30 de setembro de 2020

Lendo: Raul Seixas - Não Diga que a Canção Está Perdida" - Jotabê Medeiros (Todavia)

 Estou já no meu sétimo ou oitavo livro na pandemia. Comecei este do Raul e estou me deliciando com os primeiros capítulos: a infância e a adolescência de Raul na Bahia, com muitas peraltices e rock and roll; a formação dos primeiros conjuntos ( Relâmpagos do Rock e The Panters) e a amizade sólida com Waldir Serrão, o Big Ben; a ida ao Rio graças ao Jerry Adriani e a acolhida da Jovem Guarda aos Panteras ( mas money e success, nothing); o período do primeiro casamento, nascimento da primeira filha, amizade com Leno, a fase de produtor de sucesso na CBS ( e compositor de várias canções populares - muitas de sucesso - para José Roberto, Odair José, Jerry Adriani, Leno, José Ricardo, Raphael, Tony e Frankie, Diana, etc); a grande afinidade com Sérgio Sampaio (parte que estou lendo agora). O Jotabê escreve pracará, numa escrita solta, desgarrada e com muitas referências boas. Essa biografia, ainda antes de sair, acabou polemizando bastante nas redes sociais - talvez numa jogada de marketing da editora pra ter o livro nos trend topics - levantando suspeita de que o compositor baiano tinha dedurado seu parceiro de música Paulo Coelho em uma de suas várias idas para prestar esclarecimento aos milicos. A amizade dos dois acabou abruptamente nesse mesmo período e o autor do livro chegou a mandar documentos que levantam essa poeira para o próprio Paulo Coelho, que acabou duvidando de sua veracidade. Ao meu ver, a obra não precisava desse pré-tumulto todo, pois acho que ela se sustenta por méritos mais abrangentes. Polêmicas à parte, estou me deliciando com esses primeiros capítulos, que capturam Seixas já com muitas de suas artimanhas futuras mas ao mesmo tempo bem diferente da imagem que se perpetuou dele nas décadas seguintes. Só o levantamento das composições de Raul nessa fase pré-sucesso já vale pra mim uma fortuna ( no meu banco de depósitos culturais que valem a pena)

 




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