10 de abril de 2013

Casão, um sobrevivente

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Ganhei o livro "Casagrande e Seus Demônios" (Globo Livros) no começo da semana e ontem já o havia devorado. Baita biografia. Em parceria com o jornalista Gilvan Ribeiro, que trabalhou com o biografado na ESPN e Diário de S.Paulo, Casagrande, comentarista de futebol da TV Globo, literalmente expõe e expurga seus demônios. E a narrativa, que não segue ordem cronológica, já começa com uma das piores experiências do ex-jogador ídolo do Corínthians: a terrível experiência de delírio em seu apartamento enquanto se drogava com três substâncias diferentes (heroína inclusive), adicionadas à remédio e tequila. Em suas visões, demônios passeavam tranquilamente pelos cômodos de sua residência e ao entrar em paranóia por conta da aparição de uma moça que ele julgava ter morrido ali anteriormente, deixou o ap de pernas pro ar. O desespero chegou a tal ponto que Casão chamou seus pais, que diante de seu relato via telefone, acabaram levando um padre. No fim, Casagrande , ainda confuso e em choque, foi para um hotel com sua noiva. As aparições continuaram e ele resolveu sair dali também. Por ter ficado em surto, sem comer e sem dormir por dias, acabou apagando quando dirigia sua Cherokee no bairro da Lapa, batendo em seis carros e capotando. Por sorte não houve vítimas e tanto ele como a noiva não tiveram sequelas graves. Mas esse acidente, além de repercutir em mídia nacional, virou um divisor de águas para o ex-artilheiro,  que desde a adolescência era usuário de drogas: durante os três dias em que ficou em coma no Hospital Albert Eistein, a família, ciente da gravidade da situação, resolveu interná-lo à sua revelia em uma clínica especializada em dependência química. Casão ficou um ano ali e isso mudou toda a sua vida. Uma vida cheia de aventuras, ímpetos, rebeldias, política, indisciplinas, gols e jogadas maravilhosas, shows e muito rock, inconsequências, sinceridade, humor, desespero, amor, filhos, amigos, mentiras, limites, voltas por cima, coragem. Uma vida repleta de vida e luta pela vida. Lendo o livro, que alterna fundos do poço com situações hilárias, lê-se a alma de um sobrevivente: Walter Casagrande Jr.

8 de abril de 2013

Julia Kendall, criminóloga, alcança 100 edições no Brasil


"J.Kendall - Aventuras de uma Criminóloga", graças ao empenho e esforço despendido pela Editora Mythos e sua apaixonada equipe de colaboradores, conseguiu alcançar o número 100 em terra brasilis! Por sérios problemas técnicos relacionados à gráfica, esta edição, com data de março, saiu apenas no início de abril, como todo o restante da linha Sergio Bonelli Editore publicada pela editora no Brasil. Também por esse motivo, a edição não pôde ser colorida como a original italiana - os editores aqui optaram pelo p&b para não acarretar um atraso maior. Sobrepujando os obstáculos editoriais e o quase cancelamento da série por algumas vezes - sempre evitado por um fiel grupo de leitores brasileiros - a instigante revistinha em quadrinhos segue em bancas e se depender da minha torcida, por muito tempo ainda. Eu a coleciono desde o seu nº1, publicada ainda como Julia em novembro de 2004. Por decisão da justiça, o título teve de ser alterado para "J. Kendall", por já existir em bancas uma revista chamada Júlia ( aquela mesma, popular, com romances lacrimosos e preço em conta). Os roteiros, sempre do perspicaz Giancarlo Berardi ( o mesmo do cult Ken Parker) são dinâmicos, elaborados e prendem o leitor em tramas muito bem conduzidas e surpreendentes. Referências à clássicos da música e do cinema não faltam e as próprias caracterizações dos personagens vêm de personalidades consagradas: a especialista forense Júlia Kendall é a cara e o corpo da clássica e elegante Audrey Hepburn, a Holly Golightly de "Bonequinha de Luxo"; sua fiel governanta/doméstica/cozinheira Emily, é idêntica à espevitada Whoopi Goldberg; vários vilões e coadjuvantes lembram artistas da telona. Com todos esses atributos e críticas favoráveis, não dá pra entender por que a série sofre com as vendas, enquanto alguns super-heróis com roteiros apelativos/repetitivos e desenhos medianos se mantém com mais folga nas bancas. Eu conheço muita gente boa por aí que conhece superficialmente a personagem. A Mythos a mantém viva no país porque sabe do seu potencial. Talvez uma ação mais incisiva de marketing, mesmo que focada apenas nos grandes eventos de quadrinhos( Comix, FIQ, etc) seja um pontapé para uma estadia mais tranquila da querida Julia entre nós.

6 de abril de 2013

Sabadão tem Feira do Vinil e Kães Vadius em Santo André e Bagunça Literária em Sampa





Hoje é um sábado bem agitado. Em Santo André, a prefeitura realiza no Paço Municipal evento de aniversário que une a Feira do Vinil e um show com o lendário Kães Vadius. A feira inicia às 10h da manhã e segue até as 18h; o show tem previsão para iniciar às 15h. Uma ótima oportunidade para rever velhos amigos, encontrar discos raros ou especiais e curtir uma banda que já tem uma história de quase trinta anos no rock brasilis, sempre com o inoxidável Hulk'abilly à frente. Pra completar o dia, à noite rola em Sampa a aguardada Bagunça Literária, encontro de editoras independentes com lançamentos e descontaços. Esse ano o evento está maior e conta com 6 editoras: Arte&Letra, Draco, Estronho, Fantas, Llyr e Tarja. Todas seguem a linha de aventuras fantásticas, medievais, sci-fi e terror, com destaque para os dragões e vampiros - inclusive com quadrinhos entre os lançamentos e a presença de vários autores. São ou não são dois encontros independentes e culturais até a alma? quem conseguir aparecer nos dois vai deixar carimbar o sábado.

* Feira do Vinil e Kães Vadius
Paço Municipal de Santo André
06/04/2013 - a partir das 10h da manhã.
Entrada Franca

* Bagunça Literária
Pier 1327
Rua Joaquim Távora, 1327 - São Paulo/SP

2 de abril de 2013

Oscar Niemeyer, atemporal


(Nota do Malu): o genial Oscar Niemeyer deixou o nosso planetinha no final de 2012. Eu estava de férias e ao invés de um post sobre o homem, preferi ler tudo o que eu tinha sobre ele aqui em casa e mandar pro alto uma boa vibração para o velho arquiteto. Uma troca justa, visto as centenas de obras iluminadas e positivas que deixou sobre nossa superfície. Ontem, ao limpar minha caixa do gmail ( que não visitava a um bom tempo) me deparei com uma jóia escrita pelo meu amigo Rogério Engelmann, chapa e colaborador desse blog. E fiquei ainda mais entusiasmado quando vi que em sua mensagem ele ofereceu-me o texto para publicação no Almanaque. Uma honra e um grande acerto: esse texto não poderia ficar inédito, trancado em uma gaveta qualquer. E quanto a dúvida se ficou muito tarde para a sua publicação, bobagem. O blog não se prende a novidades e o velho Oscar sempre foi atemporal, seja em suas obras, seja em sua existência. Segue lá:

                                     

