29 de novembro de 2016
Sharon Jones (1956-2016)
Sharon Jones é mais uma artista excepcional que deixa o nosso planetinha nesse tenebroso 2016. Uma das maiores cantoras do soul e da música negra mundial, Sharon elevou o nível da black music nos últimos anos, com suas apresentações bombásticas ao lado da ótima banda The Dap-Kings. A cantora começou tarde no mercado - gravou seu primeiro disco em 2002, aos 46 anos - e não baixou o nível em nenhum momento desde então - nem quando descobriu um câncer em 2013. Lutou contra a doença com a mesma gana que a fez brilhar na música, depois de trabalhar duramente em subempregos na juventude e ser guarda de prisão uns anos antes de chamar atenção em shows locais e no coral da igreja da sua comunidade. Sharon Jones é um exemplo a seguir e uma voz divinal para se ouvir até o fim dos tempos.
https://www.youtube.com/watch?v=1ifbleDsSsI
https://www.youtube.com/watch?v=8ouI5KcyHfE
https://www.youtube.com/watch?v=IlPE1rEdAdI
https://www.youtube.com/watch?v=XQOYAjd8icg
https://www.youtube.com/watch?v=DmHOW3_3rOM
28 de novembro de 2016
Sá escreve sobre Guarabyra ( Correio da Manhã - 09/06/1970)
Esse raro artigo no Correio da Manhã foi escrito pelo grande compositor Luiz Carlos Sá em 09/06/1970, sem supor que viraria componente do primordial trio Sá, Rodrix & Guarabyra, fundado em 1971. O próprio Guarabyra me confirmou na rede que nessa data eles sequer imaginavam que em um curto período de tempo estariam tocando juntos ( arrematando que imaginava menos ainda que estariam juntos mais de 40 anos depois!). São dois artigos escritos pelo Sá sobre o futuro parceiro - este aqui é o segundo ( outra informação passada pelo Guarabyra). A se notar os preciosos detalhes pessoais e artísticos da coluna - e os trechos em que seus caminhos se cruzaram e já solidificaram a amizade antes da parceria musical oficial - fica claro que essa comunhão intrínseca era só uma questão de tempo.
26 de novembro de 2016
Sábado literário na Biblioteca Paul Harris
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| Ana Maria e os escritores e parceiros presentes ( eu cheguei atrasado e perdi a foto principal) - foto de Claudio Rossi/APL |
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| Foto Claudio Rossi/APL |
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| Com José Eugênio Pinheiro ( foto de Gabriel Canos) |
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| Manuel Filho e a equipe da Paulus ( foto Marcos Massolini) |
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| com Pepita de Oliveira e Nilton Jorge ( foto Claudio Rossi/APL) |
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| Mônica Pinheiro e seu parceiro de dupla Luan |
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| A "árvore literária" de Natal no saguão |
O trem
O trem atravessa os interiores
da cidade trepidante e atribulada
Pela estrada de trilhos traz
trabalhadores
e transporta seus sonhos e alvoradas
Mestres de obras, tributaristas,
escriturários
Crédulos, descrentes, atletas, atrizes
congregam por instantes o mesmo
itinerário
e formam atraente aura cheia de raízes
O comboio de metal mobiliza a massa
e traça em seu percurso as linhas do
destino
O amor à espera, o emprego à vista e a
vida passa
passageira como os passageiros deste
trem divino
(14/09/2002)
24 de novembro de 2016
Leon Russell (1942-2016)
Leon Russell se despediu no dia 13 de novembro, aos 74 anos. Músico versátil e compositor de extensa produção, já era tecladista de estúdio desde os anos 60 e nunca abandonou essa sua faceta de "acompanhante de luxo" em álbuns de outrem. Sua composição mais admirada e gravada é sem dúvida "A Song for You", gravada por muita gente boa ( Ray Charles, Aretha Franklin, Amy Winehouse, Carpenters, Simply Red, entre tantos) mas imortalizada pela interpretação emocionante de Donny Hathaway (ouça aqui embaixo). Outros destaques de sua lavra: Delta Lady, This Masquerade, Hummingbird, Tight Rope. Exímio instrumentista, vocalista razoável ( mas que dava uma textura própria às suas composições), entrou para o Hall da fama do Rock em 2011.
