, do sucesso ou da difamação. Nesse momento, eu só quero mesmo voltar à 1985, ano em que foquei pela primeira vez os olhos e ouvidos em Whitney, neste belo clipe selecionado abaixo. Bem antes do famoso 'Guarda-Costas', ela já mostrava ao que veio, soltando a garganta em uma música autobiográfica, com direito à presença de sua mãe no final, a ex-cantora gospel Cissy Houston, prima da diva Dionne Warwick.
Great, Whitney! 
http://www.youtube.com/watch?v=IYzlVDlE72w&ob=av2e

8 de fevereiro de 2012

Baú do Malu 35: As Aventuras de Tintim (Álbuns de 1969 e 1970- capa dura - Ed. Record)

"A Ilha Negra" (1969) e "O Caranguejo das Tenazes de Ouro"(1970) - Ed.Record
Eu conheci o Tintim na Praia Grande. Explico: lá pela segunda metade da década de 70, do alto de meus 10 anos, aguardava certa feita meu colega Gu ( Gu que não era Gumercindo, mas Luciano, irmão do Gui, que não era Guilherme, mas Adriano) acordar pra gente pegar uma praia. Logo que sentei em seu confortável sofá, notei pelo menos meia dúzia de livros(?) coloridos dispostos em um vão livre, embaixo da mesinha de centro. Curioso como sempre, puxei um daqueles volumes e qual não foi minha surpresa ao me deparar com um álbum de quadrinhos, capa dura, com um personagem que embora nunca tivesse visto mais magro, parecia ser bem interessante. A maior surpresa na verdade é que para um fã de quadrinhos classe média como eu, em plenos anos 70, acostumado com o tradicional gibi formatinho da Editora Abril ( Disney, Turma da Mônica, etc) ou americano ( como os da Ebal e da RGE, naquela altura em vias de extinção), a descoberta da existência de álbuns de HQs caprichosamente confeccionados como livros para se guardar em bibliotecas, realmente me estarreceu. Ali eu descobria o modus operandi e o jeito de se produzir quadrinhos das editoras francesas, belgas e espanholas. E ali eu descobria Tintim, um personagem ainda restrito à classe mais abastada.
"Vôo 714 para Sidnei" (1970) - Ed. Record
Durante uma semana, sob os eflúvios da maresia da Long Beach paulista, chamei o Gu propositadamente mais cedo, já com a intenção de sentar no sofá e ler rapidamente aquelas maravilhas editadas pela Editora Record. Acredito que li uns cinco ou seis volumes. E virei fã incondicional do personagem criado por Hergé. Com o passar dos anos e mais atento aos sebos que abasteciam minha (cada vez mais) volumosa coleção, fui comprando um Tintim aqui, outro Tintim ali, comedidamente, por causa do preço quase sempre alto. As edições mais atuais, sem a capa dura dos anos 70 sempre foram mais fáceis de encontrar. Mas o meu grande fascínio continuou e continua sendo aquelas belas edições maiores e fortificadas da Editora Record, produzidas entre os anos 60 e 70, como estas acima, xodós da minha coleção. A Editora Flamboyant já tinha lançado 12 álbuns entre 1961 e 1968 e estes são raríssimos hoje em dia. No caprichoso blog Tintim por Tintim dá pra se saber quais saíram com capa dura e em que ano: http://www.tintimportintim.com/2009/12/blog-responde-tintim-por-flamboyant-e.html

7 de fevereiro de 2012

Doodle especial do Google homenageia o bicentenário de Charles Dickens

Charles Dickens, um dos maiores escritores britânicos, autor de romances clássicos como Oliver Twist, David Copperfield, Grandes Esperanças e Um Conto de Natal é o homenageado da vez no famoso logo especial do Google. Comemorando 200 anos de seu nascimento (07/02/1812), o escritor ganhou um arte caprichada, com a caracterização de vários personagens de sua obra muito próxima das atuais quadrinizações de romances mundiais. Justamente por ter pulsando em suas veias o jornalismo ( Dickens trabalhou em jornais e publicou seus romances como folhetins, por capítulos, antes de transformá-los em livros), o escritor retratou a classe operária e os excluídos com um realismo raro. Ao ser clicado, o vistoso doodle redireciona o internauta para a biografia do autor.

