30 de setembro de 2013

MeMo, a Revista da Memória Gráfica, já está no número 3


Demorei pra divulgar essa preciosidade chamada "MeMo - A Revista da Memória Gráfica". Fiquei extasiado tanto com o primeiro como com o segundo número e cheguei até a comentar com um dos editores, o diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues, sobre a impressionante riqueza de detalhes e a impecável pesquisa das duas primeiras edições lançadas - sobre Nico Rosso e Monteiro Filho, respectivamente. Agora, com o terceiro número saído do forno, focando Luiz Saidenberg, me sinto no dever de divulgar esse magnífico documento,que mantém a qualidade e a amplitude dos números anteriores e joga luz na obra de um grande mestre dos quadrinhos que ainda não tinha sido destacado com essa merecida relevância. Vale muito a pena baixar o conteúdo dos três volumes. E que venham muitos outros - a História Gráfica agradece. Só um desejo de colecionador das antigas: será que um dia essas revistas sairão em papel?
para baixar, aqui.

25 de setembro de 2013

Baú do Malu 40 - Globinho (26/04/1981)


Ainda arrumando meu armário de quadrinhos, eis que encontro esta preciosidade acima: Globinho de 26/04/1981. Um tempo em que o suplemento infantil vinha recheado de HQs, e melhor ainda, quadrinhos de qualidade acima da média. Logo que achei, postei lá no FB, já sabendo que o pessoal do grupo Colecionadores de HQs iria curtir muito. E foi tiro e queda. Muitos do Rio confirmaram que esperavam ansiosamente o pai com O Globo na época para acompanhar personagens inesquecíveis como Asterix, Brucutu, Hulk, Fantasma,Pato Donald, Mortadelo&Salaminho, Hagar, Flash Gordon, Tarzan, Heróis DC, Crock, Bronco Bill, Zé do Boné, Recruta Zero, Zé Colmeia, Lucky Luke, Os Bichos,Mãe, e até Woddy Allen!(escaneei as páginas mesmo com o formato jornal não ajudando - só para se ter uma visão da disposição dos personagens nesta edição específica). E pensar que tem colecionadores lá com centenas de Globinho ( alguns com os primeiros números do início dos anos 70). Eu já babo só com esse, imagina vários! Não é ser saudosista não, mas que jornal hoje em dia tem um suplemento completo desses hoje em dia?











20 de setembro de 2013

Poesia e Pau-Brasil no Dia da Árvore

Hoje, (véspera do) Dia da Árvore, rolou um evento bem importante e pertinente nos jardins da Biblioteca Municipal Paul Harris, em São Caetano, com a presença de alunos do município, escritores da Academia Popular de Letras e o secretário do Meio Ambiente e equipe. Na verdade, é um acontecimento sempre raro, mas que aos poucos vem acontecendo com mais frequência, embora ainda não suficiente: o plantio de uma árvore. A ação comemorativa de São Caetano escolheu um legítimo Pau-Brasil, espécie que quase foi dizimada de nossas matas, e abrilhantou esse ato ecológico com várias poesias espalhadas pelo jardim evocando o tema "árvore". Mais uma vez tive a honra de participar de uma ação cultural alavancada pela Ana Maria Guimarães Rocha e sua maravilhosa equipe da biblioteca, cedendo uma poesia de minha autoria. O único porém é que por conta de muito trabalho acabei chegando mais de 1 hora depois do horário previsto e quando cheguei com meus filhos Gabriel e Letícia ao local, já estava esvaziado. Ainda consegui conversar um pouco com a Ana - parabenizando-a mais uma vez pela iniciativa - e trocar poucas palavras com sua equipe. Mas fiz questão de fotografar a nova árvore da cidade ( depois fiquei sabendo pela Ana que uma cerejeira também foi plantada e fará companhia ao Pau Brasil no mesmo jardim) e os varais com os escritos e poesias dos colegas escritores. Fiz bem em ir, mesmo atrasado: ver um nova árvore nessa selva de cimento, revigora e nos dá mais esperança para o futuro. Ainda melhor junto de meus filhos, ambos com muita consciência ecológica.


-Precisamos de AR!
-Precisamos de Arte!
-E como ter AR e ARTE em qualquer lugar?
- Plantando ÁRVORES, ÁRVORES, ÁRVORES, por toda parte!


