8 de agosto de 2013

Previews de "Chico Bento - Pavor Espaciar", a próxima Graphic MSP

Sidney Gusman, do planejamento editorial da MSP abriu por esses dias uma página de previews da próxima Graphic MSP, "Chico Bento - Pavor Espaciar", criada pelo ótimo Gustavo Duarte. Pelas incríveis cenas e capa (acima), dá para se perceber que a qualidade e a criatividade, presentes nas duas graphics anteriores - "Astronauta Magnetar", de Danilo Beyruth e "Turma da Mônica - Laços" dos irmãos Lu e Vitor Cafaggi, estão mantidas nesse nº3. Chico Bento, seu primo Zé Lelé e o porquinho Torresmo serão abduzidos nessa nova novela gráfica, portanto podem esperar muito suspense - e o autor sabe bem manter o silêncio certo na sequência dos quadros - e uma boa dose de humor - essa eu não adivinhei: está escancarada nos previews (abaixo). Mais um ótimo álbum para orgulho dos quadrinhos nacionais, em breve em uma livraria ou banca mais próxima.

6 de agosto de 2013

Li: "Iron Man - Minha Jornada com o Black Sabbath", a biografia de Tony Iommi

Esta autobiografia do lendário guitarrista Tony Iommi - "Iron Man - Minha Jornada com o Black Sabbath" é um grande alento dentro das inúmeras biografias que transbordam das prateleiras das livrarias só pra tirar casquinha (e dim dim) deste interminável filão chamado rock. Li suas 400 páginas de uma talagada só. Uma biografia realmente honesta, sincera, sem floreios, direta no ponto. Assuntos espinhosos ou complicados - excesso de drogas, brigas, empresários sanguessugas, mortes próximas - são abordados sem desvios, assim como os  momentos hilários e malucos, uma constante em toda a carreira do grupo. Tony sempre foi o "Iron Man" de fato.  Na hora de compor, era ele quem torrava as pestanas em busca do riff mágico. E eles realmente surgiam aos borbotões - Tony, além de verdadeiro pai do heavy metal, é também chamado de Homem-riff ou Mestre dos Riffs, e não é à toa. Quando era pra dar esporro, mandar alguém da banda embora ou aguentar pressão de empresário, lá estava Iommi, assumindo seu papel de líder. Ozzy era o mais lunático e palhaço, Geezer Butler o mais excêntrico e Bill Ward o mais "ogro", mas não pensem que Tony era muito metódico ou certinho - era ele quem mais pregava peças entre os integrantes - e o baterista Bill Ward era uma de suas vítimas prediletas. Numa dessas brincadeirinhas singelas, Ward acabou pegando fogo! Único presente em todas as formações da banda, Tony Iommi passou por poucas e boas, vivenciando crises, marés baixas, sucessos, excessos, pra conseguir no final de mais de 40 anos, firmar pra sempre o Black Sabbath no panteão das maiores bandas de todos os tempos. A banda lançou a pouco seu 19º álbum, "13", com a formação "quase" original: Bill Ward acabou não se juntando ao projeto. E pra não deixar de ser o Iron Man que sempre foi, Iommi, embora tenha descoberto um câncer que para os médicos não tem 100% de cura, segue ao vivo com sua eterna banda, em turnê que passará pelo Brasil em outubro. A se considerar tudo o que já passou essa lenda do rock, é só mais um obstáculo a superar.

Algumas surpresas, achados e constatações da biografia:
* a avó de Tony Iommi é brasileira. Bom, há grandes chances disso ser verdade. Em uma das passagens iniciais, o guitarrista diz: "acho que minha avó era do Brasil".
* Realmente Tony, aos 17 anos, perdeu as pontas de dois dedos de sua mão direita ( ele era canhoto) e foi no último turno do seu último dia de trabalho. E surpreendentemente ele fez dedeiras caseiras, com couro de jaqueta e metais para seguir em frente com sua banda Earth, futura Black Sabbath. A maior surpresa aqui é como o próprio dono da empresa onde ele se acidentou, foi o grande responsável pela sua superação.
* a aura demoníaca da banda sempre foi mais incensada pelos fãs do que propriamente pela banda. Digamos que eles acenderam um fósforo e a coisa acabou virando um grande incêndio. No início eles simplesmente trocaram o blues por um som mais pesado, com pitadas de terror. Aprovada a fórmula, seguiram, sem grandes estratégias nesse sentido. 
* Aliás, conforme relata o guitarrista, quando a banda foi assistir "O Exorcista" no cinema, todos, sem exceção, se borraram de medo.
* Ok, tudo era despretensioso. Mas o guitarrista se assustou pra valer quando informaram-lhe que o riff da música hômonima da banda, que abre o primeiro álbum, formava uma sequência de acordes que foi proibida na Idade Média e era chamada de "intervalo do Diabo".
* Tony explica com riqueza de detalhes seu envolvimento com o Jethro Tull e como foi a única apresentação com a banda, no espalhafatoso e midiático "Rock and Roll Circus", especial de TV dos Rolling Stones de 1968 que ficou décadas inédito.
* a música Iron Man não foi inspirada no Homem de Ferro da Marvel, como podem supor os que a ouvirem no último filme do super herói metálico. Segundo Iommi, o baixista Geezer Butler, responsável pela maioria das letras, se baseou em outro personagem de quadrinhos, um robô que se sentia como um homem.
* Ronnie James Dio não gostava mesmo de Ozzy Osbourne ( a quem substituiu no grupo) e quando foi convidado por Iommi para dividir o palco com ele, simplesmente pulou fora do Black Sabbath ( pela segunda vez).
* Tony parece ser muito discreto e simples em seu cotidiano,embora tivesse mania por carros caríssimos. E preza muito suas velhas amizades. Cita no livro várias delas, com destaque para alguns amigos de juventude da sua cidade natal, John Bonham, padrinho do seu primeiro casamento e Brian May, com quem sempre se divertiu muito tocando junto.

Bom, já contei demais. O resto vocês lêem. Pra fechar, 10 grandes momentos de Tony Iommi, em uma seleção especial da Rolling Stone:

2 de agosto de 2013

DJ Afrika Bambaataa, um dos criadores do Hip Hop, recebe prêmio em show no Centro Cultural São Paulo

O pioneiro do estilo Hip Hop, Afrika Bambaataa, será homenageado pela primeira vez no Brasil, em evento que acontece dia 03/08 (amanhã, sábado) no Centro Cultural São Paulo (Vergueiro). O músico não fará show na ocasião mas receberá o prêmio "Singela Homenagem" e prestigiará a apresentação do DJ Preto EL, que lança o novo single "De volta à essência" e virá com participações especiais de personagens importantes da cena nacional Hip Hop. Bambaataa, mesmo sem se apresentar ao vivo, terá participação ativa na noite, respondendo perguntas sobre sua carreira e história. É uma grande oportunidade para os fãs do Hip Hop e música negra poderem ver de perto um inovador e pioneiro do gênero, criador do hit mundial "Planet Rock", feito exatamente há três décadas atrás.

Edição Especial Singela Homenagem à Afrika Bambaataa
Centro Cultural São Paulo - Sala Adoniran Barbosa
Rua Vergueiro, 1000 - São Paulo
A partir das 19h (abertura ás 18h30)
Preços: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia)
Venda de ingressos no dia do evento a partir das 17h
Ingressos antecipados: www.ticketbrasil.com.br
Informações: (11 3397-4002 ou www.facebook.com/singelahomenagem

31 de julho de 2013

Foto do mês - Papagaio em Olímpia/SP

Não sou um ótimo fotógrafo mas às vezes a minha insistência compensa. Consegui dar uma escapada em julho para Olímpia/SP e consegui esta bela imagem na pousada em que fiquei, de um papagaio chauá ( pelo menos parece, com essa cabeça avermelhada).