                                       Oscar Niemeyer (1907-2012)

por Rogério Engelmann**
Acredito que tudo sobre ele já foi dito: que é bom, que é ruim, que é repetitivo, e que nunca se repete, que teve sorte, que já passou o tempo dele, que não passou, que é metido e esnobe, e que não é, que estava no lugar certo na hora certa, e muitas outras mais. Inclusive por ele mesmo, que ouvi várias vezes dizer que "a arquitetura não importa, importa mesmo é a vida, os amigos e as pessoas".
Suas obras, inconfundíveis, são admiradas ou odiadas, mas como ele mesmo dizia, "você pode não gostar, mas não pode falar que já viu algo igual..." Fazia questão da imaginação, da invenção, da surpresa. Seus projetos sempre foram acompanhados de textos explicativos, e ele ensinava: "se o texto não ficou claro, não explica bem, é porque o projeto ainda não está bom, tem problema, precisa mexer, melhorar..."
Seu discurso sempre foi tranquilo, essencial, simples (não simplório, simples mesmo), em suas palestras contava quase sempre as mesmas histórias, das mesmas obras. Talvez porque gostasse mais daquelas, pois projetos e obras não faltavam, foram cerca de 600 (isso mesmo: seiscentas)  obras construídas e projetos, no Brasil e pelo mundo, em cerca de 75 anos de carreira, o que corresponde, em média a uma a cada 45 dias. E cada uma delas poderia ser o projeto da vida de muito arquiteto por aí, inclusive (muitos) daqueles que falam mal.
Das palestras que assisti, me marcou uma em particular, nos tempos de faculdade (1993, ele tinha então 85 anos) em que pude conversar com ele muito rapidamente. Findado a apresentação, a mesa do velho mestre foi inesperadamente cercada pelos estudantes. A organização tentou dispersar-nos, porém, rompendo o protocolo, a pedido de Niemeyer formou-se uma fila imensa de estudantes (e depois até professores...), e ele atendeu a todos um a um, por cerca de duas horas. Aperto de mão, autógrafo, uma foto, um sorriso: "Vocês me pegaram de surpresa!..."
A crítica? Ora, a crítica. O que posso dizer ou acrescentar? Me atrevo a dizer que Oscar Niemeyer foi nosso maior artista pop. Através da arquitetura, criou verdadeiros ícones cujo significado expresso hoje é: Brasil. As colunas do Palácio da Alvorada em Brasília, por exemplo. Ou o "s" do Edifício Copan em São Paulo. Ou ainda a "taça" do Museu de Niterói. Mais recentemente o "olho" do Museu de Curitiba. E tantos outros.
Os alemães tem uma palavra, "zeitgeist", para designar o dia. Significa literalmente "espírito do dia", é a essência, o humor, ou, como dizemos por aqui, o astral do dia. E Oscar, antenado como todos os gênios, soube captar esses momentos, o "espírito do dia" e plasmá-lo em edifícios. Traduziu o nosso espírito do dia "zeitgeist" em traços imortais. Seja no conjunto da Pampulha em Belo Horizonte; seja em Brasília, a obra-prima; seja no Copan, obra que renegou; no Parque do Ibirapuera que adoramos, no Detran, ou no Memorial da América Latina, nos museus de Niterói, de Curitiba, na nova sede do governo de Minas Gerais e tantos outros, nos legou o desenho de um Brasil moderno, futurista, dos cinquenta anos em cinco, Brasil da Bossa Nova, o Brasil vanguarda. Detentor da carteira profissional no. A.000.001 do recém criado CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo, Doutor Honoris Causa várias e várias vezes aqui e mundo afora, o cidadão do mundo Oscar Niemeyer, como disse Ricardo Ohtake, será muito provavelmente um dos poucos, senão o único brasileiro do século XX que será lembrado no século XXX.
E nos deixa, após quase 105 anos de vida, 80 dos quais dedicados a arquitetura, num vazio enorme.
Vazio que tanto prezava nos edifícios. Vazios incríveis como o da marquise do Parque do Ibirapuera, do Pavilhão da Bienal, da Oca, do foyer do teatro do Memorial da América Latina e sua escada fantástica.
Vazio como o da Catedral de Brasília, na minha opinião o mais impactante.


Oscar, o então comunista que se dizia ateu, conquistou seu lugar no céu com a Catedral de Brasília. O prédio é em si uma prece. Desconcertante pela simplicidade de sua composição, é formado por uma única peça de concreto, repetida dezesseis vezes, armadas e fundidas no chão e içadas uma a uma numa planta circular. Os vãos entre as peças são vedados por vidros. o acesso é subterrâneo, através de rampa e túnel longos, que dá acesso direto à nave, grande espaço, único. Vazio. Que pelos vitrais é inundado de luz por todos os lados.



Luz do céu.
O céu imenso de Brasília.

** Rogério Engelmann é arquiteto

1 de abril de 2013

Betty Boop em miniatura nas bancas

Hoje levei um (bom) susto na banca do Carlão - banca em que bato cartão aqui no meu bairro. Em um grande cartaz, a famosa pin-up dos desenhos animados dos anos 30 aparecia do alto de suas pernas para anunciar a sua coleção de miniaturas que sai quinzenalmente nas bancas a partir de agora. A coleção, baseada em fascículos franceses e que já foi lançada nos mesmos moldes em Portugal no ano passado ( veja resenha do ótimo blog lusitano As Leituras do Pedro sobre o lançamento lá: http://asleiturasdopedro.blogspot.com.br/2012/09/as-figuras-do-pedro-xxiv.html) parece ser muito bem resolvida e traz, além da miniatura de resina fielmente desenhada e pintada à mão, uma revista-fascículo e um folheto com detalhes da coleção e da feitura das miniaturas. O primeiro fascículo vem com o perfil histórico da personagem e todo seu universo na animação, uma página em quadrinhos (com os balões originais em inglês e tradução no final da página), ensaio sobre o mito das pin-ups e um passeio pelos anos 30 nos EUA. Uma coleção vistosa e que dá água na boca. O único porém é o de sempre: se o primeiro volume sai por módicos R$5,90 e o segundo por R$17,90 (ainda em conta), os outros cinquenta e oito* saem o dobro, o que acaba sendo uma coleção bem dispendiosa. Para quem se garante, uma maravilha. Para os outros, e eu me encaixo nesse segundo grupo, resta o uni-duni-tê - escolher um número x de miniaturas para não esfolar o bolso. Independente desse obstáculo monetário - que até é plausível por se tratar de arte pura - essa coleção trazida ao Brasil pela Salvat Editores ( lembro da Salvat desde minha tenra infância!) merece aplausos. Quem sabe não seja um pontapé inicial para outras coleções do mesmo nível, com temas ligados à animação e aos quadrinhos, aportarem nas bancas...nesse 2013, já temos a bela coleção do Star Wars e agora a diva Betty Boop.
Detalhes da coleção de Portugal, similar à brasileira, aqui: http://www.salvat.com/pt/coleccoes/bettyboop/

* chutei 58 fascículos seguintes me baseando na coleção portuguesa. A brasileira não cita em nenhum lugar até que número irá.

27 de março de 2013

Fernandes e Seri em exposição

Oscar Niemeyer by Fernandes (caricatura três vezes premiada)
Cartum premiado de Seri


Até o dia 13 de abril, dois dos maiores ilustradores do Brasil estarão com suas charges e caricaturas em exposição. A mostra está na Casa do Olhar em Santo André e traz 80 trabalhos de Fernandes e Seri, ambos com décadas de labuta artística e atualmente trabalhando no Diário do Grande ABC. Fernandes, nascido em Avaré-SP, desenha em todas as frentes: cartum, ilustração, caricatura, charge e quadrinhos. Inclui também a escultura em suas (poucas) horas vagas. Já foi premiado inúmeras vezes em salões de humor e  é considerado pelos seus pares como um dos mais completos caricaturistas brasileiros. Seri nasceu na Baixada Santista e também é premiadíssimo. Dois de seus temas preferidos nos salões são o meio-ambiente e a educação. No Diário do Grande ABC, além de dividir as charges com Fernandes, também produz uma tirinha diária de muito sucesso. Pra mim foi uma grande honra ter participado do livro de caricaturas "Brasil do Bem" do ano passado, que incluiu trabalhos desses dois grandes artistas - grandes não só no traço, mas também na personalidade. Vê-los juntos em uma mostra, e de graça!, realmente não tem preço.