https://www.youtube.com/watch?v=HeHiio1sTTI
https://www.youtube.com/watch?v=tn-br0h4rZk
https://www.youtube.com/watch?v=d2Z9qN8R9Bg
https://www.youtube.com/watch?v=YLBv7dNkl3A
22 de novembro de 2016
Curta Metragem "M.A.M.O.N - Latinos X Trump
O curta-metragem M.A.M.O.N (Monitor Against Mexicans Over Nationwide), dirigido por Ale Damiani, faz parte do projeto Wecanfxit e vem fazendo um sucesso danado na rede. Não é pra menos: o filme traz com muita inteligência um Donald Trump sci-fi totalmente alucinado, manipulando sua versão "Robô-Gigante" e levando a cabo sua promessa de campanha de isolar os mexicanos de vez atrás da finalizada "grande muralha" americana ( no vídeo, eles são "catapultados" para fora do país e na sequência, pisoteados pelo tal robô controlado). Entre trabalhadores que movimentam a economia dos EUA, uma miss (ironicamente o concurso Miss Universo faz parte do conglomerado Trump) e referências à cultura Mexicana ( galo branco, Chapolin Colorado, mariachis, a "mamacita", os mascarados da lucha libre, entre outros), Trump consegue exterminar um a um seus "adversários", mas não sabe que um final surpreendente o aguarda. Um trabalho divertido, brilhante, cheio de efeitos e humor, ao mesmo tempo em que expõe e critica o plano discriminatório proposto pela política de Trump. Vejam:
https://www.youtube.com/watch?v=Q__bSi5rBlw
https://www.youtube.com/watch?v=Q__bSi5rBlw
15 de novembro de 2016
(Mais) Foto(s) do mês: Vô Antonio
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| Vô Antonio, à esquerda |
Desde o mês passado meu primo Ednilson resolveu ir atrás da história da família Massolini, da qual me incluo, e de lá pra cá vem fazendo um ótimo trabalho detetivesco! A saga da família é muito complicada de ser desvendada por conta de vários empecilhos, mas principalmente porque nossos bisavós tiveram uma doença gravíssima ali pelos anos 20 (bem provavelmente a gripe espanhola) vindo a falecer e deixando os filhos ( minha tia Rosa, meu tio Zéfiro e meu avô Antonio, pai do meu pai), órfãos ainda na juventude. Essa tragédia fez com que cada um deles fosse para uma família - meu avô, o mais velho, acabou indo para o interior labutar na roça. Mesmo com essas surpresas e armadilhas no caminho, a pesquisa do meu primo andou e andou bem. Um dos empecilhos - e este acaba atrapalhando muito quando se busca documentos em cartórios - é o fato de cada filho ter um registro do sobrenome ( a parte do tio Zéfiro, Massolino; a parte do meu vô, Massolini e Mazolini - e por aí vai). Entre as descobertas, nomes diferentes em certidões de nascimento ( tia Rosa por exemplo, era Rosina), datas trocadas e fotos inéditas ( muitas estavam com a parte da família que ficou em São Bernardo). Meu avô Antonio tem pouquíssimas fotos em vida. Goleiro da General Motors nos anos 30 (seu apelido era Testão) foi contratado para trabalhar na empresa à época por ser bom de bola, e lá ficou até se aposentar. Infelizmente conheci muito pouco meu vô, pois ele faleceu no início dos anos 70, quando eu contava com 3, 4 anos de vida. O que lembro vagamente é de um senhor com barba a fazer - ele já estava muito adoentado - sentado o tempo todo em um sofá avermelhado, do qual eu mantinha distância por puro amedrontamento. Receio bobo de criança, pois quem conheceu o Seu Antonio sabia que ele era uma pessoa de boa índole e amável. Há uns anos atrás eu e meu pai fomos checar nos arquivos da General Motors se havia alguma foto dos tempos pioneiros do futebol na empresa, em busca de uma imagem em que aparecesse meu vô no time, pois nossa família não tem nenhuma referência dessa sua fase na juventude. Saímos decepcionados de lá, pois todas as imagens anteriores aos anos 60 não eram mais guardadas no acervo. Um absurdo! Com esse resgate bem vindo da parte do meu primo, algumas fotos suas vem aparecendo aos poucos. Eu já tinha achado uma foto de má qualidade nos guardados do meu pai, com meu vô entre uma formação posterior do time da General Motors (provavelmente início dos anos 60 - foto abaixo) Não é uma imagem de boa qualidade e também não é de seus tempos áureos embaixo das traves, mas de certa forma, resgata sua proximidade com o futebol amador e suas raízes. As outras duas fotos, acima, vieram das buscas do Ednilson: o retrato - que mostra bem as semelhanças com meu pai - deve ser dos anos 50. Já a belíssima foto dele em uma bicicleta, ao lado de um amigo, tem boas chances de ser dos anos 40. Ficam aqui os registros do meu heroico vô Antonio Massolini, a quem pouco conheci, mas que sempre me acompanhou no coração, como se de certa forma me protegesse no correr da vida. Um anjo da guarda de luvas.