30 de julho de 2013

Revista Raízes 47 - 25 anos de uma importante revista histórica regional

A Revista semestral Raízes, da Fundação Pró-Memória,mantida pela Prefeitura de São Caetano do Sul, chega ao n° 47 e vejam só, completando 25 anos de existência. Desconheço uma publicação histórica municipal que tenha atingido tal longevidade. Aliás, muitas grandes cidades sequer têm uma revista periódica sobre suas raízes, quiçá uma que complete um quarto de século. Um grande orgulho para mim, sulsancaetanense de berço e colaborador esporádico da publicação. Neste volume novo, acabei participando da seção Raízes e Retratos, um espaço que aglutina fotos históricas de arquivos pessoais. Mandei algumas opções para a sempre solícita editora Paula Fiorotti, que escolheu três delas para publicação. Ela inclusive já tinha me soprado que o acervo do pró-Memória sente muita falta de imagens e relatos dos anos 80 e 90 - talvez porque os cidadãos não percebam que estas duas décadas já podem ser consideradas "antigas" ou dentro da história com H maiúsculo. Pois a maioria das fotos de minha seleção entravam justamente neste período. Uma dos anos 70 retratando uma típica festa de aniversário infantil; outra de um festival de música escolar de 1984 com a banda "Noé e Seus Náufragos", banda que fundei com mais seis colegas; e por último, uma foto com dezenas de amigos do ginásio posados em uma excursão de ginásio de 1982. Até me emocionei ao rever essas imagens - as duas últimas citadas eu peguei emprestada de amigos e farei uma surpresa a eles. Além dessa seção específica, também acabei entrando em uma das fotos publicadas sobre a Academia Popular de Letras, agremiação que faço parte na cidade. Mas independentemente das minhas aparições, gostei dsa revista como um todo. A capa (foto acima) está um primor e o tema especial da edição - Literatura - foi muito bem ajambrado pela equipe, que capturou os primórdios dos movimentos literários na região e os importantes grupos que se formaram principalmente nos anos 70/80. A retomada desta força literária também é abordada, com foco nas novas forças agrupadas como a própria Academia Popular de Letras, que surgiu dentro da Biblioteca Municipal Paul Harris, sob a incansável batuta de Ana Maria Guimarães Rocha. A revista está disponível na sede do pro-Memória na Av. Dr. Augusto de Toledo, 255 em São Caetano.

27 de julho de 2013

Jagger Setentão!

Ontem, Mick Jagger chegou aos 70 anos, ostentando energia e vitalidade invejáveis. Os Rolling Stones estão na ativa há 51 anos e nesse tempo todo, incluindo hoje, Sir Jagger continua saracoteando nos palcos como se tivesse 20 e poucos anos. Aliás, lá no início do grupo, o vocalista, embora chamasse a atenção pela boca desproporcional e o vocal surpreendentemente fadado ao soul e ao blues, não fazia questão de se movimentar tanto no palco. Só se soltou pra valer quando seu carisma natural sobrepujou o primeiro líder da banda, Brian Jones. O guitarrista batizara o grupo e tocava vários instrumentos brincando, mas além de não compor nada, seu comportamento de risco acabou relegando-o a um papel de coadjuvante no grupo. Mick Jagger, no correr das décadas, foi não só o vocalista, mas também o líder, o empresário e o principal compositor da banda mais longeva da história do rock ao lado de Keith. Se Richards é considerado o coração dos Stones, Mick certamente é a cabeça. Mas não significa que sua alma e seu coração não tenham se mostrado nesse anos todos. Se ele endureceu demais, foi porque durante muito tempo segurou o barco praticamente sozinho - que o diga Keith Richards na década de 70, afogado nos excessos. É certo também que ele abalou a qualidade produtiva da assinatura Jagger/Richards nos anos 80, preocupado demais com o jet set e a carreira solo. Perdoável, por tudo o que fez nos bastidores pela banda, pelas centenas de shows e os milhares de quilômetros que percorreu nos palcos, pelas lindas e eternas canções que fez com seu duplo e oposto Keith Richards, pelos diversos momentos em que, de mala em punho, chafurdou em contratos e enfrentou reuniões com raposas velhas do show business, ou mesmo quando checou minuciosamente várias e várias instalações e estruturas nas vésperas de cada bendito show. Falar que Mick Jagger vai continuar na ativa por mais alguns anos é chover no molhado. Os Stones e ele são a própria história do Rock. Escrita em pedra, of course.
Abaixo, algumas performances inesquecíveis de Mick Jagger, em cada uma das seis décadas de existência dos Rolling Stones.
* Apresentação ao vivo na TV (4 músicas) - 1964 - http://www.youtube.com/watch?v=XhFbpUGteMQ
* Jumping Jack Flash (promo) - 1968 - http://www.youtube.com/watch?v=nqLsIN3zqtQ
* Gimmie Shelter - ao vivo (1972) - http://www.youtube.com/watch?v=K7vLY-kZsAI
* Star Star - ao vivo (1978) - http://www.youtube.com/watch?v=b1zgmM2lalo
* Star me Up  - ao vivo (1981) - http://www.youtube.com/watch?v=EF_as9REla0
* Midnight Rambler - ao vivo (1989) - http://www.youtube.com/watch?v=_8O_-qtgFy8
* Simpathy fot the Devil (1995 - Brasil) - http://www.youtube.com/watch?v=lTM4VJ94wvk
* Tumbling Dice (1995 - Brasil) - http://www.youtube.com/watch?v=S7Eb0JDRtgg
* Satisfaction (1998 - Brasil) - http://www.youtube.com/watch?v=byBlcwG488I
* That's How Strong My Love is - Live 2003 - http://www.youtube.com/watch?v=OtGp7kIp4yw
* Rough Justice - live 2005 - http://www.youtube.com/watch?v=1WRma0VvHwA
* Wild Horses/ Brown Sugar - 2012 - http://www.youtube.com/watch?v=kOtWZI919to

24 de julho de 2013

Dominguinhos (1941-2013)

