26 de julho de 2018

Vinil e comics no Encontro Anual de Carros Antigos de São Caetano

Neste fim de semana vou estar no Encontro de Carros Antigos no Parque Chico Mendes em São Caetano do Sul como expositor no mercado de pulgas. Vou levar muitos comics, gibis raros, livros, revistas, pôsteres, miniaturas, memorabilia e itens de colecionismo. Ao meu lado, o lendário Ricardo Martins Rick - "Rick and Roll", com seu vasto acervo de LPs e surpresas incríveis no local! Imperdível! Vai rolar até uma rifa de uma vitrola! Não percam! Mais detalhes no folder abaixo...

24 de julho de 2018

O Acervo Sorve: Revista Ler & Cia ( julho e agosto de 2018)

Uma grata surpresa esta revista que ganhei da minha querida sogra. Curitibana, "Ler & Cia"é produzida pela rede "Livrarias Curitiba" e "Livrarias Catarinense" e já está em sua 81ª edição. Além da capa vistosa com Os Incríveis, sua pauta principal, a revista traz boas matérias, como na série "Clássicos da Literatura" em que se analisa as obras do escritor e filósofo polonês Zygmunt Bauman, "Modernidade Líquida" e "Amor Líquido", lançadas em 1999 e 2003 respectivamente, que relatam questões contemporâneas do cotidiano; a edição também vem com três entrevistas bem interessantes: com o escritor curitibano Cristóvão Tezza; o historiador Leandro Karnal e o escritor Fabricio Carpinejar; de quebra, dicas de obras culturais ligadas à Guerra Fria. O veículo promoveu ainda o VIII Concurso de Contos e a edição publica um dos seis contos vencedores, "A Ceia", da recifense Sabrinna Alento Mourão. Eu sempre curti muito revistas "de livrarias" e é muito bom saber que algumas ainda resistem. Depois da "morte" da Revista da Saraiva, que religiosamente eu adquiria todo mês, e da falta de tempo para visitar a Livraria Cultura, que ainda mantém a pleno vapor sua ótima magazine, faz tempo que não caía em minhas mãos uma revista tão bacana e tão "substanciosa" desse nicho.

20 de julho de 2018

Capa do Mês: O Tico-Tico nº 1916 - Julho de 1945

Encontrei essa capa sensacional em uma busca aleatória que eu estava fazendo na rede. Uma cena musical cheia de movimentos e cores, com uma percussão bem brasileira. Só não consegui desvendar a assinatura. Quem decifrar o autor desse belo quadro, por favor, avise nos comentários.

19 de julho de 2018

Raízes 57

Mais um final de julho surge no horizonte e a Revista Raízes bate ponto como acontece há quase trinta anos. A revista histórica semestral de São Caetano homenageia desta vez os 50 anos da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), antigo IMES, e justamente por isso, será lançada desta vez no campus da homenageada. Meu amigo Renato Donizete comparecerá na revista com seu artigo sobre futebol ( o que vem fazendo faz tempo) e eu estarei presente com um artigo sobre o extinto e saudoso Mercado Municipal de São Caetano. É Oo que eu sei - o resto das pautas fica como surpresa para mim. Mais detalhes do lançamento, no folder acima.

18 de julho de 2018

O letreiro do Amigo da Onça

A história é essa: eu passava sempre por ali uns anos atrás e sempre que via aquele letreiro lindo, "babava". Numa noite de inverno parei com minha esposa no tal bar e chegamos a pedir uns petiscos e umas cervejas. Numa outra vez vi um álbum em ótimo estado do Amigo da Onça em um sebo de Santo André e como não podia pagar por ele no momento, achei o telefone do bar na internet, avisei o proprietário que este álbum estava à venda e ele se prontificou a ir atrás. Realmente foi atrás e comprou, pois na segunda vez que fui lá, o álbum fazia parte da decoração. Uma certa tarde vi que o bar estava fechado para reformas. O tempo andou mais um pouco e num outro momento percebo uma placa de "vende-se". E o letreiro ali, impávido. Criei coragem noutra passagem por lá, desci do ônibus e deixei um bilhetinho por baixo da porta, avisando que eu me interessava pelo letreiro e qualquer coisa era só me ligar. Passaram-se meses e eu já achava que os pedreiros tinham misturado o meu papelzinho no cimento! Até que ontem recebo uma mensagem do arquiteto perguntando se eu podia retirar o letreiro lá hoje. Fui com um amigo de Kombi e aí está finalmente, esta maravilha de letreiro comigo. Não sei ainda onde colocá-lo mas já faz parte do acervo do futuro centro cultural que um dia inaugurarei!