19 de setembro de 2013

Bruce e a Sociedade Alternativa

divulgação
Enquanto o Rock in Rio rolava ( ontem e hoje finalmente se ouviu rock no festival - no momento em que escrevo, o rock pauleira tá comendo solto com o Alice in Chains) o trabalhador braçal do rock, Bruce Springsteen, esbanjou carisma e vitalidade em seu show em São Paulo ontem. A sinergia/energia do Boss foi tamanha que rolou surf do próprio entre a platéia e até pedido de casamento durante o show. Mas a grande repercussão mesmo recaiu para a escolha surpreendente do compositor americano logo na entrada:"Sociedade Alternativa", hino contracultural do nosso eterno Raul Seixas. Bruce arriscou um português/portunhol que acabou fluindo bem, sem comprometer, acompanhado de palmas e entusiasmo que instigaram o público a puxar durante toda a música um coro emocionante. Não é todo artista que tem essa preocupação com a cultura local. Bruce Springsteen tem postura e  tocou com vontade e gosto ( e aí devemos nos render também à competência da ótima E-Street Band); fez um show inesquecível e contagiante e essa corajosa escolha inicial com certeza deu o aval para uma noite perfeita e histórica.
Aqui, a Sociedade Alternativa:
http://www.youtube.com/watch?v=zKEJkixmLHQ

17 de setembro de 2013

Na Super Interessante Especial "101 Raças", páginas inéditas de Fernando Gonsales

Minha filha Letícia adora cachorro de paixão e se vê qualquer revista ou livro a respeito, quer comprar. A última Superinteressante Especial, deste mês de setembro, intitulada "'101 Raças - O Guia Definitivo dos Cachorros", destrincha com precisão histórica e muita pesquisa, uma centena de raças caninas das mais significativas ao redor do mundo. Claro quer ela comprou. Até aí já seria uma edição bem em conta, mas ficou mais bacana ainda quando descobrimos que entre os perfis de cada raça foram acrescentadas 20 páginas ilustradas (com quadrinhos) pelo ótimo Fernando Gonsales, famoso pelas tiras de Níquel Náusea ( uma delas está retratada abaixo). Fernando na verdade é formado em Veterinária e sempre retratou em suas gags diárias o rico universo animal e seus dilemas. Nesta edição, o foco, claro, são os cães, e ele mantém o nível de sempre. No fim, uma grata surpresa, não só por estar em uma edição improvável para HQs, mas além disso, por não ter divulgação dessa participação em lugar nenhum, com exceção de alguns leitores no FB. Mais uma provade que os quadrinhos andam me perseguindo....

12 de setembro de 2013

Benvirá

Estava eu na semana, sentado na cadeira do dentista da família, o grande Sergio Garcia, especialista em Imigração Italiana, Ocultismo e Catimbó, quando o assunto, que já tinha sobrevoado e mergulhado sobre Mario de Andrade, História do ABC, árvore genealógica, construção da Via Anchieta, fotografia, Câmara Cascudo, política e J.J.Benitez, entrou ligeiramente no foco "excêntricos da MPB" (na acepção ampla do termo), o que fez vir à baila os nomes de João Gilberto, Belchior e claro, Geraldo Vandré. Quando citei o isolamento do mestre sessentista Vandré, eis que Sergião larga o motorzinho pendurado no ar e de supetão, adentra a sala ao lado do consultório. Volta em menos de um minuto com esse clássico acima em mãos, "Das Terras do Benvirá", de 1973. Um disco que a primeira ouvida, pode causar estranheza a quem o conhece pelas canções de festivais anteriores. Gravado no exílio, por volta de 1970 ( não se sabe ao certo as datas das gravações) e só lançado por aqui em 1973, o LP traz sussuros, lamentos, gritos, quase como pedidos de socorro de quem sequer podia se manifestar ao vivo. O violão rascante está aqui, mais arrastado, é verdade, e as letras sociais também, embora nesse caso, debiquem para temas menos políticos e mais "existenciais" e desesperançosos. Já durante esse lançamento, Vandré era um cidadão do mundo, exilado, isolado e cada vez mais longe da música popular e de qualquer declaração sobre seu passado ou sobre possíveis torturas a sua pessoa por parte da Ditadura. Num revestrés que assustou muita gente na época e suscitou lendas absurdas (ou nem tão), o compositor chegou a gravar uma homenagem às Forças Armadas e negar seu passado de protesto, isolando-se cada vez mais para dentro de si mesmo, num silêncio profundo que dura até hoje. Esse discaço, que o Sérgio carinhosamente me presenteou ( e terá volta, com um Câmara Cascudo do meu acervo) é de certa forma, a despedida informal desse grande compositor ao formato de canção que o projetou. Hoje, 12 de setembro, três dias depois desse presente inusitado, Geraldo Vandré está completando 78 anos.

