19 de janeiro de 2011

Tim Maia colecionável!

Depois da espetacular coleção do Chico Buarque, em CDs-livretos semanais de capa dura vendidos em bancas, eis que José Ruy Gandra (e sua Gandra Editorial), mais uma vez em parceria com a Editora Abril , solta nos jornaleiros mais uma série, e esta é inacreditável, com um dos mais polêmicos e brilhantes artistas nacionais: Tim Maia! Há poucas semanas eu comentava com amigos que pela minha intuição a continuação natural em banca seria com a obra de Caetano Veloso. Caí do cavalo. A nova coleção, segundo Zé Ruy no Facebook, começa no dia 28 deste mês ( para as praças de SP e região Sul) e pelo que dá pra sacar da foto de divulgação acima, vai ser nos mesmos moldes da série do Chico Buarque. Quem conhece pouco a música de Sebastião Maia ou só aquelas baladas finais de sua carreira, taí um prato bem recheado para saborear seu fantástico cardápio soul; para os que já o conhecem bem ( meu caso) vale muito também, pois a maioria de seus grandes discos dos anos 70 e inicio dos 80 estão fora de catálogo - as gravadoras lançam coletâneas caça-níqueis do homem e se esquecem da discografia original - e qualquer ser musical de bom gosto deve ter em sua discoteca os quatro primeiros discos de carreira de Tim, que estão entre os melhores da década e por que não, de toda a história da MPB. No caso, em edição de luxo, com ficha técnica, acabamento de prima, informações biográficas, etc, etc. Aguardemos, mas parece que finalmente o irredutível Tim Maia vai ser tratado como estrela de primeira grandeza.

17 de janeiro de 2011

Dois blogs que, mesmo em posição totalmente suspeita, eu recomendo de olhos fechados

Ando transbordando de orgulho ultimamente. Meus filhotes resolveram cair na blogosfera e eu fiquei completamente embasbacado, extasiado, besta. Gabriel (11 anos) e Letícia (9 anos) vieram com esta há duas semanas e eu só fiquei de esguelha, urubuservando, pra ver onde iria dar essa guinada inusitada da duplinha. E não é que o negócio engrenou? cada qual com seu jeito - o Gabriel mais contemplativo, pesquisador, minucioso, sem pressa, a Letícia mais audaciosa, visual, artista e telegráfica - no final os dois projetos ficaram com personalidade própria. O http://blogdocanos.zip.net/ do Gabriel mistura rock, games, gibis e animais e surpreende pelo seu gosto musical e pesquisa apurada, enquanto o http://blogdaleleca.zip.net/ da Letícia, com seus emoticons, gifs, bandas teens e cores sortidas, anima e emana arte. Confiram e me contem depois. Essa dupla promete...

Mariana Aydar por 5 pratas no Carrefa? não tem preço!

Hoje eu passei no Carrefour e antes de pegar a fila do presunto, resolvi dar uma olhadela nas prateleiras de discos. Um ritual que antigamente eu fazia com os olhos brilhando e a baba caindo pelo canto da boca, hoje me pega ressabiado, embora a curiosidade esteja intacta. A fé idem. Eu sempre torço pra encontrar entre axés, pagodes e gospels, alguma pérola escondida e incompreendida a preço módico, e hoje eu fui recompensado. Achei ali, escondidinho, por um preço irrisório (R$4,99) o elogiado segundo disco de Mariana Aydar ("Peixes, Pássaros Pessoas" de 2009). Essa bolachinha é inspiradíssima e pega Mariana em um momento iluminado, interpretando sambas encorpados do namorado Duani e espalhando suavidade em toda a obra. Escutei hoje e pude sentir ecos de Clara Nunes. Oxalá! Em pleno 2011, isso não tem preço.

16 de janeiro de 2011

A banda que uniu o punk, o jazz e a dodecafonia e botou de ponta cabeça o pop rock oitentista, segue na ativa com a mesma disposição

