26 de novembro de 2016

Sábado literário na Biblioteca Paul Harris


Essa foi uma manhã muito enriquecedora, como é de praxe em todos os eventos capitaneados pela incansável Ana Maria Guimarães Rocha, responsável pela Biblioteca Paul Harris de São Caetano do Sul e presidente da APL - Academia Popular de Letras. Entre vários lançamentos de livros e um pocket show bem dinâmico com Mônica Pinheiro, pude rever grandes e admiráveis confrades da APL e conhecer novos integrantes e colegas deste surpreendente e mágico mundo literário. Com meu filho Gabriel - sempre dando uma força enorme nas "correrias" do pai - pude mostrar mais uma vez meu livro "Aura de Heróis" de 2014 e resgatar dos escaninhos minha primeira obra, "Borboletas Abissais", que já completou 15 anos de seu lançamento. E embora tenha chegado bem atrasado e esbaforido, consegui assim que adentrei o evento, declamar ao vivo um dos meus poemas preferidos, "O Trem" ( na íntegra, lá embaixo). Valeu, Ana!

Ana Maria e os escritores e parceiros presentes ( eu cheguei atrasado e perdi a foto principal) - foto de Claudio Rossi/APL

Foto Claudio Rossi/APL

Com José Eugênio Pinheiro ( foto de Gabriel Canos)

Manuel Filho e a equipe da Paulus ( foto Marcos Massolini)

com Pepita de Oliveira e Nilton Jorge ( foto Claudio Rossi/APL)

Mônica Pinheiro e seu parceiro de dupla Luan

Meu fiel escudeiro, Gabriel, à postos!

A "árvore literária" de Natal no saguão


O trem

O trem atravessa os interiores
da cidade trepidante e atribulada
Pela estrada de trilhos traz trabalhadores
e transporta seus sonhos e alvoradas
Mestres de obras, tributaristas, escriturários
Crédulos, descrentes, atletas, atrizes
congregam por instantes o mesmo itinerário
e formam atraente aura cheia de raízes
O comboio de metal mobiliza a massa
e traça em seu percurso as linhas do destino
O amor à espera, o emprego à vista e a vida passa
passageira como os passageiros deste trem divino



(14/09/2002)

24 de novembro de 2016

Leon Russell (1942-2016)


Leon Russell se despediu no dia 13 de novembro, aos 74 anos. Músico versátil e compositor de extensa produção, já era tecladista de estúdio desde os anos 60 e nunca abandonou essa sua faceta de "acompanhante de luxo" em álbuns de outrem. Sua composição mais admirada e gravada é sem dúvida "A Song for You", gravada por muita gente boa ( Ray Charles, Aretha Franklin, Amy Winehouse, Carpenters, Simply Red, entre tantos) mas imortalizada pela interpretação emocionante de Donny Hathaway (ouça aqui embaixo). Outros destaques de sua lavra: Delta Lady, This Masquerade, Hummingbird, Tight Rope. Exímio instrumentista, vocalista razoável ( mas que dava uma textura própria às suas composições), entrou para o Hall da fama do Rock em 2011.

https://www.youtube.com/watch?v=HeHiio1sTTI

https://www.youtube.com/watch?v=tn-br0h4rZk

https://www.youtube.com/watch?v=d2Z9qN8R9Bg

https://www.youtube.com/watch?v=YLBv7dNkl3A

22 de novembro de 2016

Curta Metragem "M.A.M.O.N - Latinos X Trump

O curta-metragem M.A.M.O.N (Monitor Against Mexicans Over Nationwide), dirigido por Ale Damiani, faz parte do projeto Wecanfxit e vem fazendo um sucesso danado na rede. Não é pra menos: o filme traz com muita inteligência um Donald Trump sci-fi totalmente alucinado, manipulando sua versão "Robô-Gigante" e levando a cabo sua promessa de campanha de isolar os mexicanos de vez atrás da finalizada "grande muralha" americana ( no vídeo, eles são "catapultados" para fora do país e na sequência, pisoteados pelo tal robô controlado). Entre trabalhadores que movimentam a economia dos EUA, uma miss (ironicamente o concurso Miss Universo faz parte do conglomerado Trump) e referências à cultura Mexicana ( galo branco, Chapolin Colorado, mariachis, a "mamacita", os mascarados da lucha libre, entre outros), Trump consegue exterminar um a um seus "adversários", mas não sabe que um final surpreendente o aguarda. Um trabalho divertido, brilhante, cheio de efeitos e humor, ao mesmo tempo em que expõe e critica o plano discriminatório proposto pela política de Trump. Vejam:

https://www.youtube.com/watch?v=Q__bSi5rBlw

15 de novembro de 2016

(Mais) Foto(s) do mês: Vô Antonio

Vô Antonio, à esquerda

Desde o mês passado meu primo Ednilson resolveu ir atrás da história da família Massolini, da qual me incluo, e de lá pra cá vem fazendo um ótimo trabalho detetivesco! A saga da família é muito complicada de ser desvendada por conta de vários empecilhos, mas principalmente porque nossos bisavós tiveram uma doença gravíssima ali pelos anos 20 (bem provavelmente a gripe espanhola) vindo a falecer e deixando os filhos ( minha tia Rosa, meu tio Zéfiro e meu avô Antonio, pai do meu pai), órfãos ainda na juventude. Essa tragédia fez com que cada um deles fosse para uma família - meu avô, o mais velho, acabou indo para o interior labutar na roça. Mesmo com essas surpresas e armadilhas no caminho, a pesquisa do meu primo andou e andou bem. Um dos empecilhos - e este acaba atrapalhando muito quando se busca documentos em cartórios - é o fato de cada filho ter um registro do sobrenome ( a parte do tio Zéfiro, Massolino; a parte do meu vô, Massolini e Mazolini - e por aí vai). Entre as descobertas, nomes diferentes em certidões de nascimento ( tia Rosa por exemplo, era Rosina), datas trocadas e fotos inéditas ( muitas estavam com a parte da família que ficou em São Bernardo). Meu avô Antonio tem pouquíssimas fotos em vida. Goleiro da General Motors nos anos 30 (seu apelido era Testão) foi contratado para trabalhar na empresa à época por ser bom de bola, e lá ficou até se aposentar. Infelizmente conheci muito pouco meu vô, pois ele faleceu no início dos anos 70, quando eu contava com 3, 4 anos de vida. O que lembro vagamente é de um senhor com barba a fazer - ele já estava muito adoentado - sentado o tempo todo em um sofá avermelhado, do qual eu mantinha distância por puro amedrontamento. Receio bobo de criança, pois quem conheceu o Seu Antonio sabia que ele era uma pessoa de boa índole e amável. Há uns anos atrás eu e meu pai fomos checar nos arquivos da General Motors se havia alguma foto dos tempos pioneiros do futebol na empresa, em busca de uma imagem em que aparecesse meu vô no time, pois nossa família não tem nenhuma referência dessa sua fase na juventude. Saímos decepcionados de lá, pois todas as imagens anteriores aos anos 60 não eram mais guardadas no acervo. Um absurdo! Com esse resgate bem vindo da parte do meu primo, algumas fotos suas vem aparecendo aos poucos. Eu já tinha achado uma foto de má qualidade nos guardados do meu pai, com meu vô entre uma formação posterior do time da General Motors (provavelmente início dos anos 60 - foto abaixo) Não é uma imagem de boa qualidade e também não é de seus tempos áureos embaixo das traves, mas de certa forma, resgata sua proximidade com o futebol amador e suas raízes. As outras duas fotos, acima, vieram das buscas do Ednilson: o retrato - que mostra bem as semelhanças com meu pai - deve ser dos anos 50. Já a belíssima foto dele em uma bicicleta, ao lado de um amigo, tem boas chances de ser dos anos 40. Ficam aqui os registros do meu heroico vô Antonio Massolini, a quem pouco conheci, mas que sempre me acompanhou no coração, como se de certa forma me protegesse no correr da vida. Um anjo da guarda de luvas.





13 de novembro de 2016

Leonard Cohen (1934-2016)

O grande Leonard Cohen se foi na sexta-feira e me deu um baita susto: naquela tarde eu tinha mostrado uns vídeos seus do Youtube para meus filhos e fiquei contando um pouco sobre o que sabia dele, as músicas que eu conhecia do seu repertório e outras que acabamos ouvindo ali pela primeira vez. No outro dia soube que sua morte foi a noite, algumas horas depois da nossa sessão!! Estávamos em sintonia com o velho Cohen!
Mais um passamento de um grande artista em um ano muito, muito dramático e trágico.
Eu tenho alguns discos de Cohen e embora sempre tenha admirado muito o seu trabalho, desde o seu início nos anos 60 ( o primeiro LP é obra-prima!), adoro duas fases em particular: aquela um pouco antes do seu "retiro espiritual"nos anos 90 e a sua reentrada no mercado nos últimos anos, que ocorreu por pura subsistência: ele ficou sabendo que tinha sido "rapelado" por sua empresária e teve que voltar à ativa nos palcos e nos discos. Sua voz, feito vinho, foi ficando cada vez melhor e ultimamente estava ainda mais "nicotinada" e "encharcada de bourbon", embora o compositor/cantor nunca tenha precisado de aditivos para ter sua voz gutural/grave/ gravitacional. Muitos ainda não sabem que ele foi o autor de uma das músicas mais gravadas nos últimos tempos -"Hallelujah"- que rolou em trilha de desenho animado (Shrek), seriado global ( Justiça) e em versões de muita gente boa. Mas seu repertório é fantástico, eclético e suas criações densas, duradouras. Sua obra merece ser conhecida pelos jovens de hoje e do futuro, pois como seu terno, sua elegância e sua profundidade, a música que fez e interpretou é perene.