17 de julho de 2018

A misteriosa "Revista Infantil"

Por muitos anos, quando se falava em cronologia das histórias em quadrinhos no Brasil, citava-se acertadamente que a primeira revista periódica com foco nesta linguagem no país foi a pioneira O Tico-Tico, mas também se dava um salto temporal diretamente para a Gazetinha ( A Gazeta Infantil) e para o Suplemento Infantil ( depois Juvenil), respectivamente de 1929 e 1934, o que acabava engolindo outras publicações, sem a projeção dessas citadas, mas que merecem um estudo mais aprofundado. Consegui alguns exemplares recentemente da Revista Infantil, publicada desde o início dos anos 20 ( estima-se que em 1921) ( ATUALIZAÇÃO: a leitora do blog Maria Aparecida jogou luz nessa informação, cravando que a revista começou mesmo em 1921, ainda só com textos - comentário lá embaixo) e vale a pena reproduzir aqui as capas das edições (publicadas em 1930. 1931 e 1933), mesmo que a qualidade das fotos não esteja a contento. A Revista Infantil, assim como O Tico-Tico, publicava contos, atividades e charadas, e entre os vários personagens que passaram por suas páginas ( dos que eu vi, muitos obscuros e alguns decalcados de outras fontes) destacam-se O Gato Félix ( publicado como Miau Miau e depois Gato Preto), e Pafúncio e Marocas ( Pafúncio nomeado aqui como Dr. Rompestraga - informação do amigo André Lopez). Foi aparentemente a primeira aparição do Gato Félix no Brasil pois no O Tico-Tico ele surgiu depois. Com mais tempo, esmiuçarei os detalhes de cada exemplar... por enquanto, compartilho 9 capas:

10 de julho de 2018

Steve Ditko (1927-2018) em breve, terá biografia inédita pela Editora Noir

Steve Ditko, considerado por muitos fãs dos quadrinhos um gênio, faleceu aos 90 anos no dia 27/06 último. Entre suas façanhas na nona arte, as mais importantes foram as cocriações ao lado de Stan Lee de dois ícones do Universo Marvel: Homem-Aranha e Dr.Estranho (ambos lançados em 1962).Por pouco mais de três anos ele assumiu os desenhos do herói aracnídeo, humanizando ao máximo e dando vida a todo o seu universo e consequentemente povoando-o com coadjuvantes e vilões inesquecíveis como Dr.Octopus, Abutre, Duende Verde e Lagarto. Como em tudo na sua vida, há um grande mistério até hoje sobre qual o seu real quinhão nessas criações, pois Ditko, além de reservado ao extremo, deu raros depoimentos sobre sua carreira/vida ( a última entrevista data de 1968) o que só aprofunda as dúvidas a seu respeito. Em suas poucas declarações, sempre reclamou que seu trabalho na Marvel nunca teve o valor merecido. Com o anúncio da morte do artista, a Editora Noir resolveu anunciar o lançamento de sua biografia inédita, "O Incrível Steve Ditko" que até então seguia em segredo, e já no segundo semestre lançará a obra, escrita por Roberto Guedes ( anúncio acima). Já estou contando os dias...

6 de julho de 2018

Musicália Urbana

O canal no Youtube "Musicália Urbana" ( que na apresentação aparece como "webserie") me chamou a atenção logo de cara quando conheci a algum tempo: geralmente em cenários despojados e simples, artistas de várias vertentes musicais, muitos da periferia ou fora dos grandes centros ( uma constatação, não regra do canal), uns começando, outros se reinventando, quase todos insistindo nessa mágica chamada música, mostram "ao vivo" seus trabalhos para uma câmera de prontidão. Dos vídeos, grande parte mostra um (a) vocalista acompanhado de um ou mais instrumentistas, e comentários sobre a trajetória acompanham a apresentação. É estimulante, revigorante e emocionante ver que o nosso Brasilzão continua sendo um celeiro farto de bons e corajosos artistas da música, que independente da modinha da vez, do gênero escolhido como a bola da vez, das diretrizes das gravadoras e da mídia, dos jabás radiofônicos, etc etc, estão por aí mostrando a cara e a arte, com independência e identidade. O canal, com mais de 140 vídeos já tem mais de dois anos e espero que continue com essa sua proposta essencial de mostrar a música "escondida" brasileira por muito tempo ainda! Aqui, todos os vídeos: https://www.youtube.com/channel/UC9QB6-A71_rqQeb-HoAsyiA/videos