6 de fevereiro de 2012

Movimentações em torno de Cândido Portinari

Os painéis ( Paz, esquerda. Guerra, direita)
Menos de um ano depois da fabulosa retrospectiva no MAM  sobre a sua obra, de 1920 a 1945 (
http://almanaquedomalu.blogspot.com/2011/07/candido-portinari-no-mam.html ), Cândido Portinari entra triunfante em 2012. Hoje completa-se 50 anos exatos de sua morte e entre as movimentações em torno da sua obra, algumas chamam mais atenção. O chantili do bolo é a exposição no Memorial da América Latina, que começa amanhã e estica até 21 de abril, com destaque para os famosos painéis gigantes Guerra e Paz, pela primeira vez em São Paulo (aqui, a história toda: http://www.guerraepaz.org.br/#/oProjeto) Outra oportunidade única em homenagem à data: o livro Portinari: o Pintor do Brasil, de Marilia Balbi, está com desconto de 50% no site da Editora Boitempo. E por último, o Museu Casa de Portinari, em Brodowski/SP, cidade natal do artista, realiza programação paralela à exposição do Memorial, totalmente gratuita, com exibição de reportagens, réplicas e projeções e estudos do pintor para a realização de suas obras (mais detalhes: http://www.museucasadeportinari.org.br/).

31 de janeiro de 2012

Capa do Mês: Boneshaker/ Editora Underworld

divulgação Editora Underworld
A capa do mês é do livro Boneshaker da norte-americana Sherie Priest, o primeiro da série "The Clockwork Century", prometido para o mês que vem pela editora Underworld. Uma bela arte em close, por enquanto sem o crédito divulgado ( se souber, acrescento aqui. Será ilustração de um brasileiro?). Para quem quer saber mais sobre a obra, segue link com o resumo da história e o primeiro capítulo na íntegra:
http://www.sobrelivros.com.br/capa-nacional-do-livro-boneshaker-de-cherie-priest/

Um solo inédito de George Harrison, 43 anos depois...

Quantos tesouros não se escondem nos arquivos das grandes gravadoras...
Mais de quatro décadas depois da gravação original da essencial canção de George Harrison "Here Comes The Sun", faixa do não menos essencial "Álbum Branco" dos Beatles, de 1968, eis que um solo nunca antes divulgado surge como num passe de mágica em um dos canais da mesa de som, ante os ouvidos dos privilegiados Sir George Martin ( o druida-mor do caldeirão de experiências dos Fab Four), Giles Martin (seu filho, também produtor e arranjador) e Dhani Harrison ( filho de George Harrison - e quem diz que não? cara de um, focinho de outro). Um solo emocionante, que por descuido, esquecimento ou economia de arranjo mesmo, foi deixado de lado nas mixagens para a versão original da música. Ouçam o solo aqui ( que inicia próximo do primeiro minuto do vídeo):
http://www.youtube.com/watch?v=B1RxdeqxF-U&context=C3f0e24aADOEgsToPDskJoO8Hxd9ZGa9lFAYHEwf_p