https://www.youtube.com/watch?v=YrLk4vdY28Q

https://www.youtube.com/watch?v=NGorjBVag0I

https://www.youtube.com/watch?v=6o6zMPLcXZ8

https://www.youtube.com/watch?v=DgEiDc1aXr0

https://www.youtube.com/watch?v=NW7oNpzBSGc&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=6

https://www.youtube.com/watch?v=ytdjYjM-cLg&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=8

https://www.youtube.com/watch?v=YiCyTXk78xs&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=19

https://www.youtube.com/watch?v=Osuodidy6eA&index=42&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ

11 de novembro de 2016

Barry's Volkswagen Beetle Story


A agência inglesa Adam & Eve DDB London contratou a documentarista Amanda Blue para dirigir essa emocionante história que traz as memórias familiares do britânico Barry Openshaw, e que consequentemente inclui a participação do Fusca dourado do seu pai em grande parte desses eventos/momentos inesquecíveis. Eu, que convivi desde a tenra infância com os "Fuscões" do meu pai e depois tive a honra de conhecer meu sogro e suas várias histórias relacionadas aos carros que teve durante sua vida ( Fusca incluído, claro), me emocionei bastante com esse vídeo! ( na sequência, vale assistir o making off abaixo).


9 de novembro de 2016

IMS adquire arquivos fotográficos dos Diários Associados

Uma boa notícia colhida do portal Comunique-se: o Instituto Moreira Salles adquiriu o arquivo fotográfico de três jornais cariocas que pertenceram aos Diários Associados do famoso "Chatô" (Assis Chateaubriand). São eles, "O Jornal" ( nascido em 1919; adquirido pelos DA em 1924 e extinto em 1974); Diário da Noite (1929-1964) e Jornal do Commercio ( de 1827 - adquirido pelo grupo em 1957 e fechado recentemente, como postado por este blog). A cadeia jornalística dos Diários Associados existe até hoje, vale lembrar, mas não mantém mais nenhum jornal em atividade no Rio de Janeiro, daí a necessidade que teve em encontrar um instituto que acolhesse essa preciosa coleção de imagens do seu acervo. O IMS, que já vem fazendo um trabalho primoroso nesse sentido, não perdeu o passo e amealhou esse arquivo histórico tão importante. Que outros arquivos primordiais que mofam esquecidos em porões pelo país afora tenham essa mesma sorte.

http://portal.comunique-se.com.br/jo-com/82703-instituto-moreira-salles-adquire-arquivo-dos-diarios-associados

7 de novembro de 2016

( O Acervo Sorve): Suplementos culturais da Folha da Noite com páginas de quadrinhos ( 1952)






Há muito, muito tempo atrás, o grupo Folha publicava em bancas dois jornais diários, a Folha da Manhã e a Folha da Noite ( que depois se fundiram na edição única Folha de S.Paulo - além da Folha da Tarde). Foi nesses periódicos que Mauricio de Sousa começou como repórter policial e conseguiu publicar suas primeiras tiras ( Bidu/Franjinha foram as primeiras). Alguns anos antes, a Folha da Noite incluía em suas edições de segunda, quarta e sexta um suplemento cultural com a cobertura do meio artístico que dedicava a última folha para as histórias em quadrinhos ( principalmente de aventuras seriadas, mas em certa fase, também com humor - Pinduca foi um dos personagens). Nessas duas edições que consegui para o meu acervo (26/03/1952 e 02/09/1952) as séries são "Os Anjos do Inferno" e "Os Prisioneiros do Tempo", ambas seriadas e distribuídas pelas APLA. Os desenhos são chamativos e de certa qualidade ( não consegui saber mais sobre essas histórias em minhas pesquisas - se alguém souber, por favor, deixe suas observações aqui). Como curiosidade, além da capa com Valentino, chama a atenção o então ator Ronald Reagan posando de galã na fronte do outro número, ele que sequer imaginava nesses tempos que 29 anos depois se tornaria o 33º presidente dos EUA. Na verdade, ninguém em canto algum imaginava.

3 de novembro de 2016

Foto do Mês: "Ondas Urbanas" de Priscila Zambotto


A dinâmica Priscila Zambotto foi minha colega de ensino médio aqui em São Caetano do Sul e só poucos anos atrás soube que tinha abraçado com garra e determinação a fotografia, essa profissão imagética e magnética que ainda consegue nos comover. Desde então venho acompanhando seu trabalho pelas redes sociais, sempre com muita curiosidade, visto a qualidade e identidade de suas fotos. Foi o caso dessa imagem batizada de "Ondas Urbanas", produzida em 2014 (acima), e que desde então  coleciona prêmios e menções Brasil afora. A própria Priscila elencou essas premiações:

- 2º lugar na "XXVIII Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Preto e Branco" – Manaus/AM – 2014.
- Selecionada no 12º Salão Nacional de Fotografia “Pérsio Galembeck – Araras/SP – 2015.- Participação na exposição coletiva "Infinitos Tons de Cinza" com fotos dos associados do Grupo Luminous de Fotografia premiadas ou selecionadas na XXVIII Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Preto e Branco (Manaus/AM - 2014) – Galeria Consigo – São Paulo (SP) – 2015.
- Publicada na Galeria Fotográfica Estilo, do Estilo/ND - Anuário do Núcleo de Decoração do Vale – 2015.