3 de julho de 2018

No 2º encontro da Turma do Baldão, o rock dá as caras em São Caetano

São Caetano do Sul já foi chamada de Gothan City nos anos 80 e não era pra menos: o seu underground viu nascer a primeira banda de psychobilly do Brasil (Kães Vadius) , recebeu bandas de várias partes e era reduto de grandes skatistas, grafiteiros e fanzineiros, além de ver nascer a loja de LPs especializada em rock, a Rick and Roll, que existe até hoje,e que agitou a cena com festivais de topete e apresentações de bandas ( João Penca e Seus Miquinhos Amestrados foi uma delas). De uns tempos pra cá, essa chama parece ter voltado a acender os céus de Sanca e vários movimentos aparentemente banais estão devolvendo a aura underground à cidade. Lanchonetes retrôs, encontros de colecionadores e carros antigos, bandas se formando nas escolas de músicas e nas garagens. E os veteranos, que nunca abandonaram a cena, vão retomando os espaços aos poucos. No dia 30/06, fui convidado para o 2º Encontro da Turma do Baldão ( valeu, Tânia!) e aproveitei a ocasião para levar os fanzines do guitarrista Betinho Moraes que editei e lancei no começo do ano. Mas antes de contar como foi lá, só um parênteses com relação ao "Baldão": o bar foi um dos locais chaves da cidade, celeiro de bandas, assim como foram o Clube Sberoc ( esse nos anos 70) e o Chaplin Bar. Nada mais a ver, portanto, do que levar a história do Betinho para quem o conheceu na época, muito provavelmente no próprio Baldão. O encontro foi no tradicional bar do Márcio e quando cheguei no fim da tarde o churras e os birinaites já estavam rolando há pelo menos três horas. Logo de cara, topei com o Zé Luis, amigo de infância que eu não via há anos! Entre os presentes, muitos que eu não via desde os anos 90, além é claro, da anfitriã Tânia - com a inseparável amiga Regina - e também o onipresente Yeis, a Chris Escudeiro, a Nancy e o incrível Niva dos Santos, "enciclopédico" quando o assunto é música. Depois de relembrar muitas histórias e distribuir o fanzine, ainda tive o privilégio de ver os integrantes da banda Bagagem ( João Louco, bateria; Pulgão, baixo; Sergio Oliveira, guitarra; o lendário Sabá nos vocais; fotos acima) detonar no rock and roll. Pena que tive que trabalhar e saí antes de ver o Pan estraçalhar com sua guitarra numa grande session com a mesma banda (acabei vendo depois em vídeo no FB). Outras virão com certeza. O rock está mais vivo do que nunca em Sanca City. Viva!

29 de junho de 2018

Adeus e até breve, gibis Disney !

A notícia oficializada no início do mês pegou até os mais bem informados do meio de calças curtas: as revistinhas mensais de quadrinhos Disney editadas pela outrora poderosa Editora Abril chegavam ao fim no Brasil depois de várias décadas ( O Pato Donald foi lançado em 1950! Mickey em 1952!). Na verdade toda a linha Disney foi descontinuada, incluindo aí as especiais, as séries de capa dura e as temáticas, mais esporádicas. Depois da choradeira geral dos colecionadores, vieram as perguntas: o que ocasionou essa interrupção definitiva? Porque esse fim de contrato por parte da Abril logo após um período de lançamentos de coleções majestosas, como "Mickey Anos de Ouro" e "Coleção Carl Barks"? e a pergunta mais frequente: quem vai assumir no Brasil a publicação das revistas Disney? Quanto às respostas das duas primeiras, muita coisa rolou por baixo dessa ponte chamada Abril até que esse desfecho terrível se concretizasse: estratégias comerciais erradas da editora em outras áreas e que prejudicaram a empresa como um todo, problemas de logísticas e distribuição ( lembrando que a DINAP pertence à Abril), avalanche de lançamentos que no fim não rendeu o resultado de vendas esperado ( não quer dizer que não vendiam... apenas não chegaram ao pico superestimado proposto), entre tantos outros percalços administrativos. O fato é que depois da morte do apaixonado fundador Victor Civita ( em 1990) e a do seu filho Roberto Civita ( em 2013) a coisa só desgringolou nas mãos dos netos herdeiros. Trabalhei na Abril entre 1989 e 2002 e já no início desse século, logo após a mudança de grande parte da empresa para o imponente prédio NEA na Marginal Pinheiros, algo já não cheirava bem no ar dos seus corredores. A Veja, que a partir dos anos 70 se tornou referência no jornalismo nacional sob a gestão Mino Carta e se destacou em fases políticas importantes, culminando na série de reportagens investigativas que ajudaram a derrubar o presidente Collor, nos últimos tempos se tornou um arremedo de si mesmo. Várias revistas foram descontinuadas na última década e com o passar dos anos a editora foi esvaziando os andares do prédio onde até então reinava. Se segura agora, desesperadamente, na desprestigiada Veja e em algumas poucas boas ideias que perduraram ( como a Mundo Estranho). Muitos dizem que os gibis vendiam bem, mas não conseguiriam segurar essa peteca depenada por muito mais tempo. Agora é ver quem vai assumir os gibis Disney no Brasil.É só uma questão de tempo. Esse nicho ainda tem muito o que render no país, mesmo com crise, com menos leitores que há vinte, trinta anos atrás, pois ainda há muitos apaixonados e aficionados por esse vasto universo. Eu pessoalmente aposto na Panini como nova editora da linha. Mas pode surgir um azarão nessa disputa... quem dá mais? ---------------------------------------------------------- Matérias sobre o assunto: https://www.planetagibi.com.br/2018/06/fim-de-uma-era-pato-donald-de-julho.html -------http://www.universohq.com/noticias/abril-confirma-em-comunicado-a-assinantes-fim-dos-quadrinhos-disney-na-editora/ --------------- https://oglobo.globo.com/cultura/livros/quadrinhos-da-disney-nao-serao-mais-publicados-no-brasil-partir-de-junho-22762264 -------------------