Divulgação
Dominguinhos, um dos músicos mais queridos do Brasil, faleceu ontem, depois de uma grande batalha contra o câncer e outras complicações. Como instrumentista teve Luiz Gonzaga como seu grande incentivador: aos 8 anos, Mestre Lua o viu tocando com seu pai, Mestre Chicão, conhecido tocador e afinador, e chamou-o para o Rio. O pai do precoce preferiu vê-lo se aperfeiçoar mais e só foi para a cidade, mais precisamente para o bairro de Nilópolis, alguns anos depois. Apadrinhado, o jovem sanfoneiro, passou a se apresentar não só ao lado de Luiz Gonzaga em shows mas também com um montão de outros artistas, nas turnês e gravadoras Brasil afora. Começou a compor ao lado de Anastácia, com quem fez uma dupla duradoura, e não parou mais de fazer músicas lindas, harmoniosas, com um pouquinho de melancolia e muita singeleza. Uma de suas músicas mais doces, melancólicas - mas com uma esperança intrínseca - "Eu Só Quero um Xodó" (1973), com Gilberto Gil, foi um dos maiores sucessos dos anos 70 e uma de minhas músicas prediletas de menino - vivia assobiando-a pelos quintais. Dominguinhos fez muita amizade no meio e abrilhantou muitas gravações de colegas, dos mais variados estilos - as condolências e mensagens na internet mostram o quanto Dominguinhos foi querido e admirado. Onde precisassem de sua sanfona maravilhosa, lá ia ele, solícito, com o sorriso largo característico. Depois de uma certa época de baixa, entre a Bossa Nova e os Festivais, adentrou os anos 70 com tudo. Foi nessa época que compôs suas canções mais perenes e foi a partir daí que virou "xodó" de meio mundo da MPB, que solicitavam sua participação em disco: Gilberto Gil, o próprio Luiz Gonzaga, Fágner, Gal Costa, Zé Ramalho, Chico Buarque, Elba Ramalho, Raul Seixas, Djavan, Odair José, entre tantos outros. Não dizia não à convites musicais importantes, e não pôde recusar o convite para tocar nos 100 anos de Luiz Gonzaga em Exú, Pernambuco, no final do ano passado. Mesmo debilitado, foi de carro de Recife até lá ( sempre teve pavor de avião) e tocou maravilhosamente bem, como sempre. Um último e emocionante esforço como músico - dias depois foi hospitalizado e assim permaneceu durante todo o primeiro semestre, brigando pela vida. Selecionei uma pequena mostra de suas composições abaixo, com ele ou em outras interpretações definitivas, que muitos talvez nem saibam ter a assinatura deste grande músico brasileiro. Adeus, Dominguinhos!
"Só Quero um Xodó" (Dominguinhos/Anastácia) (1973) - http://www.youtube.com/watch?v=AzCgA-a3sUo
"Tenho Sede" (Dominguinhos/Anastácia) (1975) - http://www.youtube.com/watch?v=yADHe_vPVFQ
"Lamento Sertanejo" (Dominguinhos/Gilberto Gil) (1975) - http://www.youtube.com/watch?v=O6CQsOI2qMg
"Abri a Porta" (Dominguinhos/Gilberto Gil) - http://www.youtube.com/watch?v=-WQ9VpmAMLc
"Gostoso Demais" (Dominguinhos/Nando Cordel) - http://www.youtube.com/watch?v=QX-KeAi0bPo
"De Volta pro Aconchego" Dominguinhos/Nando Cordel) - http://www.youtube.com/watch?v=Lyck7UScAlQ
"Isso Aqui tá Bom Demais" (Dominguinhos/Nando Cordel) - http://www.youtube.com/watch?v=A4xtbpKAZFU
"Tantas Palavras" (Dominguinhos/Chico Buarque) - http://www.youtube.com/watch?v=3URsliQ6D_w

23 de julho de 2013

Psicodelia Brasileira no Facebook

De vez em quando aparecem pérolas no Facebook que merecem ser compartilhadas. A página intitulada "Psicodelia Brasileira", organizada para ser uma "exposição itinerante de cartazes, posters e panfletos sobre Shows e Festivais da Psicodelia Brasileira" (conforme a própria descrição da página), embora tenha poucos posts em quase um ano na rede, traz em cada um deles achados valiosíssimos na história dos nebulosos anos de chumbo. O material de divulgação dos shows e festivais entre os anos 60 e 80 que sobreviveram ao tempo, estão quase em sua totalidade nas mãos de quem os vivenciou - músicos, fãs, equipes de bastidores e não deve ser nada fácil localizá-los. Os folhetos e posters já mostrados, além da arte psicodélica típica em alguns casos, vem com informações preciosas da época. O folder em destaque acima, além de trazer bandas e músicos seminais da época, acabou suscitando boas lembranças de quem estava lá e foi marcado pelo administrador. E motivou até a procura de um dado mais preciso: acabei perguntando pro Daniel Cardona Romani, o incrível guitarrista original do Módulo 1000 (presente no show divulgado) qual era a data exata deste festival. Ele foi atrás em seu acervo pessoal e confirmou o ano como 72. Portanto, o "Dia da Criação", no Estádio Municipal de Duque de Caxias realizou-se em 14/10/1972. Pelo número de talentos presentes, imagino como foi esse dia!
Curtam essa página que vale a pena:
https://www.facebook.com/PsicodeliaBrasileira?fref=ts

20 de julho de 2013

Ruy Castro e o livro preferido

Foto: Cristina Massolini
Não tinha como eu não me encontrar com o Ruy Castro neste fim de semana. Explico. Hoje, em contagem regressiva para o fim das férias das crianças, eu e a Cris resolvemos fazer um passeio cultural em família. Lembramos da Biblioteca de São Paulo, inaugurada em 2010 no Parque da Juventude no Carandiru, local que a muito tempo pretendíamos visitar. Ontem, por pouco não rolou uma programação literária: quase fomos ao lançamento da autobiografia do Ruy Castro na Fnac Pinheiros, mas acabamos nos enrolando com outros compromissos. Hoje cedo, quando fui checar na internet se a biblioteca tinha estacionamento, vi na mesma página que a casa receberia o próprio Ruy Castro em um bate papo dentro do ciclo de palestras Segundas Intenções. O problema é que saímos do ABC às 10:30h, meia hora antes do horário inicial da conversa com o escritor, e quando finalmente conseguimos chegar, fazer a inscrição e  tirar foto no guichê para a carteirinha da biblioteca, eu tinha até desencanado do evento paralelo, já no fim. Quando estávamos entrando de fato no recinto, carteirinha em mãos, vi Ruy Castro saindo do auditório com um grupo de pessoas e não titubiei - fui a seu encontro e apertei sua mão, parabenizando-o pelo novo livro. Ele, muito solícito, agradeceu e eu na sequência disse que era um grande admirador de suas obras e que meu livro preferido entre tantos que li de sua autoria ( devorei quase todos - só falta o da Carmen Miranda e esse último) era o Ela é Carioca, uma deliciosa obra com centenas de perfis ligados ao bairro de Ipanema, tanto pelo cordão umbilical como pelo coração. Ao ouvir isso, alargou ainda mais seu sorriso e emendou uma historinha tão deliciosa como aquelas que povoam suas biografias. Contou que um certo dia, estava andando pela editora, quando avistou, largados num canto, alguns pôsters com a divulgação do livro Ela é Carioca. Perguntou se podia levá-los e com o OK, saiu de carro com eles amontoados no banco de passageiro. Num semáforo, para do seu lado um carro com um casal e dois filhos; o motorista, ao reconhecer o autor, não se contém, abre o vidro e grita: - "Ruy Castro, que alegria lhe ver. Sou um grande fã de sua obra!". E emenda: -" Adoro o Ela é Carioca". Comovido com o que ouviu, só teve tempo de sorrir, dizer "Ah é?" e arremessar os pôsters na direção do seu leitor afoito. O cidadão conseguiu pegar no ar os folders assim que o semáforo abriu e mal conseguiu agradecer antes de arrancar com seu veículo. No fim, a coisa rolou tão rápida que Ruy Castro sequer viu direito a cara do seu fã. Com essa história, percebi o quanto ele tinha apreço por essa obra específica, não tão incensada como outras de sua bibliografia autoral, até por ter uma apresentação e disposição bem inusitada em comparação a uma biografia tradicional. A predileção era recíproca. Fechamos o pequeno e agradável bate-papo com o click acima, tirado pela Cris. E voltei pra casa com uma constatação: um dos meus escritores preferidos, além de ser o melhor biógrafo brasileiro, é um cara muito gente boa.