O ano de 1986 é considerado um dos mais férteis na história do rock nacional, com pelo menos meia dúzia de lançamentos seminais: o segundo do Legião Urbana (Dois), o segundo do Ira!(Vivendo e Não Aprendendo) o terceiro do Titãs (Cabeça Dinossauro), o primeiro do Capital Inicial, o terceiro do Lobão (O Rock Errou), o terceiro do Paralamas ( Selvagem?) e o primeiro do Plebe Rude ( o inigualável EP O Concreto Já Rachou), para citar os mais relevantes. Com tantos discos reverberando o auge criativo de muitas bandas do período, o ano seguinte surgiu mais acanhado. O Legião lançou no mercado o seu "1978-1987-Que País é Este?", um ótimo LP, mas recheado de antigas composições da época punk do Aborto Elétrico e da fase folk "eu e meu violão" de Renato Russo. O Paralamas lançou o ao vivo "D"; Lobão, uma boa parte do ano preso, se manteve no auge com "Vida Bandida"; Titãs também se deu bem com o "Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas" e o Ira passou sem lançamento. Um ano de qualidade, mas inferior ao ano anterior, com algumas bandas mantendo o mesmo patamar e outras tentando se restabelecer após pico extremo na carreira. Foi nesta marola que surgiu um disco EP ( com apenas seis faixas) que em pouco tempo chacoalhou o mercado e deu um nó na crítica especializada. O disco: "Corredor Polonês"; a banda: Patife Band, liderada por Paulo Barnabé, baterista que tocou com meio mundo do Lira Paulistana ( QG do movimento vanguardista do início da década, idealizado entre outros, por seu irmão Arrigo Barnabé e o inesquecível Itamar Assumpção). A Patife existia desde 1983 e já lançara em 1985 um mini-LP pelo selo Lira Paulistana com o hit jovenguardista "Tijolinho". Mas foi com "Corredor Polonês", que Paulo Barnabé atingiu o ápice de sua mistura explosiva, lançando no caldeirão pitadas de punk, rock, jazz, movimentos atonais, esquizofrenia vocal, ritmos regionais e dodecafonia afinada com os experimentos de seu mano Arrigo. O resultado foi arrasador: passados 24 anos, poucos críticos conseguiram assimilá-lo, poucos privilegiados tiveram acesso e o próprio Patife nunca mais se aproximou da catarse infiltrada em seus sulcos. Alguns elogiaram com ressalvas, outros adoraram sem tentar explicá-lo e a grande maioria ignorou de propósito. Cabeça Dinossauro punk? hard-jazz vanguardista? que seja. O que não pode ser tirado de questão é que tanto a Patife, como outros grupos que ousaram misturar pioneiramente gêneros ao pop e ao rock, como Fellini, Cabine C, Mulheres Negras, Akira S, Black Future, etc., foram os grandes responsáveis pela salutar postura experimental e corajosa adquirida pela novíssima geração underground do pop e da MPB tupiniquim neste milênio. A Patife Band segue ativamente em 2011, ao vivo e a cores, sob a batuta (baqueta) de sempre do grande Paulo Barnabé. Depois de uma interrupção na carreira, voltou em 2003 com disco ao vivo e foi incluída em importante compilação estrangeira de 2005, "The Sexual Life of the Savages: Underground Post-Punk of São Paulo, Brasil (Soul Jazz Records). Detonando, como sempre, e com o mesmo ímpeto de outrora. Acompanhem alguns bons momentos deste incrível grupo:
* Este post vai especialmente para Rogério Engelmann, que comprou este alucinante disco em 1987 e proporcionou a alguns privilegiados de sua turma essa grata revelação que somada a outras surpresas do período (Tom Waits, Fellini, Everything But The Girl, Sade, Style Council) elevou o tal ano a um nível consideravelmente alto.

14 de janeiro de 2011

Rio: Cruz Vermelha divulga endereços em vários estados para receber doações

A Cruz Vermelha divulgou endereços em diversos estados para receber doações destinadas às vítimas da tragédia da região serrana do Rio de Janeiro. A entidade pede que sejam doados itens como água potável, alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal, como sabonetes, pastas de dente e fraldas descartáveis. Seguem os locais:

Alagoas
Endereço: Av. Com. Gustavo de Paiva, 2.889 – Mangabeiras
CEP:57.038-000 – Maceió – AL
Tel.: (82) 3325-2430 – Fax: (82) 33325.1607

Amazonas
Endereço: Parque Residencial Adrianópolis, QB – Casa 16
CEP:69.020-210 – Manaus – AM.
Tel. Res.: (92) 3236.5704

Bahia
Endereço: Av. Luis Eduardo Magalhães, 3091
Bairro: Cabula
CEP:41.150.595, Salvador – Bahia
Tel.: (71) 33410414 – (71) 3555.4112

Ceará
Endereço: Rua José Lourenço, 3.280 – Aldeota
CEP: 60.115-282 – Fortaleza – CE.
Tel.: (85) 3472.3535 / (85) 3472-3531

Distrito Federal
SCLRN 715, Bloco C, Loja 25
Brasília – DF
Tel.: (61) 3361.6904

Maranhão
Endereço: Av. Getúlio Vargas, 2342 – Monte Castelo
CEP: 65.025-001 – São Luiz – MA
Tel.: (98) 3222-4331