13 de novembro de 2016
Leonard Cohen (1934-2016)
O grande Leonard Cohen se foi na sexta-feira e me deu um baita susto: naquela tarde eu tinha mostrado uns vídeos seus do Youtube para meus filhos e fiquei contando um pouco sobre o que sabia dele, as músicas que eu conhecia do seu repertório e outras que acabamos ouvindo ali pela primeira vez. No outro dia soube que sua morte foi a noite, algumas horas depois da nossa sessão!! Estávamos em sintonia com o velho Cohen!
Mais um passamento de um grande artista em um ano muito, muito dramático e trágico.
Eu tenho alguns discos de Cohen e embora sempre tenha admirado muito o seu trabalho, desde o seu início nos anos 60 ( o primeiro LP é obra-prima!), adoro duas fases em particular: aquela um pouco antes do seu "retiro espiritual"nos anos 90 e a sua reentrada no mercado nos últimos anos, que ocorreu por pura subsistência: ele ficou sabendo que tinha sido "rapelado" por sua empresária e teve que voltar à ativa nos palcos e nos discos. Sua voz, feito vinho, foi ficando cada vez melhor e ultimamente estava ainda mais "nicotinada" e "encharcada de bourbon", embora o compositor/cantor nunca tenha precisado de aditivos para ter sua voz gutural/grave/ gravitacional. Muitos ainda não sabem que ele foi o autor de uma das músicas mais gravadas nos últimos tempos -"Hallelujah"- que rolou em trilha de desenho animado (Shrek), seriado global ( Justiça) e em versões de muita gente boa. Mas seu repertório é fantástico, eclético e suas criações densas, duradouras. Sua obra merece ser conhecida pelos jovens de hoje e do futuro, pois como seu terno, sua elegância e sua profundidade, a música que fez e interpretou é perene.
https://www.youtube.com/watch?v=YrLk4vdY28Q
https://www.youtube.com/watch?v=NGorjBVag0I
https://www.youtube.com/watch?v=6o6zMPLcXZ8
https://www.youtube.com/watch?v=DgEiDc1aXr0
https://www.youtube.com/watch?v=NW7oNpzBSGc&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=6
https://www.youtube.com/watch?v=ytdjYjM-cLg&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=8
https://www.youtube.com/watch?v=YiCyTXk78xs&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=19
https://www.youtube.com/watch?v=Osuodidy6eA&index=42&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ
Mais um passamento de um grande artista em um ano muito, muito dramático e trágico.
Eu tenho alguns discos de Cohen e embora sempre tenha admirado muito o seu trabalho, desde o seu início nos anos 60 ( o primeiro LP é obra-prima!), adoro duas fases em particular: aquela um pouco antes do seu "retiro espiritual"nos anos 90 e a sua reentrada no mercado nos últimos anos, que ocorreu por pura subsistência: ele ficou sabendo que tinha sido "rapelado" por sua empresária e teve que voltar à ativa nos palcos e nos discos. Sua voz, feito vinho, foi ficando cada vez melhor e ultimamente estava ainda mais "nicotinada" e "encharcada de bourbon", embora o compositor/cantor nunca tenha precisado de aditivos para ter sua voz gutural/grave/ gravitacional. Muitos ainda não sabem que ele foi o autor de uma das músicas mais gravadas nos últimos tempos -"Hallelujah"- que rolou em trilha de desenho animado (Shrek), seriado global ( Justiça) e em versões de muita gente boa. Mas seu repertório é fantástico, eclético e suas criações densas, duradouras. Sua obra merece ser conhecida pelos jovens de hoje e do futuro, pois como seu terno, sua elegância e sua profundidade, a música que fez e interpretou é perene.
