4 de julho de 2017

Pedreira/SP - História e memorabilia


No fim de semana fui com a family ( além da esposa e filhos, fomos com meu cunhado, cunhada e sobrinho, anfitriões que conheciam bem a cidade) na surpreendente Pedreira, no interior de São Paulo ( na macrorregião de Campinas). O município,  fundado em 1896 e vizinho da bonita Jaguariúna, sempre foi um polo do porcelanato - indústrias históricas deste setor, como Nadir Figueiredo, possuem sede e loja de fábrica na cidade - mas nos últimos anos tornou-se também a meca dos artesãos e artistas especializados em MDF ( placa de madeira fabricada com resinas sintéticas) voltados para a arte retrô, arte pop e memorabilia em geral. O resultado se vê logo na entrada da cidade: fila de carros e lojas apinhadas de gente. Pelo que meu cunhado já tinha me adiantado, eu já esperava uma grande sequência de lojas especializadas em pôsteres, canecas, decoração e colecionismo, mas a grande surpresa para mim foi o grande número de itens históricos e antiguidades - a grande maioria invedável - em meio aos produtos à venda nas lojas. Essa particularidade local, acrescida de detalhes arquitetônicos e preservação memorialista, me surpreendeu deveras e comprovou o respeito profundo que Pedreira tem pela sua própria História. Lucrar com o turismo e o comércio sim, faz parte, mas com muita ternura e comprometimento. Nas fotos abaixo, uma mescla de tudo isso ( a foto principal é uma ampliação da mini-carranca "soldadinho" em metal que segura a veneziana de um dos inúmeros casarões de época da cidade).



























































30 de junho de 2017

Show histórico no Sesc Vila Mariana (SP): Jards Macalé, Zé Renato, Moacyr Luz e Guinga (25/06)


Antes que acabe o mês quero deixar registrado aqui um dos shows mais intensos que vi na minha vida: o maravilhoso "Dobrando a Carioca", projeto que já rola desde o ano passado e que conta com Jards Macalé, Zé Renato, Moacyr Luz e Guinga, quatro excepcionais músicos juntos no palco, se divertindo e emocionando. Na real, a ideia do espetáculo - que gerou CD e DVD - nasceu nas mesas do centenário Bar do Luiz, no Centro do Rio há dezessete anos e finalmente deu jogo no final de 2016. Fui com a family no show da turnê que rolou no Teatro do Sesc Vila Mariana no dia 25/06 e logo de cara encontrei amigos que não via há anos: Vanderlei Sanches e Mario Viana, dois grandes caras que conheci nos tempos da Abril ainda na marginal Tietê, amigos em comum de Ana Vidotti, minha "eterna e querida chefe". A noite prometia! O show foi um arraso: o lado hilário e percussivo de Jards ( o grito do Tarzan e os recados à Brasília são os pontos altos), a delicadeza e emotividade do vocal de Zé Renato, a profundidade e reverência carioca de Moacyr Luz e a engenhosidade e destreza de Guinga nas cordas deram ao espetáculo uma luminosidade única. O repertório repassa grandes clássicos e algumas peças bem pesquisadas do cancioneiro carioca entremeadas por canções autorais: "Um a Zero" ( Pixinguinha/ Benedito Lacerda/ Nelson Angelo), "A Saudade Mata a Gente" (Antonio Almeida/João de Barro), "Acertei no Milhar" (Wilson Batista/Geraldo Pereira), "Nega Dina" ( Zé Keti), "Favela" ( Padeirinho/Jorge Pessanha), "Vapor Barato" ( Jards Macalé/ Wally Salomão), "Chá de Panela" ( Guinga/ Aldir Blanc), "Anjo da Velha Guarda" ( Moacyr Luz/ Aldir Blanc), "Catavento e Girassol" ( Guinga/ Aldir Blanc), "Toada" (Zé Renato/ Claudio Nucci/Juca Filho), entre outras. Em todo o momento, percebia-se na plateia que os quatro curtem pacas e há uma flagrante admiração mútua. A percussão muito bem planejada ( destaque para o grande penico branco em meio às traquitanas de Jards), os vocais sempre bem colocados ( destaque para o fora de série Zé Renato) e os violões muito bem conduzidos ( sem dúvida nenhuma em se tratando de quatro ases das cordas. Neste quesito, Guinga é fora-de série). Histórico!





As faixas do CD, aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=yfDWW7QR0GQ&list=PLjMk_448Pd1OAX9zr_AFHQ3yLHhYGhefZ

29 de junho de 2017

Literatura e declamação na Biblioteca Paul Harris para o 6º Ano do Externato Santo Antonio ( SCS)


A Ana Maria Guimarães Rocha, responsável pelas bibliotecas municipais de São Caetano do Sul/SP e presidente da Academia Popular de Letras, me convidou mais uma vez para participar de seus substanciosos eventos junto à educação, e na terça última fui ajudá-la em uma apresentação junto ao tradicional Externato Santo Antonio, estabelecimento de ensino com quase um século na cidade. Escolhi uma poesia do meu livro "Aura de Heróis" (2014), chamada "Mudar", justamente por achar que tanto o momento por que passa o país como o próprio momento de vida em que os alunos do 6º ano se encontram, chamassem para uma reflexão mais atenta. Foi uma tarde bem enriquecedora, com uma turma de alunos muito curiosa e educada.
Abaixo, colei a poesia que foi recitada. Na sequência, as fotos do encontro ( tiradas pela equipe da Biblioteca Paul Harris - Cláudio, Carlos e Marina) e a fachada externa do Externato Santo Antonio em São Caetano do Sul, com seu mural de azulejos que embeleza há mais de 50 anos a cidade ( foi tombado? Se não foi, merece).