- Recebeu Menção Honrosa no "XX Salão Nacional de Arte Fotográfica" - Foto Clube de Londrina (PR) -2016

Muito merecido; e ouso dizer que se for participar de eventos internacionais, levará mais louros. É a típica imagem que além de ser feita na hora certa/no lugar exato, traz sensibilidade própria e plasticidade genuína. Técnica à parte, o resultado é pura arte. 

31 de outubro de 2016

Poucos acordes, grande sensibilidade: Ana Vilela, 18 anos, manda muito bem seu recado!


Ana Vilela, guria de fibra lá de Londrina, faz música desde seus 14 anos - está com 18 - mas não tinha noção que sua última música postada no Youtube, viralizasse de tal maneira na última semana que não só colecionaria views à rodo, como teria em pouco tempo covers pipocando pra todo lado. A canção - "Trem Bala " - tem uma mistura boa de pureza, poesia, mensagem certeira e sensibilidade. A letra surpreende pelo olhar maduro em relação ao capitalismo exacerbado e o "sucesso a qualquer preço" que delineiam tantos perfis atuais, e para tanto, cita uma aproximação estratégica ao aconchego famíliar. Em meio à conchavos que enojam, alianças vergonhosas, hipocrisias de cobras criadas e bravatas de ignóbeis que se acham semideuses, escutar Ana Vilela é um néctar que veio do céu. Quero ver/ouvir mais, Ana!

https://www.youtube.com/watch?v=TEjqASLuRGw

27 de outubro de 2016

Capa do Mês: LP "Jet Music - As 12 Mais da Difusora" (Stax - 1971)



Olhem que coisa mais linda esse LP da Difusora de 1971 - série "as 12 mais" - que eu encontrei no fim de semana em um simpático e generoso sebo do centrão de São Paulo! a arte é do magnífico Alain Voss, que nesse mesmo ano assinava também a capa do LP dos Mutantes "Jardim Elétrico". A capa aberta ( lá em cima) serve como uma bela moldura para a sua arte explosiva. E ainda tem a arte interna, bicolor, mas igualmente bombástica e psicodélica, como a época pedia. Não bastasse a capa, o disco coletânea faz jus à apresentação: o elenco é todo da Stax, casa de qualidade quando o assunto é black music.

26 de outubro de 2016

Sábado no Centro de São Paulo: sem o aguardado catálogo de J. Carlos mas firme no garimpo ao lado de Peter Mihajlovic, José "Zinerman" Nogueira e (finalmente) João Antonio Buhrer!

Peter Mihajlovic, Marcos Massolini, José "Zinerman" Nogueira e João Antonio Buhrer: "caçadores" se refestelando no centrão de Sampa ( foto: Gabriel Canos)
Sábado passado foi um sábado para não se esquecer. O catálogo da exposição do gênio J. Carlos no Centro Cultural Correios ia ser entregue logo pela manhã e lá fomos nós - eu e o "pronto para todas" Gabriel - angariar mais um item cultural para nosso acervo particular. Já sabia de antemão, via José "Zinerman", que o João Buhrer - o homem dos "Arquivos Incríveis" - lá estaria, diretamente de Campinas, e aproveitei para avisar o Peter Mihajlovic também - outro que adora essas coisas. No fim, o tal catálogo não estava disponível por problemas na gráfica, e o Peter gentilmente deixou meu nome lá na lista de espera ( eu estava atrasado, só pra variar um pouco). Com esse percalço, só nos restou andar no centrão velho atrás de sebos "bb" ( bons e baratos). Nogueira e Buhrer, craques nesse tipo de caça, nos levaram direto para a Galeria Nova Barão, onde ainda resta sebos decentes e honestos, em contrapartida a tantos mesquinhos espalhados por aí. Ali consegui um álbum raro do Strapontam ( "E o Monstro do Loch Ness) da Editorial Íbis do começo dos anos 60 ( por 5 pilas) e um disco da Difusora FM de 1971, também por 5 pilas, com maravilhosa capa assinada pelo grande Alain Voss ( que nesse mesmo ano assinava para os Mutantes a capa de "Jardim Elétrico"). O João achou raridades em meio a livros baratos - e até uma partitura de música com personagens do Maurício de Sousa, escondida dentro de um dos exemplares. Num post próximo coloco todos esses itens para apreciação. No dia que finalmente conheci o João Buhrer, acabei não trazendo pra casa o catálogo do J. Carlos ( por enquanto) mas pude trocar alguns itens culturais únicos - só os dois livros com ilustrações da Hilde Weber que eu ganhei do João já fez meu coração palpitar - além de trocar informações e ideias preciosas. Sem ( quase) nenhum dindim no bolso, acabei voltando pra casa carregado - o Nogueira também não deixa de trazer itens fantásticos de troca. Andar com esses caras não tem preço! Valeu!


22 de outubro de 2016

Rolling Stones 2016 se conecta aos Rollings Stones de 1963 a 1965! Viva os Rolling Stones!