Exposição de Charges e Caricaturas 

Casa do Olhar - Rua Campos Sales, 414, Santo André. Tel.: 4992-7730. Visitação: de ter. a sáb., das 10h às 16h. Grátis. Até 13 de abril.

21 de março de 2013

Alvin Lee (1944-2013)

Alvin Lee, um dos mais rápidos guitarristas do mundo, faleceu dia 6 último e eu só soube hoje! Uma grande perda para a música, Alvin era daqueles puros, que tocavam por paixão, e sua performance em Woodstock ( que eu cheguei a postar aqui) junto ao Ten Years After, banda que ajudou a fundar e jamais largou, é um dos grandes momentos daquele festival. Seus shows duravam horas, suas versões blueseiras passavam invariavelmente dos 5 minutos e geralmente tocava com os olhos revirados ou fechados, típico de quem sentia a música tocar a alma. Siga em paz, Alvin.
http://www.youtube.com/watch?v=GF7pjA7nCWo (ao vivo - 1978)
http://www.youtube.com/watch?v=nfsc_2jlLas (A Space in Time - Full Time)
http://www.youtube.com/watch?v=foopZvhQRZw (ao vivo no Filmore East)
http://www.youtube.com/watch?v=bW5M5xljdCI ( ao vivo em Woodstock)

20 de março de 2013

Emílio Santiago (1946-2013)

Emilio Santiago é considerado unanimemente uma das melhores vozes da nossa música brasileira. Faleceu nessa manhã, mas deixa um grande legado de interpretações suaves e classudas. Sua escola é aquela mesma do Noite Ilustrada, mas sua intensidade vocal extrapola qualquer comparação. Fez sucesso em bailes, bares, programas de calouros ( Flavio Cavalcanti) e festivais ( ganhou o MPB Shell em 1982 com "Pelo Amor de Deus" e como melhor intérprete no Festival dos Festivais de 1995). Nos anos 80, iniciou, sob a batuta de Roberto Menescal e Heleno Oliveira, a série Aquarela Brasileira, onde interpretava grandes números da MPB. Foi seu maior sucesso na carreira - a série com sete discos vendeu mais de quatro milhões de cópias. Nos últimos tempos fundou uma gravadora, a Santiago Music, e lançou pelo selo seu último disco, "Só Danço Samba (Ao Vivo)", obra que ganhou o Grammy Latino 2013 de Melhor Álbum de Samba/Pagode. A sua grande voz fica e continuará a ser ouvida por ouvidos que sabem ouvir música de qualidade.
Abaixo, três grandes momentos de Emílio Santiago: cantando Saigon (original), uma de suas interpretações mais admiradas; cantando "Verdade Chinesa" outro sucesso incontestável; e no DVD "O Melhor das Aquarelas" (íntegra), com o melhor da série "Aquarela Brasileira", gravado em 2005 no Canecão.
http://www.youtube.com/watch?v=HWh66s9Sjuc
http://www.youtube.com/watch?v=ELi6rGlHN98
http://www.youtube.com/watch?v=lY0vAybPJzU

O novo Mickey

divulgação
Mickey tem 85 anos de idade e já passou por algumas mudanças bruscas em sua história. Nos quadrinhos, por exemplo, passou das gags de jornais (ainda de "calças curtas") para as aventuras mais longas nos comics books (como nas histórias detetivescas desenhadas por Paul Murry) e voltou ultimamente nos gibis para seu short vermelho clássico. Na animação, teve inúmeras releituras, chegando a estrelar até série em 3D. Em 2013, a Disney mais uma vez se volta para o icônico personagem e com desenhos de Paul Rudish, um dos responsáveis pela caracterização de "As Meninas Superpoderosas" e "O Laboratório de Dexter", retoma suas origens de movimentação frenética e acelerada. Se a desenvoltura é dos anos 30, os cenários, modernos, se passam em cidades como Paris, Nova York e Beijin. A série, com início previsto para 28 de junho deste ano, terá 19 curtas inéditos em 2D, feitos para a TV e canais da Disney na web. O primeiro divulgado ("Croissant de Triomphe") traz o personagem pelas ruas de Paris, motorizado, em contato telefônico com sua eterna namorada Minnie. Já imaginando que essa nova roupagem/postura de Mickey possa chocar os fãs mais radicais (aqueles que preferem o Mickey mais sério/adulto, por exemplo), a produtora já se antecipou informando que a série virá recheada de homenagens e referências ao legado de Walt Disney.
O vídeo pode ser visto no ótimo blog quadrinhosantigos:
http://quadrinhosantigos.blogspot.com.br/2013/03/mickey-croissant-de-triomphe.html


18 de março de 2013

Jards Macalé 70

Jards Macalé completou 70 anos de vida no início do mês e tudo leva a crer que 2013 será um grande ano para o compositor, visto o início comemorativo promissor à sua efeméride. O selo Discobertas, sempre "cavocando" raridades fonográficas, relançou no início do ano, o primeiríssimo disco de Jards, "Só Morto", originalmente um compacto duplo, e agora com a remasterização, acrescido de dez faixas resgatadas pelo produtor Marcelo Fróes entre 1970 a 1973. As músicas originais, lançadas em compacto de 1969 pela RGE (capa acima), são: "Soluços", "O Crime", "Só Morto (Burning Nights)" e "Sem Essa", todas gravadas com a participação da mítica banda Soma, de vida curta mas intervenções históricas, e ainda Naná Vasconcelos e Zé Rodrix. Além desse disquinho, o ano começou também com shows maravilhosos de Macau (apelido carinhoso dos mais chegados) e certamente vem muito mais por aí. Jards Macalé faz parte daqueles músicos extraordinários que certos círculos das gravadoras da ditadura militar quiseram taxar de "malditos" e que por um bom tempo realmente acabou colando neles e prejudicando deveras a carreira musical: além do próprio Jards, Luiz Melodia, Itamar Assumpção, Sérgio Sampaio, Tom Zé, entre outros. Todos eles com experimentações na manga , temperamento forte - e por isso não aceitando entrar  no "jogo dos ratos" - e com uma discografia pequena em relação aos anos de labuta. Eu tenho do Jards os LPs Jards Macalé (de 1972) e Aprender a Nadar (1974), clássicos absolutos que eu não largo mão. Tenho também o CD com o Naná Vasconcelos, que saiu pelo selo Rock It. Com a internet veio enfim a redenção desses músicos únicos e nesse século XXI se tornaram benditos e conhecidos pela molecada antenada e tribos culturais espalhadas pelo país. Jamais poderia ser taxado de "maldito" um músico como Jards, que produziu e trabalhou com afinco em clássicos discos pós-tropicalistas como Transa (Caetano Veloso) e Le-Gal (de Gal Costa), além de seu trabalho consistente de direção com Maria Bethânia desde o show Opinião (1965). Fez uma das músicas mais emblemáticas da era Médici ("Vapor Barato", com Waly Salomão, regravada várias vezes e hit nas mãos do Rappa). Fez história em festival (FIC) ao chocar direita e esquerda na apresentação gritada de Gothan City (música dele e de Capinam, de 1969), onde foi vaiado sem exceções (e comentado depois por ele assim: - "dormi bendito e acordei maldito"), o que lhe deu pilha para uma performance ainda mais chocante seis anos depois, quando devorou maçãs e rosas no Festival Abertura ao cantar "Princípio do Prazer". Foi um parceiraço nos anos 70 do seu ídolo Moreira da Silva. Pintou e bordou desde então, mesmo sendo categoricamente limado das grandes gravadoras - participações especiais e trilhas sobraram entre os anos 80 e 90, à margem dos poucos discos lançados. E nesse século que começa, Jards Macalé já lançou duas vezes mais discos que entre os anos 70 e 90, além de shows sempre lotados. Jards faz 70 com muita sede&fome&vontade. Para saber todos os detalhes dessa saborora carreira ( que tem mais do que os 50 anos que andam dizendo por aí) vale a pena ler a entrevista/biografia feita a alguns anos por Dafne Sampaio do site Gafieiras, talvez o mais completo perfil do músico. E pra completar, a última, mais econômica, feita para a Folha neste mês e algumas das músicas do disco resgatado.
http://gafieiras.com.br/entrevistas/jards-macale/biografia/
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/96560-quero-viver-mais-70-para-consertar-as-merdas-que-fiz.shtml
http://www.youtube.com/watch?v=vrLiI9wv5oE (Só Morto)
http://www.youtube.com/watch?v=sqc09e2iDLI (Sem Essa)
http://www.youtube.com/watch?v=_7UZJSiRsI8 (O Crime)