30 de janeiro de 2012

Dia do Quadrinho Nacional

Hoje é o Dia do Quadrinho Nacional. Aproveito para parabenizar todos os bravos profissionais brasileiros do traço, que com seus quadrinhos, quadrões, cartuns, caricas, charges, ilustrações, capas, tiras e portraits, continuam com muito suór, criatividade e jogo de cintura, mantendo a nossa arte num padrão de qualidade de reconhecimento internacional.
Ontem tive o prazer de encontrar pessoalmente alguns desses grandes artistas no 10º Encontro dos Caricaturistas do ABC e São Paulo, capitaneado pelo inabalável Mario Mastrotti no aconchegante espaço de eventos do Fran's Café em Santo André (foto abaixo). Destaque para as caricaturas expressas em homenagem ao pioneiro Ângelo Agostini, as diversas publicações novas que surgiram nas rodas de bate-papo e a audição de vários LPs raros, entre eles, um do Kansas ao vivo, outro live do Lynyrd Skynyrd, o primeirão do Golpe de Estado e um fantástico bolachão da pouco falada mas incrível banda britânica Pretty Things.
10º Encontro dos Caricaturistas do ABC e SP (29-01-2012). Em riba: Rubens Jr. (autor da fotos), Humberto Pessoa, Cerito, Rice  e Malu. Aí embaixo: Rubens Jr., Zitto, Humberto Pessoa e Mario Mastrotti.
Entre os visitantes, tive o prazer de uma prosa com o ex-diretor da Editora Abril Vitorio Cestaroli, acompanhado do seu jovem e promissor neto Vinicius e o surpreendente artista Edi (que fez uma caricatura bicolor). Também marcaram presença no evento as "fanzineiras" multimídia Fernanda de Aragão, Letícia Mendonça e Thina Curtis (http://cincodeoutubro.blogspot.com e http://vestindoletras.blogspot.com) , o ilustrador Mário e a dupla Rodrigo Matsubayashi e Felipe Arakaki ( que fez uma versão "mangá" para o seu Agostini).Quanto aos caricaturistas, alguns eu já conhecia, mas a maioria só via e-mail/internet. Abaixo, listei-os, com suas devidas páginas:
Mario Mastrotti: http://www.cartunistamastrotti.com.br/ e http://mastrottiblog.zip.net/
Rubens Junior: http://osquadrinhos.blogspot.com/
Humberto Pessoa: http://www.humbertopessoa.com/ e http://humbertopessoa.blogspot.com/
Cerito: http://mensagensdohiperespaco.blogspot.com/
Rice: http://ricearaujo.blog.uol.com.br/
Gilmar: http://gilmaronline.zip.net/ e http://gilmaronline.blogspot.com/
Fernandes: http://caricaturasfernandes.blogspot.com/
Vasqs: http://www.ostrasaovento.blogspot.com/
Gil de Godoy: http://gildegodoyilustrador.blogspot.com/
Antonio Carlos Pires: http://livrobrasildobem.blogspot.com/2011/09/conheca-antonio-carlos-pires.html
Zitto: http://ciberzitto.blogspot.com/ e http://www.caricazitturista.xpg.com.br/