19 de julho de 2013

HQ Mix 2013

E esse é o cartaz oficial do 25º HQMIX. Destacando "Los Tres Amigos", de Laerte, Angeli e Glauco. O troféu com os personagens foi confeccionado pelo artista Olintho Tahara :



HQ Mix 2013 - saiu a lista dos vencedores

Saiu a lista de vencedores do tradicional e aguardado Troféu HQ Mix. Eu particularmente estava ansioso pelo resultado, pois a obra "Brasil do Bem" (Editora Vigo /2012), que tive a honra de participar ao lado de duas dezenas de caricaturistas, concorria na categoria "publicação de Humor Gráfico". Desta vez não deu, mas achei o resultado bem convincente e justo. Destaque para a Graphics MSP, com seu primeiro número, Astronauta -Magnetar, que ganhou como "Projeto Editorial",  "Edição Especial Nacional"e rendeu o melhor desenhista nacional,  Danilo Beyruth. Como fiz no ano passado, postarei aqui as impressões da cerimônia de entrega, no dia 03/08 . Segue a lista completa e parte do release:

Adaptação para os quadrinhos - A Tempestade
Desenhista de Humor Gráfico - Angeli
Desenhista Estrangeiro - Graig Thompson
Desenhista nacional - Danilo Beyruth
Destaque Internacional - André Diniz

Destaque Latino-Americano - Dosis Diarias#2 - Alberto Montt (Chile)
Destaque Língua Portuguesa - Pontas Soltas - Cidades - Ricardo Cabral (Portugal)
Edição Especial Estrangeira - Pinóquio
Edição Especial Nacional - Astronauta Magnetar
Editora do Ano - Nemo
Evento - Gibicon nº1 (Curitiba)
Exposição - Ocupação Angelí 
Grande Contribuição - História da Caricatura Brasileira
Grande Mestre - Rubens Lucchetti (roteirista)
Homenagem Especial - documentário "Ao Mestre Com Carinho - Rodolfo Zalla" de Marcio Baraldi
Homenagem Especial - Danilo Santos de Miranda (presidente do SESC São Paulo)
Homenagem Especial - Zeróis de Ziraldo
Livro Teórico - E Benício Criou a Mulher - de Gonçalo Jr.
Novo Talento - Desenhista - Pedro Franz
Novo Talento - Roteirista - Raphael Fernandes
Produção para Outras Linguagens - Malditos Cartunistas (série para TV)
Projeto Editorial - Graphics MSP
Publicação de Aventura/Terror/Ficção - The Walking Dead
Publicação de Clássico - Diomedes A Trilogia do Acidente
Publicação de Humor Gráfico - Se a Vida Fosse Como a Internet
Publicação de tira - Valente Para Todas
Publicação Independente de Autor - Quadrinhos A2 - Segunda Temporada
Publicação Independente de Grupo - Petisco Apresenta - Vol 1
Publicação Independente Edição Única - KM Blues
Publicação Infanto-Juvenil - Turma da Mônica Jovem - O Casamento da Mônica
Publicação MIX - Creepy - Contos Clássicos de Terror
Roteirista Estrangeiro - Robert Kirkman
Roteirista Nacional - Gustavo Duarte
Salão e Festival - Salão Internacional e Humor Gráfico de Pernambuco
Tese de Doutorado - Marília Santana Borges
Tese de Mestrado - Thiago Vasconcellos Modenesi
Tira Nacional - Níquel Náusea
Trabalho de conclusão de Curso (TCC) - Jean Monteiro
Web Quadrinhos - Feira da Fruta
Web Tiras - Vida Besta


O evento acontecerá no próximo dia 03 de agosto, às 17h, no Teatro do SESC Pompeia, iniciando as comemorações dos 25 anos da premiação
O 25º Troféu HQMIX será realizado dia 03 de agosto (sábado), às 17 horas, no SESC Pompeia. Na ocasião, serão apresentados os melhores profissionais e lançamentos dos quadrinhos e humor gráfico de 2012, votados por desenhistas, professores, pesquisadores e jornalistas da área, em todo o Brasil. A apresentação é do Serginho Groisman com show da banda Fábrica de Animais e performance do DJ MZK.

15 de julho de 2013

Os 70 anos do lendário Big Boy

Big Boy simplesmente revolucionou a comunicação radiofônica direcionada para jovens. DJ, jornalista, produtor, colecionador (seu acervo contava com mais de 20 mil discos), apresentador, foi pioneiro nas gírias e nos bordões descolados ( "Hello, Crazy people"), no formato dos programas, na postura escrachada e na seleção das músicas. Foi o primeiro a dedicar um programa só para os Beatles (Cavern Club) e também o que mais batalhou para que a música negra fosse tratada com mais respeito no Brasil, trazendo a nata do rhythm'blues e da black music para o nosso dial. Tocou também as primeiras bandas progressivas e eletrônicas. E como DJ, transformou os bailes de periferia em mega eventos, não só em tamanho e potência, mas também em grandes performances com as pick ups, um arsenal incomparável de LPs e seu mise-en-scène único, recheado de algazarra e prazer musical. Big Boy faleceu precocemente, com trinta e poucos anos em 1977, mas deixou um rastilho em toda a década de 70, com explosões sentidas até hoje. Big Boy foi um turbilhão - como imaginá-lo um pacato professor de geografia de dia? Em homenagem aos seus 70 anos, completados no último dia 12, o seu amigo Nelson Motta resumiu a lenda nos 4 minutos e pouco de sua coluna no Jornal da Globo de sábado:
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/videos/t/edicoes/v/big-boy-foi-o-maior-animador-cultural-dos-anos-70/2690196/
E para quem quiser acompanhar seu legado, há também a nova página no FB, "Big Boy rides again", mantida pela ex-mulher Lucia Duarte e um de seus filhos, o também DJ Leandro Petersen. A idéia é disponibilizar em doses homeopáticas para o público, o impressionante arquivo de Big Boy, o que vem sendo feito desde o início de junho. Tem entrevistas, conteúdos exclusivos de programas, vinhetas, reproduções de colunas impressas, diversas músicas que tocavam em seus programas e até o conteúdo integral de seus famosos LPs lançados entre 1970 e 1974, na rabeira dos Bailes da Pesada, criados por ele e Ademir Lemos. Big Boy vive.

8 de julho de 2013

No Rio, em boa companhia

O grande Luiz Melodia esbanjando simpatia
O último final de semana foi especialíssimo e inesquecível para mim. Na sexta viajei ao Rio de Janeiro com a diretoria da Cenbracom, empresa que presto serviços a mais de dez anos. A mesma foi agraciada com o já tradicional prêmio Top of Business e fomos acompanhar a cerimônia de entrega no Sheraton do Leblon. Lá,  tive a oportunidade de clicar vários artistas que receberam a premiação especial ( via celular - esqueci a câmera em Sampa) e trocar figurinhas com grandes figuras do show business e da dramaturgia. Acompanhem essa movimentação e bom astral nessas imagens selecionadas :
Mestre Milton Gonçalves, ovacionado pela platéia (foto Marcos Massolini)
Leila Pinheiro, discreta e elegante (fotos: Marcos Massolini)
a grande intérprete Jane Duboc
Outro mestre: Nelson Xavier
Visão geral do salão. Na mesa com a criança, o ator Mario Gomes. De costas, a atriz veterana  Léa Garcia.
No palco, o "Negro Gato" Luiz Melodia
Nelson Xavier, Letícia Spiller,  Nando "Pescoço" Cunha e Tássia Camargo
Com a maravilhosa e doce atriz Ilva Niño (foto: Wilson Pilo)
Com o gente fina Sergio Loroza (foto: Wilson Pilo)
Com o "zen" André Ramiro, o famoso "Matias"


3 de julho de 2013

Franz Kafka é homenageado em Doodle

O Google homenageia hoje, data de seu nascimento ( 03/07/1883) o genial Franz Kafka, com um Doodle que reverencia no desenho e nas letras uma de suas obras mais famosas, "A Metamorfose".