Mudar


Mudar:
Seja mudança de caminhão
Ou esperança no caminho.
Mudar sempre:
De mão, de mansinho,
De muda para árvore
De moda para moda,
Mas nunca morrer na poda!
Tentar mudar o mundo
Pois mesmo que o mundo não mude
Valeu a atitude!
  Até mudar de altitude se o caso for
Nunca ficar pra baixo, só pra cima
Pois acima de nós só o Senhor.
Mudar de trampo, mudar de rima
Sempre em clima de paz e amor.
Muda ou ensurdecedora
Que toda a mudança vindoura
Possa nos elevar do chão.
Sempre Elis, Nara, Cássia,Tim,Tom
Sempre força, raça e paixão.
Mudar de pouco em pouco ou à beça
Não interessa
Mudar é sempre bom!
Depressa, a vida nos atravessa
Mas fica o dom.


(11/10/2004)


Com a professora Andrea Sartori e Ana Maria Guimarães Rocha
Com a professora Carina Garcia e os alunos contemplados com o livro "Aura de Heróis"



27 de junho de 2017

Foto do mês: Festival de Bossa Nova na Faculdade de Arquitetura do Rio de Janeiro ( 20/05/1960)

Esta preciosidade de imagem me chegou a pouco pelo correio e traz simplesmente aquele que é considerado o primeiro festival de bossa nova. O show, conhecido como "Noite do Amor, do Sorriso e da Flor, não foi o primeiro evento com o estilo musical, mas nesse formato festival, com  plateia e produção mais profissional, sim. O show rolou na noite de 20/05/1960 no anfiteatro da Faculdade de Arquitetura do Rio de Janeiro e contou com dezenas de artistas - Nara Leão, Nana Caymmi, Chico Feitosa, Dori Caymmi, Johnny Alf, Sergio Ricardo, Norma Bengell, os Cariocas, Elza Soares, entre outros, com João Gilberto, que acabara de lançar LP homônimo fechando a noite - e apresentando ao público sua esposa Astrud. O conjunto que acompanhou todos eles, formado por Roberto Menescal ( guitarra), Luiz Carlos Vinhas ( piano), Luiz Paulo ( baixo), Helcio Milito ( bateria e tambas) e Bebeto ( sax), aparece na foto acima, mas conforme legenda do verso, com a presença de Bill Horne ( trompa) e sem Bebeto e Milito. A imagem não é nítida, mas Bebeto e Milito pareciam, em uma primeira olhada, estar ao lado de Horne ( na ponta direita). Mas observando com mais nitidez, há um instrumentista à direita na foto, quase todo encoberto, do lado esquerdo de Horne, e que pode ser Bebeto, visto o instrumento de sopro na mão. Ruy Castro viu essa foto e observou que os dois elementos entre Menescal e Horne não estão com o mesmo "uniforme" claro da banda, o que os descartariam como integrantes. A simples menção do trompetista americano Bill Horne neste evento merece registro pois na historiografia sobre o festival nunca se escreveu sobre sua participação, embora ele fosse radicado no Rio e já na época, bem enturmado com a turma da bossa nova. Vale lembrar também que outro festival de bossa, organizado por Carlos Lyra, rolou no mesmo fim de semana - Lyra, cada vez mais politizado, estava brigado com Bôscoli - com menos repercussão. Abaixo, a legenda, tal qual se encontra no verso da foto. ( ah, e quem souber do crédito desta imagem, por favor, escreva para cá)



21 de junho de 2017

Doodle: Machado de Assis, 178 anos


Machado de Assis, nosso escritor maior e um dos mais importantes autores da língua portuguesa em todos os tempos, celebra 178 anos de nascimento hoje e o Google aproveitou para registrar a data com uma artística homenagem em forma de Doodle ( arte original ou animação que entra na logotipia do site - na página inicial de buscas - em datas especiais e/ou comemorativas). A arte - finalmente vou registrar aqui quem fez a arte! - é do artista Pedro Vergani, autor junto a Diogo Bercito do álbum "Rasga-Mortalhas" ( Zarabatana - 2016) , uma das melhores obras de quadrinhos lançadas no Brasil  ano passado. Vergani mora em Londres e já fez de tudo um pouco no campo da arte: ilustração, fundo para cenário de videogame, animação ( foi o responsável pelo design de cores da animação "Song of the Sea", indicada para o Oscar). Pelo que apurei, ele trabalha para o Google, o que faz supor que boa parte dos Doodles nacionais tem a mão dele. Ponto para o Google.




