30 de abril de 2020
Live 4 Quadrinhos hoje!
Hoje às 14h, haverá um bate papo sobre quadrinhos na página Viagem ao Fundo do Baú (Facebook) do amigo Francisco Ucha, que trará mais alguns amigos em comum para uma conversa sobre Neal Adams e Joe Kubert, dois monstros das HQs, e as reformulações revolucionárias que eles fizeram em dois personagens icônicos no início dos anos 70, Tarzan (Kubert) e Batman(Adams). O debate faz parte da série Live4 Quadrinhos e contará com a presença do próprio Francisco Ucha e também com Toni Rodrigues, Marcelo Naranjo e Ligia Colares. Imperdível!
26 de abril de 2020
Rolling Stones: participação em live e música nova lançada
Os Rolling Stones completam em 2020, 58 anos de existência! E pelo jeito sem aposentadoria à vista. Apesar do isolamento forçado pelo coronavírus, a banda está mais ativa do que nunca: gravando inéditas desde o ano passado, a banda interrompeu as atividades em estúdio, mas as composições continuaram a ser buriladas mesmo à distância. Depois de uma elogiada participação na megalive "One World - Togheter at Home" (tocando a clássica You Can't Always Get What You Want), via Youtube, que contou com participações de vários artistas pelo mundo todo ( Paul McCartney, Elton John, Eddie Vedder, Chris Martin, Lady Gaga, entre muitos outros), a banda resolveu lançar uma música inédita, "Living in a Ghost Town", que já estava quase pronta, mas sofreu algumas alterações na letra por conta da nova situação global de pandemia. Entre os trechos da letra, Jagger canta que "a vida era tão bonita, aí todos nós fomos trancados". Vejam no link abaixo o novo clip e a participação dos Stones na live global (com a hilária performance de Charlie Watts, "sem bateria").
https://www.youtube.com/watch?v=LNNPNweSbp8..............................https://www.youtube.com/watch?v=N7pZgQepXfA
23 de abril de 2020
Hoje, 23/04, dia de Pixinguinha e Dia Nacional do Choro
Hoje é o dia que se comemora o nascimento do genial Pixinguinha - Alfredo da Rocha Vianna Filho - 23/04/1897.E hoje, por conta desse genial rebento, é também o Dia Nacional do Choro. Desde cedinho estou ouvindo seus discos, entre eles, um que gosto muito: " A Música Genial de Pixinguinha", LP que saiu em 1980 pela gravadora Marcus Pereira, com muita gente boa interpretando clássicos e petardos do mestre. Querem ouvir comigo? copiem o link: https://www.youtube.com/watch?v=UPy_40ofgMg&fbclid=IwAR2-91WAgjQBNLN68ZggnnNRnFYTLDNFTv23bwOmbf2DAonBi49rNAmszBI
21 de abril de 2020
Moraes Moreira (1947-2020)
A primeira lembrança que tenho do Moraes Moreira é a sua música "Pombo Correio", de 1977. Eu tinha 10 anos e embora conhecesse de "ouvido" algumas músicas dos Novos Baianos, só fui conhecer sua fase anterior anos mais tarde. Pombo Correio foi uma das músicas que mais me marcaram nos 70. "Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira" de 1979, é outra grande composição e mais moderna do que nunca. Depois fui acompanhando de perto sua carreira, incluindo suas músicas festivas dos anos 80 ( e o estouro de Festa do Interior, de 1981, na voz de Gal), e principalmente suas habilidades com as cordas, que foi um tanto eclipsada na época em que tocava com Pepeu Gomes, mas que merece ser reconsiderada. Foi nos anos 80 que "redescobri" Novos Baianos e me apaixonei pra sempre - o Acabou Chorare, disco de 1972 está na minha lista top ten, como já foi mostrado aqui no blog. Moraes, além de ótimo compositor, entrou para a história como o primeiro a cantar em cima de um trio elétrico e pelo que vi nas matérias de seu falecimento (ocorrido no dia 13/04) foi também uma ótima pessoa - os vizinhos deram depoimentos emocionados sobre ele e um farmacêutico da farmácia que Moraes era freguês tomava café da manhã todo dia com ele. Valeu Moraes Moreira, por deixar a trilha da minha vida mais encantada. Que a sua passagem seja tranquila, ao som de uma boa guitarra baiana.