26 de junho de 2013

Fim de linha para Brasinha, Gasparzinho e Riquinho da Pixel

A\ última Brasinha, de junho
Acabei de ler no Planeta Gibi: as revistas mensais Riquinho, Gasparzinho e Brasinha serão descontinuadas pela Editora Pixel/Ediouro por conta das vendas fracas. Nós, meros mortais leitores não temos como saber o que delimita vendas fracas de vendas satisfatórias para uma empresa média que publica quadrinhos, mas sempre é muito triste essas "mortes" de gibis em bancas. No ano passado, até comemorei em um post o início da publicação desses clássicos ( http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2012/08/os-classicos-voltaram-as-bancas.html) . Como há muito tempo não compro mais as revistas mensais dos super heróis (só as especiais)e esporadicamente adentro o mundo de Tex, vinha nos últimos tempos comprando quase toda a linha de quadrinhos da Pixel ( Luluzinha, Bolinha, Recruta Zero e Popeye, além das recém abortadas - exceto Luluzinha Teen), mais  J.Kendall, da Mythos e especiais da Disney e da MSP. Os três títulos que chegaram ao fim vinham publicando histórias dos primórdios, bem clássicas, com um rodízio bem interessante de personagens no mês. Mas é isso. Mais mortes prematuras, e dessa vez em série, nessa minha já longa vida de colecionador de quadrinhos.

25 de junho de 2013

Marcello Grassmann (1925-2013)

Arquivo pessoal
Faleceu na semana passada um dos maiores criadores brasileiros, o artista plástico Marcello Grassmann. Conhecido internacionalmente, dedicou-se com afinco à gravura, onde estudou com mestres do gênero e pode dar asas a personagens  monstruosos e/ou fantásticos, cercados por uma atmosfera medieval sombria toda própria. Antes de se firmar como gravurista virtuose, foi um requisitado ilustrador de cadernos culturais/literários na imprensa paulista - passou no final dos anos 40 pelo Suplemento Literário do Diário de São Paulo e também pelo O Estado de S.Paulo. Deixa um enorme legado, que pode ser conferido na Pinacoteca do Estado e nos blogs abaixo, mantidos por membro da família, que não estão atualizados, mas trazem um bom panorama da sua obra.
http://marcelograssmann.blogspot.com.br/
http://www.grassmanngaleria.blogspot.com.br/





Ouvi: "Vespas Mandarinas - Animal Nacional"

Com atraso, finalmente ouvi de ponta a ponta, o CD bem comentado do Vespas Mandarinas, "Animal Nacional" (Deckdisc), lançado em abril. A banda idealizada pelo músico e VJ Chuck Hippolito ( do Forgotten Boys) com outros músicos importantes da cena, depois de dois EPs e um álbum ao vivo e algumas mudanças na formação, finalmente debuta com um disco "completo" e de estúdio. A formação atual: Chuck Hippolito (guitarra/vocal), Thadeu Meneghini (guitarra/vocal - ex-Banzé e Conjunto Vazio), André Dea (bateria), Flavio Guarnieri (baixo), além da presença constante de Adalberto Rabelo Filho nas letras. Ao ouvir o CD, me vi entre os anos 80 e 90, quando as guitarras ainda eram bem trabalhadas no rock e não tão diluídas como hoje. Percebi pitadas de Capital Inicial ( principalmente na primeira faixa, "Cobra de Vidro") e Tia Anastácia. Pops bem ajambrados em certos momentos, peso+melodia em outros; letras bem construídas e com tintas existencialistas, algumas baseadas em contrastes e antagonismos ( como em "Não sei o que fazer comigo", versão de um rock uruguaio e "O Inimigo"), outras (poucas) um tanto óbvias nas rimas, mas sem prejudicar o conjunto. Duas participações de peso neste quesito dão ainda mais qualidade às composições: Arnaldo Antunes (em "A prova") e Bernardo Vilhena (em "Santa Sampa"), dois poetas/letristas que ajudaram a moldar o rock Br oitentista. No final, a sensação de um trabalho básico, honesto, encorpado, preocupado com a mensagem e também  tentando mostrar um pouco da vivacidade e do tesão do rock brasileiro, perdidos em algum ponto do final do século passado.
Um bônus bem bacana: o clip da música Cobra de Vidro é dirigido pelo surpreendente mestre do "terrir", Ivan Cardoso. Abaixo:



24 de junho de 2013

Ressuscitaram o NP

O Notícias Populares, jornal que fez história com suas manchetes e matérias infames e sensacionalistas e que circulou entre 1963 e 2001, foi ressuscitado no final de maio para a campanha do filme "Faroeste Caboclo". A agência ClickIsobar resolveu reviver o periódico cult com esse"último número", distribuído nos cinemas e encartado na Folhona, e para isso, até uma redação improvisada com jornalistas que trabalharam mesmo no NP foi montada para criar manchetes e notícias relacionadas a cenas do longa. O resultado pode ser conferido acima (a capa do "último número") e no site do projeto, com vídeos das reportagens e making of:
http://www.ultimonp.com.br/

21 de junho de 2013

Finalmente...Laços!

A expectativa era grande. Depois do excelente "Magnetar" de Danilo Beyruth, número inaugural do selo Graphic MSP, e depois de vários previews na internet, eis que o aguardado número 2, "Laços", de Vitor e Lu Cafaggi (Editora Panini) finalmente deu o ar de sua graça, ao vivo e a cores nas bancas. Os traços dos irmãos mineiros tem identidade própria: Vitor transpira movimento em cada quadrinho e seus personagens, mesmo não tendo a preocupação de repetir fielmente todas as referências clássicas (a sua Mônica não é tão dentuça nem seus cabelos são divididos; os cinco fios de cabelo do Cebolinha são bem mais longos e se movimentam bastante sobre sua cabeça, e assim por diante), já nos enlaçam nas primeiras páginas, tal a cumplicidade e encanto com que retrata a turminha protagonista - no caso aqui, Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali ; Lu, dez anos mais nova que o irmão, não transparece seu currículo ainda recente nos quadrinhos e apresenta com maturidade, páginas de flash backs que emocionam pra valer; seus desenhos suaves e ternos chegam a levitar do papel. O enredo a quatro mãos também flui muito bem, mesclando memórias, citações e homenagens a grandes momentos da história da turma e diálogos ágeis. E como uma boa novela gráfica, traz momentos de humor, suspense, aventura, terror, nostalgia, ternura, tensão. Com mais liberdades que as histórias mensais infantis, pode mostrar com mais realismo e menos restrições, a "braveza" da Mônica, as provocações da turma rival e um ângulo pouco explorado da vizinhança do Bairro Limoeiro, com a presença de um mendigo e de um proprietário de ferro velho.Vale ressaltar também a feliz inclusão de um trecho verídico da infância do próprio Mauricio de Sousa. Os autores também fizeram questão de incluir - alguns bem vapt vupt, é verdade - coadjuvantes bem interessantes na narrativa: os pais (principalmente o casal Cebola, tanto no passado como no presente), Maria Cebolinha, Seu Juca do carrinho de cachorro quente, Jeremias, Titi, Aninha, Xaveco e sua irmã Xabéu, Cascuda, Denise e a turma da rua ( ou do bairro?) de cima; sem contar o Sansão, coelho de pelúcia da Mônica, sempre na mão da heroína ou voando velozmente em direção às cabeças de certos meninos e o Floquinho, famoso cão verde do Cebolinha e peça chave de toda a trama - é a partir de seu sumiço que a aventura se desenrola. Desde já um dos melhores lançamentos do ano, "Laços" enobrece a produção de quadrinhos brasileiros e mantém em grande nível o selo Graphic MSP, que já tem engatilhado o terceiro número. Que essa série continue por longos anos e consiga manter o preço tão em conta - R$ 19,90 (capa cartonada) e R$ 29,90 (capa dura).