18 de junho de 2017

Jazzmasters - todos os programas!

Um dos programas mais independentes e certeiros da rádio brasileira, sem dúvida, é o Jazzmasters!
Focado em todas as vertentes do jazz e da música negra mundial - soul, funk, r&b, acid jazz, house music, entre outros grooves - é apresentado por Paulo Mai e Dudão Melo diariamente ( domingo à sexta 20h30 e sábados 20h) nas ondas da Alpha FM (101.7). Desde 2014 na Alpha FM, o Jazzmasters era transmitido anteriormente pela Eldorado FM, sempre nos mesmos moldes. Conheci o programa através do meu amigo Rogério Engelmann ( colaborador deste blog) e desde então acompanho frequentemente. O grande diferencial do programa é a sua pesquisa/programação, que evita obviedades e mistura o melhor da música black contemporânea com standards e clássicos - e também lados B - de grandes inovadores desse extenso universo do groove. No endereço abaixo, todas as edições produzidas na Alpha FM estão disponíveis!

http://www.alphafm.com.br/programas/jazzmasters/programas-completos



14 de junho de 2017

Adam West (1928-2017)

Adam West foi o Batman mais divertido, mais real, mais "tosco", mais "onomatopéico"! Se alguém duvida, assista por favor a série televisiva dos anos 60 que fez do ator um ícone nerd para todo o sempre. Quando a série foi lançada, os quadrinhos da DC estavam longe, muito longe dos primeiros tempos do Batman - época mais sinistra e violenta nos traços dos pioneiros Bob Kane, Bill Finger e Jerry Robinson. Tanto Batman como Super-Homem exibiam em seus gibis sessentistas histórias mais politicamente corretas e lúdicas. Os produtores da TV seguiram essa linha, mas alguns detalhes essenciais extrapolaram os quadrinhos e acabaram levando o programa a um sucesso exponencial e duradouro: cores vivas e cenários pops, vilões psicodélicos e teatrais, atrizes que mostravam para a molecada que mulheres podiam ser estonteantes tanto do lado bom como do lado mau da força, Batman e Robin com tiradas e frases inesquecíveis,  Batmóvel com design caprichado, lutas com mais "socs", "pows" e "tuns" que quaisquer outras até então, trilha sonora deliciosa, e o principal: divertimento puro, sem a preocupação de se levar tão a sério. Com esses ingredientes, Adam West virou um Batman único, com um ar de pureza e decadência, heroísmo e fragilidade, ironia e caretice. Um Batman para sempre, que ele acabou carregando durante toda a sua vida.


https://www.youtube.com/watch?v=DSF6vuqIA8E&list=PLFjRhPrHHAwNLmwiZXKlUrpPrXq56y676

6 de junho de 2017

Capa do Mês: Dust & Grooves - Eilon Paz

Esta capa é magnífica e dá uma amostra das maravilhas internas que esperam o leitor deste Dust & Grooves, do fotógrafo Eilon Paz, especialista em fotografar os colecionadores de discos de vinil em seus habitats naturais ( quartos, salas de sons, porões, etc). O livrão ( são mais de 400 páginas) traz os ensaios fotográficos de Eilon com colecionadores do mundo todo e também uma segunda parte com as entrevistas mais relevantes. O projeto foi lançado em 2014 e bem que merecia sair aqui no Brasil, não acham? o Poeira Zine fez um post a respeito e o site De Volta para o Vinil ( ótimo, por sinal!) destrinchou a obra ( abaixo). Quem quiser conhecer mais sobre  arte de Eilon, tem também seu blog, também batizado de Dust & Grooves.

http://www.poeirazine.com.br/os-colecionadores-e-as-suas-colecoes/

http://www.devoltaparaovinil.com.br/2014/06/eilon-paz-dust-groove-fotografo-vinis.html

http://dustandgrooves.com/


2 de junho de 2017

A última edição impressa da Gazeta do Povo pelas lentes de Daniel Castellano

Fotos Daniel Castellano

Essa infelizmente é uma cena que vem se repetindo cada vez mais nos últimos anos: a extinção de jornais impressos de grande tradição ( como é o caso da Gazeta do Povo de Curitiba-PR com quase 100 anos), geralmente para a manutenção exclusiva da edição online ou em alguns casos nem isso. A morte da Gazeta do Povo já vinha sendo anunciada há um bom tempo, mas o dia D é sempre um momento triste e desolador. Que o digam esses profissionais gráficos que imprimiram a última edição madrugada adentro. E que o diga o fotógrafo Daniel Castellano, que mesmo sendo demitido há um mês pelo jornal, depois de 10 anos de casa, resolveu acompanhar de perto esse momento derradeiro do veículo, numa iniciativa dolorosa mas que certamente se tornará histórica. A série pode ser conferida acima.
(quem publicou primeiro aliás, foi o prof. Aroldo Murá no Diário Indústria e Comércio) - http://www.diarioinduscom.com/historica-a-ultima-impressao-da-gazeta-do-povo-por-castellano/