https://www.youtube.com/watch?v=YrLk4vdY28Q
https://www.youtube.com/watch?v=NGorjBVag0I
https://www.youtube.com/watch?v=6o6zMPLcXZ8
https://www.youtube.com/watch?v=DgEiDc1aXr0
https://www.youtube.com/watch?v=NW7oNpzBSGc&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=6
https://www.youtube.com/watch?v=ytdjYjM-cLg&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=8
https://www.youtube.com/watch?v=YiCyTXk78xs&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=19
https://www.youtube.com/watch?v=Osuodidy6eA&index=42&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ
11 de novembro de 2016
Barry's Volkswagen Beetle Story
A agência inglesa Adam & Eve DDB London contratou a documentarista Amanda Blue para dirigir essa emocionante história que traz as memórias familiares do britânico Barry Openshaw, e que consequentemente inclui a participação do Fusca dourado do seu pai em grande parte desses eventos/momentos inesquecíveis. Eu, que convivi desde a tenra infância com os "Fuscões" do meu pai e depois tive a honra de conhecer meu sogro e suas várias histórias relacionadas aos carros que teve durante sua vida ( Fusca incluído, claro), me emocionei bastante com esse vídeo! ( na sequência, vale assistir o making off abaixo).
9 de novembro de 2016
IMS adquire arquivos fotográficos dos Diários Associados
Uma boa notícia colhida do portal Comunique-se: o Instituto Moreira Salles adquiriu o arquivo fotográfico de três jornais cariocas que pertenceram aos Diários Associados do famoso "Chatô" (Assis Chateaubriand). São eles, "O Jornal" ( nascido em 1919; adquirido pelos DA em 1924 e extinto em 1974); Diário da Noite (1929-1964) e Jornal do Commercio ( de 1827 - adquirido pelo grupo em 1957 e fechado recentemente, como postado por este blog). A cadeia jornalística dos Diários Associados existe até hoje, vale lembrar, mas não mantém mais nenhum jornal em atividade no Rio de Janeiro, daí a necessidade que teve em encontrar um instituto que acolhesse essa preciosa coleção de imagens do seu acervo. O IMS, que já vem fazendo um trabalho primoroso nesse sentido, não perdeu o passo e amealhou esse arquivo histórico tão importante. Que outros arquivos primordiais que mofam esquecidos em porões pelo país afora tenham essa mesma sorte.
http://portal.comunique-se.com.br/jo-com/82703-instituto-moreira-salles-adquire-arquivo-dos-diarios-associados
http://portal.comunique-se.com.br/jo-com/82703-instituto-moreira-salles-adquire-arquivo-dos-diarios-associados
7 de novembro de 2016
( O Acervo Sorve): Suplementos culturais da Folha da Noite com páginas de quadrinhos ( 1952)
3 de novembro de 2016
Foto do Mês: "Ondas Urbanas" de Priscila Zambotto
A dinâmica Priscila Zambotto foi minha colega de ensino médio aqui em São Caetano do Sul e só poucos anos atrás soube que tinha abraçado com garra e determinação a fotografia, essa profissão imagética e magnética que ainda consegue nos comover. Desde então venho acompanhando seu trabalho pelas redes sociais, sempre com muita curiosidade, visto a qualidade e identidade de suas fotos. Foi o caso dessa imagem batizada de "Ondas Urbanas", produzida em 2014 (acima), e que desde então coleciona prêmios e menções Brasil afora. A própria Priscila elencou essas premiações:
- 2º lugar na "XXVIII Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Preto e Branco" – Manaus/AM – 2014.
- Selecionada no 12º Salão Nacional de Fotografia “Pérsio Galembeck – Araras/SP – 2015.- Participação na exposição coletiva "Infinitos Tons de Cinza" com fotos dos associados do Grupo Luminous de Fotografia premiadas ou selecionadas na XXVIII Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Preto e Branco (Manaus/AM - 2014) – Galeria Consigo – São Paulo (SP) – 2015.
- Publicada na Galeria Fotográfica Estilo, do Estilo/ND - Anuário do Núcleo de Decoração do Vale – 2015.
- Recebeu Menção Honrosa no "XX Salão Nacional de Arte Fotográfica" - Foto Clube de Londrina (PR) -2016
Muito merecido; e ouso dizer que se for participar de eventos internacionais, levará mais louros. É a típica imagem que além de ser feita na hora certa/no lugar exato, traz sensibilidade própria e plasticidade genuína. Técnica à parte, o resultado é pura arte.
31 de outubro de 2016
Poucos acordes, grande sensibilidade: Ana Vilela, 18 anos, manda muito bem seu recado!