Mato Grosso
Endereço: Av. Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA) s/n° ao
lado do Comando Geral da Polícia Militar
CEP: 78.058–970 Cuiabá – MT
Tel.: (65) 3641.2629

Mato Grosso do Sul
Endereço: Av. David Correia Leite, 273 Universitaria 2
CEP: 79.071-310 Campo Grande – MS.
Tel: (67) 3388.0056

Minas Gerais
Endereço: Alameda Ezequiel Dias, 427- Centro
CEP: 30.130-110 – Belo Horizonte – Minas Gerais
Tel.: (31) 3224.2987 / (31) 3226.4233

Pará
Endereço: Av. Gentil Bitencourt nº 1.840 Bairro São Braz
CEP: 66.040-000 Belém – PA.
Tel. Filial (91) 3226.2556 / Fax 3226.5934 / 3226.2554

Paraná
Endereço: Rua Vicente Machado, 1.310-Centro
CEP: 80.420-011 – Curitiba – PR.
Tel:(41) 3016.6622 / (41) 3017.5260
Fax: (41) 3017.5261

Pernambuco
Endereço: Rua Itaquicé, 140 IPSEP
51.350-160 Recife - PE.
Tel.: (81) 3224.5906

Rio Grande do Norte
Filial do Estado do Rio Grande do Norte
Rua Gastão Mariz, 191 Nova Descoberta
CEP: 59.075-280 Natal – RN
Tel:(84) 3234.1292

Rio de Janeiro
Endereço: Praça Cruz Vermelha, 10/12 Térreo Centro
CEP: 20.230-130 Rio de Janeiro – RJ.
Tel.: (21)2508.9090

Rio Grande do Sul
Endereço: Av. Independência, 993 – Centro
CEP: 90.035-076 – Porto Alegre – RS.
Tel.: Filial (51) 3391.5955 – 3391.5953

Santa Catarina
Endereço: Rua Santos Saraiva, 821 – Estreito
CEP: 88.070-100 – Florianópolis – SC.
Tel.Filial (48) 3244.6681
Tel.: (48) 3244.4718

São Paulo
Endereço: Av. Moreira Guimarães, 699 – Indianópolis
CEP: 04.074-031 – São Paulo – SP.
Tel.: (11) 5056-8666

A organização também cadastra doadores pelo site: http://cruzvermelha.org.br/

6 de janeiro de 2011

Bill Wyman com os Stones em lançamento-homenagem a 'Stu'

Rolling Stones em 1963 - Ian "Stu" Stewart" é o 4º da esquerda para a direita
Antes de contar sobre a participação de Bill Wyman em gravação nova dos Stones, é preciso dimensionar Ian "Stu" Stewart na história. Stu simplesmente é o cara que fundou os Stones ao lado de Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones em 1962. Tecladista, percussionista e purista dos ritmos primitivos negros, Stewart foi pedra fundamental para que os Stones se firmasse em seus primórdios como o melhor grupo inglês de Rhythm and Blues da Inglaterra. Nenhuma banda britânica, nem os Beatles, tocava música negra como os Rolling Stones e essa verve se deve muito à Brian Jones, alguns anos antes de evaporar-se nas drogas, e sobretudo Ian Stewart, que fazia de tudo para que o grupo não se contaminasse com o pop/rock mais acessível. Mas então apareceu no caminho da banda um trator capitalista chamado Andrew Loog Oldham e logo seu marketing agressivo angariou completamente as atenções, e os Stones viraram não só os "inimigos nº 1 dos papais ingleses" mas também os concorrentes mais fortes dos Beatles no "hit parade". O som purista aos poucos foi apaziguado ( mas nunca extirpado) e o próprio "Stu", com seu queixo proeminente e jeito de "mais velho", um esteriótipo fora dos padrões do show business da época, acabou sendo despachado dos créditos oficiais da banda para os bastidores. Ian Stewart não perdeu a compostura e continuou como um Stone até sua morte em 1985, na retaguarda, mas em participações memoráveis.
Agora em 2011, resolveram gravar um disco tributo a Stu (Boogie for Stu) e claro, chamaram entre velhos companheiros de estrada, os pleistocênicos Stones. A surpresa ficou para a participação de Bill Wyman ao lado deles, 18 anos depois de deixar a banda, em uma velha música de Dylan, "Watching The River Flow".A notícia é do site SpinnerMusic ( capturada pela antenado Rick Berlitz) e o disco deve sair no início de março.
As pedras ainda rolam, por isso não criam limo. Viva Stu!

