24 de julho de 2023

Little Joan

 Ontem, 23/07, fui colocar a roupa no varal e...essa maravilhosa Joaninha veio me fazer uma visita!



6 de julho de 2023

Enfim, lançamento do livro "Joselito Solta seus Bichos"


Depois de cinco anos de pesquisas, entrevistas, mais pesquisas, edição, seleção de imagens e revisão, finalmente meu rebento "Joselito Mattos Solta seus Bichos" está prestes a sair da gráfica, prontinho!

Foi em 2018, numa conversa com o pesquisador e colecionador João Antonio Buhrer , que constatei o que já desconfiava: que Joselito Mattos era um dos artistas gráficos mais injustiçados da História. Afinal, Joselito criou personagens icônicos nos quadrinhos entre as décadas de 1940 e 1960 - Pituca, Lourolino e Remendado, Champanhota, Malaio, entre outros - foi responsável pelo design de centenas de capas de discos para gravadoras como Musidisc, Continental, Copacabana, Odeon, RCA, Tapecar e outras, foi desenhista, cenógrafo e estilista por anos no Teatro de Revista, além de ilustrar vários livros infantis, revistas e anúncios. Tudo isso com muita, muita qualidade! Quem curtiu aqueles disquinhos infantis de vinil colorido, certamente bateu o olho numa ilustração de Joselito para aquelas capas! A partir da década de 1970, por vários motivos, seu nome começou a desaparecer da mídia e esse esquecimento injusto culminou com o triste silêncio dos jornais e revistas que passaram batidos pelo seu falecimento, em 1989 e seguem nessa toada até hoje. Por essas e outras resolvi resgatar a obra e a história de Joselito e para esse projeto contei com a bagagem e a coragem de Gonçalo Junior e sua Editora Noir; os queridos Bira Dantas , Floreal Andrade , Lucas Libanio , Flavio Luiz Nogueira e Luigi Rocco, que abrilhantaram a obra com artes inéditas; a diagramação precisa de Will Sideralman ; o incrível design da capa de Andre Hernandez e a força e ajuda de vários entrevistados e amigos. Para dar sequência a essa celebração, vou lançar o livro do Joselito no dia 15/07, um sábado, das 15h às 19 horas na tradicional livraria e revistaria Casinha das Letras. O endereço é: Rua Monte Alegre, 83, Bairro Santo Antônio, São Caetano do Sul - SP. Conto com a presença de vocês!

obs: o livro conta com um baita caderno colorido de 16 páginas e - talvez seja algo inédito - abre a obra ao invés de ser incluído depois dos capítulos, como é de costume.

28 de junho de 2023

Baú do seu João 38 - Rádio-brinde dos anos 1970


Meu saudoso pai tinha um verdadeiro imã para brindes, miniaturas, catálogos e objetos inusitados nos diversos eventos que visitou ou foi convidado, seja como representante das diversas empresas que trabalhou (banco, montadoras, etc), como aluno das dezenas de cursos que se aventurou a fazer ou em viagens com amigos da Rosacruz. Estava sempre ligado nessas coisas e inevitavelmente conseguia, adquiria ou ganhava badulaques e/ou itens inusitados e bem interessantes. Um deles é esse rádio futurista , um bólido com design transparente que me chamou atenção assim que adentrou nossa casa nos anos 1970 e logo foi guardado cuidadosamente pelo meu pai, antes que pudesse virar brinquedo em alguma batalha espacial da gurizada ou até uma bola improvisada nas peladas no quintal. Não sei exatamente se foi algum evento interno de empresa, alguma feira ou expo de negócios, mas sei que foi um brinde que meu pai aceitou com muita alegria. Tá aqui, o peculiar e exótico rádio-bólido, exposto e registrado para a posteridade. Um beijo, pai.