27 de junho de 2018

O Clube da Madrugada: patrimônio cultural amazônico

Um movimento literário com ecos do Modernismo, o Clube da Madrugada, do Amazonas, já passa dos 60 anos, e embora não atue mais como um clube, continua vivo na memória dos mais velhos e na bagagem de quem ainda faz literatura e cultura por lá. Eu conheci a sua história através da minha filha, que escolheu o clube como tema em um trabalho escolar sobre folclore e cultura amazônica. Me encantei! Grandes literatos que passaram pelo Madrugada, um clube cuja sede sempre foi embaixo de uma imponente árvore no centro de Manaus, conseguiram manter a chama da literatura na região por muitos e muitos anos. E isso no Brasil não é nada fácil, pois quem faz cultura e promove a leitura e a discussão artística no país tem que nadar contra a corrente, sempre. Separei uns links bacanas abaixo, para se entender os meandros desse que é um dos mais importantes movimentos culturais nacionais. ------------------------------------------------------------------------------------ https://www.acritica.com/channels/entretenimento/news/movimento-cultural-clube-da-madrugada-comemora-60-anos-de-fundacao-no-am ---------- https://www.youtube.com/watch?v=5ppQqNO6dL4 ------------- http://bv.cultura.am.gov.br/templates/areatematica/seriememoria/pdfs/04241b14f8e942f978a985cffa9071ce.pdf

22 de junho de 2018

( O Acervo Sorve): Cebolinha da Trol

Semana de sorte: estava eu em direção à estação de trem - Utinga - Santo André -, quando, ao observar uma caixa cheia de brinquedos em meio a roupas em um bazar de calçada, percebi uma perninha com sapato marrom que me chamou a atenção. Fui conferir e lá estava: um legítimo Cebolinha da Trol do final dos anos 60, com sua famosa roupa amarela e vermelha!

20 de junho de 2018

FLIQ 2018 anuncia seus cartazes oficiais

O entusiástico Renato Frigo, criador e produtor do Festival de Quadrinhos de Limeira, acaba de anunciar os dois cartazes oficiais do evento. E que cartazes! Nesta edição, o FLIQ homenageia o clássico e amado Tex , que completa 70 anos em 2018, e o mítico personagem aparece com destaque tanto na arte do italiano Claudio Villa como na cena ilustrada pelo brasileiro Pedro Mauro, convidado de honra do festival, que fez questão de incluir a plaquinha de Limeira direcionando a dupla Tex Willer e Kit Carson. O FLIQ 2018 vem angariando grandes expectativas e essas boas vindas maravilhosamente ilustradas carimbam com muita propriedade o que vem por aí! Todos os detalhes do festival, no post do Frigo lá no CdHQs: http://colecionadoresdehqs.com.br/definidos-os-cartazes-oficiais-do-festival-de-quadrinhos-de-limeira-2018/