1 de junho de 2017

Invenção 67: concertos de discos "cinquentões" no Centro Cultural São Paulo


Essa é mais uma dica saborosa e substanciosa do amigo João Antonio Buhrer que eu pesquei do FB: o Centro Cultural São Paulo abre o mês de junho com o "Invenção 67", um projeto muito bem-vindo que remete às pioneiras audições ministradas pela primeira diretora da discoteca do centro, Oneyda Alvarenga, nos idos dos anos 30/40/50 ( discoteca que leva hoje o seu nome). Os concertos atuais focam durante o mês todo (todas as terças e quintas,  a partir de 06/06) em discos icônicos lançados no ano de 1967, ou seja, há cinquenta anos atrás, trazendo audições e subsequentes comentários mediados por jornalistas especializados. Um ótimo programa que eu não perco nem por decreto - ainda mais neste ano, em que eu também completo 50 anos!
Abaixo, a íntegra da programação:


De 6 a 29/6
CONCERTOS DE DISCOS
O Invenção 67 ressuscita os célebres Concertos de Discos, que a primeira diretora da Discoteca do Centro Cultural São Paulo, Oneyda Alvarenga, ministrou entre 1938 e 1958. Os Concertos de Discos voltam focados em música popular e realizados na própria Discoteca Oneyda Alvarenga, convidando o público a uma audição comentada. Programe-se: as audições são limitadas a 30 pessoas. Todos os concertos começam pontualmente às 18h30.

6/6 terça
Pai e filho, Maurício Pereira (Os Mulheres Negras) e Tim Bernardes (O Trio) falam sobre o clássico dos Beatles: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.
8/6 quinta
O crítico e músico Alex Antunes (Akira S, Shiva Las Vegas) trata do disco de estreia do Pink Floyd, The Piper at the Gates of Dawn.
13/6 terça
O músico e historiador Cacá Machado analisa Tom Jobim – Wave, parceria entre Antonio Carlos Jobim & Francis Albert Sinatra que marcou a inserção da bossa nova no contexto internacional.
15/6 quinta
O jornalista Jotabê Medeiros mergulha no álbum de estreia da banda The Doors, que juntou de modo dramático jazz, blues, lisergia e poesia.
20/6 terça
Especialista em hip hop, soul e funk, a jornalista Mayra Maldjian analisa I Never Loved a Man the Way I Love You, turning point na carreira de Aretha Franklin – e do rythmn’n’blues.
22/6 quinta
Músico e jornalista, Rodrigo Carneiro (Mickey Junkies) surfa em Are You Experienced?, disco em que estreou a banda Experience, de certo guitarrista canhoto chamado Jimi Hendrix.
27/6 terça
Guitarrista e vocalista da banda Autoramas, Gabriel Thomaz entra Em Ritmo de Aventura para falar do clássico de Roberto Carlos.
29/6 quinta
O jornalista e editor da revista Bravo!, Guilherme Werneck, trata de The Velvet Underground & Nico, o disco que lançou a banda de Lou Reed – e também as bases do punk.
Todos os eventos são gratuitos.

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Rua Vergueiro, 1000, Liberdade, estação de metrô Vergueiro. Tel: (11) 3397-4002. Acesso para deficientes físicos. Dispõe de restaurante e café; não dispõe de estacionamento ou local para fumantes. Mais infos: www.centrocultural.sp.g ov.br

31 de maio de 2017

Gregg Allman (1947-2017)


Faleceu Gregg Allman, no sábado, 27, e eu só soube ontem, depois de ler um post do antenado Tom Moscardini no FB. Sua banda, a The Allman Brothers Band, fundada com o irmão Duane no final dos 60, foi simplesmente a melhor do chamado southern rock, com seu blues enfezado/pesado, a guitarra incendiária do mano e suas intervenções encharcadas à beira do teclado. Duane morreu prematuramente aos 25 anos, em um acidente de moto, e Gregg segurou a onda da Allman Brothers por anos, conseguindo ainda alguns lampejos criativos nos anos 70/80, compondo, tocando teclado, violão e guitarra e virando inevitavelmente um líder criativo no combo. Nas décadas seguintes, entre solos, voltas com a banda, vários casamentos - Gregg casou-se seis vezes, uma delas com Cher - e um mergulho profundo em químicas diversas, conseguiu finalmente ficar limpo na virada do século, mas uma Hepatite C e outras complicações o fizeram passar por um transplante de fígado em 2010, fazendo com que muitas apresentações suas nos últimos anos tivessem que ser canceladas. Descansou neste sábado. Quem sabe, em algumas dessas portas dimensionais desse vasto universo, reencontrou em um palco viscoso e mal iluminado de beira de pântano, seu irmão Duane, destrinchando as cordas de sua slide com um velho pote de vidro de remédio, como nos velhos e bons tempos.

https://www.youtube.com/watch?v=CPnqfSj0OeU 

https://www.youtube.com/watch?v=jT6KdpSaL10

https://www.youtube.com/watch?v=lMZFHe_hUxQ

29 de maio de 2017

Charge do Mês: Papa Francisco e Donald Trump ( por Luiz Carlos Fernandes)


O perspicaz Luiz Carlos Fernandes, conterrâneo meu aqui do ABC, fez essa cena perfeita sobre a visita do Trump ao Vaticano e pra mim é a charge do mês! Genial!