25 de junho de 2023

Ilustrações de Zaé Jr. em antigo LP de valsa


O grande Zaé Jr. (1928-2020), que fez de tudo um pouco em sua intensa vida de ilustrador, jornalista, publicitário, produtor e redator de TV, compositor e agitador cultural me apareceu hoje sem querer. Estava manuseando alguns discos de um lote que eu adquiri e topei com duas ilustrações suas na contracapa de um LP antigo de valsas - do músico Tobias Troisi, com sua orquestra, pela Odeon. Além do imenso agradecimento que levo adiante por conhecê-lo em vida (graças ao amigo Francisco Ucha), encontrar esses desenhos esparsos do artista é uma felicidade imensa, visto que sua obra está espalhada por aí, sem nenhuma ordem ou catalogação. O mestre merece urgentemente uma biografia bem detalhada de sua vida e obra! Viva Zaé!





10 de maio de 2023

Rita Lee (1947-2023)

 


Ah, Rita Lee! Minha musa primeira na música! Você escreveu: "Se Deus quiser, um dia morro bem velha/ Na Hora H, quando a bomba estourar/ Quero ver da janela." Você não morreu tão velha como a gente queria (o egoismo nosso de sempre), mas viveu intensamente seus 75 anos e viu muitas bombas estourarem em frente à sua janela (graças que não aquela que podia acabar com o mundo) e inteligentemente deu seu recado, sem precisar levantar cartaz na rua (camiseta sim: como aquela, "Eu odeio rodeio"). A única vez que subiu em palanque político foi pra pedir Diretas Já, ao lado dos jogadores da Democracia Corinthiana (Sócrates, Casagrande, Vladimir e cia). Ah, Rita. Você é minha musa e apareceu na minha parede, na minha vitrola e na minha fita K-7 antes das outras (Elis, Nara, Gal, Sylvia Telles, Leila Pinheiro, Angela RoRo, Leny Andrade, Beth Carvalho, Monica Salmaso, Tuca, Alaíde Costa). Foi em 1979, eu com meus 11 pra 12 anos. Sua música já estava ali no ar, soprada, mas só fui pescar pra valer seus versos e suas canções naquele ano, quando comprei aquela revista especial da Rio Gráfica sobre você. A revista vinha com um adesivo emborrachado e tinha toda a sua história, desde os Mutantes. Comecei a procurar suas composições, comprei compactos e só não adquiri os mais antigos porque já naquela época os preços eram extorsivos. Mas quando o Calanca da Baratos Afins relançou pelo seu selo em meados dos 80 todos os discos dos Mutantes mais aqueles dois solos seus, de 1970 e 1972 - Build Up e Hoje é o Primeiro Dia do Resto da sua Vida (que na verdade, ainda tinham os Mutantes por trás), comprei todos. Aí eu mergulhei nos seus primeiros anos e percebi de vez toda a sua relevância na banda que é considerada uma das mais importantes dos anos 60 (não só no Brasil, mas no mundo). A sua irreverência e inteligência não foram suficientes para evitar sua expulsão da banda, mas olhando em retrospecto, foi a melhor coisa que podia acontecer, pois a partir daí, você se libertou das amarras do "rock mais sério" que rondava os Mutantes e caiu no mundo: visitou Gil no exílio em Londres (logo depois da expulsão), ficou ruiva, fez dupla com a amiga Lucia Turnbull (exímia guitarrista), formou o Tutti-Frutti (uma das melhores formações roqueiras dos anos 70), lançou discos eternos (Fruto Proibido, de 1975, está em qualquer lista decente de melhores discos brasileiros de todos os tempos, Rita Lee, de 1979, é transcendente; Entradas e Bandeiras, de 1976, é mágico, embora mal gravado), conseguiu mostrar sua porção escritora ( Pra mim, a melhor. Um livro que debruce pra valer nas suas letras, urgentemente!!), misturou seu rock com o pop, baladas e outras diversões sem remorso nenhum, conheceu sua alma gêmea (Roberto do Carvalho, pai de seus filhos e companheiro até o último dia), deu voz às mulheres, pode enfim ser Rita Lee integralmente, genuína, autêntica, terror dos caretas, anti-hipocrisia, a guardiã dos bichos, a rainha do rock e da liberdade. Ah, Rita! pode voar com suas asas imensas, que aquela doença que você até botou apelido, ficou pra trás. O mundo certamente vai ficar mais chato e careta do que está, mas a sua luz, sabedoria e música vão iluminar para sempre qualquer resquício de escuridão.