31 de dezembro de 2010

Que venha 2011!

Embora para mim o ano de 2010 tenha sido um ano decepcionante em termos de grana, acabou sendo também enriquecedor em´"conteúdo", bagagem, experiências. Nos últimos meses tive a honra de lançar um jornal/blog cultural na minha região (http://culturaiblog.blogspot.com/) ao lado dos grandes figuras Mario Mastrotti e Henrique Valsésia e um blog libertário-anárquico cultural com outros dois figuraças, Léo Engelmann (que dá uma força em todos os blogs em questão) e Ricardo Berlitz (http://www.tripicalistas.blogspot.com/). Money zero, satisfação 1000. Não bastasse essa criação toda, consegui entrevistar personalidades singulares que me proporcionaram momentos únicos como pesquisador/jornalista: Alex Reis (baterista do Sá & Guarabyra) e Ana Maria Guimarães Rocha ( responsável pela biblioteca de São Caetano do Sul e presidente da Academia Popular de Letras), ambos para o Cultura I e Zuza Homem de Mello e Pelão ( João Carlos Botezelli), dois dos maiores "musicólogos" do nosso Brasil, entrevistados para um projeto com Marcelo Mazuras, que ainda não deu certo mas já rendeu estes dois importantes depoimentos. E claro, o Almanaque do Malu, meu xodó, cada vez mais dinâmico, aberto e repercutindo com força onde tem de repercurtir. Neste ano teve de tudo um pouco: entrevistas, participações especialíssimas, gratas inserções do acervo, incluindo tesouros do Seu João e novidades de Paulico Bianchi, e tantas, tantas outras cositas mas.Que 2011 venha com toda esta força e que a gente continue segurando a peteca, com garra, saúde e emoção. E um pouquinho, só um pouquinho mais de grana, que a gente merece, né?
Um ótimo ano para todos!

28 de dezembro de 2010

Documentários e reportagens dos alunos da 'Metô' merecem ser vistos

O Léo me mandou há um tempo matéria bacana produzida pelos alunos de jornalismo da Metodista. Eu fui aluno da instituição entre 1987 e 1991 ( e permaneci por lá ainda uns 4 anos por conta do namoro com a Cris - minha esposa- que fez Publicidade entre 1992 e 1995), num tempo em que não havia ainda o curso de Rádio e TV e fazíamos vídeo-reportagens na raça, com poucos recursos tecnológicos. Fui no site do Rudge Ramos Jornal ( tanto a edição impressa como a online são feitas pelos alunos) e me surpreendi com a diversidade e a relevância dos temas e a qualidade mostrada nos trabalhos. Não resisti e fiz uma seleta com os melhores vídeos culturais e históricos produzidos por essa turma, que a continuar nesse rumo, trará mais vida e garra ao jornalismo visual.
#Documentário ( "Madame Satã - Pague para Entrar, Reze para Sair") : http://www.metodista.br/rronline/videos/documentarios/2010/12/madame-sata-foi-palco-de-historias-do-rock-paulista
#Documentário (" Cidade de Fé"): http://www.metodista.br/rronline/videos/documentarios/2010/12/moradores-reconstroem-a-cidade-de-sao-luiz-do-paraitinga
#Documentário (""Claves de Só - Sobrevivendo da Música"):
http://www.metodista.br/rronline/videos/documentarios/2010/12/musicos-passam-por-dificuldades-para-atingir-o-sucesso
#Documentário ("Salve as Memórias"):
http://www.metodista.br/rronline/videos/documentarios/2010/12/pessoas-ainda-usam-fotos-reveladas-e-cartas-para-conservar-memoria
#Documentário ("Pacaembu - 70 anos de Magia e Tradição"):
 http://www.metodista.br/rronline/videos/documentarios/2010/12/documentario-pacaembu-70-anos-de-magia-e-tradicao
#Reportagem ( 30 anos da Pinacoteca de São Bernardo):
http://www.metodista.br/rronline/videos/reportagens/2010/12/pinacoteca-de-sao-bernardo-comemora-30-anos-com-1170-obras
#Reportagem (O maior colecionador de rádios antigos):
http://www.metodista.br/rronline/videos/reportagens/2010/11/morador-de-maua-e-o-maior-colecionador-de-radios-antigos-do-estado-de-sao-paulo
#Reportagem (Villani-Cortês: 63 anos dedicados à música erudita):
http://www.metodista.br/rronline/noticias/entretenimento/2010/11/villani-cortes-63-anos-dedicados-a-musica-erudita
#Reportagem (O Rei Pelé já marcou história no ABC):
http://www.metodista.br/rronline/videos/reportagens/2010/11/o-rei-pele-ja-marcou-historia-no-abc
#Reportagem (Ex-metalúrgico descobre dom artístico em montadora):
 http://www.metodista.br/rronline/videos/reportagens/2010/10/cartunista-iniciou-carreira-em-montadora-do-abc
#Reportagem (Colecionador de TV possui mais de 1.000 exemplares em seu acervo):
http://www.metodista.br/rronline/videos/reportagens/2010/09/colecionador-de-tv-possui-mais-de-1.000-exemplares-em-seu-acervo 
#Reportagem (Colecionador exibe mais de 1000 miniaturas de fuscas):
http://www.metodista.br/rronline/videos/reportagens/2010/08/colecionador-exibe-mais-de-1000-miniaturas-de-fuscas 