Os Rolling Stones sempre foram uma banda de blues em sua essência. Começaram como um grupo de blues, venerando os lendários do Delta do Mississipi e os mestres de Chicago - até no nome: Rollin' Stones foi um tremendo petardo de Muddy Waters. Brian Jones era um purista do blues; o tecladista Ian Stewart também; Keith e Mick adoravam o blues - mas também rock and roll e soul/spirituals, e o impávido Charlie Watts já tinha tocado em banda de jazz, assim como Bill Wyman ( e seu antecessor nos Stones, Dick Taylor). Resumindo? todos tinham um pé no blues e principalmente na música negra. Pois eis que os Rolling Stones, vivíssimos nesse estranho ano de 2016, se conecta de coração e alma com os jovens Rolling Stones lá dos primórdios e lança em dezembro um disco repleto/recheado de blues ( Blue and Lonesome) ! Eles nunca abandonaram o gênero e sempre lançaram aqui e ali uma música blueseira, mas agora a pegada é diferente - é como uma homenagem aos seus ídolos, às suas origens e à sua história. Vale lembrar que naquele encontro definitivo entre Mick e Keith em algum dia de 1962, no trem, o primeiro estava com um monte de discos clássicos de blues na mão. Agora, mais do que nunca, aquele trem corre de novo nos trilhos longevos dessa incrível banda. Se nos primeiros discos, o blues estava "quase" em sua totalidade nos sulcos, B and L só tem blues. Aos poucos vão saindo trechos do que vem por aí. No mês, já tinha saído para audição "Just your Fool". Ontem saiu mais uma - "Hate to See You Go"- e ambas farão parte do repertório de 12 covers de blues selecionadas para o disco. Vai ter Little Walter, Jimmy Reed, Magic Sam, Otis Rush e Howlin'Wolf, e a participação de Eric Clapton em duas delas, além do baterista Jim Keltner. Um discaço vem por aí com certeza.
Ouçam os trechos das duas músicas:

https://www.vagalume.com.br/the-rolling-stones/just-your-fool.html

http://www.rollingstones.com/2016/10/22/new-stones-song-hate-to-see-you-go/

19 de outubro de 2016

Fanzinada no Dia Nacional do Fanzine (15/10)

José Zinerman Nogueira, Renato Donisete e eu, no meio da Fanzinada

No sábado (15) dei uma passada no Fanzinada, brilhantemente organizado pela Thina Curtis, na Casa da Palavra em Santo André. A data era em comemoração ao Dia Nacional do Fanzine e muita gente boa da produção fanzineira e da arte e literatura independente apareceu por lá. Na ocasião pude cumprimentar o fanzineiro e escritor Márcio Sno, a própria Thina Curtis ( às voltas com sua vibrante e destemida filhinha, que não parava de andar de um lado para outro) e alguns expositores como o pessoal da Sci-Fi ABC & Cia e o simpático cartunista Valter "Limonada". Também tive a oportunidade de trocar ideias com o ativo Marcatti - pra quem sempre pergunto se não existem por aí "clones" seus à solta tal a sua participação efetiva em eventos diversos espalhados pela grande São Paulo e interior - , a grande dupla de quadrinhos e artes gráficas Gilmar e Fernandes, o casal poético Zhô Bertolini e Jurema Barreto de Souza  - Zhô me agradeceu pelo poema que fiz em sua homenagem (um  assunto que vai rende outra postagem) -, e o amigo Renato Donisete  - que me presenteou com dois números do seu fanzine "Aviso Final", antológico zine do ABC que já passou das duas décadas e também o excelente "Microfonia", de João Pessoa/PB. A ocasião serviu também para finalmente eu conhecer ao vivo e a cores o lendário e multimídia José "Zinerman" Nogueira ( outro que vai virar post aqui em breve), um dos maiores colecionadores de "áudio" do Brasil, especialista em história do rádio e entre outras façanhas, cofundador do primeiro fã-clube do Raul Seixas ( o famoso Raul Rock Club, com Sylvio Passos) e fanzineiro de primeira hora ( desde os anos 70 - criador de "Delírio Cotidiano", entre tantos). A gente já tinha combinado previamente e pudemos trocar dezenas de itens culturais de nossos respectivos arquivos, além de decretar exatamente nesse dia 15/10 a oficialização do "CCTC - Clube dos Colecionadores para Trocas Culturais", uma saída para os abusivos preços de muitos itens do Mercado Livre e da Estante Virtual que acabam virando referência para muitos do mercado de sebos, bazares e afins ( outro tema que vai dar pano pra manga aqui). Seguem as imagens, a maioria do meu escudeiro mor e filho Gabriel Canos, alguns itens conquistados para o arquivo e o vídeo disponibilizado no Youtube pelo Celso Marchini. Valeu mais essa!





Gabriel.... sempre me ajudando...






Um estande foi montado com itens da extinta editora Júpiter 2 do José Salles. Alguns grátis, como esse "Chico Spencer" 3. Uma pena que essa editora, que tanto fez pelo quadrinho independente, tenha encerrado suas atividades!


O vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=aNHFv4gh0QQ

18 de outubro de 2016

Toots Thielemans (1922-2016)

A morte do genial Toots em agosto deste ano passou totalmente batida aqui no blog e eu não poderia deixar de homenageá-lo, ele que foi um dos maiores gaitistas de todos os tempos, acompanhando músicos de excelência e qualidade em toda a sua carreira. Começou como guitarrista e no início já acompanhava feras do jazz e grandes bandas como titular desse instrumento. Ao se mudar para os EUA na virada dos anos 40 para os 50, dominando a harmônica como poucos, acompanhava a Charlie Parker's All-Stars ( já tinha participado nos seus tempos de Europa de uma jam session que contou, além de Charlie, com Miles Davis e Max Roach entre outros) e a partir daí tocou com meio mundo do jazz e do pop, incluindo a música brasileira - Toots ficou bem próximo de Elis Regina ( com quem gravou o disco Elis & Toots em 1969 - no Brasil só saiu em 1978 como Aquerela do Brasil), Astrud Gilberto, Milton Nascimento, Sivuca ( com quem gravou um belo disco ao vivo em um bar do Rio), Rosinha de Valença e Oscar Castro-Neves, entre outros. Se maior sucesso foi 'Bluesette' de 1962, um grande êxito mundial, e já nessa época era um grande colaborador de trilhas sonoras de peso no cinema - Bonequinha de Luxo ( 1961), Midnight Cowboy (Perdidos na Noite -1969) foram alguns deles. No biênio 92/93 lançou dois discos com participações de artistas brasileiros - Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo, João Bosco, Djavan, Milton Nascimento, Ivan Lins, Dori Caymmi, entre outros - chamados "The Brazil Project". Além de ser o primeiro a divulgar e popularizar a harmônica cromática, foi também um assoviador de primeira e só encerrou sua carreira aos 92 anos, em 2014, quando percebeu que seu desempenho não era o mesmo. Um fenômeno!


Selecionei momentos marcantes de Toots:

* álbum Trilogy ( antologia contendo três discos de sua carreira - "Man Bites Harmonica", "Time Out For Toots" e "The Soul of Toots Thielemans") - https://www.youtube.com/watch?v=f8YtMxcBQS8

* álbum Aquarela do Brsil ( com Elis) - https://www.youtube.com/watch?v=UUTK-E6hmHU

* álbum Affinity ( com Bill Evans - 1979) - https://www.youtube.com/watch?v=I4f2c4O8I1Y

* CD  The Brazil Project 2 (1993) - https://www.youtube.com/watch?v=7s3bH1oJ6qc

* CD The Brazil Project 1 (1992) -  https://www.youtube.com/watch?v=1o2jVKmcpuE&list=PLuqmtj-QZASUJVlRnWeiLbKwWlL1hkGz-

Bluesette - https://www.youtube.com/watch?v=Oi4G6UmYK9U

Harmonica Theme ( Midnight Cowboy) - https://www.youtube.com/watch?v=sOZYT8nX2X4



17 de outubro de 2016

"1965 - O Ano mais Revolucionário da Música" disponível na rede ( trechos)

Esse livro "1965 - O Ano mais Revolucionário da Música" (Andrew Grant Jackson - Leya) foi lançado o ano passado e agora tem partes bem interessantes disponibilizadas na rede ( não sei até quando). Nos trechos liberados dá para se ter uma ideia clara de como o processo de composição da dupla Jagger/Richards chegara finalmente numa linha de produção definida e com identidade própria ( "Out of Time", "Last Time" e "Satisfaction", principalmente). 1965 é o ano também de "sementes" que modificariam a década irremediavelmente como a própria "Satisfaction", "Like a Rolling Stone" de Dylan e "My Generation" do The Who. O livro está picotado mas dá para ver que o autor se aprofundou pra valer no ano - principalmente nos subterrãneos das gravações - trazendo uma riqueza de detalhes que dá gosto! Claro que essa de superestimar um único ano ( "o mais") gera desconfianças e contradições - sempre vai ter alguém elegendo outro ano como revolucionário - e talvez no lugar de revolucionário coubesse "ano de ruptura" ou algo mais palatável comercialmente, mas inegavelmente 1965 foi um ano em que algo muito forte e autêntico eclodiu na música e lançou a base do que viria a seguir. O lance é esquecer as definições engessantes e curtir as filigranas desse ano mágico.

link:

https://books.google.com.br/books?id=V_OiCwAAQBAJ&printsec=frontcover&dq=1965%3A+o+ano+mais+revolucion%C3%A1rio+da+m%C3%BAsica+livro&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjqqdmVl9vPAhVDjZAKHUNHDJEQ6wEIHzAA#v=onepage&q=1965%3A%20o%20ano%20mais%20revolucion%C3%A1rio%20da%20m%C3%BAsica%20livro&f=false

13 de outubro de 2016

Bob Dylan ganha o Nobel de Literatura!