27 de maio de 2017

Baú do Malu 70: Programa do Cinema Gloria ( 1933)



Uma beleza esse "Programma do Cinema Gloria", datado da semana de 18 a 24/05/1933 ( Ano 1, número 11). O cinema no Rio de Janeiro era conhecido como " a casa do camondongo Mickey" justamente por manter em sua programação filmes produzidos pelos Estúdios Disney. Eis porque a penca de personagens - Mickey em destaque evidentemente - que aparece na fronte do programa, incluindo Minnie, Pateta, Clarabela e Horácio. E a programação não desmente: nessa semana estava em cartaz "Medico Maníaco", animação com Mickey e "Flores e Árvores", impressionante experiência animada de Disney dentro de sua série "Sinfonias". O filme em cartaz, "Tudo por um Homem", tinha como estrela Mae Clarke, retratada na capa do programa.





26 de maio de 2017

Achado 6: carteira de sócio do fã-clube da Rita Lee ( 1981)


Ontem resolvi rever/reouvir a obra da Rita Lee, a primeira artista da música por quem eu realmente me apaixonei ( os Stones vieram um pouco depois). Quando pesquei no acervo o LP de 1981 ( Rita Lee & Roberto de Carvalho, aquele que tem "Banho de Espuma" e "Saúde") topei com esse simpático cartão (acima e abaixo) que caiu intacto, do interior da capa. Com pose da Rita na fronte e ficha de inscrição atrás, o cartãozinho ( que na verdade faz as vezes de uma "carteira" de sócio) parece saído agora da gráfica, tal sua preservação.


22 de maio de 2017

Kid Vinil (1955 -2017)

Kid Vinil na banda Verminose ( divulgação)
Sexta-feira passada faleceu um grande cara, querido no meio musical: Kid Vinil, compositor, produtor, jornalista, vj, dj, escritor e um grande especialista em rock. Ele estava internado há mais de um mês, depois de passar mal em um show em Minas Gerais e ter uma parada cardíaca. No início de sua atuação cultural foi um dos maiores incentivadores do movimento punk, chegando a tocar bandas nacionais em seu programa de rádio no início dos anos 80. Foi fundador da banda Verminose ( ao lado de Minho K, Trinkão e Stopa), uma das primeiras bandas pós-punk brasileiras e que depois de alguns anos mudou o nome para Magazine, onde encontrou o sucesso com os hits "Eu Sou Boy", "Tic-Tic Nervoso" e "Comeu". Entre idas e vindas na banda, Kid fazia seus projetos paralelos, como pesquisas musicais, discotecagens e apresentações de programas na TV e no rádio. Entre os projetos de banda, montou o interessante Kid Vinil e os Heróis do Brasil, em meados dos anos 80, ao lado do guitarrista André Christovam. Sua coleção de mais de 20.000 vinis (a maioria de rock ) sempre foi uma referência! Chegou a escrever um livro, "Almanaque do Rock", utilizando seu vasto material e conhecimento sobre o tema. Também teve sua biografia lançada, em 2015. O legado do Kid, muito além de suas músicas, suas bandas e seus inúmeros projetos, foi ter dado a liga entre bandas novas e gravadoras e fazer a divulgação intensa e perene, como um perfeito porta-voz,  do rock brasileiro. Essa sua marca fica - basta vermos as inúmeras histórias e casos dele nas timelines e páginas dos inúmeros amigos que angariou nessas décadas de palco, microfone, teclas e pickups.

20 de maio de 2017

Capa do Mês: Lemmy - A Biografia Definitiva ( Globo Livros)


Feliz que nem pomba em parque cheio: acabei de ganhar do meu filho este "Lemmy - A Biografia Definitiva" ( Globo Livros - 2017). Escrita pelo seu assessor de imprensa e amigo Mick Wall (e jornalista dos bons, colaborador da Mojo, entre outras publicações), traz toda a saga bizarra, surreal e inacreditável do roqueiro mais roqueiro de todos, Lemmy Kilmister! O homem que driblou a morte várias vezes, foi roadie de Jimi Hendrix, alcançou sucesso com o Hawkwind e o Motorhead e foi e voltou do inferno durante toda a vida, sem jamais deixar de ser o Lemmy de sempre, idolatrado não só pelo fãs mas por todos os músicos e profissionais ligados ao rock pesado. O design e a ilustração da capa vem creditado à craigfraserdesign.com.
Já comecei a devorá-lo!