27 de dezembro de 2010

Capa do Mês: Marie-Claire interativa (iPad)

Esta é a capa normal - a que não se mexe.
A pioneira capa animada do nosso mundinho trouxa não poderia ser com outra pessoa: Emma Watson, a Hermione de Harry Potter, claro. A Marie-Claire gringa de dezembro teve a idéia de criar uma capa com animação, especialmente para iPads e o resultado ficou bem interessante. Confiram via Youtube, mas rapidinho,pois a maioria dos vídeos postados já saiu do ar:
http://www.youtube.com/watch?v=VWcH2VrHDDY
http://www.youtube.com/watch?v=TzWQJnrn91w&feature=related
A Marie-Claire brasileira, seguindo a matriz, também fez duas experiências similares em seu site:
http://revistamarieclaire.globo.com/Revista/Common/0,,EMI197367-17733,00-GRAZI+MASSAFERA+SORRI+PARA+OS+INTERNAUTAS+EM+NOVA+CAPA+ANIMADA+DE+MARIE+CLA.html 
http://revistamarieclaire.globo.com/Revista/Common/0,,EMI190024-17642,00-MARIE+CLAIRE+FAZ+CAPA+ANIMADA+COM+CLEO+PIRES.html 
Pelo andar da carruagem, em breve teremos nas bancas, capas com modelos mandando beijos, jogadores chutando bola e notícias da semana em movimento real, tal qual o "Profeta Diário" de Hogwarts.

Revista Bravo mais barata

Essa é daquelas que não se vê muito por aí: uma revista abaixar seu preço de capa. Pois a revista cultural Bravo, editada pela Editora Abril, já começa a circular em janeiro com seu preço novo, R$10,00, valor 33% mais barato do que a da edição atual, que custa absurdos R$14,90. Tudo bem, o papel é de ótima qualidade, as fotos e ilustrações abundam e o número de páginas surpreende, mas esse valor sempre me afugentou, mesmo eu tendo um comichão danado por revistas culturais. Pois essa mudança prova que uma (grande) editora pode sim abrir o leque do seu público alvo, mantendo a qualidade com um preço mais acessível, além de chamar a atenção pelo ato em si e promover um certo rebuliço no mercado editorial voltado para a cultura. Bravo!

25 de dezembro de 2010

R.E.M disponibiliza música nova para download

R.E.M., veterana banda de Geórgia (EUA), completou 30 anos em 2010, e agora no finalzinho do ano, disponibilizou em seu site oficial (http://www.remhq.com/) a faixa Discoverer, que fará parte do 15º disco de carreira, "Colapse Into Now", com previsão de lançamento para 07/03/2011. O novo álbum contará com participações especialíssimas de Eddie Vedder e Patti Smith.

Para baixar a música, basta escrever o endereço de email em um campo próprio do site e a faixa é enviada diretamente ao correio eletrônico do usuário.

23 de dezembro de 2010

Um peixe trompetista, peludo e ranzinza invade as livrarias

O que vocês me diriam de um personagem de quadrinhos com cara e jeito de peixe, pés idênticos aos dos humanos pêlos pelo corpo e que zanza pelo underground de São Paulo com seu trompete e suas sacadas ora filosóficas ora botequeiras? Um tanto estranho, não? Pois basta bater o olho no álbum "Peixe Peludo", lançado agora pela Conrad (R$24,90), que a estranheza inicial logo vira simpatia. O truta do título vive solitário, divangando pelas ruas de Sampa, lançando no ar referências pop ( Trapalhões, personagens Disney, programas de TV e artistas da música), costumes arraigados da metrópole ( homens-placa, churrasco grego) e citações intelectuais (Henfil e Pasquim, extinção dos dinossauros, literatura), tudo isso condensado em um traço forte e quase xilográfico que passeia por cenários clássicos da cidade ( Praça Roosevelt, Rua Augusta, Av. Paulista) entre habitantes zoomórficos. A Editora Conrad, depois de um período de baixas e descontinuações num passado recente, voltou a surpreender em 2010, com lançamentos fora do padrão e surpresas agradáveis. "Peixe Peludo", dos autores brasileiros Rodrigo Bueno (desenhos) e Rafael Moralez (textos), se encaixa nas duas vertentes.
Mais:
http://entretenimento.uol.com.br/album/peixe_peludo_conrad_2010_album.jhtm?abrefoto=1