20 de junho de 2013

Capa do Mês: Grandes Histórias de Férias Disney

A capa do mês fica para esta publicação gigante da Editora Abril, "Grandes Histórias de Férias", com 6 histórias (algumas inéditas) de grandes mestres da Disney mundial como Marcos Rota, Vicar, Cavazzano e Carl Barks. Tudo embalado em um surpreendente tamanho de 29,7 x 42 cm. Deitado, é exatamente o tamanho da minha tela de computador! Na minha grande coleção de quadrinhos, não vi edição com estas proporções. Segundo o ótimo Enciclopédia HQ (http://www.enciclopediahq.com/2011/12/teste.html) é o maior formato da Disney lançado no Brasil, superando o Grande Almanaque Disney, de 1977. Mais um belo lançamento da equipe Disney BR, e de novo com cores, papel, layout e acabamento de primeira. Ah, ia me esquecendo: preço de capa, 20 pilas.

12 de junho de 2013

Google homenageia Dia dos Namorados com casal inusitado

Acima, o casal escolhido pelo Google para homenagear o Dia dos Namorados em sua página inicial: Mônica e Cebolinha. Com direito a coraçõeszinhos sobrevoando e claro, o velho coelho Sansão com um nó nas orelhas. Sempre rolou um clima, não há dúvidas. O amor só não apagou hábitos consolidados...

7 de junho de 2013

Jornada Cultural de Santo André

A plural cidade em que eu nasci, Santo André, terá a partir de amanhã a sua Jornada Cultural, uma verdadeira maratona de cultura, com 121 eventos em 36 horas seguidas. Começa a partir das 10hs de amanhã ( e eu vou estar logo na arrancada, assistindo a palestra do grande Ariano Suassuna) e fecha no domingo às 22hs. A agenda completa com todas as atrações segue lá embaixo. Entre as centenas de boas pedidas, algumas pra mim imperdíveis: a oficina para crianças administrada por Cerito com personagens dos quadrinhos e da TV (13:30h, amanhã), Fanzinada, com a competente Thina Curtis a frente (das 11h as 18h, amanhã), workshop com Cerito, Fernandes e Gilmar, também para as crianças (16h as 18h,amanhã), "As Histórias em Quadrinhos Underground", com o mestre Marcatti (16as 17h,amanhã), exibição do filme "Itamar Assumpção - Daquele Instante em Diante" (17h as 19h, amanhã), Caricaturas ao vivo, no domingo (das 14h as 18h) com meu amigo Humberto Pessoa e a produção de um fanzine coletivo, com Thina Curtis e Fernanda Aragão, entre 17h e 18h também no domingo. Muitas atrações se repetem nos dois dias, dando a chance para quem perdeu alguma. Entrecortando o evento também haverá a tradicional Feira do Vinil (entre 10h e 17h no sábado), o Festival do Minuto, com curtas selecionados (entre 15h30 e 17h do sábado e 11h e 12h do domingo) além da exposição Clarice Lispector e o 41° Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto. Todas essas citadas rolarão ou nas dependências do Paço Municipal ou na Casa da Palavra. Em outros centros culturais, no calçadão, praças e parques da cidade haverá muita música, folclore e dança. E em bairros como Vila Luzita, Capuva e Centreville também. Fiquem ligados.
http://www2.santoandre.sp.gov.br/images/pdf-portal-pmsa/SCELT/agenda_jornada_para_web.pdf

4 de junho de 2013

Entrevista com Jaguar no blog Historietólogo

O nobre colega mexicano Juan Navarrete,  que faz um magnífico trabalho de pesquisa histórica e mapeamento das historietas e do humor gráfico latinoamericano em seu blog Historietólogo,  me avisou que postou ontem a entrevista que fez com o cartunista Jaguar em abril de 2012.  Eu não poderia deixar de divulgar essa entrevista tão importante com um de nossos mais autênticos profissionais do traço. Juan já tinha avisado em um comentário ao meu post sobre os Chopnics ( aqui: http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2012/07/chopnics.html ) que entrevistara Ziraldo e Jaguar quando de sua passagem pelo Brasil. Ei-la então na íntegra, no link abaixo. Lembrando também que o blog Historietólogo tem um arquivo bem amplo desde 2011, disponível para consulta, além de blogs e sites diversos linkados em sua página, para deleite dos apreciadores do humor gráfico latinoamericano, pouco divulgado na imprensa brasileira.
http://historietologo.blogspot.mx/2013/06/jaguar.html



2 de junho de 2013

Páginas raras de "Vamos Ler!" no blog do Museu dos Gibis

Ranieri e suas preciosidades (foto arquivo pessoal)
Eu acompanho já faz um tempo o importante trabalho de resgate histórico realizado pelo Museu dos Gibis. O responsável pelo blog, Ranieri Andrade, é figura conhecida entre os colecionadores de quadrinhos e enquanto vende as edições repetidas de seu grandioso acervo (cerca de 50 mil exemplares), tanto ao vivo na famosa Feira da Praça XV, no Rio de Janeiro, como no Mercado Livre, faz questão de manter atualizada a página do museu com posts ricamente ilustrados, sempre com obras raras e informações curiosas e preciosas para os colecionadores e apaixonados pela nona arte. Paralelamente, monta "aos poucos" seu grande projeto, o mesmo que dá título ao blog: um verdadeiro museu dos gibis, com sede sólida e instalações apropriadas, voltado para exposições permanentes e eventos. Entre suas atividades como contador e as vendas, indexações e aquisições das revistas (a esposa Rita é quem controla as vendas no Mercado Livre), o tempo fica curto e os intervalos entre os posts maiores, mas quando pinta novidade, vale muito a pena a espera. O post de ontem, por exemplo, trouxe imagens raríssimas de uma revista famosa em sua época, a "Vamos Ler!", que desde o início transbordou talentos em suas páginas, de afiados autores literários a cartunistas e ilustradores. Nássara e Théo, pelo que os exemplos demonstram, apareceram com afinco nesta gênese. Os quadrinistas também marcaram forte presença na publicação, com capas vistosas - principalmente de Monteiro Filho - e aventuras seriadas, como as criadas pelo moderno Carlos Thiré (ex-marido de Tônia Carreiro, falecido precocemente), um profissional plural que também marcou presença em animação, publicidade, cinema e televisão. Segue abaixo o link do último post. As publicações anteriores também são bem recomendáveis. Para quem quer comprar alguma edição do Museu dos Gibis, é só seguir as coordenadas no próprio blog. Eu já adquiri algumas revistas do seu acervo, e tanto o atendimento, a logística e o cuidado com o produto são irrepreensíveis. Ranieri, antes de tudo, é um entusiasta apaixonado pelos quadrinhos e esse detalhe faz toda a diferença.
http://www.museudosgibis.blogspot.com.br/2013/06/vamos-ler-de-1936-1946-uma-pequena.html#comment-form