15 de março de 2013

Lançamento de "E Benicio criou a Mulher..." de Gonçalo Jr.

O incansável Gonçalo Jr esté mais uma vez às voltas com um lançamento de livro. Hoje, na Livraria da Travessa em Ipanema/Rio de Janeiro, o autor lança "E Benicio Criou a Mulher" ( Opera Graphica), mais uma obra apaixonada e apaixonante de um pesquisador/historiador de mão cheia. Com ele na noite de autógrafos, estará o próprio Benício, o que faz do lançamento um evento imperdível. Pra quem está longe como eu, só resta esperar mais essa obra imprescindível de Gonçalo aparecer nas livrarias. O gaúcho José Luiz Benício, pra quem não sabe, é um dos maiores ilustradores do Brasil e da sua criatividade artística surgiram as melhores capas de livros de bolso e maravilhosos cartazes para o cinema nacional ( entre 1965 e 1985 - além de muitas pornochanchadas, todos os filmes dos Trapalhões no período tem a arte dele) - suas mulheres são clássicas e muitas vezes superam as modelos. A Travessa fica na Rua Visconde de Pirajá, 572, em Ipanema - o evento é a partir das 19h de hoje.


14 de março de 2013

Documentário com Leminski na íntegra

Nesse Dia da Poesia (14/03), vale a pena rever a presença impávida de Paulo Leminski (1944-1989). Esse documentário, "Ervilha da Fantasia", de 1985, foi realizado por Werner Schumann para a TV e traz o escritor curitibano em toda a sua força narrativa, em uma enxurrada de elocubrações e pensamentos diversos, tendo a poesia como tema central. Na íntegra:
http://www.youtube.com/watch?v=zkl57-hC3ko

12 de março de 2013

Três décadas depois, música inédita de Frejat/Cazuza é resgatada

divulgação
Em 2012, nas comemorações de 30 anos do primeiro LP do Barão Vermelho ( homônimo), a banda foi atrás das masters das gravações para o relançamento do disco e se deparou com os vocais de Cazuza para uma música inédita chamada "Sorte e Azar'. Na época não ficou entre as escolhidas para o LP pois o produtor Ezequiel Neves era extremamente supersticioso e achou melhor não incluir uma letra que falava em "azar" logo no primeiro disco. A gravação é na medida, Cazuza puro em sua carga emotiva, e os integrantes do Barão não tiveram dúvidas: gravaram uma nova base para a master resgatada, mantendo na íntegra o vocal do saudoso poeta. Essa gravação vem tocando desde então (em doses homeopáticas) na trilha da novela Salve Jorge. Para quem viveu os anos 80 como eu e viu Cazuza & Barão desde o início, essa gravação realmente emociona e com certeza é uma das melhores composições daquela fase. Em sua versão 2013 - somando a interpretação primorosa com a regravação dos instrumentos - ela se torna uma pepita reluzente, um blues rascante reinando na parada musical atual pouco inspirada. Da-lhe Barão. Da-lhe Cazuza.

Uma grata surpresa: Titeuf


Confesso que via o Titeuf só de relance nas livrarias e acho que passei uma vez por ele na internet - estava procurando outros assuntos e acabei não prestando muita atenção nesse personagem francês criado por Zep. Até que neste início de mês, zanzando pelas prateleiras da Saraiva, me deparei com essa capa sui generis acima e resolvi dar uma olhada mais aprofundada em suas páginas. E foi uma grata surpresa! o espevitado Titeuf, sucesso na Europa faz tempo, não é daqueles garotos dos quadrinhos que falam e agem como adultos. Sua alma está mais ligada à obras como Calvin, em que o universo infantil, embora interaja com o adulto, não perde sua essência. Aliás, é esse olhar sincero, ingênuo, estabanado e ao mesmo tempo sem semancol, cru e livre que envolve cada história colorida (que se fecham em cada página do álbum) e surpreende o leitor. É um personagem infantil? sim. Mas tão abrangente em seu enredo que um único volume como esse (de 50 páginas) pode trazer temas díspares como flertes, família, drogas, rivalidades, doença, emprego, brigas dos pais, turma, brincadeiras & travessuras, escola, sexo - alguns bem indigestos e difíceis, mas tratados pelo autor com a naturalidade e perspicácia inerente aos pequenos. Titeuf foi criado há 20 anos pelo quadrinhista francês Philippe Chappuis (Zep - pseudônimo que homenageia o Led Zeppelin) e é publicado atualmente em 25 países. Por aqui já teve três álbuns lançados - contando esse, "Do que Elas Gostam..." - pela V&R Editoras. Embora o mercado de quadrinhos no Brasil seja imprevisível, acredito que este simpático e atirado menino topetudo tenha tudo para se dar bem nas livrarias.

10 de março de 2013

Capa do Mês:Maurício e Mônica cinquentona no Almanaque Saraiva

divulgação
Muito bacana a capa do Almanaque Saraiva de março com o pai da Mônica. A foto em fundo vermelho é de autoria de Kiko Ferrite ( que pude conhecer pessoalmente em minha passagem pela Editora Abril) e traz Maurício de Sousa segurando orgulhoso a revista Mônica nº1, lançada originalmente em 1970 pela Editora Abril. O exemplar da foto na verdade é o relançamento da Panini (edição histórica) mas esse detalhe não tira o encanto do momento. A matéria interna (do jornalista Marcelo Rafael) também é bem interessante e traz cronologia da personagem e uma ótima entrevista com o autor.
Um dia eu encontro o Maurício e mostro a minha edição original de Mônica nº1, que ainda mantém a aparência de um exemplar novo de banca ( e que já postei no início do blog: http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2009/07/mauricio-50.html

9 de março de 2013

A última entrevista de Chorão na 89 FM

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A 89 FM ressurgiu com tudo em 21/12/2012. Não que ela estivesse morta e enterrada, mas por vários anos deixou de ser a "rádio rock" para se tornar mais uma no dial a tocar na programação o pop comercial das paradas de sucesso. Voltou a tocar rock e chamou muita gente da antiga de volta, caso de Tatola e Maia. E foram justamente esses dois que Chorão resolveu visitar de surpresa no último dia 28 de fevereiro, acompanhado do filho. Demonstrou disposição e entusiasmo, andou de skate na emissora e conversou longamente com velhos amigos da rádio e com o diretor executivo Júnior Camargo, colega de vinte anos. A última entrevista de Chorão acabou acontecendo na rediviva 89 FM. Cinco dias depois, o fundador e mentor do Charlie Brown Jr., uma das poucas bandas que seguraram  a bronca do rock brasilis na entressafra da virada do século, foi encontrado morto em seu ap em São Paulo. O músico faleceu aos 42 anos.Ouçam sua derradeira entrevista, abaixo:
http://musica.uol.com.br/ultnot/multi/2013/03/08/04020C1A3368C4994326.jhtm

ps: Nunca curti muito a série sem fim Malhação na Globo, mas a música do Charlie Brown Jr, "Vou te Levar", que ficou por um bom tempo como abertura do programa, é para mim um dos melhores rocks brasileiros dos anos 90. Valeu, Chorão.
http://www.youtube.com/watch?v=MJHDIYg8L-4

5 de março de 2013

"Uma noite em 67" virou livro!