https://www.youtube.com/watch?v=bxcz9Sb-vAY&list=PLkuNkdx6CACVxaRX78UBgAHNoewyb61yD
16 de abril de 2020
Live Stream de David Gilmour hoje (16-04) no Facebook
Acabei de ver matéria da 89FM sobre live de David Gilmour hoje! Ao que parece, ele anda aparecendo em algumas lives menores por esses dias e hoje anunciou mais um som direto de sua house às 16h30, no Facebook. Vou assistir e depois eu colo o link aqui com a live completa, ok? o link da matéria com os detalhes, aqui: https://www.radiorock.com.br/2020/04/16/david-gilmour-pink-floyd-anuncia-live-para-esta-quinta-feira/?fbclid=IwAR100c0JASUdklAraYSxU61eb03uNUqiZn6_r0yDWWVTKGoJqwxk2h19DKo
15 de abril de 2020
A live impressionante de Guilherme Arantes
No sábado(11) acompanhei a live do Guilherme Arantes, diretamente da Espanha, onde mora com sua esposa em uma cidade medieval chamada Ávila. Prometi acompanhá-lo do começo ao fim e acabei me surpreendendo com a duração - mais de cinco horas! - e ainda com a incrível resistência do compositor, já que ele permaneceu esse tempo todo em frente ao seu teclado, sem ir ao banheiro e só parando poucos segundos para tomar um chazinho ou uma água! Nessa maratona elástica, Guilherme exibiu toda sua excelência nas teclas - ele é laureado internacionalmente no piano e demonstra isso tocando fluentemente qualquer gênero musical - e jorrou seu vasto repertório, mesclando sucessos inesquecíveis e lados B de sua longa carreira. Ao lado das canções autorais, emendou obras brasileiras e internacionais numa seleção pra lá de eclética. E dá-lhe "Cuide-se Bem", "Extase", "Planeta Água", "Amanhã", "Xixi nas Estrelas", "Meu Mundo e Nada Mais", "Fã número 1", "Um Dia um Adeus", "Pedacinhos", "Baile de Máscaras", "Deixa Chover", "O Melhor vai Começar", "Cheia de Charme", "Orquídea", "Brincar de Viver", etc, do seu repertório próprio. E dá-lhe Beatles (The Long and Winding Road, Let it Be, Hey Jude, Something, ), Supertramp (The Logical Song), The Smiths, Elton John (Skyline Pigeon, Goodbye Yellow Brick Road, , Pink Floyd (Summer 68), Caetano Veloso (Terra), Gilberto Gil ( Se Eu Quiser Falar com Deus), Bread (Everything I Own), John Lennon (Imagine), Simon & Garfunkel ( Bridge Over Troubled Water), Tom Jobim, Bach, Cat Stevens, Alan Parsons Project, Human League, the Korgis, Mamas and Papas, Cindy Lauper, Led Zeppelin, Keane, Beto Guedes, Milton Nascimento, Ana Vilela (Trem Bala, que ele chamou de obra-prima e ficou emocionado), Tears for Fears, Toto, Eagles, Billy Joel, 10CC, Eurythmics,etc etc . Embora sem patrocinadores como nas lives sertanejas, o músico anunciou antes e durante a apresentação que a live foi promovida em apoio a comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, no combate ao coronavírus, divulgando o link para doações (https://www.esolidar.com/br/crowdfunding/detail/3-g10-apoie-paraisopolis-a-combater-o-corona-virus?lang=br). E tocou, tocou, tocou, se distraiu com as mensagens, errou algumas letras, interrompeu ás vezes pra dizer que no Facebook o som estava mais alto e no Instagram a imagem era melhor, tocou alguns trechinhos instrumentais ( como a Lady Jane dos Stones), e só parou mesmo porque cansou, senão continuava, tal era seu entusiasmo e emoção. Valeu por essa, Guilherme Arantes - se já te achava um puta profissional e músico excepcional, essa live acabou emoldurando essa impressão.
A live toda, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=2iklmd7gcmg
14 de abril de 2020
Vida Longa ao Rock! Fique em Casa. (Kiss FM)
A Almap, agência que costuma trazer à tona boas ideias, lançou essa campanha para a Kiss FM, "Vida Longa ao Rock.Fique em Casa", com pôsteres incríveis de luminares do rock como Keith Richards (76 anos), Paul McCartney (77) e Patti Smith (73). O mote, espertamente, usa o mantra solicitado por especialistas do mundo todo (Fique em Casa) e ao mesmo tempo, nas entrelinhas, louva a presença e pede proteção à saúde desses queridos ídolos "idosos" do rock, todos no chamado grupo de risco do coronavírus. Pelo que consta, ainda sairão numa segunda fase da campanha pôsteres de Ozzy Osbourne (71), Nancy Wilson (66), Little Richards (87), Angus Young (64), Jimmy Page (76) e Steven Tyler (71). Seguem os três primeiros...