19 de maio de 2017

Chris Cornell (1964- 2017)


Chris Cornell viveu o rock como poucos. Vocalista fundador do Soundgarden, banda de 1984 que fez o movimento grunge chegar aonde chegou; vocalista fundador do efervescente Audioslave, ao lado de membros do Rage Against the Machine; vocalista fundador de outro supergrupo, o Temple of Dog, em 1990, com membros do Pearl Jam e do Soundgarden; entre um grupo e outro, uma carreira solo intensa, entre o pop e o peso, recheada de violão/cordas. Passou pelo Brasil várias vezes, solo e com o Soundgarden, a partir de 2007. Chris é considerado um dos melhores vocalistas de sua geração, com sua voz rascante e a emotividade sempre presente. Parte inesperadamente em um suicídio que ninguém entendeu direito já que ele estava em uma fase totalmente família, curtindo seus três filhos e combinando planos de férias com a esposa. Consta que ele tomou dose a mais de um remédio para ansiedade e após o show sua mulher percebeu algo errado em sua fala via telefone - o medicamento pode ter influenciado seu ato pouco tempo depois.A investigação a respeito prossegue. Para quem fica, resta ouvir o peso visceral de seu vocal profundamente rock e lastimar sua partida abrupta.

https://www.youtube.com/watch?v=3mbBbFH9fAg

https://www.youtube.com/watch?v=sNh-iw7gsuI

https://www.youtube.com/watch?v=u2pNjgGdU7M

https://www.youtube.com/watch?v=Wgll3iLF1jk

https://www.youtube.com/watch?v=7QU1nvuxaMA

https://www.youtube.com/watch?v=WC5FdFlUcl0

https://www.youtube.com/watch?v=VUb450Alpps

18 de maio de 2017

Picanha de Chernobill ao vivo no Anhangabaú


Ontem, passando pelo Vale do Anhangabaú, quase de frente aos Correios, topei com a  banda Picanha de Chernobill com a aparelhagem e os instrumentos montados no espaço livre, prestes a mandar um som ao vivo. Ao lado de duas dezenas de pessoas no máximo, resolvi gravar no celular esse registro ao vivo. A música chama-se "Anhangabablues", um blues eletrificado, encorpado, denso, psicodélico, que nos remete imediatamente a essenciais power trios do final dos anos 60 como  Cream, Jimi Hendrix Experience e Blue Cheer. Eu já tinha conhecido o som do grupo pelo meu filho Gabriel, que me mostrou um vídeo deles na Avenida Paulista, um dos locais frequentes de suas aparições ao vivo. O Picanha já tem três discos independentes lançados ( o último foi pelo Catarse) e sempre que pode evidencia que a rua é seu principal palco. Aliás, a banda toda mora no próprio Anhangabaú - mais "blues" que isso, impossível!

https://www.facebook.com/marcoseduardo.massolini/posts/1446207475440246?notif_t=like&notif_id=1495050756704335

17 de maio de 2017

José Zaragoza ( 1930-2017)


Zaragoza, o Z da agência DPZ, morreu aos 86 anos na madrugada do dia 15, em São Paulo. Espanhol de nascimento, fundou a agência no final dos anos 60, com o sócio brasileiro Roberto Duailibi e seu conterrâneo Francesc Petit (falecido em 2013), com quem já tinha uma sociedade anterior na agência de design Metro3. Permaneceu na agência por 45 anos ( até 2013) sem largar as artes, sua paixão por toda a vida, realizando diversas exposições individuais como pintor e participando de grandes eventos ( como a Bienal de São Paulo nos anos 60). Tinha o Brasil no coração, país que adotou desde 1952, e um dos seus temas preferidos era o esporte - uma de suas últimas mostras teve como tema principal as Olimpíadas. Zaragoza mudou a forma de se fazer publicidade no Brasil, unindo criatividade, arte e comprometimento com o cliente.


Uma de sus obras como pintor
http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2017/05/15/morre-jose-zaragoza-um-dos-fundadores-da-dpz.html

16 de maio de 2017

Antonio Candido (1918-2017)

Antonio Candido em 1982
Morreu na sexta passada, Antonio Candido, quase centenário, um dos maiores críticos literários brasileiros e um dos pensadores chaves para a compreensão da formação cultural e social brasileira. Como lembrou bem meu amigo Bias Arrudão, Candido formava com Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre, Caio Prado Jr., Darcy Ribeiro e Celso Furtado o sexteto de pensadores brilhantes que explicaram o Brasil. Antonio Candido foi primordial quando uniu a literatura e a análise social e divulgou os escritores brasileiros como poucos. Desde muito novo iniciou-se na crítica literária e viu surgir jovens literatos que viriam a se tornar grandes, como João Cabral de Mello Neto, Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa e Clarice Lispector, entre tantos, apontando qualidades em seus primeiros trabalhos que fizeram com que fossem notados pela mídia. Firme, sem rodeios, mas de uma objetividade plena, arrumou poucas rusgas por causa de seus textos - o mais célebre foi com o "vulcânico" Oswald de Andrade, que depois viria a ser seu amigo próximo. Discreto, não gostava de solenidades, eventos ou premiações. Uma exceção em sua agenda foi sua participação no FLIP, em 2011, onde acabou contando diversas passagens de sua carreira. Estava lúcido e conversava muito com seus muitos amigos. Crítico, ensaísta, escritor, sociólogo, professor, pensador da cultura brasileira, socialista até a raiz do cabelo, Antonio Candido parte com uma bagagem impressionante e um conjunto de obra colossal para ser estudado e pesquisado por anos/séculos a fio.