O III Festival da Record, de 1967, foi dentre os festivais, o mais rico e o mais dinâmico, basta rever o número de músicas participantes que viraram clássicos da nossa MPB: "Alegria, Alegria", de Caetano Veloso (4º lugar), "Roda Viva" de Chico Buarque (3º), "Domingo no Parque" de Gilberto Gil (2º) e Ponteio de Edu Lobo e Capinam (1º). Não é qualquer festival que tem um conjunto tão genial de composições. Sem contar a participação como intérprete de Roberto Carlos ("Maria, Carnaval e Cinzas" de Luis Carlos Paraná), a famosa "violada" de Sérgio Ricardo - o compositor, irritado com as vaias que não o deixavam se concentrar na apresentação de "Beto Bom de Bola", arremessou seu violão na platéia ( e que com isso, ganhou o prêmio "Momento Marcante" do festival - já virou post aqui: http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2010/05/sergio-ricardo-muito-alem-do-violao.html) - e a interpretação maravilhosa de Elis Regina para "O Cantador" (Dori Caymmi-Nelson Motta) que acabou arrematando o prêmio de "Melhor Intérprete". Neste festival também se prenunciou o movimento tropicalista, trazendo ao palco a mistura que iria explodir no ano seguinte, com Caetano e Beat Boys numa frente e Gilberto Gil e Mutantes em outra, confundindo e extasiando o público. O documentário "Uma Noite em 1967", de Renato Terra e Ricardo Calil ( já postado aqui: http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2010/07/uma-noite-em-67.html) retratou muito bem essa amálgama de talentos em um ano estratégico tanto política como musicalmente, selecionando cenas empolgantes com entrevistas tanto recentes como no calor do momento. Por se tratar de material riquíssimo (70 horas de gravação), os diretores se viram em mãos com depoimentos repleto de detalhes, que acabaram ficando de fora do filme. São essas entrevistas completas que viraram o livro homônimo do filme, lançado agora pela Editora Planeta. O foco é 1967 mas outros assuntos como festivais em geral e a própria moderna música brasileira que emergia dali são discutidos com pertinência. Os entrevistados são: Zuza Homem de Mello, Paulinho Machado de Carvalho, Jair Rodrigues, Chico Buarque, MPB4, Nana Caymmi, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Sérgio Ricardo, Edu Lobo, Marília Medalha, Capinan, Nelson Motta, Chico de Assis, Julio Medaglia e Ferreira Gullar. Um documento para se guardar.

4 de março de 2013

Mussum, Rivellino e o novo Fusca

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A Almap se mantém como uma das agências mais criativas do mercado e esses dois comerciais do Novo Fusca comprovam essa aura. Além da ótima idéia de levar o Fusca, automóvel icônico da história automobilística brasileira, de volta aos anos 70, período auge do modelo, os comentários dos transeuntes ao redor do carro e as aparições relâmpagos de Mussum e Rivellino ( outros no auge da fama à epoca) dão o tom ideal de humor aos filmes. Desde já uma das melhores campanhas do ano.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=QpC8BsyjEC0
http://www.youtube.com/watch?v=7pj9jb0QxbY


1 de março de 2013

Mônica 50 anos: exposições, homenagens, brinquedos retrôs e uma surpreendente descoberta da Folhinha

Folhinha de S.Paulo nº 51/ agosto de 1964: o suplemento infantil da Folha alavancou o sucesso da Mônica nos anos 60 (Divulgação)
Mônica vira cinquentona no próximo dia 03. Essa é a data oficial que está sendo divulgada pela imprensa. Mas no último domingo, a equipe da Folhinha ( que também fez 50 anos em 2013) ao pesquisar a história da personagem, se deparou com uma ilustração que divulgava a volta do Mauricio à Folha (onde iniciou-se nos quadrinhos em 1959). Nessa ilustração, publicada no dia 11/02, a turminha do Maurício aparecia completa, com todos os personagens criados até então. Pouca gente reparou, mas entre eles, estava também uma dentuçinha com seu coelhinho de pelúcia - ela iria estrear nas tirinhas da turma no dia 03/03 e faria tanto sucesso com seu jeito "mandão" e personalidade forte, que viraria não só a "dona da rua" mas também a personagem que daria nome à turma e a primeira que ganharia revista própria. Claro que a primeira tirinha vai ser sempre o ponto zero das comemorações, mas não deixa de ser um achado interessante para a História: vinte dias antes, a Mônica já estava prontinha para estrear e brilhar.
Os 50 anos prometem muitas atrações e homenagens durante todo o ano, entre eles:
- A partir do dia 26/02, começou no Memorial da América Latina uma exposição bem inusitada sobre o coelhinho Sansão, que acompanha a Mônica desde sempre e portanto faz 50 anos também; - Serão lançados brinquedos retrôs no mercado, como a primeira boneca Mônica.
- O teatro também verá a volta do famoso espetáculo "No mundo de Romeu e Julieta", originalmente de 1978; o espetáculo está previsto para abril.
-Os Correios emitirão uma coleção com 12 selos comemorativos, retratando a evolução da personagem ao longo dos anos;
- Já no início de março, uma revista comemorativa chega às bancas em edição especial; também está prometido um livro com todas as capas da revista mensal da Mônica.
- No Cartoon Network, o mês de março será comemorativo, com programação especial e vinhetas.
- Haverá uma grande exposição em São Paulo sobre os 50 anos, mas ainda não estão definidos o local e a data.
No link abaixo, a íntegra da Folhinha especial do dia 24/02, no blog Quadrinhada, que revela a primeira ilustração com a Mônica e vários fatos e curiosidades da personagem.
http://blogturminhadamonica.blogspot.com.br/2013/02/monica-e-folhinha-completam-50-anos-em.html

27 de fevereiro de 2013

Elton John ao vivo no Multishow

divulgação
Sir Elton John volta ao Brasil este mês com três shows dentro de sua turnê "40th Anniversary of the Rocket Man". O canal Multishow transmitirá o show paulistano ao vivo hoje, a partir das 20h30, direto da arena do Jockey Club. A celebração da turnê gira em torno dos 40 anos do clássicaço "Goodbye Yellow Brick Road", um dos melhores LPs duplos da década de 70.