29 de maio de 2013

Site de Vinicius traz poeta por inteiro

Um site quase completo esse oficial do poeta Vinicius de Moraes. Tem toda a sua obra - poesia, prosa/artigos, teatro, letra/música, críticas de cinema. Tudo bem dividido, em ordem alfabética para cada gênero e com busca geral por palavra chave. A poesia também pode ser lida em sua bibliografia completa. Pra completar, uma biografia no estilo linha do tempo e uma seleção intitulada "Outros Olhares", com textos sobre o poetinha. E uma outra seção, 'iVinicius', traz matérias e textos sobre Vinicius capturados na internet e uma loja com produtos (CDs, livros, etc). Nesta mesma seção, um espaço chamado "conte sua história com Vinicius", tem o intuito de trazer histórias vindas de fãs, contemporâneos e amigos. Só não considerei o site completo por não dispor de uma galeria de imagens. De resto, uma página à altura do escritor plural, dinâmico, impetuoso - um dos mais completos da língua portuguesa, que não teve preconceito ou pudor em seguir sua carreira entre a poesia mais formal, os artigos e crônicas em redações de jornais e revistas e a letra de música mais coloquial.
http://www.viniciusdemoraes.com.br/site

28 de maio de 2013

Aldir Blanc em livro

Sensacional. Eis uma palavra apropriada para descrever esse livro, "Aldir Blanc - Resposta ao Tempo" (Editora Casa da Palavra), idealizado e escrito pelo jornalista Luiz Fernando Vianna, amigo de Aldir há 20 anos. A obra traz uma biografia muito bem arranjada pelo autor e ainda, de lambuja, fotos significativas na vida do poeta e 450 letras de sua lavra - cerca de 100 inéditas. Só não entraram algumas poucas da  juventude, por Aldir não considerá-las à altura das outras. Uma obra fantástica, elástica, eclética, que transita facilmente entre o "sujo" e o 'singelo", sempre em alto nível linguístico. Até quando recorre à palavrões ( como em sua parceria com Guinga, que no início estranhou essa liberdade poética) Aldir não derrapa na grosseria - sua escrita é sempre distinta. Das primeiras letras com Sílvio da Silva Junior (entre elas a clássica "Amigo é pra essas Coisas") , passando pela incensada dupla com João Bosco ( que gerou hinos da resistência como "O Bêbado e a Equilibrista", "O Mestre Sala dos Mares" e "Ronco da Cuíca") e culminando com parcerias intensas com Guinga ( que gerou um dos melhores discos dos anos 90: "Simples e Absurdo") e Moacyr Luz ( com seus sambas libertários). Esses citados são os mais constantes, mas há também outros não menos importantes como Cristóvão Bastos ( do sucesso na voz de Nana Caymmi, "Resposta ao Tempo"), Márcio Proença, Ivan Lins, Carlos Lyra, Edu Lobo e dois de seus maiores amigos, já falecidos, Paulo Emílio e Maurício Tapajós. E tem também a vida, narrada com transparência pelo autor, não deixando de lado os medos, pavores, traumas, saudades, perdas, amizades, turbulências, paixões, cismas e excessos do grande poeta carioca, saudado por Dorival Caymmi como "Ourives do palavreado". Esse livro vale muito a pena, assim como vale a pena ir atrás dos seus  livros de crônicas. Os da Editora Codecri (entre o final dos anos 70 e início dos 80) são mais difíceis de encontrar. Eu tenho o de 1996, "Um Cara Bacana na 19ª" (Record), um dos meus xodós na prateleira. Falar que é um baita livro é chover no molhado. Aldir Blanc é foda e tá falado.


23 de maio de 2013

Phono 73

Essa arte deslumbrante, usada  no cartaz e nas capas dos LPs do festival, tem a inconfundível assinatura de mestre Benício
Eu tinha visto de relance no ano passado a aparição deste filme no Youtube. Achei até que ele não ficaria muito no ar. Hoje, caí sem querer nele e desta vez resolvi assisti-lo inteiro. A película de 35 minutos e pouco, na verdade é o filme original do evento, devidamente editado, com seus melhores momentos. E que momentos! O Phono 73 foi um festival idealizado pela gravadora Philips no Anhembi (em três noites de maio de 1973) com todo o seu elenco musical da época, uma verdadeira seleção de craques: Chico Buarque, Gilberto Gil, Jorge Ben, Caetano Veloso, Gal Gosta, Maria Bethânia, Raul Seixas, Sergio Sampaio, Hermeto Paschoal, Nara Leão, Simonal, Toquinho & Vinicius, Elis Regina, entre outros. Fora os grandes instrumentistas e backings da casa. Foram vários momentos antológicos: o famoso corte no áudio do microfone de Chico Buarque, em pleno dueto de Cálice com Gilberto Gil - além da censura deslavada e mal disfarçada, comprova-se na gravação o dialeto inventado no improviso por Gil e o protesto iminente de Chico, tanto nos gestos como em palavras como "arroz à grega" ( lembrando expedientes que veículos editoriais como Estadão e Veja também utilizavam na época para taparem o buraco da tesoura da censura); a impressionante desenvoltura de Raul Seixas, com o primeiro disco solo recém lançado e esboços gestuais que já antevinham a tal Sociedade Alternativa; seu amigo Sergio Sampaio, que conseguia ser mais magro que ele e se marcar, mais louco ( vale a pena ver em sua performance a reação da plateia); Elis Regina, já pronta para as grandes produções que faria por toda a década; Jorge Ben, talvez em seu auge como instrumentista – em uma prévia de sua parceria com Gilberto Gil que resultaria em dois discos;  Gal e Bethânia resplandecentes, a primeira totalmente “índia” (nome do seu LP de 1973) , a outra em fase dramática e visceral ( como seu LP daquele ano, Drama 3° Ato); a dupla Toquinho & Vinicius, queridíssimos da turma universitária; e o desfecho propício com Caetano Veloso, antropofagiando a própria Tropicália, no clima de seu disco mais crazy e mais polêmico ( Araçá Azul – um campeão de devoluções). Phono 73 foi tudo isso e mais um pouco. Esse filme captura toda a loucura, tensão e criatividade de uma geração tão primordial para nossa música, que acabou se tornando atemporal.
http://www.youtube.com/watch?v=3GBZO30zzlg

21 de maio de 2013

Ray Manzarek (1939-2013)

Ray Manzarek, fundador e tecladista do The Doors, faleceu ontem. Um músico original, hipnótico, que ao lado do carismático e crazy vocalista Jim Morrison, autenticou o som visceral e viajante da banda. Seus arranjos no teclado forjaram uma das trilhas mais certeiras para o verão hippie de São Francisco e toda a efervescência que se seguiu. Um toque lisérgico e sombrio adicionado à festa. Não por menos, é considerado um dos melhores do instrumento no rock. Continuou levando o legado dos Doors e de Jim até o fim, embora tenha virado autor de livros e enveredado por vôos solos nos "intervalos". Já imaginaram Light My Fire, Riders on the Storm, The End, entre outros clássicos, sem seu teclado? sem chance.
http://www.youtube.com/watch?v=3XzHotB5-To

8 de maio de 2013

Ray Harryhausen (1920-2013)

Reprodução
Ontem faleceu um monstro sagrado do cinema, pioneiro e lenda dos efeitos especiais: Ray Harryhausen. Seus modelos de criação, que iam de criaturas mitológicas e monstros horrendos a dinossauros e estátuas vivas, criavam vida e assombravam a platéia, em um tempo sem ajuda digital nenhuma. Tudo era criado com inspiração e principalmente transpiração. Foi pai de um tipo de animação em stop motion, quadro a quadro, batizada de Dynamation. Referência para muitos profissionais da sétima arte,como Spielberg, George Lucas e Peter Jackson, ganhou um Oscar honorário em 1992 e uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, prêmios merecidíssimos para uma carreira iniciada nos anos 40 e que concebeu cenas incríveis como a famosa luta dos esqueletos em "Jasão e os Argonautas" (1963). Produziu 17 filmes, dirigiu nove curtas e se encarregou dos efeitos especiais de 15 longas, entre eles a trilogia Simbad. Sobre o mestre, George Lucas disse: "Sem Ray Harryhausen, possivelmente não teria existido Guerra nas Estrelas". Um visionário, com certeza, que abriu a cabeça e os olhos de muitas gerações subsequentes no cinema.
Segue matéria especial do Omelete com a bio e alguns seres criados por Ray Harryhausen e a tal cena dos esqueletos:
http://www.youtube.com/watch?v=EMQ-8I9t6Yo
http://www.youtube.com/watch?v=pF_Fi7x93PY