27 de janeiro de 2012

As Aventuras de Tintim

Fui assistir finalmente "As Aventuras de Tintim", na telona, com a patroa e as crianças. E como bom fã dos quadrinhos originais de Hergé, entrei na sala de projeção encafifado. Embora admirasse os trabalhos anteriores de Steven Spielberg e Peter Jackson, fiquei desconfiado com o entrelaçamento de histórias ( O Segredo do Licorne + trechos de O Caranguejo das Tenazes de Ouro) e o tipo de animação ( captura de movimento - a arte é inserida depois das filmagens com os atores). Não custa lembrar que apesar da carreira consolidada, esta foi a primeira experiência de Spielberg com 3D e animação. Mas essa minha cisma evaporou-se logo nos primeiros instantes. Senti firmeza logo na abertura, ao ver os quadrinhos de várias aventuras originais caindo sobre os nomes dos atores e da produção. E na primeira cena, lá está o próprio Hergé entregando nas mãos de Tintim seu retrato pintado ( a sua cara na HQ). A técnica de animação, que eu já tinha visto antes e me decepcionara no quesito "emoção", desta vez me deixou extasiado com a perfeição dos detalhes ( rugas, sombras, paisagens e até pêlos no nariz do Capitão Haddock) e a naturalidade das expressões faciais e movimentos ( que nos faz às vezes esquecer que é uma animação). Relaxei de vez na cadeira ao perceber que os diretores imprimiram suas marcas sem comprometer as características essenciais dos personagens clássicos. Tintim está perfeito: impetuoso, corajoso, desconfiado e elétrico como tinha de ser. Milu, que em algumas aventuras impressas chega a conversar com seu dono, aqui só late, mas também aparece em todo o momento do filme, ativamente. Os irmãos Dupont e Dupond divertem sem extrapolações. O Capitão Haddock, pela própria trama, divide todas as atenções com o personagem principal e embora não esteja tão desbocado como nos quadrinhos e tenha seu alcoolismo mostrado ao extremo, conquista a platéia em cheio, justamente por suas fraquezas tão sinceras. Há cenas que lembram Indiana Jones? há excesso de aventura e correria em prejuízo do mistério e da investigação? Sim, este é o cinema Spielberg e sempre será. Mas também há uma reverência e respeito aos quadrinhos  nunca vistos na Sétima Arte ( com exceções, talvez, de alguns heróis da Marvel - eu disse alguns). A soma de trechos idênticos aos álbuns de Hergé com sequências inéditas só enriqueceu a trama. Já faz tempo que eu parei de comparar Cinema e HQ - são artes que correm juntas, se adaptam uma a outra mas não se misturam. No caso de Tintim, as duas estão lá, sem forçar a barra, e é justamente a sua corajosa direção, ágil e sem o compromisso de explicações maçantes sobre os personagens e sem exageros nas referências, que a faz umas das melhores adaptações já feitas. Pior para o Oscar, que preferiu os inferiores "Rango", "Um Gato em Paris", 'Chico e Rita', "Kung Fu Panda 2" e o 'Gato de Botas'. Com Oscar ou sem, as aventuras de Tintim têm tudo para prosseguir no cinema. Spielberg, a quem Hergé sugeriu antes de morrer ser o único diretor apto a trabalhar com Tintim, pegou gosto pelo personagem e isso para ele é combustível.
Acompanhem outras resenhas e críticas no blog Tintim por Tintim. Para quem quer saber mais sobre os quadrinhos, o blog também é a melhor pedida:
http://www.tintimportintim.com/

Maurício de Sousa e Osamu Tesuka finalmente juntos

Maurício de Sousa, o mais famoso quadrinista brasileiro e Osamu Tezuka, considerado o "pai do mangá", se conheceram há 30 anos e entre idas e vindas Brasil-Japão, chegaram a combinar uma história em animação que unisse seus famosos personagens. O projeto não vingou porque Osamu faleceu prematuramente em 1989, mas esse sonho não saiu da cabeça do criador brasileiro. E foi mais ou menos na época em que a Turma da Mônica Jovem chegava às bancas com sucesso que foi estabelecido um contato com a família Tesuka para reativar a idéia. As negociações vingaram e o crossover será publicado no final de fevereiro - não como desenho animado, que era a idéia inicial, mas nas páginas da já estabelecida revista "Turma da Mônica Jovem", nas edições 43 e 44, com enredo ecológico ligado à Amazônia e sua preservação. Um encontro fadado a entrar para a História, pois nunca personagens brasileiros e japoneses se encontraram em uma HQ. Para Maurício e os produtores dessa façanha, essa junção de forças será ainda mais oportuna pela proximidade da "ECO-20", evento internacional de ecologia marcado para junho deste ano no Rio. Com o mesmo mote sustentável, os personagens clássicos Astro Boy, Safiri e Kimba (entre outros) se encontrarão com os adolescentes Mônica, Cebola, Cascão, Anjinho ( ou Anjão?) e Magali nesta aventura quadrinizada em duas partes. Na revista Turma da Mônica Jovem 43, nas bancas, há um teaser sobre o crossover (capa abaixo). Aguardemos, na torcida de que o enredo fique à altura dos envolvidos.

24 de janeiro de 2012

Nova exposição de Walter Firmo

Walter Firmo, um dos grandes do fotojornalismo brasileiro, engata uma exposição na outra. A partir de amanhã, feriadão em Sampa, a série de sua autoria 'Que Bom que a Vida entre Nós deu Certo outra Vez", integrante do roteiro da 3ª Mostra São Paulo de Fotografia, tem coquetel de abertura às 18 horas no Espaço Ophicina, junto ao lançamento da revista Old Impressa nº2. A exposição fica no espaço até 19/02. Mais detalhes no convite abaixo, gentilmente enviado pelo pessoal da Getty.