5 de setembro de 2013

Baú do Malu nº39 - Itens Disney



Arrumando a parte "Disney" da minha abarrotada coleção de HQs, deparei com esses exemplares curiosos que ilustram o post. As duas capas acima são da coleção "Os Grandes Duelos", série de três livrinhos capa dura bolados pela equipe Disney brasileira da Editora Abril em 1973. Infelizmente não tenho o n° 2, "Superpateta contra os Metralhas" - o volume do Morcego é o n°1 e o do Tio Patinhas é o n°3. As histórias, com ilustrações de uma página, sem balões e texto corrido no rodapé, são do genial Ivan Saindenberg, e os desenhos tem a assinatura de mestres quadrinistas brasileiros da Disney na época, como Carlos Edgard Herrero, Carlos Gomes de Freitas, Izomar C. Guilherme e Jorge Kato. Uma coleção linda que deixou um gostinho de quero mais.
Já esse kit abaixo, é um item peculiar. Saiu em Portugal nos anos 80 e traz brindes comemorativos do Pato Donald: um almanaque histórico, um fac-símile da revista nº1, de 1950, um álbum de figurinhas do Pato Donald e demais patos da família Disney (com cromos avulsos) e um calendário. Torna-se uma peça ainda mais rara por estar lacrada, no plástico original. Como eu já adquirira esse kit quando saiu no Brasil, resolvi mantê-lo assim, intacto.
Na sequência, duas revistas bem curiosas. Um Mickey de 1962, lançado pela Editora Tucuman da Argentina - essa a minha mana Helô achou em um sebo/brechó de Buenos Aires. O Marcelo Alencar, grande disneyólogo, me atentou para o detalhe dessa capa ser desenhada pelo essencial Paul Murry. E a outra, com Prof.Pardal na capa ( e um pôster na parede com o detetive Berloque Gomes) é uma vistosa revista de atividades alemã, de 1979, trazida pelo meu cunhado Flávio quando lá esteve, e que vem com vários personagens Disney e o inventor como anfitrião.
As demais imagens são de títulos lançados apenas em Portugal pela Editora Abril entre os anos 80 e 90 ( lá era Ed. Morumbi), com as melhores histórias Disney feitas ao redor do mundo, destacando as criadas no Brasil entre os anos 70 e 80. Vale a pena conhecer essas capas exclusivas de cada país.





 


31 de agosto de 2013

Novo single de Sir Paul

Sir Paul McCartney não pensa em aposentadoria e isso é formidável para a boa música mundial. Montando seu 16º disco solo desde o ano passado, disponibilizou na quinta-feira (29) o primeiro single, "New", na página virtual da Apple. O álbum, produzido por Mark Ronson ( o mesmo de "Back to Black" de Amy Winehouse), ainda não foi batizado, mas sabe-se que terá 12 canções inéditas e lançamento mundial no dia 12 de outubro. Entre as surpresas da produção, as participações de Giles Martin, filho do produtor dos Beatles George Martin e Ethan Johns, integrante da banda Kings of Leon e filho do lendário Glyn Johns, que trabalhou com os Beatles, Rolling Stones e The Who.
(Clique aqui para ouvir)