18 de junho de 2018

Audálio Dantas (1929-2018)

Fica aqui registrado o falecimento de mais um dos grandes jornalistas que esse país concebeu, Audálio Dantas, mestre na arte de escrever em jornais e revistas com precisão e apuro. Se foi no dia 30/05, alguns dias depois de outro genial escriba de sua geração, Alberto Dines. Audálio foi um profissional referenciado por sua luta constante pelos direitos humanos. Em 1975, como presidente do sindicato dos jornalistas, foi uma das vozes preponderantes na denúncia à farsesca morte do jornalista Vladimir Herzog nos porões da ditadura. Outra façanha sua foi ter conhecido a catadora de papéis e favelada Carolina Maria de Jesus, e ter se oferecido para datilografar os manuscritos do seu primeiro livro, "Quarto de Despejo", que se tornaria um fenômeno de vendas. Alagoano de nascimento, Dantas trabalhou em muitas publicações, com destaque para O Cruzeiro, Manchete, Quatro Rodas, Realidade e Folha da Manhã. Também escreveu diversos livros, inclusive um sobre Herzog, em que conta como o jornalista foi vítima dos nazistas na Iugoslávia nos anos 40, além da ditadura. Por ser muito atuante e "elétrico", encontrei Audálio em dezenas de eventos, lançamentos e palestras dos anos 90 pra cá. As últimas duas foram no lançamento do livro de poesias do amigo em comum Machadinho, em 2015, quando troquei um ótimo papo com ele na fila do autógrafo e em setembro do ano passado, no velório do Álvaro de Moya. Audálio, atrasado, perdeu o velório e eu o acompanhei por dois quarteirões, até meu ponto. Agora, o velho jornalista parte, num momento em que o jornalismo nem parece mais jornalismo. E se por acaso encontrar o colega Dines, não se espantem ocupantes de lá, se não aparecer uma revistinha ou um jornal publicado, com a graça, a apuração e a presteza de sempre.

15 de junho de 2018

"O Judoka, por FHAF" no Catarse!

Já está valendo lá no Catarse um projeto que vale muito a pena participar. Trata-se de uma iniciativa rara, pois resgata o trabalho singular de um dos grandes quadrinistas brasileiros, FHAF (Floriano Hermeto de Almeida Filho), que com apenas cinco histórias produzidas para o personagem Judoka, da EBAL, mostrou imediatamente que tinha uma arte arrojada e moderna aliada a um roteiro consistente. O impacto da arte de FHAF pode ser percebida logo em seguida à sua primeira história em 1970: especialistas como Alvaro de Moya e Moacy Cirne cravaram no ato que ali estava um desenhista estreante impetuoso, capaz de se equiparar a grandes mestres por seus enquadramentos e ângulos inusitados. Quem está por trás desse projeto - que entre outras recompensas tem como protagonista um livro com mais de 170 páginas com todas as cinco histórias na íntegra + entrevista + 15 páginas de quadrinhos inéditos - é o jornalista Francisco Ucha, especialista em quadrinhos e administrador do ótimo blog "Um Sítio no Planeta Mongo". Foi Ucha o curador de uma das mais importantes exposições de quadrinhos realizadas no país, Quadrinhos'51, realizada em 2012 em homenagem a alguns dos maiores quadrinistas brasileiros, além de relembrar na ocasião os 61 anos da primeira exposição de quadrinhos do mundo, a "Exposição Internacional de Quadrinhos", produzida em 1951 por Álvaro de Moya, Jayme Cortez, Reinaldo de Oliveira, Miguel Penteado e Syllas Roberg. O livro "O Judoka, por FHAF" é uma ótima oportunidade para se iniciar no país uma bibliografia memorialista voltada para a obra de artistas importantes do Quadrinho nacional. Está na hora de sair do limbo obras de arte como estas, assinadas pelo incrível FHAF. Todos os detalhes para participar desse lançamento histórico pode ser conferido na página do projeto no Catarse, aqui: https://www.catarse.me/judokaporfhaf

Patati ( 1960-2018)