Jimmy Castor (1940-2012)

Faleceu na semana passada o ícone da música negra americana Jimmy Castor, multiistrumentista precoce ( substituiu o saxofonista Frankie Lymon no grupo The Teenagers ainda nos anos 50) que estourou nos anos 70 com a banda Jimmy Castor Bunch ( dos hits " Troglodyte" e "It's Just Begun" de 1972 e "Bertha Butt Boogie" de 1974 ), onde se autointitulava "The Everything Man". Continuou solo na virada dos 80, na onda do emergente break/hip hop e sua antiga cria "It's Just Begun" virou referência ao ser inserida em pequena cena de rua do 'block' "FlashDance" de 1983 - prova que Jimmy fazia um som a frente do seu tempo. Tanto que foi um dos compositores mais sampleados de todos os tempos, de Grand Master Flash à Beastie Boys e Jamiroquai. A minha grande turma dos anos 80 tinha entre seus 'compact discs' e coletâneas funk, petardos deste figuraça. Seguem pois, alguns de seus balanços e uma notícia mais completa do óbito, via Bate Estaca do Camilo Rocha, um dos poucos que não errou a idade do músico ( porque foi na fonte certa, o NYT, que cravou a idade da certidão passada por seu filho).
It's Just Begun - http://www.youtube.com/watch?v=FF2bNFQn_1M&feature=related
The Troglodyte (Cave Man) - http://www.youtube.com/watch?v=BkSOT-6YTb8&feature=related
Bertha Butt Boogie - http://www.youtube.com/watch?v=ocOV3V42_SM&feature=related
A Groove Will Make You Move - http://www.youtube.com/watch?v=bopNKgu58yo&feature=fvwrel
Potential - http://www.youtube.com/watch?v=HUW6BZTOzeA&feature=related
Hallucinations - http://www.youtube.com/watch?v=CUeesGxagyQ
L.T.D: http://www.youtube.com/watch?v=NHk7wPUFh90&feature=related
A cena em Flashdance - http://www.youtube.com/watch?v=avu_FqCaZNI
http://oesquema.com.br/bateestaca/2012/01/18/jimmy-castor-1940-2012/

23 de janeiro de 2012

10º Encontro dos Caricaturistas do ABC e São Paulo

Mais uma das boas agitações promovidas pelo Mario Mastrotti. No dia 29 próximo, domingo, acontece em Santo André o "10º Encontro de Cartunistas do ABC  e São Paulo". O evento aproveita para comemorar o Dia do Quadrinho Nacional, 30/01, efeméride instituida pela Associação dos Quadrinistas e Cartunistas de São Paulo em 1984 por ser o dia em que Ângelo Agostini publicou a primeira história em quadrinhos no Brasil (30/01/1869), nas páginas do jornal Vida Fluminense. Segue o release com a programação, local e horário...


O 10º Encontro de Cartunistas do ABC e São Paulo comemora o Dia do Quadrinho Nacional. O evento acontece dia 29 de janeiro de 2012, a partir das 16 horas, no Salão de Festas do Fran`S Café (Av. Portugal, 1126, Bairro Bela Vista em Santo André).
As atividades deste encontro contam com:
1 Presença de cartunistas,caricaturistas, quadrinhistas, tiristas, ilustradores e artistas gráficos da região e de S. Paulo.
2 Exposição relâmpago de caricaturas de Ângelo Agostini, patrono do Quadrinho Nacional, produzida pelos cartunistas participantes.
3 Festival do vinil com audição de raridades. Traga o seu vinil.
4 Livros de Humor gráfico da Editora Virgo com autógrafo dos autores.
5 Presença de fanzineiros, escritores, animadores, colecionadores de vinil e memorabilia. Traga sua publicação.