29 de agosto de 2013

Lançamentos imperdíveis nas bancas

Este mês de agosto está presenciando uma enxurrada de bons lançamentos de quadrinhos em banca. Além da Graphic MSP 3, "Chico Bento - Pavor Espaciar", do Gustavo Duarte, já comentada aqui (http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2013/08/previews-de-chico-bento-pavor-espaciar.html , os jornaleiros receberam no mês outras edições caprichadas e luxuosas, dessas que só se encontram ultimamente em livrarias e seções especializadas. A primeira que chegou foi a maravilhosa edição do Fantasma, da Ediouro, em edição bem trabalhada pela Otamix e também já postada aqui (http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2013/08/fantasma-volta-as-bancas.html ). Nesta semana, dois lançamentos de encher os olhos apareceram de uma vez: a coleção Graphics Marvel da Salvat, com seus fantásticos álbuns em capa dura trazendo épicos importantes dos heróis da Casa das Idéias ( acima) e Luluzinha Clássica (Ediouro, 130 págs, R$ 16,90, já no nº3) trazendo as primeiras histórias formatadas por John Stanley nos anos 40 e 50. Confiram as capas dessas preciosidades abaixo, que deixaram as queridas bancas mais encorpadas neste agosto de 2013. A coleção da Salvat já chegou a sair como teste em algumas cidades no início do ano. O problema é que parou no nº3 ou 4 e quem comprou ficou a ver navios, o que ocasionou uma indignação coletiva na internet. A editora agora lança oficialmente a coleção em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba, com 60 volumes que formarão com suas lombadas quadradas um painel artístico bem chamativo com os super-heróis da série. A torcida é que a coleção embale e seja liberada pera o resto do Brasil. O primeiro volume sai por R$ 9,90, o segundo virá a R$19,90 e os restantes a R$29,90. Acompanhem os detalhes no link abaixo.
http://www.salvat.com/br/colecciones/marvel/home.shtml



24 de agosto de 2013

Pequena biografia de um arqueiro

Finalizei a leitura de mais um livro no início do mês, o bom "Juntos para Sempre", de Walcyr Carrasco,  romance singelo e espiritualista, pela Editora Arqueiro. Mas além da história principal altamente recomendável, outro detalhe da edição me chamou a atenção: uma mini biografia bem na abertura do livro sobre um certo editor, Geraldo Jordão Pereira, com uma trajetória fascinante que acabou inspirando o surgimento da própria editora Arqueiro. Segue abaixo a reprodução do pequeno perfil ( a foto que ilustra o texto original é essa acima).

Geraldo Jordão Pereira (1938-2008) começou sua carreira aos 17 anos, quando foi trabalhar com seu pai, o célebre editor José Olympio, publicando obras marcantes como O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon, e Minha Vida, de Charles Chaplin.
Em 1976, fundou a Editora Salamandra com o propósito de formar uma nova geração de leitores e acabou criando um dos catálogos infantis mais premiados do Brasil. Em 1992, fugindo de sua linha editorial, lançou Muitas Vidas, Muitos Mestres, de Brian Weiss, livro que deu origem à Editora Sextante.
Fã de histórias de Suspense, Geraldo descobriu O Código da Vinci antes mesmo de ele ser lançado nos Estados Unidos. A aposta em ficção, que não era o foco da Sextante, foi certeira: o título se transformou em um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos .
Mas não foi só aos livros que se dedicou. Com seu desejo de ajudar o próximo, Geraldo desenvolveu diversos projetos sociais que se tornaram sua grande paixão.

Com a missão de publicar histórias empolgantes, tornar os livros cada vez mais acessíveis e despertar o amor pela leitura, a Editora Arqueiro é uma homenagem a esta figura extraordinária, capaz de enxergar mais além, mirar nas coisas verdadeiramente importantes e não perder o idealismo e a esperança diante dos desafios e contratempos da vida.

23 de agosto de 2013

Adeus, Kombosa II

Foto de Pete Bounds (1971)
Depois que fechei o post anterior sobre a Kombi, que encerra sua produção em 2013, lembrei de outra referência fundamental ligada à imagem desse veículo ícone: a praia. Os surfistas, desde sempre, deram preferência a automóveis que pudessem aguentar o clima, os recortes e a maresia do litoral e ter espaço suficiente para as pranchas e assessórios da turma. Aliás, muitas dessas turmas tinham na verdade uma Kombi comunitária, ou seja, rateada por dois ou mais integrantes. Essa afinidade Kombi/surf pode ser observada em fotos incríveis espalhadas pela internet, como esta acima e outras no link abaixo.
http://www.tumblr.com/tagged/kombi-van

Adeus, Kombosa!