Há dois dias atrás conversando com um amigo sobre a importância de Bob Dylan para a cultura contemporânea (meu amigo não vai muito com ele), comentei que Dylan , ao meu ver, é um escritor que utiliza a música como veículo para suas elocubrações, desde o início de carreira - mas o encaixe foi tão perfeito, o conhecimento musical de raiz tão presente, que a sua arte acabou extrapolando esse canal inicial de "passar a mensagem". Dylan tornou-se um dos maiores letristas de todos os tempos, e isso não é depreciação nenhuma, mas um meio de transformação legítimo. Letra de música passou a ser importante graças a ele. Esse inédito Nobel de Literatura para um "bardo" do rock ( ele que tem também Oscar, Pulitzer, Globo de Ouro, além de muitos Grammys) meio que corrobora o que mencionei ao meu amigo: muita gente não curte a voz característica de Dylan ou sua música "comentada", discursiva, mas poucos podem colocar em dúvida a qualidade de sua poética e narrativas . Alguns torceram o nariz para a premiação (críticas vindas principalmente do meio literato e acadêmico), outros adoraram a ousadia do Nobel. Eu fico com a segunda turma - Bob Dylan é o cara e escreve pra cacete.

Abaixo uma letra das boas de sua lavra:


The Times They Are A-Changin

Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone
If your time to you
Is worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a-changin



Come writers and critics

Who prophesize with your penAnd keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin'



Come senators, congressmen

Please heed the call

Don't stand in the doorway

Don't block up the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
There's a battle outside
And it is ragin'
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin


Come mothers and fathers

Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is
Rapidly agin'
Please get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin

The line it is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'

Os Tempos Estão Mudando

Vamos reunir as pessoas ao redor
Por onde quer que andem
E admitam que as águas
Á sua volta estão subindo
E aceitem que logo
Vocês estarão cobertos até os ossos.
Se seu tempo para você
Vale a pena ser poupado
Então é melhor começar a nadar
Ou irá se afundar como uma pedra
Pois os tempos estão mudando
Venham escritores e críticos
Aqueles que profetizam com suas canetas
E mantenham seus olhos abertos
A chance não virá novamente
E não falem tão cedo
Pois a roda ainda está girando
E não há como dizer
Quem será nomeado
Pois o perdedor de agora
Mais tarde vencerá
Pois os tempos estão mudando
Venham senadores, congressistas
Por favor escutem o chamado
Não fiquem parados no vão da porta
Não congestionem o corredor
Pois aquele que se machuca
Será aquele que nos impediu
Há uma batalha lá fora
E está rugindo
E logo irá balançar suas janelas
E fazer ruir suas paredes
Pois os tempos estão mudando
Venham mães e pais
De toda os lugares...
E não critiquem
O que vocês não podem entender...
Seus filhos e filhas
Estão além de seu comando
Seu velho caminho
Está rapidamente envelhecendo
Por favor saiam da frente
Se não puderem dar uma mãozinha
Pois os tempos estão mudando
A linha está traçada
A maldição está lançada...
E o mais lento agora
Será o rápido mais tarde...
Assim como o presente de agora
Será mais tarde o passado.....
A ordem está
Rapidamente se esvaindo
E o primeiro agora
Será o último depois....
Pois os tempos estão mudando

10 de outubro de 2016

Dálcio Machado deixa o Correio Popular

Charge de 2003 ( Dálcio Machado)

Seguindo as últimas e estapafúrdias demissões de chargistas em jornais de porte, o Correio Popular de Campinas despediu recentemente o genial Dálcio Machado, certamente um dos melhores chargistas do país. Em sua despedida nas redes, o artista foi elegante e criativo, como sempre - e escolheu dentre suas participações em mais de duas décadas no veículo, essas duas charges que replico aqui. A se verificar seu legado de preciosidades gráficas nos mais de 25 anos que trabalhou para o jornal, quem perdeu foi o veículo, não acham?

premiada charge de 2016

9 de outubro de 2016

Rolling Stones play Beatles (07/10/2016)



Um dos grandes momentos do rock aconteceu anteontem no giga Festival Desert Trip ( já comentado aqui: http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2016/05/o-maior-festival-de-todos-os-tempos.html ): os Rolling Stones apresentaram ao vivo Come Together, clássico do repertório de seus compatriotas The Beatles!! Muita gente boa acha que os dois grupos eram ferrenhos inimigos nos anos 60, principalmente por causa da estratégia de marketing do empresário dos Stones, Andrew Loog Oldham, que vendia a banda como "caras maus" em contraposição aos garotos de Liverpool. Na verdade, além de dar de bandeja aos Stones seu segundo single - I Wanna Be Your Man - Paul e John sempre frequentaram os Stones e vice versa ( George e Ringo um pouco menos). Inclusive John Lennon participou do famigerado programa de TV "Rock and Roll Circus", de 1968, que só veio a luz décadas depois (John até formou um grupo especial para a ocasião - The Dirty Mac - ao lado de Keith Richards no baixo, Eric Clapton na outra guitarra e Mitch Mitchell na bateria). Paul foi em vários shows dos Stones nos anos seguintes e sempre se encontrou com o grupo em eventos; o Festival no deserto conta com Paul entre suas estrelas, além dos Stones, The Who, Roger Waters,  Bob Dylan e Neil Young. Eu tenho quase certeza que Sir McCartney estava assistindo esse momento único do set dos Stones e fico imaginando o que se passou na sua cabeça ao ouvir Come Together via Rolling Stones! Assim como os fãs, ele deve ter adorado!
(Assistam antes que tirem do Youtube):

8 de outubro de 2016

Foto do Mês: Minha família nos anos 30!