8 de abril de 2020
Colecionador de selos de Niterói é elogiado pela empresa aérea holandesa KLM (matéria do jornal O São Gonçalo)
Hoje me deparei com essa curiosa matéria na internet, via O São Gonçalo, que conta como a empresa aérea holandesa KLM se encantou com os itens do colecionador niteroiense Heitor Fernandes selecionados na II Exposição Virtual Filatelia Ananias (no site e Facebook) que vai até 30/04. A empresa se surpreendeu com a sua coleção filatélica relacionada à KLM, incluindo selos, cartões e envelopes de vôos e escreveu e-mail elogioso diretamente para Fernandes. O colecionador sempre gostou de aviões e quando moço pensava em ser piloto, mas quis o destino que ele se tornasse funcionário dos Correios, onde está há 37 anos, inicialmente como carteiro e atualmente como funcionário do suporte ao cliente. Para saber mais sobre essa história peculiar, copie o link abaixo. O selo acima, que abre a boa matéria de O São Gonçalo escrita por Rennan Rebello, comemora as atividades da KLM em Camarões/África.
https://www.osaogoncalo.com.br/cultura-e-lazer/80555/klm-da-holanda-elogia-colecionador-de-selos-de-niteroi-por-sua-colecao-sobre-a-empresa
2 de abril de 2020
Visitando a Pinacoteca de São Paulo sem sair de casa!
Nestes tempos nefandos de coronavírus, a criatividade deve vicejar para que a gente não enlouqueça/esmoreça. Além de novos links para cursos online, ebooks, shows acústicos e lives, nos últimos dias pipocam na rede tours culturais bem interessantes. Pela ferramenta iteleport (abaixo), por exemplo, pode-se visitar museus e casas culturais como se estivesse ali de corpo presente. Sigam lá uma visita à fantástica Pinacoteca de São Paulo e vejam com seus próprios olhos.
https://www.iteleport.com.br/tour3d/pinacoteca-de-sp-acervo-permanente/
27 de março de 2020
Daniel Azulay (1947 -2020)
O mestre da arte e do desenho na TV. Crianças que cresceram entre 1975 e o início dos 90 levaram vida afora essa imagem do grande Daniel Azulay, um pioneiro em ensinar desenho na telinha. Muitos de seus pequenos (e outros nem tão pequenos) telespectadores, inclusive, seguiram carreira na arte graças ao seu programa, que misturava aula de desenho, brincadeiras, esculturas de sucata e muita diversão com a sua Turma do Lambe Lambe. Ontem, infelizmente, Azulay faleceu depois de contrair o coronavírus, e por estar em tratamento para leucemia, não resistir.Tinha 72 anos. Há um ano e meio atrás conheci-o pessoalmente, na premiação do troféu HQMix 2018 no Sesc Pompeia, onde ganhou o prêmio pela sua carreira. A foto que publiquei aqui no blog (e replico abaixo), mostrava bem como ele estava com a mesma cara dos anos 80 , além do figurino pra lá de original! Sua simpatia naquela noite especial foi contagiante! Obrigado mestre por espalhar arte num tempo em que não havia internet e os métodos de desenho eram caros. Em tempo: Azulay, além de arte-educador e pai da Turma do Lambe-Lambe, foi um excelente artista plástico, designer e ilustrador. E nos quadrinhos, além da própria turma do Lambe Lambe, que virou gibi nos anos 80 pela Bloch e Editora Abril, também fez uma tira para os jornais entre 1968 e 1969 que acabou se tornando histórica: Capitão Cipó. Também publiquei aqui no blog um programa do filme/show dirigido pelo seu irmão, Jom Tob Azulay, "Os Doces Bárbaros" (1978) com ilustrações incríveis de Daniel. Republico aqui uma página ( as outras estão no link no final).
https://almanaquedomalu.blogspot.com/2018/11/bau-do-malu-76-programa-original.html
25 de março de 2020
Albert Uderzo (1927-2020) e Manu Dibango (1933-2020)
Nesses tempos difíceis e temerosos do Coronavírus, em casa (claro!), nos resta rezar, torcer, passar informações construtivas, trabalhar - na medida do possível, cuidar dos idosos e crianças que por ventura conheça, ler, escrever, ver filmes, curtir a família e fazer coisas juntos, ligar para os amigos, arrumar coisas e objetos espalhados, fazer faxina, compartilhar cultura e conhecimento via internet e ter fé, muita fé (por mais que alguns discursos, pronunciamentos e coletivas tentem nos puxar para o abismo da ignorância).