Principais livros de sua bibliografia
>> Introdução ao método crítico de Sílvio Romero, 1945
>> Ficção e confissão: estudo sobre a obra de Graciliano Ramos, 1956
>> Formação da literatura brasileira: momentos decisivos, 1959
>> O observador literário, 1959
>> Tese e antítese: ensaios, 1964
>> Os parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida, 1964
>> Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária, 1965
>> Vários escritos, 1970
>> Formação da literatura brasileira, 1975
>> Teresina etc., 1980
>> Na sala de aula: caderno de análise literária, 1985
>> A educação pela noite e outros ensaios, 1987
>> O estudo analítico do poema, 1987
>> Recortes, 1993
>> O discurso e a cidade, 1993
>> Teresina e seus amigos, 1996
>> Iniciação à literatura brasileira (Resumo para principiantes), 1997
>> O Romantismo no Brasil, 2002

15 de maio de 2017

Bob Dylan, 20 anos ( via Mídia Pura)


Bob Dylan foi fotografado aos 20 anos, em 1961, em um ensaio em seu qg no centro de Nova York, quando ainda era um promissor estreante na cena folk da cidade. O autor, o fotógrafo colaborador da revista Life, Ted Russell, havia recebido convite da gravadora Columbia, que vislumbrava um futuro brilhante ao seu jovem contratado, para fotografá-lo em seu dia-a-dia no apartamento da West 4th Street, ao lado da namorada Suzie Rotolo. Russell topou porque achou que a Life se interessaria e fez uma série PB profundamente bela. A magazine não deu bola para o desconhecido cantor/compositor e essa sequência de fotos acabou se tornando com o tempo uma das joias mais raras da memorabilia musical do século XX. O sempre atento site Mídia Pura publicou essa foto acima e outras da série. Confiram lá:

http://midiapura.com.br/artes/fotografia/serie-de-fotos-mostra-o-jovem-bob-dylan-com-20-anos

14 de maio de 2017

Feliz Dia das Mães ( com Dalcio Machado)


Minha mãe deixou o nosso planetinha há 15 anos. A saudade, claro, perdura - não tem como ir embora - mas com o tempo passei a mesclar junto a essa saudade lembranças felizes, intensas, de gratidão. Dona Lourdes Pareja Massolini era uma mulher que esbanjava generosidade, daquelas que pensavam primeiro nos próximos e depois nela. Nesse Dia das Mães meu sentimento é de saudade mas também de felicidade, pelo privilégio de ter sido filho de uma mulher tão excepcional. Ontem, vi essa bela homenagem do sempre perspicaz e sensível Dalcio Machado no Facebook e além de compartilhar lá, deixo aqui no blog esse cartum que traz exatamente o citado espírito de gratidão e conforto. Valeu, Dalcio! E um beijo estalado pra você, mãe querida!

12 de maio de 2017

Nelson Xavier (1941-2017)

Navalha na Carne: Tonia Carrero, Emiliano Queiroz e Nelson Xavier

Um mês de grandes despedidas nas artes. Nelson Xavier era daqueles atores que comoviam, inclusive em suas cenas de silêncio profundo. As pausas do Nelson Xavier ( vejam em suas composições de Lampião e Chico Xavier, por exemplo) são momentos para serem perpetuados. Viveu sua vida para a dramaturgia, fazendo aproximadamente 50 filmes, além de dezenas de novelas, minisséries e peças em uma carreira com quase 60 anos.O começo dela foi no teatro, quando se juntou á Boal e o grupo Arena. Depois de se formar na USP (Escola Dramática), mostrou textos seus para o diretor mas acabou mesmo fazendo parte do elenco no palco, de onde nunca mais saiu. Enquanto estudava, trabalhou como revisor e depois crítico na revista Visão. Fez história em vários momentos, mas principalmente como Mario no filme "A Queda" de Ruy Guerra ( 1976 - por ele ganhou o Urso de Prata em Berlim) Lampião em "Lampião e Maria Bonita" ( 1982 na Rede Globo) e Chico Xavier, cinebiografia do médium mineiro de 2010 que segundo o ator, socialista e ateu até então, "mudou suas concepções e o fez acreditar e buscar a evolução espiritual" depois de encenar o mestre espírita. Outros bons momentos: como diretor teatral no Recife ainda nos anos 60, nas parcerias com Fauzi Arap/Plinio Marcos ( como ator em Dois Perdidos numa Noite Suja e Navalha na Carne), no filme Os Fuzis, de Ruy Guerra (1964) e  estrelando o filme de Antonio Carlos de Fontoura, "Mulher Diaba" ( 1975). Ganhou um último prêmio em 2016, como melhor ator no Festival do Rio - já tinha ganho um Kikito em 2014 por sua atuação em "A Despedida". Lutava contra um câncer há 14 anos, e mesmo que a doença o deixasse com o andar mais lento e o corpo mais frágil, se mantinha altivo, discreto, sempre trabalhando. Nelson Xavier era assim.