Divulgação
A Kombi é o automóvel mais longevo da indústria automobilística - nasceu em 1950 na Alemanha e desde 1957, ininterruptamente, é produzida no Brasil. Mas essa longa história fecha o ciclo no fim deste ano. Com a obrigatoriedade em 2014 do airbag duplo e freios ABS em todos os veículos novos, a velha perua da Volkswagen sai de linha por não ter como se adaptar às novas regras. Como o Brasil é o último país a produzi-la, sai de linha um veículo que extrapolou o seu perfil de simples automóvel e se tornou um verdadeiro ícone pop. Suas aparições no cinema, em discos, nos quadrinhos, nas novelas e até em nome de estabelecimentos comerciais (vide o restaurante NaKombi, franquia de sucesso), fizeram da "kombosa", como a minha velha turma no ABC carinhosamente a chamava, uma instituição sobre rodas. Basta lembrar que nos bons tempos hippies, a perua alemã se tornou um dos grandes símbolos libertários da contracultura jovem - e ainda se mantém assim, nas mãos de bichos-grilos out of time. Nos anos 80 eu era um desses hippies atrasados, e em "sociedade" com um amigo, Átila, compramos uma Kombi 1975 - daquelas com eixo cruzeta ainda, anterior à homomocinética - bege, charmosa, embora caindo aos pedaços ( o que facilitou muito seu valor). Resolvemos sair da vagabundagem e pensamos em fazer entregas com a perua. Começamos bem, fazendo pequenos serviços de gráficas, até que nos empolgamos e resolvemos cair em entregas maiores. Até que numa bela tarde de rush, em plena Rodovia Dutra, com a perua lotada até a tampa - quase 1 tonelada judiando da bichinha - a coitada arriou. Era o fim de sua carreira comercial, mas por um tempo ainda, com os devidos ajustes, ela ainda desfilou no bairro, na mãos de vários motoristas da turma ( e também de turma vizinha) e até viajou para a praia, lotada, claro. Com tantas aventuras, a idosa perua deu seu último suspiro, com a cruzeta arriada de vez, e tivemos de vender por preço de banana ao ferro-velho. Demos adeus a nossa querida Kombi de estimação. Hoje, o adeus simbólico vai para todas as Kombis que ainda rodam por aí.
Acima, a foto da última encarnação, que virá como série especial limitada de 600 veículos, chamada Last Edition (mais detalhes no link abaixo). De lambuja, o link para o ótimo blog dedicado às Kombis, o Planeta Kombi. E nas imagens abaixo, um pouco da participação da Kombi na cultura e na História da humanidade.
http://g1.globo.com/carros/noticia/2013/08/volkswagen-confirma-fim-da-kombi-com-edicao-especial-de-r-85-mil.html
http://planetakombi.blogspot.com.br/2010/10/kombi-hippie.html

Produção da Kombi na Alemanha - anos 50 (divulgação)  

Desenho Carros da Pixar ( divulgação)
O filme Pequena Miss Sunshine teve várias cenas com a Kombi ( divulgação)

A Kombi nos quadrinhos: The Fabulous Furry Freak Brothers (divulg)
Camila Pitanga e a Kombi azul da novela Cama de Gato (2009) ( divulgação)
Uma das várias Kombis em Woodstock (1969)

22 de agosto de 2013

Capa do Mês - Bravo 192 - agosto de 2013

Esta capa acima é a última da Bravo. O seu fim foi anunciado no mês passado, junto a outras publicações que para a Editora Abril, já vinham definhando em bancas e assinaturas. São elas a Lola ( que li uma vez e achei  umas dez vezes melhor que a velha Cláudia), a Gloss e a Alfa ( que durou bem pouco). A Bravo, revista sofisticada voltada para as Artes, vendia 28 mil exemplares, contando todos os canais de vendas, o que para o padrão editorial atual tornou-se um estorvo. Embora eu não tivesse cacife para assiná-la ou comprá-la todo mês, conseguia alguns exemplares de amigos e esporadicamente comprava em banca. Era a única revista atual que cobria todas as manifestações artísticas, ou seja, a única que escrevia sobre artes plásticas, música, teatro, cinema, dança, cultura televisiva, literatura e quadrinhos ( pelo menos quatro ou cinco temas desses por mês), com resenhas críticas, dicas culturais e artigos mais aprofundados. Eu, revistólogo nato, fico triste quando uma revista morre assim. Mas a vida segue.... e a arvorezinha da velha Editora Abril do grande Victor Civita vai ficando cada vez mais desfolhada.