E seguir aqui com esse velho blog. Nos últimos dias se despediram dois grandes caras da cultura mundial: o desenhista francês Albert Uderzo e o músico camaronês Manu Dibango. Uderzo foi cocriador de Asterix e todo o universo ao seu redor. Ao lado do genial argumentista René Goscinny (falecido em 1977 aos 51 anos) criou em 1959 o gaulês irredutível Asterix e toda uma gama irretocável de personagens. Agradeço ao Albert por todos os álbuns do Asterix que li até hoje ( e hoje comecei a reler) - dos 37 álbuns falta-me uns três - inclusive os últimos, já com outros dois criadores à frente ( com toda reverência e respeito à dupla Uderzo-Goscinny mas sem o mesmo carisma ). Uderzo cocriou e desenhou muitos clássicos - Hum-Pa-Pá, Lucky Luke, Iznogoud, entre outros - mas Asterix superou todos, alcançando um patamar bem alto entre as melhores HQs mundiais.
Manu Dibango, lendário saxofonista do afro-jazz, faleceu por complicações da Covid-19 aos 86 anos. Camaronês, viveu desde a adolescência na França, mas também morou na Bélgica, voltou à África, e entre uma viagem e outra, foi acumulando influências que desembocaram no seu originalíssimo jazz, com misturas de r&b, funk, sons africanos, música eletrônica, etc. O sucesso veio com Soul Makossa, de 1972. Em 1987 comprei seu álbum Electric Africa, um discaço que me fisgou primeiro pela capa (abaixo) e depois pelas suas quatro faixas incríveis, com participação de Herbie Hancock (ouçam no link logo abaixo da capa).Tenho ele até hoje e estou escutando nesse exato instante!
https://www.youtube.com/watch?v=zK69LoCTYus
22 de março de 2020
Kenny Rogers (1938-2020)
Kenny Rogers, o irrequieto compositor e cantor que modificou a cara do country tradicional ao incorporar elementos do pop, do rock e do soul, muitas vezes com pitadas românticas, se foi aos 81 anos na sexta-feira (20), deixando um legado gigantesco para a música mundial. Esteve ativo até 2017, em uma carreira de seis décadas. No início chegou a participar de banda folk e com sua banda First Edition, na segunda metade dos anos 60, entrou nas paradas com foco no "flower power" psicodélico, munido do microfone principal e baixo. A banda seguiu até meados dos anos 70, e seu fim fez Kenny partir para carreira solo. Foi aí que sua alquimia folk/pop fez a diferença e entrou nas paradas para nunca mais sair. Estourado nas rádios nos anos 80 e 90, em trilhas sonoras de filmes e em duetos inesquecíveis ( um dos grandes hits do karaokê aqui em casa é We've Got Tonight, de Bob Seger, com a cantora Sheena Easton) com Dolly Parton, com os Bee Gees, Kim Carnes, Gladys Night, Lionel Ritchie, Don Henley, Kris Kristofferson, entre outros - sem contar sua importante participação em We Are the World -, Kenny Rogers encantou gerações.