13 de dezembro de 2010

Uma banda irlandesa liderada por um incendiário baixista vocalista com sangue latino nas veias - eis o Thin Lizzy

O Thin Lizzy era todo diferente. Surgido nos primórdios dos 70, já chegou mudando estruturas: o seu líder e fundador Phil Lynott era vocalista e também baixista (e em época de trio, guitarrista também), ostentava um baita cabelo black ( coisa rara de se ver em banda de rock), bigode e tinha descendência negra e latino-americana ( seu pai nasceu na Guiana). Aliás, bateu-se sempre na tecla de que Phil era filho de brasileiro - culpa de algum jornalista que não checou a fonte - até que sua mãe revelou sua origem em entrevista recente. O som do grupo era um quebra-cabeça para os críticos: começou como trio de folk/blues, passou para hard rock sem firulas, e um certo tempero irlandês, mas logo incorporou uma interessante parede sonora com baixo e guitarras  incessantes e uma levada pesada e balançada. Resumindo: o Thin Lizzy foi a primeira banda "heavy" que rompeu com a linha vigente do gênero, misturando rhythm and blues e outros ritmos negros, além do country. E ouvindo suas várias fases, dá pra sacar que o Thin não era só isso e quase toda a culpa desse som peculiar cai nos ombros do excêntrico e elétrico Phil Lynnot, um líder nato, mas também um tanque de gasolina prestes a explodir. Além do baixo na linha de frente, a banda ficou também famosa por seus guitarristas - passaram por ela grandes do instrumento: Scott Gorham, Brian Robbertson  (os mais estáveis) , John Sykes e Gary Moore. Não bastasse a força instrumental, ainda havia o lado literário de Lynott, com conotações libertárias e ênfase na classe operária. Uma banda que deveria ser mais conhecida por aqui - a nova geração os conhece mais pela regravação recente de "Whiskey in the Jar" feita pelo Metallica. A Kiss FM vira e mexe toca seus sucessos "Jailbreak" e "The Boys Are Back in Town", além da própria "Whiskey" original. O grande Phil Lynott partiu desta em 1986, enfraquecido e doente pelos excessos, mas não sem antes deixar grandes álbuns de rock - "Live and Dangerous" de 1978 é considerado um dos melhores 'ao vivo' da história. A banda tentou continuar sem o dínamo Phil, sem grandes consequências, mas agora, anunciou-se que um novo e redivivo Thin Lizzy voltará em janeiro de 2011. Que a essência de Phil Lynnot os fortaleça.
http://www.youtube.com/watch?v=TehFZ38kt6o
http://www.youtube.com/watch?v=YyJt05xVUJo&feature=related 
http://www.youtube.com/watch?v=Unnh0T2Ftro&feature=related 
http://www.youtube.com/watch?v=qhtgxS6z9yo&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=oMFYs3gfgis&feature=related 
http://www.youtube.com/watch?v=1EjMLfa-13w&feature=related

8 de dezembro de 2010

John

Lá se vão 30 anos sem John Lennon. Sigam lá no "Tripicalistas", que logo mais focará também o maestro soberano e o rei lagarto do rock...
http://tripicalistas.blogspot.com/2010/12/john.html

6 de dezembro de 2010

Glee é supimpa!