Organização: Cartunista Mastrotti (11-70324902)

20 de janeiro de 2012

Etta James (1938-2012)

Etta James. Uma das coisas mais impressionantes nesta diva do soul/blues/rithm'blues/rock and roll era a gigantesca extensão de sua voz em comparação com sua estatura. Outra coisa era sua vibração. Lutou ao longo da vida contra preconceitos, vícios, doenças, e mesmo com leucemia, finalizou seu último álbum, "The Dreamer", em 2010. Basta ouvi-la cantando para constatar: Etta James venceu!
At Last: http://www.youtube.com/watch?v=_1uunRdQ61M
Tell Mama: http://www.youtube.com/watch?v=X8pcNIGjJX0
I'd Rather go Blind: http://www.youtube.com/watch?v=YApNirMC9gM
I Just Want to Make Love to You:http://www.youtube.com/watch?v=4Pu_AdU_NQg&feature=related
Baby, What  You Want Me to Do:http://www.youtube.com/watch?v=Y5TWwB_PCDc&feature=related
I Never Meant to Love Him:http://www.youtube.com/watch?v=_KGhKpKwkaY&feature=related

19 de janeiro de 2012

Nara/Elis



Nara Leão faria 70 anos hoje. Elis Regina se foi há 30 anos. Nara tinha uma voz pequena, econômica; Elis era pura explosão. Mas tirando o estilo vocal e o temperamento ( Elis explosiva e à flor da pele ; Nara comedida, mas não menos emotiva), as duas tinham muito em comum. Ambas tiveram o faro para tirar da obscuridade pérolas escondidas do cancioneiro: Nara com o Show Opinião jogou luz nos autênticos Cartola, Zé Ketti e João do Valle. Elis, desde o início, sempre procurou a fonte: vivia marcando encontro com compositores novos - assim foi nos anos 60 com Gilberto Gil, Milton Nascimento e Chico Buarque ( os dois últimos mudos de timidez) e assim continuou nos anos 70 com João Bosco/Aldir Blanc, Belchior e Cláudio Lucci. Elis batizou em disco (e show) muita gente. E tanto ela como Nara estouraram em festival ( Elis com Arrastão em 1965 e Nara com A Banda em 1966). Tudo bem que Nara já era há anos a 'Musa da Bossa Nova' e foi no seu apartamento que a coisa toda virou movimento, mas foi ali, no festival, que ela apareceu para o Brasil e deu uma virada brusca em sua carreira ( a primeira de muitas - logo depois veio o Opinião e em 1968, um flerte seríssimo com o Tropicalismo). E teve também a postura firme e decidida contra a Ditadura por parte das duas. Nara desde o "Opinião" virou persona non grata para os militares e assim permaneceu até a Abertura; Elis demorou mais para se engajar e foi muito criticada pela esquerda por isso, mas na década seguinte virou esse jogo, principalmente com "O Bêbado e a Equilibrista ( "a volta do irmão do Henfil")  Isso se não entrarmos no campo pessoal, pois ambas tiveram um romance com o lobo Ronaldo Bôscoli ( Nara foi noiva por anos e Elis casou e teve filho com ele). Mas o que vem ao caso aqui é o quanto essas mulheres foram importantes para a nossa música. Sem serem compositoras, conseguiram impor uma identidade e uma emoção tão forte em suas carreiras que entraram para sempre na História como musas e referências máximas na arte da interpretação .
Nara Leão: http://www.youtube.com/watch?v=EDABIsGDaTE&feature=fvst
                  http://www.youtube.com/watch?v=9_VigUedYVI&feature=fvsr
Elis Regina: http://www.youtube.com/watch?v=m_9QRn2wviE
                  http://www.youtube.com/watch?v=6B0sSJrkzGk
                  http://www.youtube.com/watch?v=nk3S3t4ESgQ

16 de janeiro de 2012

Walk off the Earth: uma banda e um violão


A banda Walk off the Earth é uma banda independente canadense que se especializou em fazer covers inusitados de hits, produzindo vídeos surpreendentes que acabam sempre com ótima audiência. Mas o último cover postado pela banda no dia 05/01, versão de um hit da banda indie australiana Gotye extrapolou todas as expectativas e já é o vídeo mais visto do ano. A idéia é bem interessante, a versão está muito bem ensaiada e a participação feminina (a convidada Sarah Blackwood) equilibra bem os vocais. O primeiro a cantar, aliás, tem o timbre do Michael Stipe do finado R.E.M. Assistam o vídeo (no site oficial e no YouTube) e outras estrepolias da banda ( no link do site Vida Ordinária):



http://www.walkofftheearth.com/
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=d9NF2edxy-M#!
http://vidaordinaria.com/2012/01/bau-dos-covers-especial-walk-off-the-earth/