Ana Vilela, guria de fibra lá de Londrina, faz música desde seus 14 anos - está com 18 - mas não tinha noção que sua última música postada no Youtube, viralizasse de tal maneira na última semana que não só colecionaria views à rodo, como teria em pouco tempo covers pipocando pra todo lado. A canção - "Trem Bala " - tem uma mistura boa de pureza, poesia, mensagem certeira e sensibilidade. A letra surpreende pelo olhar maduro em relação ao capitalismo exacerbado e o "sucesso a qualquer preço" que delineiam tantos perfis atuais, e para tanto, cita uma aproximação estratégica ao aconchego famíliar. Em meio à conchavos que enojam, alianças vergonhosas, hipocrisias de cobras criadas e bravatas de ignóbeis que se acham semideuses, escutar Ana Vilela é um néctar que veio do céu. Quero ver/ouvir mais, Ana!
https://www.youtube.com/watch?v=TEjqASLuRGw
27 de outubro de 2016
Capa do Mês: LP "Jet Music - As 12 Mais da Difusora" (Stax - 1971)
Olhem que coisa mais linda esse LP da Difusora de 1971 - série "as 12 mais" - que eu encontrei no fim de semana em um simpático e generoso sebo do centrão de São Paulo! a arte é do magnífico Alain Voss, que nesse mesmo ano assinava também a capa do LP dos Mutantes "Jardim Elétrico". A capa aberta ( lá em cima) serve como uma bela moldura para a sua arte explosiva. E ainda tem a arte interna, bicolor, mas igualmente bombástica e psicodélica, como a época pedia. Não bastasse a capa, o disco coletânea faz jus à apresentação: o elenco é todo da Stax, casa de qualidade quando o assunto é black music.
26 de outubro de 2016
Sábado no Centro de São Paulo: sem o aguardado catálogo de J. Carlos mas firme no garimpo ao lado de Peter Mihajlovic, José "Zinerman" Nogueira e (finalmente) João Antonio Buhrer!
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| Peter Mihajlovic, Marcos Massolini, José "Zinerman" Nogueira e João Antonio Buhrer: "caçadores" se refestelando no centrão de Sampa ( foto: Gabriel Canos) |
22 de outubro de 2016
Rolling Stones 2016 se conecta aos Rollings Stones de 1963 a 1965! Viva os Rolling Stones!
Os Rolling Stones sempre foram uma banda de blues em sua essência. Começaram como um grupo de blues, venerando os lendários do Delta do Mississipi e os mestres de Chicago - até no nome: Rollin' Stones foi um tremendo petardo de Muddy Waters. Brian Jones era um purista do blues; o tecladista Ian Stewart também; Keith e Mick adoravam o blues - mas também rock and roll e soul/spirituals, e o impávido Charlie Watts já tinha tocado em banda de jazz, assim como Bill Wyman ( e seu antecessor nos Stones, Dick Taylor). Resumindo? todos tinham um pé no blues e principalmente na música negra. Pois eis que os Rolling Stones, vivíssimos nesse estranho ano de 2016, se conecta de coração e alma com os jovens Rolling Stones lá dos primórdios e lança em dezembro um disco repleto/recheado de blues ( Blue and Lonesome) ! Eles nunca abandonaram o gênero e sempre lançaram aqui e ali uma música blueseira, mas agora a pegada é diferente - é como uma homenagem aos seus ídolos, às suas origens e à sua história. Vale lembrar que naquele encontro definitivo entre Mick e Keith em algum dia de 1962, no trem, o primeiro estava com um monte de discos clássicos de blues na mão. Agora, mais do que nunca, aquele trem corre de novo nos trilhos longevos dessa incrível banda. Se nos primeiros discos, o blues estava "quase" em sua totalidade nos sulcos, B and L só tem blues. Aos poucos vão saindo trechos do que vem por aí. No mês, já tinha saído para audição "Just your Fool". Ontem saiu mais uma - "Hate to See You Go"- e ambas farão parte do repertório de 12 covers de blues selecionadas para o disco. Vai ter Little Walter, Jimmy Reed, Magic Sam, Otis Rush e Howlin'Wolf, e a participação de Eric Clapton em duas delas, além do baterista Jim Keltner. Um discaço vem por aí com certeza.