Com o amigo Milton Gonçalves em "Rainha Diaba"

A Rainha Diaba ( íntegra): https://www.youtube.com/watch?v=0N4xZcNiKzo 

Lampião e Maria Bonita ( trecho): https://www.youtube.com/watch?v=DUu3fI4t-xQ 

11 de maio de 2017

Foto do Mês: Cartaz"filosófico-artístico" em Santo André ( by Gabriel Canos)


O Gabriel meu filho, no caminho da escola, "pescou" com a câmera este flagrante de arte urbana, em uma passarela na Avenida dos Estados, Santo André. Com tanta coisa acontecendo no mundo, taí uma frase que nos atinge fundo. Até onde vai a nossa desumanidade? valeu pelo olhar atento, Biel! Virou "Foto do Mês"...

10 de maio de 2017

200 livros de arte grátis: cortesia do museu Guggenheim!


O museu Guggenheim, de Nova York, converteu mais de 200 livros de arte do seu acervo em PDFs e ePUBs e disponibilizou-os para download gratuito! Essa oportunidade única abre para o público do mundo todo páginas exuberantes com obras de Picasso, Roy Lichtenstein, Klimt e muito mais. Maravilha!

Para baixar clique aqui

9 de maio de 2017

J.J. (João José Werbitzki)


O J.J. era um grande analista midiático e o seu blog do JJ ( link abaixo) me mantinha super atualizado sobre o que rolava em comunicação, marketing, economia e consumo no Brasil e no mundo. Gostava de usar o control c control v para trazer as matérias e artigos mais aprofundados, mas sempre com uma opinião/análise sua e sempre para gerar discussão e debates sérios e civilizados como toda democracia deveria ser. Também usava muito humor em seus posts, capturando cartuns, placas e gifs no cotidiano da comunicação. Era de Curitiba e tirando uma ou outra notinha ( como essa abaixo), a grande mídia do Sul simplesmente ignorou seu falecimento no final de abril. Talvez porque ele não ficava bajulando ninguém e talvez porque nos últimos tempos ele falou muito sobre a grande imprensa paranaense. O blog do JJ continua sendo atualizado, mas não se sabe por quem. Uma atitude bascaninha - JJ ia aprovar, ele que não parava de escrever e postar - mas senti falta de uma homenagem ao próprio JJ, já que muitos leitores nem sabem que ele faleceu e não está mais atuando em seu próprio blog.

http://www.fabiocampana.com.br/2017/04/morreu-jj-werbitzki/

http://blogdojj.com.br/

8 de maio de 2017

Almir Guineto (1946-2017)


Almir Guineto se foi e deixou um legado gigantesco para o samba e sua história. Inovou na escolha do instrumento ( banjo - embora fosse multi instrumentista), no jeito de tocá-lo, na forma de compor, na mistura de suas raízes salgueirenses; no jeito de cantar. Por essas e outras, acabou virando um grande ídolo para os próprios sambistas. Seu samba vai permanecer nas rodas sempre, tal sua compatibilidade com o povo e os profundos admiradores do samba verdadeiro. Muita gente decantou e incensou Almir Guineto depois de seu passamento, incluindo a mesma crítica que o ignorava até dias atrás. Mas há exceções por aí: a análise de Bernardo Oliveira hoje para a Folhona ( quem diria que sairia um texto tão bom desses num jornal que há muito não me diz nada) está no ponto, no alvo. Almir Guineto ecoa nos quintais, terreiros, rodas e mesas de partido, batuque e raiz- seu samba melódico e resplandescente triunfa

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/05/1881951-almir-guineto-foi-sambista-completo-e-inovador.shtml

https://www.youtube.com/watch?v=f-0w7slK_Gs

https://www.youtube.com/watch?v=i9d-Yc1o5TU

https://www.youtube.com/watch?v=Bxm86_U1Rj4

https://www.youtube.com/watch?v=6FVyebYvYX8

https://www.youtube.com/watch?v=k1K5iOPxf64


3 de maio de 2017

Alain Voss no Colecionadores de HQs


Voltando com tudo na minha coluna "Alma de Almanaque" no site "Colecionadores de HQs", enviei para o Renato Frigo essa homenagem a um dos grandes quadrinhistas que passaram por nossa terra, Alain Voss, falecido em 2011. O artista se foi há mais de cinco anos mas quase nenhuma ação voltada para sua obra foi realizada e tem muita gente que nem sequer sabe que ele já faleceu. O post é uma adaptação de um texto feito para este blog na época de seu falecimento, mas vale muito publicá-lo, tanto pelos motivos colocados aqui como pela excelente edição de mister Frigo, que dá sempre um up nas matérias! Viva Voss!

http://colecionadoresdehqs.com.br/o-grande-alain-voss-1946-2011/