ELTON JOHN EM SP - AO VIVO 27 de fevereiro, quarta, a partir de 20h30 Multishow canais 42 e 542 (HD)

11º Encontro de Cartunistas do ABC e SP

Mais uma vez o chapa Mario Mastrotti convida para o Encontro de Cartunistas do ABC e SP, uma realização sua que já está em sua 11ª edição e completa 10 anos. Neste ano, o encontro contará com várias atividades, incluindo caricaturas ao vivo com renda revertida para entidade filantrópica, palestra e muitas outras ações. Este blog mais uma vez apoia o evento que já entrou para a agenda cultural anual da região. Segue o release com mais detalhes das atividades, data e endereço:

Domingo, 03 de março será realizado o 11º Encontro de Cartunistas do ABC e São Paulo, a partir das 15:00hs, no salão de festas do Fran’S  Café  da Av. Portugal, 1126, em Santo André/ SP.
O encontro é uma iniciativa do cartunista, editor e professor Mario Mastrotti em comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional. Esta data é significativa, pois o piemontês radicado no Brasil, Ângelo Agostini, publica a primeira história em quadrinhos nacional em 30 de janeiro de 1869, bem antes da HQ americana denominada Yellow Kid.
Este é o décimo ano do evento. Em 2009 foram realizados excepcionalmente dois encontros por ocasião dos 140 anos da HQ nacional.
Para comemorar estes 10 anos, escolhemos propositalmente o primeiro domingo de março, para que mais pessoas possam participar das várias atividades envolvidas.
Segue a programação:
1  Presença confirmada de vários quadrinhistas, cartunistas e caricaturistas da região e da capital.
2  Exposição relâmpago produzida ao vivo pelos cartunistas convidados comemorando o Dia Internacional da Mulher (08 de março). 
3  Painel com criação coletiva: Homenagem a Ângelo Agostini.
4  Caricaturas ao vivo a preço popular, com renda revertida para a Casa de Apoio a Criança Raio de Luz ( presente no evento).
5  Livros de cartuns, tiras e caricaturas a preços especiais.
6  Bate papo com os autores.
7  Inscrições para o livro coletivo: HQB- Rápidas Agostinianas (com taxa de inscrição).
8 Análise de portfólio - traga seus trabalhos para apreciação de profissionais da área.
Você que faz quadrinhos, cartuns, ilustração, caricaturas e fanzine, seja bem-vindo e traga os amigos.
Entrada: 1kg de alimento não perecível.
Contato: 970324902 com Mastrotti

26 de fevereiro de 2013

A trajetória crazy de Tim Maia em pouco mais de dois minutos de animação

divulgação
O selo Luaka Bop, de David Byrne, criou um filminho bem "crazy" no final de 2012 para divulgar a coletânea lançada em outubro, "The existencial soul of Tim Maia - Nobody can live forever", quarto volume da série "World psychedelic classics"(capa abaixo). Com narração do riponga Devandra Banhart, grande fanático pela música brasileira tropicalista e pós-tropicalista, o curta de 2 minutos e vinte segundos traz em um resumo frenético e exagerado como o próprio Tim, as aventuras e desventuras de sua intensa e surreal carreira. É um aperitivo bem preprado para o disco ( com a simpática animação de Momo & Sprits), que traz obras fundamentais do nosso pai do soul nos férteis anos 70 (além da única oitentista selecionada, "Do Leme ao Pontal"), incluindo o contagiante suingue de sua época "racional". Vale a pena assistir:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5iObqqpbQlE

divulgação

22 de fevereiro de 2013

Brecheret vira doodle

O escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret é mais um artista homenageado com um doodle do Google (acima). A homenagem é em comemoração aos seus 119 anos de nascimento (22/02/1894). Brecheret é autor do famoso Monumento às Bandeiras, retratado no doodle, com 240 blocos de granito, cada um pesando cerca de 50 toneladas, e cinquenta metros de comprimento e dezesseis de altura.

20 de fevereiro de 2013

Exposição "punk" de Rui Mendes termina no finde

Os punks Clemente (Inocentes), Kraneo (esq) e Tiozinho (dir) em 1983 (foto: Rui Mendes)
Redson, do Cólera (1965-2011) (foto: Rui Mendes)
Eu, que comprava toda Bizz que saía nas bancas nos anos 80, cansei de ver nos créditos das fotos o nome do Rui Mendes, talvez um dos fotógrafos mais "rockers" do Brasil. Ele simplesmente acompanhou toda a movimentação desde o movimento punk até o apogeu do chamado BRock. Essa exposição que rola no Espaço Revista Cult traz 34 fotos da série punk selecionadas pelo próprio (duas delas ilustram esse post). É só uma pequena amostra do seu rico acervo (milhares de fotos, 300 capas de discos e até videoclipes), mas dá uma boa dimensão da proximidade que o fotógrafo tinha com os nossos punks. Ainda dá tempo de ver essas preciosidades (mas atentem para o horário, que é bem limitado no sábado). Vai até 23/02 (sábado).
Mostra Punk, de Rui Mendes, na 4ª Mostra SP-Samsung de Fotografia. Espaço Revista Cult (r. Inácio Pereira da Rocha, 400, SP, tel. 0++/11/ 3032-2800). Até 23/2. De 2ª a 6ª, das 11h às 20h; sáb., das 11h às 14h.


Tony Sheridan, um certo "padrinho" dos Beatles (1940 - 2013)

Tony Sheridan, o lendário guitarrista/cantor/compositor britânico, que possibilitou a primeira gravação dos Beatles em estúdio profissional, faleceu no último dia 16 . Vejam no blog Beatles Draw and Arts do nosso caro Mário Mastrotti:
http://beatlesdrawandarts.blogspot.com.br/2013/02/morre-o-professor-dos-beatles.html


16 de fevereiro de 2013

Leminski por inteiro

Finalmente a obra completa de um dos maiores poetas da nossa língua, Paulo Leminski, é compilada em um único volume. O catatau ( que aliás é o nome do seu romance experimental de 1975) "Toda Poesia", com mais de 400 páginas, sai pela Cia. das Letras no final deste mês e traz o poeta curitibano por completo. A obra inclui mais de 630 poesias de sua lavra, que vão desde as lançadas em dupla com o fotógrafo Jack Pires em 1976 ("Quarenta Clics" - aqui sem as fotos) passando pelo sucesso "Caprichos & Relaxos" (1983 - pela mesma Brasiliense do atual editor Luis Schwarcz) e culminando com o póstumo Winterverno (2001). O livrão inclui também vários textos e ensaios de alguns próximos, como Caetano Veloso, Haroldo de Campos e a poetisa Alice Ruiz, sua viúva. Leminski foi multi em sua curta trajetória ( faleceu aos 44 anos, em 1989), criando não só poesia da mais alta voltagem, mas também arriscando em letra de música ( foi parceiro de Itamar Assumpção, Guilherme Arantes, Blindagem, entre outros, e até compôs algumas melodias), roteiro de quadrinhos (com a turma da Grafipar), prosa, literatura infantil, biografias, ensaios, traduções, redação de publicidade, artigos. A sua nobre poesia - sarcástica, leve, plural, direta, anárquica, descomplicada, universal, lírica, erudita e popular ao mesmo tempo, e sem frescuras - depois de anos esgotada nas livrarias, ressurge imponente, no lugar que sempre mereceu estar - em um compêndio à sua altura.
Toda Poesia - Paulo Leminski - Companhia das Letras - 424 páginas - R$46,00


6 de fevereiro de 2013

Liberado! documentário sobre o genial e "iconoclássico" Itamar Assumpção

Estava aguardando a muito tempo a íntegra do documentário do Itamar Assumpção e hoje, graças ao toque do Floreal no Face, fiquei sabendo que já está nas paradas. O filme pode ser acessado pelo site oficial ou pelo Youtube (em HD). Dirigido por Rogério Velloso, o filme, da série "Iconoclássicos" do Itaú Cultural/Movie&Art, foi finalizado em 2011 e traz a trajetória do compositor permeada por depoimentos de vários amigos e pessoas próximas. É possível também fazer download na página, aqui.. Esse é pra guardar mesmo.
http://daqueleinstanteemdiante.blogspot.com.br/