Ouçam os trechos das duas músicas:
https://www.vagalume.com.br/the-rolling-stones/just-your-fool.html
http://www.rollingstones.com/2016/10/22/new-stones-song-hate-to-see-you-go/
19 de outubro de 2016
Fanzinada no Dia Nacional do Fanzine (15/10)
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| José Zinerman Nogueira, Renato Donisete e eu, no meio da Fanzinada |
No sábado (15) dei uma passada no Fanzinada, brilhantemente organizado pela Thina Curtis, na Casa da Palavra em Santo André. A data era em comemoração ao Dia Nacional do Fanzine e muita gente boa da produção fanzineira e da arte e literatura independente apareceu por lá. Na ocasião pude cumprimentar o fanzineiro e escritor Márcio Sno, a própria Thina Curtis ( às voltas com sua vibrante e destemida filhinha, que não parava de andar de um lado para outro) e alguns expositores como o pessoal da Sci-Fi ABC & Cia e o simpático cartunista Valter "Limonada". Também tive a oportunidade de trocar ideias com o ativo Marcatti - pra quem sempre pergunto se não existem por aí "clones" seus à solta tal a sua participação efetiva em eventos diversos espalhados pela grande São Paulo e interior - , a grande dupla de quadrinhos e artes gráficas Gilmar e Fernandes, o casal poético Zhô Bertolini e Jurema Barreto de Souza - Zhô me agradeceu pelo poema que fiz em sua homenagem (um assunto que vai rende outra postagem) -, e o amigo Renato Donisete - que me presenteou com dois números do seu fanzine "Aviso Final", antológico zine do ABC que já passou das duas décadas e também o excelente "Microfonia", de João Pessoa/PB. A ocasião serviu também para finalmente eu conhecer ao vivo e a cores o lendário e multimídia José "Zinerman" Nogueira ( outro que vai virar post aqui em breve), um dos maiores colecionadores de "áudio" do Brasil, especialista em história do rádio e entre outras façanhas, cofundador do primeiro fã-clube do Raul Seixas ( o famoso Raul Rock Club, com Sylvio Passos) e fanzineiro de primeira hora ( desde os anos 70 - criador de "Delírio Cotidiano", entre tantos). A gente já tinha combinado previamente e pudemos trocar dezenas de itens culturais de nossos respectivos arquivos, além de decretar exatamente nesse dia 15/10 a oficialização do "CCTC - Clube dos Colecionadores para Trocas Culturais", uma saída para os abusivos preços de muitos itens do Mercado Livre e da Estante Virtual que acabam virando referência para muitos do mercado de sebos, bazares e afins ( outro tema que vai dar pano pra manga aqui). Seguem as imagens, a maioria do meu escudeiro mor e filho Gabriel Canos, alguns itens conquistados para o arquivo e o vídeo disponibilizado no Youtube pelo Celso Marchini. Valeu mais essa!
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| Gabriel.... sempre me ajudando... |
O vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=aNHFv4gh0QQ
18 de outubro de 2016
Toots Thielemans (1922-2016)
A morte do genial Toots em agosto deste ano passou totalmente batida aqui no blog e eu não poderia deixar de homenageá-lo, ele que foi um dos maiores gaitistas de todos os tempos, acompanhando músicos de excelência e qualidade em toda a sua carreira. Começou como guitarrista e no início já acompanhava feras do jazz e grandes bandas como titular desse instrumento. Ao se mudar para os EUA na virada dos anos 40 para os 50, dominando a harmônica como poucos, acompanhava a Charlie Parker's All-Stars ( já tinha participado nos seus tempos de Europa de uma jam session que contou, além de Charlie, com Miles Davis e Max Roach entre outros) e a partir daí tocou com meio mundo do jazz e do pop, incluindo a música brasileira - Toots ficou bem próximo de Elis Regina ( com quem gravou o disco Elis & Toots em 1969 - no Brasil só saiu em 1978 como Aquerela do Brasil), Astrud Gilberto, Milton Nascimento, Sivuca ( com quem gravou um belo disco ao vivo em um bar do Rio), Rosinha de Valença e Oscar Castro-Neves, entre outros. Se maior sucesso foi 'Bluesette' de 1962, um grande êxito mundial, e já nessa época era um grande colaborador de trilhas sonoras de peso no cinema - Bonequinha de Luxo ( 1961), Midnight Cowboy (Perdidos na Noite -1969) foram alguns deles. No biênio 92/93 lançou dois discos com participações de artistas brasileiros - Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo, João Bosco, Djavan, Milton Nascimento, Ivan Lins, Dori Caymmi, entre outros - chamados "The Brazil Project". Além de ser o primeiro a divulgar e popularizar a harmônica cromática, foi também um assoviador de primeira e só encerrou sua carreira aos 92 anos, em 2014, quando percebeu que seu desempenho não era o mesmo. Um fenômeno!