Glee é uma das séries de maior sucesso no mundo e basta ver alguns episódios para constatar o porque desta "febre". O enredo não foge dos clichês americanos: a escola, a turma de desajustados e nerds, os atletas esnobes, a busca do sucesso, e também um clichê reaproveitado com mais ênfase nos últimos tempos: a música no universo escolar. É aí que a comparação com outras sequências jovens moderninhas como High School Musical cai por terra. A música de Glee, ao contrário da contemporânea da Disney, tem alma, sensibilidade, tesão. Na High School tudo é bonitinho e estilizado demais - os atores cantam e dançam muito bem, o ponto não é esse - mas falta punch e improviso ( ou pelo menos uma encenação mais convincente de improviso). Outro foco claro: Glee homenageia o pop mundial com clássicos revisitados enquanto HSM tenta impor seu repertório novo. Ponto pro primeiro.
Mas chega de comparação, e vamos ao que interessa. O enredo amarra bem a história do coral outrora glorioso, que após uma série de escândalos e erros, torna-se decadente e constantemente humilhado pelo resto dos alunos. Um professor (de espanhol) tenta reerguê-lo e consegue reunir figuras especialíssimas em torno da causa, como a professora enérgica e hilária, a soprano nerd vitimizada, o guitarrista arredio, a garota tímida e misteriosa, entre outros "excêntricos" e "marginalizados". Entre os impopulares do coral surgem duas figuras importantes: a ótima e perfeccionista vocalista que botou na cabeça que ali está um trampolim para a fama e o popular atleta e também ótimo cantor, que enquanto leva sua vida de unanimidade no colégio, levanta a bandeira do coral por algum motivo ainda não explicado. Entram conflitos pessoais e traumas mas também intervenções corrosivas e sarristas para contrabalancear os dramas.
Glee agradou tanto que vários artistas famosos entraram na fila para participar dos episódios ou para que suas músicas sejam executadas. E o programa já rendeu disco (dois) e turnês ao vivo.
A Globo comprou a série este ano e deverá exibír a primeira temporada no início de 2011, quando entra em férias sua programação. Na Fox, passa de quarta (22hs). Entre policiais escatológicos e vampiros adolescentes, Glee achou seu espaço na TV paga esbanjando uma trilha deliciosa.
Seguem: site oficial da Fox e grandes momentos:
http://canalfox.com/br/series/glee
http://www.youtube.com/watch?v=e1_B9FCZJMA 
http://www.youtube.com/watch?v=JNl91QXws7o&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=GpyfmTjeMwU&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=8AwM9zoQTRs&feature=related 
http://www.youtube.com/watch?v=bro1uLtlMxs&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=7Tt2u-S7NTs&feature=channel
http://www.youtube.com/watch?v=44fESvkhA7Q&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=vxVnm4bWypM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=PSB3Sbl8TX0&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=CbEsgyM_PP0&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=s9XEnkAEMRE
http://www.youtube.com/watch?v=vTt4pyfXXUE
http://www.youtube.com/watch?v=q2hQtFSKhzU

30 de novembro de 2010

Camaro - o clipe

Divulgação
Como havia mencionado em post anterior, saiu o clipe do Chevrolet Camaro SS com a banda formada especialmente para a divulgação: Roberto Frejat , Edgar Scandurra e os irmãos Ivan e Andria Busic (do Dr.Sin).
Quem não viu, veja agora:
http://www.casttv.com/video/9exkjyn/clipe-da-camaro-gm-com-andria-ivan-busic-frejat-e-edgard-scandurra-video

Capa do Mês: Diarinho nº 2000

A capa do mês, pela importância, é a do Diarinho, suplemento infantil do Diario do Grande ABC  que chega ao nº 2000. O Diarinho surgiu em 1972 e arregimentou fãs de várias gerações, trazendo erm suas páginas pautas inovadoras e assuntos até então inéditos para o universo infantil. De lambuja, um vídeo apresentado pelo historiador/pesquisador Ademir Médici, com depoimentos de quem fez e faz o Diarinho, incluindo várias capas. como a do nº1, de 02 de julho de 1972, com arte de Maurício de Sousa, que junto a sua equipe, colaborou na concepção do jornalzinho no início. Um clássico da região que merece essa longevidade.
http://www.dgabc.com.br/Videos/320/diarinho-chega-a-edicao-2000.aspx

George

Nove anos sem George. Pra não passar batido pela data selecionei momentos especiais de um evento único: o Concerto para Bangladesh (1971):
http://www.youtube.com/watch?v=vwVAvnYKLJE&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=3p2hnmgYnhs&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=wq-NeMTBX0I&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=T7qpfGVUd8c&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ngDpgwRY2bs&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=tvSOsuUyvAI
http://www.youtube.com/watch?v=vqogkD7nCQc
http://www.youtube.com/watch?v=tctzUNMp5po&feature=related (ensaio)