Uma das fotos que mais amo entre tantas do acervo familiar.Nessa relíquia de registro, minha avó Maria carrega no colo minha tia Apparecida, ao lado do meu avô Ricardo e de seu sogro, meu bisavô Pablo ( Pablo Pareja Morilla). Tirada em pleno Cantro de São Paulo, nos anos 30.

7 de outubro de 2016

Baú do Malú 66: Caixa de Fósforos do "Show Days Saloon" ( Anos 80)

Encontrei ontem essa caixinha de fósforos do Show Days Saloon em meus guardados!!  Essa casa noturna ficava no topo do Shopping Eldorado (São Paulo) e rolava música ao vivo de vários gêneros, com destaque para o Country, o Jazz e o Ragtime. A ideia dos donos era dar um clima de salão de época entre o final do século XIX  e começo do XX. Tinha até apresentação de Can-Can ( como mostra a ilustração da caixinha). Fui muitas vezes lá nos anos 80, inclusive na época do Tiro de Guerra. Amigos de juventude como Alemão, Átila, Zucco, Fabinho, etc, devem se lembrar muito bem dessa casa noturna, que vivia abarrotada de gente.

6 de outubro de 2016

Dois poeminhas bruscos







Poema Rebuscado

De bus ou de car
Vou te buscar
(Marcos Massolini - 1995)

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Cópula & Cozinha

Frio e esnobe
O pinguim de geladeira
Observa a batedeira
e a orgia dos ovos
(Marcos Massolini - 1989)

5 de outubro de 2016

Baú do Seu João 18: Livretos peruanos de humor gráfico patrocinados por farmacêutica

Uma das capas dos livretos

Seu João, além de guardar todo impresso que lhe cai às mãos ( folheto, convite, folhinha, ingresso, livreto, programa, manual, cartão, revista, livro, etc, etc) tem alguns itens que me encafifam e que eu jamais imaginaria como acabaram em seu acervo ( e ele acaba esquecendo por quais vias isso aconteceu). Esses dois livretos que eu encontrei em sua casa são a prova desse mistério: eles são originários do Peru e pelo que parece, foram distribuídos para clientes e/ou colaboradores da farmacêutica que patrocina/produz a sua edição ( Merck). As gags são aquelas padrões dos anos 60/70 ( que saíam aqui em revistas da Livreiro, GEP, Edrel, entre outras, e eram a sensação dos salões de barbeiro), eróticas, escorregando muitas vezes para o machismo puro, mas também tem uma penca de outras com traços de grandes chargistas do humor mundial em que predomina a sutileza e a inteligência (Mordillo entre eles). Os quadros de humor são intercalados por propagandas dos medicamentos analgésicos Neurobión e Dolo-Neurobion. Os slogans são: "Ríase del Dolor", "Más Fuerte que el Dolor!" e "Muérase de Risa pero no de Dolor!". Tudo isso embalado em um livreto no tamanho 8 cm X 12 cm com capa cartão e lombada quadrada. Não há pistas do ano, mas parece ser entre os anos 60 e 70 mesmo. Eis dois itens "excêntricos", criativos e diferentes, bem de acordo com os guardados surpreendentes que fazem parte do acervo do meu pai.
Abaixo, uma mostra do conteúdo das duas publicações ( procurei fugir das gags menos sutis):






A outra capa









4 de outubro de 2016

"Aura de Heróis" e "Abílio e o Espelho" à venda no Amazon

Ontem eu disponibilizei para venda dois livros de minha lavra, "Abílio e o Espelho", ficção de 2007, e "Aura de Heróis", de 2014 (poesias), no Amazon, pelo preço mínimo estipulado pelo site (R$9,75) . "Abílio e o Espelho" era uma obra praticamente desaparecida, pois só foi publicada online em 2007 , por capítulos, em um e-mail que eu administrava na época. Tirei do limbo e está lá, para quem quiser conhecê-lo - um livro de ficção que mistura suspense, música, psicologia, política, relação de classes, realidade paralela, etc. Embora adore o cheiro e a textura de um livro impresso, fiquei muito feliz em ver essas duas obras, vivas e duradouras, no formato e-book. E vem mais surpresas por aí.... aguardem.


Aura de Heróis:   https://www.amazon.com.br/Aura-Her%C3%B3is-Marcos-Massolini-ebook/dp/B01LX3HBGS/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1475629083&sr=8-1&keywords=aura+de+herois 

Abílio e o Espelho: https://www.amazon.com.br/Ab%C3%ADlio-e-Espelho-Marcos-Massolini-ebook/dp/B01M012Z2Q/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1475629277&sr=8-1&keywords=abilio+espelho