7 de maio de 2013

Google homenageia Saul Bass

Saul Bass, um dos maiores designers gráficos da sétima arte e também cineasta, referência em abertura de filmes (Hitchcock por exemplo) foi meticulosamente homenageado pelo Google, por seu aniversário de nascimento comemorado amanhã (08/05). Com uma trilha compatível à arte de Saul - "Unsquare Dance", de Dave Brubeck - o Doodle é muito bem engendrado (detalhe para as ferramentas de controle) e traz uma animação que simula com bastante fidelidade a genialidade deste grande estilista do cinema.
http://www.youtube.com/watch?v=DbqU040Xnog

4 de maio de 2013

Rolling Stone lança edição especial sobre John Lennon

divulgação
Grata surpresa nas bancas: uma edição especialíssima da Rolling Stone Brasil sobre John Lennon, com entrevistas ( incluindo a primeiríssima de 1968 e a última, três dias antes de seu assassinato), fotos inéditas e matérias bem interessantes, como a do processo de composição da universal "Imagine" e a visão de John sobre sua música mais famosa. Não faltam os últimos dias de Lennon antes do fatídico atentado contados por Yoko Ono e uma análise bacana e justa sobre todos os discos solos, que costumam ser bem depreciados por parte da crítica. Comentários de compositores/músicos sobre John (com destaque para Stevie Wonder) e a visão do próprio homenageado sobre 27 composições de sua lavra completam a pauta dessa edição caprichada.

3 de maio de 2013

In-Edit Brasil 2013


Começa hoje e segue até 12 de maio mais um "In-Edit Brasil", mostra que rola há quatro anos em várias cidades brasileiras com o intuito de espalhar por várias salas de cinema, documentários nacionais e internacionais voltados para a música (em São Paulo,os filmes passarão no MIS-SP, Cinesesc, Cinamateca Brasileira, Matilha Cultural e Cine Olido). Este ano a qualidade dos filmes parece se manter no bom nível dos festivais anteriores. A começar pelo "oscarizado' "Searching For  Sugar Man", que captura a procura de dois músicos/fãs sul-africanos pelo ídolo em comum Jesus Sixto Rodriguez, compositor e cantor americano que gravou apenas dois discos no início dos anos 70 e sumiu entre lendas e mitos. Também há interessantes curtas do incensado e respeitado Dick Fontaine, cineasta inglês com quase meio século de serviços prestados e o homenageado desta edição; dois deles enchem os olhos: "Betty Carter: New All the Time" (1994), que foca a dedicação e a generosidade como professora de uma das mais copiadas cantoras de jazz; e "Art Blakey - The Jazz Messenger" (1987), um retrato meticuloso do grande baterista em companhia de ícones como Wayne Shorter, os brothers Marsalis, Dizzy Gillespie e uma surpreendente nova geração, em sua incessante missão de recrutar jovens talentos para o seu antológico grupo The Jazz Messengers. Outros destaques estrangeiros da mostra: "Beware of Mr.Baker" sobre o grande e intempestivo Ginger Baker, um dos fundadores do Cream e dos primeiros instrumentistas a se embrenhar no interior da África em busca de ritmos nativos; "Neil Young -Journeys", terceira parte da trilogia do cineasta e amigo pessoal do compositor canadense, Jonathan Demme; "The Punk Syndrome", de Jukka Karkkainen e Jani-Petteri Passi, que adentra um manicômio finlandês onde quatro internos se movimentam para montar uma banda punk; "Mission the Lars", road movie que traz Tom Spicer, autista, que com uma little help de seus irmãos, tenta alcançar seu sonho de conhecer Lars Ulrich, baterista do Metallica; "Glastopia", do rodado Julien Temple ( de Absolute Begginers), sobre os bastidores de Glastonbury, seu festival favorito; e "Sunset Strip", com depoimentos de celebridades de Hollywood e da música sobre suas experiências e "micos" nos bares, casas de shows e inferninhos deste pequeno e fervescente pedaço da Sunsert Boulevard, em Los Angeles - entre os entrevistados, Perry Farrell, Lemmy, Alice Cooper, Ozzy, Slash, Johnny Depp, Dave Navarro, entre outros. Um filme peculiar, que pode passar batido, mas merece uma chance é o islandês "Grandma Lo-Fi", sobre uma senhorinha que ganhou um tecladinho Casio e decidiu tocar algumas coisinhas. Entre os 58 filmes selecionados para esta quinta edição do festival, onze documentários são brasileiros, uma ligeira queda em comparação aos anos anteriores, mas nada que influa na intensidade e no interesse dos temas. Quatro deles estão na mostra competitiva: "A Batalha do Passinho", "Jards", "Música Serve pra Isso: Uma História dos Mulheres Negras" e "Um Filme para Dirceu". O filme sobre os Mulheres Negras ( na verdade, a dupla Maurício Pereira e André Abujamra), com direção de Bel Bechara e Sandro Serpa, traz a saga bem humorada da autointitulada "terceira menor Big Band do mundo", que com inovação, vestuário estranho ( chapéu coco + capa de chuva), mistura de ritmos e tiradas rápidas ( tanto musicais como nas letras), chacoalhou a cena alternativa na segunda metade dos 80 e se configurou como um das criações mais inventivas da música brasileira; "Jards", já citado anteriormente aqui no blog, é também uma ótima pedida - o filme destrincha ou tenta destrinchar o processo criativo do impávido Jards Macalé, figura ímpar de nossa MPB. "Ensaio sobre o Silêncio", de Zeca Ferreira, não compete mas chama a atenção pelo seu tema volátil: em cena, três dos maiores instrumentistas atuais - Renato Braz, Nailor Proveta e Edson Alves; o registro é direto, sem depoimentos e com os protagonistas ocultos; a inspiração: João Gilberto, mestre do silêncio; o resto é transpiração e concentração. Entre os curtas brasileiros, destaque para "Crisálida", de Thiago Brito e Rafael Saar ( olha ele aqui outra vez no blog), onde Tetê Espíndola convida o "bruxo" Hermeto Pascoal para gravar uma faixa de seu disco e "Dom Salvador - Endless Soul", de Artur Ratton e Lilka Hara, com as lembranças e histórias de um dos nossos maiores músicos de jazz e MPB.
Não citei nem a metade, pra se ter uma noção de como o festival está mais uma vez plural e diversificado. Escolham suas sessões, amigos. ( abaixo, o site oficial com toda a programação nacional ).

IN-EDIT BRASIL 2013 
De 03 a 12 de maio de 2013. 
Salas em São Paulo: 
MIS (Entrada Grátis) 
CineSESC (R$ 8,00, R$ 4,00 e R$ 2,00) 
Cinemateca Brasileira (R$ 8,00 e R$ 4,00) 
Matilha Cultural (Entrada Grátis) 
Cine Olido * (R$ 1,00 e R$ 0,50)

http://www.in-edit-brasil.com/2013/