31 de janeiro de 2013

Capa(s) do Mês - Serafina janeiro/2013

A revista Serafina, encartada todo mês na Folhona, faz experimentações interessantes para suas capas, errando algumas vezes, mas acertando em muitas. Neste mês, a redação convidou alguns artistas para ilustrar capa e matéria de Ivan Finotti sobre carreira e volta do transgressor David Bowie. Dessa experiência, foram criadas e publicadas 08 intervenções (feitas por artistas de áreas distintas ) sobre o compositor, 4 delas escolhidas para capa (acima e abaixo). A lá de riba é do Rico Lins, designer e ilustrador. Abaixo, na ordem, temos as capas de Rafael Grampá, quadrinista; Lucas Simão, artista plástico que faz intervenções em objetos e imagens; e por último, Eduardo Kobra, muralista bem conhecido dos paulistanos. Lá no finalzinho, links para os sites dos artistas.


Links:
http://www.facebook.com/pages/Rico-Lins-Studio/338804464760
https://www.facebook.com/rafaelgrampa
http://www.lucassimoes.com.br/
http://eduardokobra.com/

26 de janeiro de 2013

Jean Yves, ourives da crítica musical

Soube ontem pelo Face que o crítico Jean Yves de Neufville faleceu na terça-feira. Muitos souberam só anteontem, através de sua filha, inclusive vários de seus colegas das antigas redações da Folha, Estadão e Bizz. Conheci sua escrita elegante exatamente na clássica revista Bizz, desde seus primeiros anos. Em tempos sem internet, a magazine da Editora Abril era para a minha geração uma espécie de cartilha musical e seus jornalistas, verdadeiros desbravadores do movimento pop/rock no mundo. Jean Yves foi um deles. Incansável em sua busca por música de qualidade, foi um dos primeiros críticos a escrever sobre a world music, além de defender o rock inglês sessentista - Beatles principalmente - numa década impregnada de pós-punk. Inimigo da pressa, depurava seu texto o quanto dava, como um ourives, remando contra os prazos avassaladores do jornalismo impresso. Nos últimos tempos largou a crítica e vinha trabalhando como tradutor, se ausentando inclusive da mídia digital. Em uma de suas poucas intervenções, criticou a avalanche atual do formato MP3. A sua coleção de 8 mil discos, metade deles de jazz, atesta sua verve para a qualidade e a música atemporal, um norte em toda sua carreira. Separei notas e alguns ótimos artigos-homenagens de jornalistas que o conheceram nas heróicas editorias musicais do final do século passado.
* http://radiouol.blogosfera.uol.com.br/2013/01/24/critico-e-reporter-jean-yves-de-neufville-exalava-musica-ate-pelo-telefone/
*http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1219599-jean-yves-de-neufville-penicaut-1957-2013---um-critico-de-musica-e-tradutor.shtml
*http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2013/01/23/jean-yves-de-neufville/
*http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2013/01/23/jean-yves-de-neufville-1957-2013.htm
*http://oesquema.com.br/bateestaca/2013/01/24/lembrancas-de-jean-yves-de-neufville/

18 de janeiro de 2013

Expo Beatles prorrogada

Marcos Massolini, Henrique Valsésia e Mario Mastrotti à frente do painel com a discografia inglesa dos Beatles
A Expo Beatles vem fazendo um grande sucesso em São Caetano e foi prorrogada por uns dias. É muito gratificante para nós, que produzimos e montamos a exposição, ver fãs e simpatizantes do grupo vindo de longe para checar o trabalho e trazer histórias e curiosidades sobre os Fab Four. Seguem os links no Beatles Draw and Arts:
http://beatlesdrawandarts.blogspot.com.br/2013/01/sucesso-da-1-expo-beatles-sao-caetano.html?spref=fb
http://beatlesdrawandarts.blogspot.com.br/2013/01/sucesso-da-1-expo-beatles-sao-caetano.html

8 de janeiro de 2013

O velho camaleão de volta

Já comentei mais de uma vez aqui sobre a inatividade musical de David Bowie, que já me preocupava. O último disco faz dez anos, a última apresentação foi em 2006 e desde então ele se manteve recluso. Pois hoje, no seu aniversário de 66 anos, o camaleão resolveu lançar o primeiro single de seu disco, "Where are We Now?". O novo projeto, "The Next Day", foi confirmado para março deste ano e terá 14 músicas. Bem vindo de volta, Bowie! O single pode ser ouvido em seu site oficial ( http://www.davidbowie.com/vision?videopremiere=true )