https://www.youtube.com/watch?v=C3BuITOx3Cs ***************** https://www.youtube.com/watch?v=l5F_5a_8Cwc
19 de março de 2020
Coleção Gibi 26 - Vida Apertada! (1948)
Uns dos itens mais legais da nossa era de ouro dos quadrinhos ( que começou com Aizen e seu Suplemento Juvenil em 1934 e foi até os anos 50) são esses chamados "tijolinhos", simpáticos livrinhos bem grossos e compactos que se baseavam em HQs de personagens famosos na época, transformando-os em "quadrões" de uma página com seus respectivos textos na página adjacente. As séries de tijolinhos se multiplicaram entre os anos 30 e 40: Coleção Mirim, Coleção Disney, Coleção Gibi, entre outras, quase todas publicadas pelas empresas de Adolfo Aizen ( Grande Consórcio de Suplementos Nacionais, até 1939; A Noite, com Aizen como editor; e Ebal, a partir de 1945) e de Roberto Marinho (O Globo). Essa Coleção Gibi, que trouxe o presente número entre seus lançamentos, foi lançada depois do sucesso dos tijolinhos de O Globo Juvenil. Saiu entre 1940 e 1951, com interrupções. Pafúncio e Marocas (Bringing Up Father), criação de George McManus datada de 1913, aparece aqui em 424 páginas (!) com o título genérico "Vida Apertada" (assim saía também nas tiras de jornais brasileiros no período). A capa, como se percebe n última imagem abaixo, é assinada por Gutemberg Monteiro ( Gut M), que seguiria carreira na Rio Gráfica de Marinho e outras editoras, até fazer sucesso nos EUA desenhando tiras como Tom & Jerry (assinando Goot).
14 de março de 2020
Jorge Salomão (1946-2020)
Jorge Salomão nos deixou no dia 07/03, depois de complicações de uma cirurgia do coração. Jorge, assim como seu irmão Waly, foi um furacão cultural, participando ativamente da cena teatral de Salvador no final dos 1960 e a partir de 1969 fazendo parte da turma poética do Rio de Janeiro, frequentadora do Pier e que iria produzir monolitos fundamentais para a geração 70 do mimeógrafo, do fanzine e dos saraus, principalmente com a revista Navilouca, criada por Torquato Neto e o mano Waly Salomão. Barulhento, apaixonado e inquieto, o poeta foi também um grande performer da poesia falada e publicou seis livros: Mosaical (1996), O olho do tempo (1997), Campo da Amerika (1998), Sonoro (1999), Alguns poemas e + alguns (2016) e 7 em 1 (2019 - obras completas). Como letrista, marcou presença em muitas composições: ´com Dulce Quental ( "Natureza Humana", ao lado de Waly, versão de Human Nature), com o Barão Vermelho (“Política voz” e "Fúria e Folia", parcerias com Frejat), Marina Lima (“Pseudoblues”), Zizi Possi (“Noite”, com Nico Rezende), Adriana Calcanhotto (“Sudoeste”), Cássia Eller (“Barraco”), entre outras. As letras de música, aliás, eram seu maior combustível atual, e alguns lançamentos com a sua assinatura virão ainda este ano: no segundo semestre, a cantora Laura Finocchiaro, grande amiga do poeta, lançará disco que incluirá "A Vagar", canção inédita com letra de Jorge. Outra grande novidade, ainda em fase de produção e com apoio do Sesc, é o disco que reunirá todas as parcerias musicais de Jorge Salomão, em gravações realizadas por nomes como Wanderlea, Zeca Baleiro, Mônica Salmaso, entre outros. Siga em paz, poeta Jorge!
11 de março de 2020
Sebos em Brasília
Brasília tem sebo sim senhor/senhora, e a matéria do Correio Braziliense de hoje mostra muito bem isto. Vale a pena saber, principalmente porque alguns desses sebos tem exclusivamente venda online (como a Dom Caixote na foto abaixo) como muitos deles ficam meio "escondidos" dentro da capital.
Sigam o link abaixo
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2020/03/10/interna_diversao_arte,833144/sebos-resistem-e-agitam-parte-da-vida-cultural-da-cidade.shtml?fbclid=IwAR2jBFETuzCjNgwM74gDIx_CgKqgnECiPYyS0jqfFmbh0WPEGZXqFDciuf4
(Guilherme Cobelo/divulgação)
Boletim Poesia.Net 439 - Ana Santos
No novíssimo boletim 439 do Poesia.Net capitaneado pelo grande Machadinho, a envolvente poesia da gaúcha Ana Santos comparece com muito louvor! Que grata surpresa! Aproveito para avisar os amantes da poesia que o nobre Carlos Machado, jornalista e também poeta, mantém o Poesia.Net com boletins mensais há mais de década no ar, seja como mailing ou na rede - eu, abençoado, recebo via e-mail desde o início. Entrem no link abaixo e curtam as centenas de boletins já produzidos, todos com comentários, resenhas e notícias avulsas focadas, claro, na poesia. Viva!