29 de novembro de 2010

Baú do Malu 28 - Mirim nº 311 - 07/04/1940

O Mirim foi uma das grandes revistas editadas por Adolfo Aizen, o homem que trouxe pela primeira vez ao Brasil as histórias em quadrinhos de aventuras e heróis. Antes dele, HQ por aqui era muito restrita, voltada exclusivamente para a criançada, que tinha como opção apenas o Tico-Tico, publicado desde 1905 com histórias infantis (quadrinhos legendados, sem balões) e passatempos. Até que Aizen, ex-colaborador da Editora O Malho (de O Tico Tico) e O Globo, viajou para Nova York em 1934, como jornalista free-lancer, e toda a história da nossa HQ mudou para sempre. Lá nos States, ele viu com seus próprios olhos o sucesso de Flash Gordon e outros personagens de aventuras e a profusão de cadernos especiais com tiras nos jornais americanos. Voltou com os olhos brilhando e foi propor ao ex-patrão Roberto Marinho o projeto de suplementos temáticos encartados. Marinho rejeitou a idéia do ex-pupilo, que foi bater na porta do diretor do jornal "A Nação", João Alberto Lins de Barros, integrante do movimento tenentista que ajudou Getúlio Vargas a tomar o poder em 1930. Em março de 1934, os suplementos temáticos bolados por Aizen enfim deram o ar da graça e entre eles, destacava-se o "Suplemento Infantil", a primeira publicação no país com os heróis dos quadrinhos americanos - Tarzan, Flash Gordon, Jim das Selvas, entre outros. Logo, o suplemento virou febre entre a petizada, aumentando a circulação do jornal, mas o sucesso fulminante trouxe problemas: leitores mais ortodoxos reclamaram que a credibilidade do vetusto e político diário estava à deriva, depois que as crianças, por causa do suplemento, viraram seus principais leitores. João Alberto, preocupado, cancelou o suplemento infantil mas continuou apoiando financeiramente Aizen, que conseguiu trazer à luz o Grande Consórcio de Suplementos Nacionais, embrião do que viria a ser a famosa Ebal (Editora Brasil America , 1945).
No Grande Consórcio, Aizen continuou publicando o Suplemento Infantil, agora avulso e logo rebatizado de Suplemento Juvenil, batendo recordes de vendagens. O sucesso da empreitada possibilitou o surgimento de outros sucessos: Mirim, em 1937, a primeira publicação brasileira de quadrinhos em formato americano e o Lobinho, que dizem as más línguas, foi registrado por Aizen para que o inimigo Roberto Marinho não lançasse O Globinho ( que realmente só foi aparecer muitos anos depois como caderno do O Globo e nome da matiné de desenhos da TV). Mirim saía duas vezes por semana no início (quartas e domingos), com séries continuadas, e logo ganhou uma terceira edição de sexta ( Mirim Sextaferino) com histórias completas ( outra novidade implementada por Aizen). Mas o pioneirismo e astúcia de Aizen não conseguiu segurar a gana de Marinho, que voltara sua atenção para o sucesso do ex-funcionário. Depois de provar seu próprio veneno com a recusa de Aizen em associar-se a ele nos quadrinhos, o manda-chuva de O Globo lançou-se ferozmente no mercado com o lançamento em 1937 de O Globo Juvenil ( nos moldes do Suplemento) e logo em seguida Gibi ( formato revista) que logo viraria sinônimo de revistinha em quadrinhos (apelido que perdura até hoje). Não contente, Marinho conseguiu em 1939 os direitos de publicação dos mais populares personagens junto à King Features, fazendo Aizen descontinuar séries cruciais e famosas, principalmente do Suplemento Juvenil, como Príncipe Valente, Flash Gordon, Jim das Selvas, entre outros - nesse episódio Adolfo se portou tão dignamente, que teve a sensatez de avisar na última edição das histórias que as continuações seriam vistas, em breve, no Globo Juvenil. O Mirim tirado do meu baú é do período imediato, quando Aizen cambaleava com a falta de papel do pós-guerra, e sentia a concorrência pouco ética de Marinho. A edição acima, de abril de 1940, traz personagens secundários, com exceção de Tarzan e Joe Sopapo. As relações com o governo Vargas ainda eram profícuas, vide a aparição na capa do ministro Capanema elogiando a publicação paralela do livro patriótico "Grandes Figuras do Brasil". No ano seguinte, Aizen venderia o Grande Consórcio para o governo e permaneceria apenas como editor até 1945, quando fundou a Ebal e abriu um novo capítulo na frente de batalha do mercado de HQs, inclusive liderando-o por quase duas décadas. Mas essa já é uma outra história...

P.S: Para quem quiser se aprofundar na grande batalha entre Roberto Marinho e Adolfo Aizen e no inacreditável e covarde cerco aos quadrinhos perpetrado por figurões do governo, da igreja e da imprensa, eu recomendo a leitura do livro "A Guerra dos Gibis" (Cia das Letras -2007) do incansável pesquisador Gonçalo Jr., que trouxe à baila informações cruciais sobre o período nunca antes levantadas.