7 de janeiro de 2013

2012, um ano cheio de realizações mas também de despedidas

Ainda estou em recesso - tirei uns dias para botar meus pés na areia, olhar para o céu e curtir a família - mas  resolvi deixar aqui no almanaque algumas impressões sobre o ano que passou, antes que a data se distancie demais.
2012 foi um ano surpreendente em vários sentidos. Desde janeiro consegui encaixar projetos e ações que me deixaram bem satisfeito. Com o cartunista, editor e amigo Mario Mastrotti comecei o ano participando do Encontro dos Cartunistas do ABC, evento tradicional da região capitaneado por ele, onde pude levar meu "3 em 1", vários vinis e tive a honra de conhecer pessoalmente várias figuras do meio, como Cerito (César Silva), cartunista e especialista em sci-fi e cultura em geral, os boníssimos caricaturistas Zitto e Humberto Pessoa, o craque do traço e gente fina Rice, o conhecido e grande batalhador do cartum Vasqs e o inabalável Rubens Jr. do blog Os Quadrinhos ( Gilmar, Fernandes, Gil de Godoy e AC Pires eu já conhecia de outros encontros). Na sequência, em março, tive a honra de participar do grande projeto "Brasil do Bem", livro com 27 caricaturistas editado pelo Mastrotti, que teve ampla divulgação no Brasil e um lançamento oficial bem movimentado na livraria HQMix de Gual e Daniela. Pelo menos 15 deles estiveram presentes, incluindo o onipresente Bira e o incansável Laudo Ferreira, dois dos que mais batalham pelo quadrinho nacional além do ilustre Gonzalo Cárcamo, que prefaciou a obra. Na ocasião, troquei figurinhas pela primeira vez com Éder Santos, Ezê, Seri e Xavi e fui devidamente caricaturado por muitos, sob o olhar da family presente. Grande noite. Esse mesmo "Brasil do Bem" aliás, virou exposição paralela no Salão de Humor de Piracicaba, sete meses depois. Fechando as ações com Mastrotti, ainda pudemos realizar um sonho antigo já em dezembro, quando montamos uma exposição singular dos Beatles, juntamente com nosso outro amigo e agitador cultural Henrique Valsesia: a 1ª Expo Beatles, com fotos raras, textos biográficos e históricos, pôsteres, discos originais, memorabilia, fã clube, etc. A mostra, que contou também com a indubitável força do nosso chapa Jean e propiciou até uma participação minha e do Mastrotti no simpático programa de Humberto Pastore na EcoTV, o "Sindicalismo e Cidadania", está rolando até o final de janeiro (mais detalhes em post aqui no blog: http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2012/12/expo-beatles.html ) e um desdobramento natural, um fanzine, virá logo por aí. Já sobre minhas colaborações de pesquisa/revisão nos projetos do velho chapa Marcelo Mazuras em sua Editora Casa Maior, o período trouxe à tona dois lançamentos: a aguardada biografia de Friedenreich, do jornalista Luis Duarte e a bonita aventura na BR-101(de ponta a ponta), do próprio Mazuras.
Em 2012 também consegui acompanhar várias atividades da incrível Ana Maria Guimarães Rocha, responsável pela Biblioteca de São Caetano e da Academia Popular de Letras. Foram vários lançamentos de livros - incluindo a coletânea de contos "De Maria a José", da qual participei com muita honra - blog, saraus e debates. Em um deles, pudemos até dissertar sobre a história do cinema na região, com o intuito de colaborar para uma tese de pós sobre o assunto. Assunto aliás que acabou me propiciando também um encontro com o cinéfilo Atílio Santarelli, uma lenda na minha região, ocasião em que acabei doando a ele algumas revistas antigas de cinema, várias danificadas por conta de cupins (veja aqui o início de tudo: http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2010/08/almanaque-do-seu-joao-4-cinelandia.html). E por falar em lenda, em 2012 consegui conhecer outra figura clássica do ABC, o historiador-jornalista Ademir Médici, da tradicional coluna Memória do Diário do Grande ABC, que se mostrou um gentleman em duas ocasiões do ano: primeiro quando topou entrevistar meu pai, recém operado, depois de se interessar pelas "relíquias" que listei via e-mail do seu inesgotável acervo de revistas, documentos e publicações ligadas à região. E depois quando combinamos mostrar parte de minha coleção de HQs no mesmo espaço para o mês da Criança. As duas séries saíram e ficaram boas de dar gosto. Seu João Massolini teve espaço por três dias ( e segundo Ademir, terá prosseguimento em algum momento de 2013) e a série dos quadrinhos, com resenhas diárias minhas, saiu por 17 dias seguidos em outubro. Uma façanha inédita em jornal, com certeza, pelo tipo de assunto (quadrinhos em um espaço de História). A História também foi a protagonista de uma das minhas últimas realizações editoriais no ano. Uma matéria biográfica de três páginas assinadas por mim sobre minha família em São Caetano teve o privilégio de ser publicada na última edição da prestimosa revista semestral Raízes, publicação histórica da cidade. Um fecho de ouro para um ano pleno de realizações. Em 2012 consegui também rever valorosos amigos ao vivo e à cores. Da faculdade Metodista: Marcelo Tieppo, Bob, Milzo, Cátia Mazin e Nilson Simonelli. E do Dedoc Abril: Paulinho, Ana Vidotti, Pepe, Malu, Ricardo Martins, Luis Arturo, Piazza, Sônia, Grilo, entre tantos. Muitos, pude trocar preciosas informações culturais-filosóficas, mesmo à distância, graças ao salvador mundo digital: Almir Américo ( em Moscou), Entini, Jorge Miguel, Floreal, Marcos Burghi, Pedrão, Carlinhos, a turma do Entupa (Rogério, Fabinho e cia), Paulo Pereira. E na festa surpresa que aprontaram pra mim ( Cris e mana Helô, vocês vão ter troco!), não acreditei quando vi ao vivo Bias Arrudão, Ana Vidotti (again), Duda Moura, Lu/Carlão & family, Marcelo&Janaina, Mauricio/Tati/Beatriz, entre tantos. Além do susto inicial, quase infartei quando minha irmã anunciou no meu ouvido sua gravidez. Se fosse cardíaco, tinha ido nesse dia.
Em 2012, continuei com esparsas contribuições para o blog Tripicalistas ao lado dos brothers Rick Berlitz e Leo Engelmann, mas nossas trocas culturais continuaram incessantes ao longo do período. O mesmo para meu compadre Paulo Bianchi, com suas "surpresas editoriais” que tanto abasteceram esse blog. Também dei uma sobrevida ao Cultura I blog, mas para 2013 preciso encher mais a sua bola.
Um ano cheio de realizações e também eventos/shows. Com minha família consegui visitar a Bienal do Livro, o Mercado de Pulgas (do Guia dos Quadrinhos) e o movimentado ComixFest (onde pude prosear com o multi Gonçalo Junior, que só neste ano lançou quatro livros).  E visitar sebos maravilhosos como o Portobello em Santo André, que agora abriu uma filial só com discos e quadrinhos (vale a visita: Rua Dona Elisa Flaquer, 212 – tel: 4994-9040). Os shows também foram de nível: Roberto Carlos, Zé Ramalho, Marisa Monte, Beatles One, Coral da Serasa, o musical “Vale Tudo”.
O único porém neste ano cheio de possibilidades foi a despedida de muitos amigos, colegas e conhecidos do meu círculo. Processo natural da vida, mas que neste 2012 veio em grande número, pelo menos para mim. Além de personalidades brilhantes, muitos postados aqui, como Chico Anysio, Ivan Lessa, Gutemberg Monteiro, Niemeyer, Millôr Fernandes, Paulo Moura, John Lord, Hebe Camargo, Etta James, Whitney Houston, Ledo Ivo, Ernest Borgnine,  Altamiro Carrilho, Joe Kubert, Magro,  Carlão Reichenbach, entre outros, também deixo homenagem aos mais próximos que se despediram em 2012, todos a seu modo, tão brilhantes quanto:

*Nelsinho. Amigo de juventude, colecionador de pimentas, estudioso do Direito e apreciador de uma boa aguardente. Da velha turminha do Marcelo Mazuras e do Chaplin Bar. Fique em paz, Doutor Nélson.

*Luiz Tadeu Araujo

Em 1977, novíssimo, Tadeu abriu sua empresa e passou a concorrer e incomodar o tradicional Arquivo da Propaganda, com seus comerciais captados na madrugada e uma brava equipe de indexadores. Comecei a colaborar com a Cenbracom em 2002 e desde então fizemos uma grande parceria, somando a experiência e estrutura dele com a minha história de 12 anos no Dedoc/Abril. Parceria sempre permeada por seu bom humor, antídoto para qualquer crise ou obstáculo. Deixa muita saudade.




*Isney Savoy
Editor/pesquisador dos bons e apaixonado pelo que fazia. Trabalhou durante anos no Dedoc, foi editor especial de Placar e nos últimos tempos, além da ESPN, fez um trabalho brilhante como editor na Larousse, lançando livros essenciais como "The Beatles-Gravações comentadas/discografia completa (Larousse-2009), onde escreveu e pesquisou todo capítulo à parte sobre a discografia nacional dos Fab Four. Além dessa faceta de pesquisador, também foi um grande batalhador pelos direitos trabalhistas dos jornalistas e dos deficientes, e pelos movimentos sociais.Valeu, Isney! foi uma grande honra conhecê-lo.



*Sérgio da Jane. Tive pouco contato com o Sérgio, namorado da nossa velha amiga Jane. Grande apreciador de rock, vinis, quadrinhos, Nas poucas trocas de figurinhas com ele, pude perceber sua grande essência e decência.


*Jussi Lehto
O finlandês Jussi foi um ótimo fotógrafo e também um ótimo papo. Foi diagramador na clássica redação da revista Visão no começo dos anos 60 e supervisor de serviços fotográficos e gerente do laboratório de fotos na década de 70 toda e início dos 80 na Editora Abril. Nos últimos anos, era assíduo colaborador em revistas da Editora Europa. Outra grande figura que conheci no Dedoc Abril, soltava sempre uma frase infalível, com seu sotaque característico, ao ser perguntado se estava tudo bem: ‘Não está de todo mal”. (a bela foto acima da Lótus de Fittipaldi é dele. Aliás, ele cobriu muito o automobilismo brasileiro em seus pioneiros anos). Descanse, Jussi.