http://www.algumapoesia.com.br/poesia4/poesianet439.htm
(Ana Santos)
10 de março de 2020
Livro YéYé - Martins Fontes na Intimidade (1963)
Esse simpático livro de 118 páginas, lançado em 1963 em São Paulo, enreda a trajetória de Martins Fontes, que a moçada atual conhece como nome de livraria, mas pouco ou nada sabe sobre esse Martins Fontes anterior, o poeta, médico e tradutor José Martins Fontes (1884-1937). A livraria foi lançada em 1970 por outros Martins Fontes, enquanto o grande poeta santista da virada do século passado, amigo íntimo de Olavo Bilac e patrono da cadeira nº26 da Academia Paulista de Letras, foi um escritor de mão cheia e produção caudalosa, além de médico influente e conferencista que correu o Brasil e o Mundo. A curiosidade deste volume que trago aqui é que ele contém em suas páginas uma dedicatória do autor Nelson Libero (amicíssimo de Bilac e Fontes e parente do Líbero Badaró) ao grandioso ator Procópio Ferreira. Consegui o exemplar em um leilão online com os espólios da família, após a morte de sua filha Bibi Ferreira em fevereiro do ano passado. Guardarei com carinho dobrado em minha biblioteca.
Fábrica da Simca do Brasil em São Bernardo do Campo nos anos 60
Foto esplendorosa que eu capturei do ótimo grupo do FB, "Fotos Antigas de São Bernardo do Campo", postada por Finardi. Não sei se é de arquivo pessoal, mas não vi os créditos da imagem. De qualquer maneira, é uma das fotos mais lindas que já vi das antigas montadoras do ABC. A Simca do Brasil, como descreve a legenda no corpo da própria foto, ficava no KM 23 da Via Anchieta em São Bernardo/SP e tinha em sua linha de montagem alguns dos automóveis mais queridos e disputados pelos amantes de carros. Como acontece muito neste mercado até hoje, a Simca estava no seu auge de produção em 1965/1966 com 2300 funcionários quando chamou a atenção da Chrysler americana, que já era dona da Simca francesa, que assumiu o comando da filial no segundo semestre de 1966. O modelo Simca durou só mais alguns meses, até que a Chrysler do Brasil encorporou o nome Simca e estancou sua fabricação no país em 1967. Como já dizia Marcelo Nova no seu clássico "Simca Chambord", gravado com o Camisa de Vênus em 1986, "Acabaram com o Simca Chambord". Na música, é uma metáfora aos dias de chumbo da Ditadura. Aqui, acabaram literalmente com o luxuoso veículo.
5 de março de 2020
Aviso Final 37
Encontrei meu amigo Renato Donisete , que mora no meu bairro, e viva! Lá estava ele com o último Aviso Final na mão. O fanzine, especializado em som punk e afins, já atravessou décadas e segue firme no mesmo formato e sempre com uma cor chamativa servindo de fundo para as entrevistas e perfis produzidos pelo ativíssimo Donisete. Mais um viva para essa publicação que já é um patrimônio da contracultura aqui do ABC. Segue a capa desse número 37 ,com data de dezembro de 2019, que traz uma longa e completa entrevista com a banda Armagedom, que completou 35 anos recentemente. Quem quiser entrar em contato com o Renato, manda e-mail para avisofinal@gmail.com
29 de fevereiro de 2020
José Mojica Marins (Zé do Caixão) (1936-2020)
Algumas personalidades nos passam a imagem de que são imortais, nunca vão deixar esse nosso planetinha. Mojica, que se amalgamou de uma forma tão profunda ao seu personagem mais famoso, que virou Zé do Caixão pro resto de sua vida, era desses - por mais que soubéssemos que já alguns bons anos vinha com sua saúde bem frágil. No dia 13 deste mês ( data bem propícia), ele partiu. Fica um legado dos mais pitorescos, inovadores e singulares da cinegrafia mundial. Para saber mais sobre o genial diretor/ator/roteirista/produtor, leiam sua boa biografia escrita pela dupla André Barcinski e Ivan Finotti, os quadrinhos que saíram com o personagem entre os anos 60 e 90 e principalmente assistir seus filmes. Vale muito a pena conhecer o seu estranho mundo! O livro pode ser achado na estante virtual e em alguns sebos físicos por aí - e aposto que logo sairá uma nova edição. Já os quadrinhos, hoje raros (principalmente os dos anos 60 e 70), se forem achados, virão com valores salgados, mas não custa ir atrás. A dupla Nico Rosso e R.F.Lucchetti, principalmente, fez um trabalho esplendoroso com o personagem nas HQs.
Adeus, grande Mojica!
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