10 de janeiro de 2012

Stokowski no Brasil, caçadas de Daniella Thompson e um certo disco raro de capa cinza que me caiu às mãos

Há cerca de dois anos, obtive detalhes mais precisos sobre a lendária sessão de gravações empreendidas pelo famoso maestro Leopold Stokowski em 1940 no Rio, à bordo do navio S.S. Uruguay atracado na época em frente a Praça Mauá.
O famoso "S.S. Uruguay", atracado no Rio de Janeiro em 1940 ( foto de Leon van Duivendiik)
Não foi artigo de nenhum especialista brasileiro, e sim uma extensa reportagem histórica de uma obstinada e apaixonada "brasilianista" americana chamada Daniella Thompson, responsável pelo site http://daniellathompson.com  e pelo blog http://daniv.blogspot.com/ . Graças à sua paixão pela Música Brasileira, ela engendrou desde 2000 uma verdadeira caçada às famosas (mas pouco conhecidas) gravações no navio. Regidas por Stokowski, com "a big help" de Villa-Lobos e Donga, participantes e responsáveis pela seleção de músicos, ritmistas e cantores de raiz disponíveis na então capital federal (Pixinguinha, Cartola, Zé Espinguela, Pastoras da Mangueira, Zé da Zilda, Jararaca e Ratinho, João da Bahiana, Luiz Americano, entre tantos) , teve toda a produção sob patrocínio do governo americano e a gravadora Columbia, como parte da "Política da Boa Vizinhança" do Presidente Roosevelt, preocupado com o namoro do então presidente Vargas com o fascismo. A investigação de Daniella, embora sem o resultado desejado (que era o de descobrir e disponibilizar todas as gravações da sessão histórica), levantou a ponta do iceberg e comprovou que ainda existem gravações inéditas nos cofres da gravadora americana.
Capa do disco americano lançado pela Columbia em 1942
Mas por que eu estou levantando este tema só agora? É que depois de ficar encantado com essa história toda e ter guardado todos os artigos referentes, eis que neste último final de semana, revirando uma cesta de LPs de uma bazar beneficiente, eu me deparo com um de capa cinza, que me chamou a atenção não por sua  pequena reprodução fotográfica no canto esquerdo, mas pelo título: "Native Brazilian Music". Graças à Daniella, eu já conhecia esse nome e eu não acreditei quando me dei conta de que o LP em minhas mãos era da série limitada de 3000 unidades produzida pelo Museu Villa Lobos em 1987 com as 17 músicas lançadas originalmente pela Columbia Records em 1942.
Capa do LP brasileiro ( Fundação Villa Lobos - 1987)
Que sorte! se as 40 ( algumas fontes dizem 100) gravações originais de 1940 viraram lenda, se as cerca de 24 gravações no cofre da Columbia nos EUA se tornaram um tesouro intocado, se os dois discos originais de 1942 lançados pela mesma Columbia ( só nos EUA ) com 16 faixas ( e 17 músicas) transformaram-se em raridades iminentes, esse LP lançado há 25 anos já se constitui em uma obra bem rara entre nossos LPs brasileiros, pois é o único lançamento nacional das gravações de Stokovski até hoje. Só o rico encarte com textos e resenhas de Ary Vasconcelos (um dos responsáveis pelo projeto ao lado de Suetônio Valença, Marcelo Rodolfo e Jairo Severiano sob a gestão de Turíbio Santos) já vale muito a pena. Só não é impecável porque a edição nacional copiou o erro da edição americana ao chamar Pai Alufá ( o próprio Zé Espinguela) de Rae Alufá.
Para saber todos os detalhes dessa incrível saga, entender um pouco mais sobre a "política americana de boa vizinhança" e o perfil do maestro Leopold Stokovski, segue abaixo toda a série de reportagens de Daniella Thompson e alguns complementos importantes (áudios e matérias).
A série de Daniella Thompson:
 Caçando Stokowski 
Fevereiro de 2000
 Aguardando sua resposta urgente... 
4 de Março de 2002
 Donga para Villa-Lobos 
5 de março de 2002
 Uma crise urbana em agosto de 1940 
5 de março de 2002
 Native Brazilian Music 
Capas dos álbuns da Columbia.
5 de setembro de 2003
 Tesouros nos cofres da Columbia 
4 de novembro de 2003
 Os sambas mais dançáveis até o momento 
Resenha de Native Brazilian Music na revista Time.
10 de janeiro de 2007 