Debussy vira Doodle animado

A barra do Google em homenagem a Debussy
Em comemoração aos seus 151 anos de nascimento, o compositor francês Claude Debussy recebe uma homenagem caprichada do Google e vira Doodle com direito a animação e som. Em um cenário noturno europeu típico do início do século XX, com bicicletas, calhambeques, navio fluvial, luzes piscantes da cidade e claro, a Lua, pode-se escutar a sua mais famosa composição, "Claire de Lune".
http://www.youtube.com/watch?v=XQXgB8uenRQ

20 de agosto de 2013

Cornélius (1948-2013)

Não posso deixar passar o falecimento de um dos maiores vocalistas que nosso rock brasilis abarcou. Cornélius (Cornélio de Aguiar Neto) foi o primeiro vocalista da banda Made in Brazil e estava presente no primeiro e mais importante disco da banda, de 1974. Com seu visual glitter e sua voz rascante e aguda virou "Cornélius Lúcifer" para os fãs e marcou época, embora já em 1975 tenha se afastado da banda para tentar vôos solos. Lançou alguns bons projetos, misturando soul, MPB, rock e até disco mas gradativamente se afastou dos holofotes. Mesmo assim, ainda participou de alguns shows do Made nas últimas décadas. Cornélius faleceu em julho, mas só na semana passada é que saiu oficialmente a notícia no site do Made in Brazil.
Algumas performances de Cornélius, uma homenagem de fã e o teaser do filme sobre a banda:

19 de agosto de 2013

Livros sobre HQs - Uma lista obrigatória para quem quer saber mais sobre quadrinhos



Três dos livros presentes na "big" lista
A idéia e a pesquisa vieram do incansável Quiof Thrul, lá do "Colecionadores de HQ" e uma grande lista com livros e obras sobre HQs acabou publicada no grupo do Facebook e no ótimo blog Quadrinhosfera do Luan Zuchi. A idéia é atualizá-la conforme aparecerem novas dicas. Eu e o Toni Rodrigues já demos nossos pitacos e novas referências vão surgindo nos comentários. O assunto é quase inesgotável e dará certamente muito pano pra manga. Uma ótima iniciativa e um primordial documento para pesquisadores, desenhistas e fãs da Nona Arte.
http://quadrinhosfera.blogspot.com.br/2013/08/lista-de-livros-sobre-historias-em-quadrinhos.html
https://www.facebook.com/groups/colecionadores.hqs/doc/304519652949503/

17 de agosto de 2013

Fantasma volta às bancas!

Ultimamente tenho visitado quase diariamente o grupo no Facebook "Colecionadores de HQ", com quase 2500 membros. Encontrei lá velhos conhecidos do colecionismo e também novos colegas com muitas informações e histórias. Discussões das mais diversas, imagens das coleções particulares, lançamentos, resgates de personagens, histórias e desenhistas preferidos, detalhes preciosos e precisos, rola de tudo um pouco e a diversão lá é garantida. Anteontem, um dos membros mencionou que vira um Fantasma de relance em uma revistaria, mas não teve chance de folheá-la. Foi a conta para que vários membros ficassem em polvorosa e ansiosos para descobrirem que raio de lançamento era esse. Alguém já tinha soprado antes, no próprio grupo, que algum lançamento da Ediouro ligado ao Lee Falk surgiria em breve, mas sem mais detalhes. Ontem bem cedo, na bat-banca do Carlão, aqui perto de casa, vasculhei a estante dos gibis em busca do mascarado de Bengala. Nada! quando ia saindo decepcionado, perguntei por perguntar ao Carlão se ele sabia de alguma revista do Fantasma. Qual não foi minha surpresa quando ele se abaixou e voltou com uma bela revista na mão, dizendo que tinha chegado na primeira hora do dia e ele guardara pra mim sem pestanejar. Cheguei em casa e não pensei duas vezes: escaneei a capa e postei lá no grupo, para que os amigos do grupo pudessem visualizar o lançamento e tirar suas dúvidas. O precioso lançamento é mesmo da Ediouro e traz a 2ª história do herói, "Os Piratas do Céu", colorizada, e ainda sua continuação, publicada três anos depois em pranchas dominicais. A capa é cartonada e a revista, vendida a R$16,90, vem com 130 páginas e textos históricos sobre o personagem. Se essa agitação toda passar efetivamente para as vendas, há grandes chances de virar uma nova coleção em bancas - esse primeiro lançamento vem com o nº 1 na capa. E quem sabe, motivar a inclusão de outros personagens neste formato luxo, como os próprios Brasinha e Gasparzinho, que tiveram suas revistas mensais descontinuadas pela mesma editora no mês passado - Luluzinha clássica, nesse mesmo formato do Fantasma, está no forno, como confirmou Ota Assunção da Otamix, que produz as edições para a Ediouro. Que bom ver o velho Fantasma de volta às bancas, de onde nunca deveria ter se ausentado.