Selecionei momentos marcantes de Toots:
* álbum Trilogy ( antologia contendo três discos de sua carreira - "Man Bites Harmonica", "Time Out For Toots" e "The Soul of Toots Thielemans") - https://www.youtube.com/watch?v=f8YtMxcBQS8
* álbum Aquarela do Brsil ( com Elis) - https://www.youtube.com/watch?v=UUTK-E6hmHU
* álbum Affinity ( com Bill Evans - 1979) - https://www.youtube.com/watch?v=I4f2c4O8I1Y
* CD The Brazil Project 2 (1993) - https://www.youtube.com/watch?v=7s3bH1oJ6qc
* CD The Brazil Project 1 (1992) - https://www.youtube.com/watch?v=1o2jVKmcpuE&list=PLuqmtj-QZASUJVlRnWeiLbKwWlL1hkGz-
Bluesette - https://www.youtube.com/watch?v=Oi4G6UmYK9U
Harmonica Theme ( Midnight Cowboy) - https://www.youtube.com/watch?v=sOZYT8nX2X4
Selecionei momentos marcantes de Toots:
* álbum Trilogy ( antologia contendo três discos de sua carreira - "Man Bites Harmonica", "Time Out For Toots" e "The Soul of Toots Thielemans") - https://www.youtube.com/watch?v=f8YtMxcBQS8
* álbum Aquarela do Brsil ( com Elis) - https://www.youtube.com/watch?v=UUTK-E6hmHU
* álbum Affinity ( com Bill Evans - 1979) - https://www.youtube.com/watch?v=I4f2c4O8I1Y
* CD The Brazil Project 2 (1993) - https://www.youtube.com/watch?v=7s3bH1oJ6qc
* CD The Brazil Project 1 (1992) - https://www.youtube.com/watch?v=1o2jVKmcpuE&list=PLuqmtj-QZASUJVlRnWeiLbKwWlL1hkGz-
Bluesette - https://www.youtube.com/watch?v=Oi4G6UmYK9U
Harmonica Theme ( Midnight Cowboy) - https://www.youtube.com/watch?v=sOZYT8nX2X4
17 de outubro de 2016
"1965 - O Ano mais Revolucionário da Música" disponível na rede ( trechos)
Esse livro "1965 - O Ano mais Revolucionário da Música" (Andrew Grant Jackson - Leya) foi lançado o ano passado e agora tem partes bem interessantes disponibilizadas na rede ( não sei até quando). Nos trechos liberados dá para se ter uma ideia clara de como o processo de composição da dupla Jagger/Richards chegara finalmente numa linha de produção definida e com identidade própria ( "Out of Time", "Last Time" e "Satisfaction", principalmente). 1965 é o ano também de "sementes" que modificariam a década irremediavelmente como a própria "Satisfaction", "Like a Rolling Stone" de Dylan e "My Generation" do The Who. O livro está picotado mas dá para ver que o autor se aprofundou pra valer no ano - principalmente nos subterrãneos das gravações - trazendo uma riqueza de detalhes que dá gosto! Claro que essa de superestimar um único ano ( "o mais") gera desconfianças e contradições - sempre vai ter alguém elegendo outro ano como revolucionário - e talvez no lugar de revolucionário coubesse "ano de ruptura" ou algo mais palatável comercialmente, mas inegavelmente 1965 foi um ano em que algo muito forte e autêntico eclodiu na música e lançou a base do que viria a seguir. O lance é esquecer as definições engessantes e curtir as filigranas desse ano mágico.
link:
https://books.google.com.br/books?id=V_OiCwAAQBAJ&printsec=frontcover&dq=1965%3A+o+ano+mais+revolucion%C3%A1rio+da+m%C3%BAsica+livro&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjqqdmVl9vPAhVDjZAKHUNHDJEQ6wEIHzAA#v=onepage&q=1965%3A%20o%20ano%20mais%20revolucion%C3%A1rio%20da%20m%C3%BAsica%20livro&f=false
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13 de outubro de 2016
Bob Dylan ganha o Nobel de Literatura!
Há dois dias atrás conversando com um amigo sobre a importância de Bob Dylan para a cultura contemporânea (meu amigo não vai muito com ele), comentei que Dylan , ao meu ver, é um escritor que utiliza a música como veículo para suas elocubrações, desde o início de carreira - mas o encaixe foi tão perfeito, o conhecimento musical de raiz tão presente, que a sua arte acabou extrapolando esse canal inicial de "passar a mensagem". Dylan tornou-se um dos maiores letristas de todos os tempos, e isso não é depreciação nenhuma, mas um meio de transformação legítimo. Letra de música passou a ser importante graças a ele. Esse inédito Nobel de Literatura para um "bardo" do rock ( ele que tem também Oscar, Pulitzer, Globo de Ouro, além de muitos Grammys) meio que corrobora o que mencionei ao meu amigo: muita gente não curte a voz característica de Dylan ou sua música "comentada", discursiva, mas poucos podem colocar em dúvida a qualidade de sua poética e narrativas . Alguns torceram o nariz para a premiação (críticas vindas principalmente do meio literato e acadêmico), outros adoraram a ousadia do Nobel. Eu fico com a segunda turma - Bob Dylan é o cara e escreve pra cacete.