4 de janeiro de 2012

Virada com Ramones, Cássia Eller e as "500 Mais da Kiss"

Virei o ano focado em duas figuraças que se foram há dez anos: Cássia Eller ( falecida em 29/12/2001) e Joey Ramone (em 15/04/2001).
Aprontei uma grande seleção, com ênfase nessa dupla, para trilha de estrada e me preparei para viajar para o interior, já pensando também em votar via online e acompanhar a maratona da já tradicional "As 500 Mais da Kiss FM" (que rola a partir de 31/12). Não foi proposital, mas depois me lembrei que a rádio 'classic rock' também é de 2001.
Na bagagem de viagem também estava o livro "Hey Ho Let's Go - A História dos Ramones", de Everett True (Editora Madras - capa abaixo), que estou acabando de ler agora. Esta biografia me confirmou uma coisa que eu sabia de relance: Joey Ramone, o desengonçado, alto, amigável, festeiro, esquisito vocalista dos Ramones era realmente a alma da banda, o cara que amava o rock and roll (principalmente os pioneiros e os conjuntos vocais femininos) e direcionava toda a sua vida para a música. Como hobby, colecionava discos e pôsteres psicodélicos dos anos 60. Johnny, o guitarrista, era o oposto: pragmático ao extremo, mandão, prático, fanático por beisebol, republicano - Ramones para ele também era algo maior, mas direcionado totalmente para o ganha-pão, o trabalho e a possibilidade real de aposentadoria ( e bem ou mal, foi quem manteve a "firma" funcionando- a cabeça da banda com certeza).
Por conta desse antagonismo todo, os dois não dirigiram a palavra um ao outro nos últimos dez, doze anos da banda (!!). Dee Dee, o baixista, era o mais porra-louca de todos ( dizem que foi ídolo de Sid Vicious) e levou tudo sempre às últimas consequências, mas também foi um letrista profícuo e uma espécie de ponte entre Joey/Johnny. Faleceu um ano depois de Joey e dois antes de Johnny. Dos fundadores, apenas Tommy, o baterista ( e  primeiro produtor da banda) está vivo, além dos bateristas Marky ( que ficou mais tempo na banda) e Ritchie e o baixista CJ. Cássia Eller, assim como Joey, vivia para a música. Para esconder sua timidez, virava personagem no palco e arrebentava. Cantava de tudo, não só rock, e seu único defeito era não compor. Vi alguns programas na TV sobre ela neste meio tempo ( entre o livro do Ramones e as 500 Mais) e numa fração de segundo me dei conta de como Cássia e os Ramones fazem falta neste atual cenário musical, articulado demais, empresariado demais, direcionado demais, muito bonitinho e "fofinho" até, mas com emoção, tesão e improviso de menos.Quanto às 500 Mais da Kiss, muita música dos Ramones entre elas e sem grandes surpresas entre as primeiras colocações ( a exceção foi o raro glam rock do Sweet, 12º, que eu fiz questão de selecionar abaixo).
Um detalhe inédito que não me escapou é que neste ano, Rolling Stones e Eric Clapton foram varridos das primeiras colocações (a melhor dos Stones ficou em 50º - a lista, do ótimo site Meteleco, que publicou-a com muito súor já no dia 2, tem link abaixo).