14 de agosto de 2013

Receita de Samba

Dica duca, daquelas imprescindíveis, veio do Catraca Livre, via Rick Berlitz lá no Facebook. O blog Receita de Samba, disponibiliza sambas antigos para download, muitos deles só localizados em discos de 78 rpm. Além desses tesouros gravados, a página também traz documentários, entrevistas, matérias, cifras, letras e perfis de sambas e sambistas. Também tem uma seção específica só para sambas-enredo.
http://www.receitadesamba.com.br/p/downloads.html


10 de agosto de 2013

George Duke (1946-2013)

Faleceu na segunda-feira passada o grande George Duke, tecladista/pianista que deixou um rastro invejável por onde passou dentro da música. Eclético por natureza, começou a carreira em meados dos anos 60, na banda Half Note Jazz Club de São Francisco, liderada pelo cantor Al Jarreau. Mas o grande passo seu se deu no final da década, quando gravou o disco "The Jean-Luc Ponty Experience with The George Duke Trio", um sucesso estrondoso que combinava jazz e violino elétrico e é apontado como um dos primeiros discos de jazz fusion. Esse disco abriu a porteira para o seu som vibrante, suingado e ao mesmo tempo virtuoso e os anos 70 viram grandes obras de fusion com a sua assinatura, como "Faces in Refletion" e "Liberated Fantasies", além de participações decisivas em clássicos de Frank Zappa como integrante do Mothers of Invention. Ouçam "Chunga's Revenge", "Apostrophe" "Over-Nite Sensation" "One Size Fits All" e "The Grand Wazoo" e confiram suas performances dilacerantes e certeiras. Enquanto transformava e fundia o jazz - misturando funk, soul, rock e eletrônica, mantinha um pé no jazz mais formal (mas nem tanto) , como no fabuloso disco com o baterista Billy Cobham. Sempre experimentando sons e parcerias, fez grande sucesso na virada dos 70 para os 80 ao lado do virtuose do baixo Stanley Clarke, primeiro com uma versão pra lá de suingada e sacana do clássico "Louie Louie" e logo depois com uma doce composição pop que estourou nas rádios do mundo todo: "Sweet Baby". Por essa época, eu e minha 'turminha de bailes" escutamos até gastar o LP "Dream On", com a famosa capa em que seu teclado característico gravita em algum ponto do espaço sideral. Depois passou pela nossa mão com sucesso o LP de 1977, "Reach for It", outro petardo.  Duke levou seu ecletismo também para a produção, trabalhando com artistas como Miles Davis, Smokey Robinson, Lyle Lovett, Barry Manilow e mais recentemente com a cantora Dianne Reeves, que o fez ganhar dois Grammys em 2000 e 2001. Incansável, conseguiu finalizar e lançar no mês passado, seu 40° álbum de carreira, "DreamWeaver".
Com Frank Zappa no Mothers of Invention:  http://www.youtube.com/watch?v=Dp6LT2MdaPI 
Stanley Clarke/George Duke Project-School Days(1981): http://www.youtube.com/watch?v=oFKlezPu3xg
Com Stanley Clarke -Sweet Baby(1981):http://www.youtube.com/watch?v=7ZZcZHWw9eM
Com Stanley Clarke - Louie Louie: http://www.youtube.com/watch?v=ifQSyRzeAZM
Reach for It (1977) : http://www.youtube.com/watch?v=sOVGlDC633w