Abaixo uma letra das boas de sua lavra:
The Times They Are A-Changin
Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone
If your time to you
Is worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a-changin
Come writers and critics
Who prophesize with your penAnd keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin'
Come senators, congressmen
Please heed the call
Don't stand in the doorway
Don't block up the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
There's a battle outside
And it is ragin'
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin
Come mothers and fathers
Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is
Rapidly agin'
Please get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin
The line it is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'
Os Tempos Estão Mudando
Vamos reunir as pessoas ao redor
Por onde quer que andem
E admitam que as águas
Á sua volta estão subindo
E aceitem que logo
Vocês estarão cobertos até os ossos.
Se seu tempo para você
Vale a pena ser poupado
Então é melhor começar a nadar
Ou irá se afundar como uma pedra
Pois os tempos estão mudando
Por onde quer que andem
E admitam que as águas
Á sua volta estão subindo
E aceitem que logo
Vocês estarão cobertos até os ossos.
Se seu tempo para você
Vale a pena ser poupado
Então é melhor começar a nadar
Ou irá se afundar como uma pedra
Pois os tempos estão mudando
Venham escritores e críticos
Aqueles que profetizam com suas canetas
E mantenham seus olhos abertos
A chance não virá novamente
E não falem tão cedo
Pois a roda ainda está girando
E não há como dizer
Quem será nomeado
Pois o perdedor de agora
Mais tarde vencerá
Pois os tempos estão mudando
Aqueles que profetizam com suas canetas
E mantenham seus olhos abertos
A chance não virá novamente
E não falem tão cedo
Pois a roda ainda está girando
E não há como dizer
Quem será nomeado
Pois o perdedor de agora
Mais tarde vencerá
Pois os tempos estão mudando
Venham senadores, congressistas
Por favor escutem o chamado
Não fiquem parados no vão da porta
Não congestionem o corredor
Pois aquele que se machuca
Será aquele que nos impediu
Há uma batalha lá fora
E está rugindo
E logo irá balançar suas janelas
E fazer ruir suas paredes
Pois os tempos estão mudando
Por favor escutem o chamado
Não fiquem parados no vão da porta
Não congestionem o corredor
Pois aquele que se machuca
Será aquele que nos impediu
Há uma batalha lá fora
E está rugindo
E logo irá balançar suas janelas
E fazer ruir suas paredes
Pois os tempos estão mudando
Venham mães e pais
De toda os lugares...
E não critiquem
O que vocês não podem entender...
Seus filhos e filhas
Estão além de seu comando
Seu velho caminho
Está rapidamente envelhecendo
Por favor saiam da frente
Se não puderem dar uma mãozinha
Pois os tempos estão mudando
De toda os lugares...
E não critiquem
O que vocês não podem entender...
Seus filhos e filhas
Estão além de seu comando
Seu velho caminho
Está rapidamente envelhecendo
Por favor saiam da frente
Se não puderem dar uma mãozinha
Pois os tempos estão mudando
A linha está traçada
A maldição está lançada...
E o mais lento agora
Será o rápido mais tarde...
Assim como o presente de agora
Será mais tarde o passado.....
A ordem está
Rapidamente se esvaindo
E o primeiro agora
Será o último depois....
Pois os tempos estão mudando
A maldição está lançada...
E o mais lento agora
Será o rápido mais tarde...
Assim como o presente de agora
Será mais tarde o passado.....
A ordem está
Rapidamente se esvaindo
E o primeiro agora
Será o último depois....
Pois os tempos estão mudando
10 de outubro de 2016
Dálcio Machado deixa o Correio Popular
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| Charge de 2003 ( Dálcio Machado) |
Seguindo as últimas e estapafúrdias demissões de chargistas em jornais de porte, o Correio Popular de Campinas despediu recentemente o genial Dálcio Machado, certamente um dos melhores chargistas do país. Em sua despedida nas redes, o artista foi elegante e criativo, como sempre - e escolheu dentre suas participações em mais de duas décadas no veículo, essas duas charges que replico aqui. A se verificar seu legado de preciosidades gráficas nos mais de 25 anos que trabalhou para o jornal, quem perdeu foi o veículo, não acham?
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| premiada charge de 2016 |
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