Lá se vai mais um grande batalhador das histórias em quadrinhos no Brasil! Muito triste! Patati já vinha lutando contra o diabetes há anos e sofreu ontem um ataque cardíaco fulminante. Conheci Carlos Eugênio Batista ( seu nome de batismo) nos eventos de HQs, o último na premiação da AQC em que foi escolhido "Mestre dos Quadrinhos" ( link sobre o evento lá embaixo). Merecidíssimo, aliás: começou com roteiros de terror para a Vecchi sob edição do Ota Assumpção. Seguiu colaborando com várias revistas do underground - Porrada e Nervos de Aço foram algumas delas - Metal Pesado, a especial Brazilian Heavy Metal, entre tantas outras. Foi curador de festivais, consultor, criador de personagens ( Nonô Jacaré, o mais conhecido), escritor, pesquisador, tradutor, colunista. Como diziam seus colegas, uma verdadeira enciclopédia, principalmente quando o assunto era terror. Escreveu Almanaque dos Quadrinhos ao lado do Flavio Braga e vários álbuns em parceria. Um abnegado dos quadrinhos! Vai fazer muita falta! ##### http://colecionadoresdehqs.com.br/dia-do-quadrinho-nacional-encontros-e-surpresas/

13 de junho de 2018

Baú do Malu 75 : Hora Zero ( ano 1 nº 3 - 1958 - Ed. Maya)

Entre os anos 50 e 60, muitas editoras pequenas e médias se arriscaram na publicação de HQs e esse movimento gerou muitas revistas obscuras e de poucos números nas bancas. A revista Hora Zero, derivada da argentina "Hora Cero", vinha com excelente material de artistas/roteiristas que produziam no país vizinho, entre eles Oesterheld, Hugo Pratt, Francisco Solano López (a última aqui, do marciano, é dele, embora não assinada). Nesta edição, lê-se "4 Aventuras Completas", mas só foram publicadas três! A Editora Maya é dos mesmos donos da Garimar, e editava pelo menos meia dúzia de revistas em quadrinhos ( vejam a contracapa publicada aqui), entre elas a famosa O Falcão Negro. Hora Zero aparece como "especial de Serviço Secreto", outra publicação mensal da editora. O logo da Garimar não aparece neste número, mas tenho outro número ( o 5) cuja capa estampa um"impresso por Garimar S/A". Pequenos detalhes misteriosos dessas editoras também misteriosas!

8 de junho de 2018

"Arthur Moreira Lima - Um Piano Para Todos", no Festival In-Edit Brasil

(divulgação) Fiquei muito entusiasmado e contente com o convite que acabei de receber do meu amigo de longa data Marcelo Mazuras. Depois de bons anos em produção, finalmente seu filme "Arthur Moreira Lima - Um Piano Para Todos" surge para o público, tendo sua primeira exibição incluída na programação do já tradicional Festival In-Edit Brasil. A premier será no domingo, 10/06, às 17hs, no CineSesc da Rua Augusta e terá a apresentação do próprio Mazuras. A expectativa é grande: cheguei a ver o filme ainda em processo de edição e ali já pude perceber o cuidado da direção com os mínimos detalhes, desde cenas cotidianas ao redor do palco como todo o processo criador antes, durante e depois do pianista, que há mais de uma década vem tocando o projeto de levar seu piano para o interior do Brasil mais profundo. Nas imagens que vi, nada era descartável, inclusive o silêncio. Domingão vou ver finalmente esse conteúdo finalizado! A programação do In-Edit 2018, aqui: http://www.in-edit-brasil.com/Arthur-Moreira-Lima--Um-Piano-Para-Todos-film.html?pelId=692&edId=54

5 de junho de 2018

A arte "iluminada" de Vincent Bal

A dica é da página da Feel Desain no FB: a surpreendente arte de Vincent Bal, cineasta e artista belga, que desde 2016 vem criando a série de doodles intitulada Shadowology, onde objetos comuns do cotidiano interagem com a luz e trazem à tona sombras transformadoras. Vejam o resultado nas imagens selecionadas e no site de Bal: https://www.instagram.com/vincent_bal/

3 de junho de 2018

Baú do Seu João 22: Almanaques de Farmácia

Dentre os curiosos itens do acervo coletado durante toda a vida por meu pai, os almanaques de farmácia chamam a atenção. Estes destacados no post foram distribuídos em períodos diferentes nas drogarias da região do ABC. Na verdade, as farmácias encomendavam um lote desses almanaques para o fabricante e as edições solicitadas vinham personalizadas, geralmente com tarja informando nome e endereço do estabelecimento que as adquiriu. De início, os motivos de capa eram mais artísticos, com ilustrações ou símbolos religiosos. Com o passar dos anos, a fotografia entrou no lugar da arte e modelos e atrizes começaram a aparecer em destaque. Nestes almanaques selecionados podemos ver a presença da modelo Rose di Primo, famosa por comerciais e por posar para revistas masculinas e a atriz Pepita Rodrigues.