( Eu sempre escrevi muito sobre a Rita Lee no blog. Quem quiser ver mais, use a busca da página)

                                           
                                             A revista de 1979... 


                                            
Uma das grandes músicas de Rita Lee (aqui, em parceria com Luis Sergio Carlini), uma das mais "paulistanas" da sua carreira.


2 de abril de 2023

Lançamento da Coletânea Poética dos 14 anos do Coletivo Cataversos

 Ontem, dia da mentira, foi o lançamento da coletânea comemorativa dos 14 anos do Coletivo Cataversos, de Vila Alpina/ Vila Prudente. Capitaneada pelo incansável Ivan Ferretti, a coletânea (e também o evento) contou com grandes poetas da região e eu tive a honra de participar pela primeira vez dessa seleção tão eclética e intensa. Além do sarau, o evento que aconteceu à tarde no aconchegante Café Domênica, na Vila Mariana, contou também com apresentações musicais e de humor. Que o Coletivo Cataversos siga firme por muitos e muitos anos. A literatura paulista/paulistana agradece!

p.s: entre as presenças ilustres no evento, minha amiga Ana Maria Rocha, da Biblioteca Paul Harris, antenadíssima quando o assunto é literatura e o caríssimo advogado e cultuador da boa cultura Fabio Siqueira. E claro, minha família: meus filhos, minha esposa e minha sogra (Dona Ivete, que devora um livro a cada semana).

                                      Com o "agitador literário" Ivan Ferretti



  A family

                         Uma geral no Café Domênica


                           Com a onipresente Ana Maria Guimarães da Rocha

29 de março de 2023

Baú do Malu 89: mais fósforos

 Já tinha postado em outra ocasião algumas caixinhas de fósforos da minha coleção. Seguem mais cinco delas selecionadas. Assim como cartões postais, cartões comerciais e fotos, as embalagens de fósforos, que antigamente eram brindes tradicionais de lojas, empresas e principalmente hotéis, bares, restaurantes e boates, são um dos objetos históricos que mais contam a história cotidiana de uma localidade. Fotos, ilustrações e endereços formam um conjunto que podem ajudar muito pesquisadores, historiadores e curiosos a montar o quebra-cabeça histórico de uma rua, um quarteirão ou um bairro de uma determinada cidade. Afinal, essas cidades vivem se reconstruindo e se transformando. 












5 de março de 2023

Baú do Malu 88 - Cupom de troca de disco (LP) ou fita-cassete da Mesbla

Ah, bons tempos em que os LPs (long plays) ou fitas-cassetes podiam ser comprados com cupons acumulados! Isso era possível na saudosa Mesbla - eu ia muito na de Santo André, mas em São Paulo também - e os cupons vinham em cada compra de um disco ou fita. Como teve uma época ali no meio da década de 1980, entre um plano econômico maluco e outro - que os LPs ficaram baratíssimos (isso foi por pouco tempo mesmo), a galera aproveitou muito essa onda de cupons. Eu consegui guardar um (acima), que não foi trocado na época por que deve ter ficado dentro de alguma gaveta perdida ou miolo de livro.

40 anos de Devotos! (e Betinho Moraes presente!)

 No dia 17/02, eu e a patota fomos assistir os Devotos de Nossa Senhora da Aparecida no seu show comemorativo de 35 anos de estrada, no Sesc Santo André. A efeméride, na verdade, foi arredondada, pois a banda já tem 37 anos (é de 1986). Foi um baita show divertido, com os maiores sucessos da banda e covers bacanudas. A formação atual ( a banda é recordista em número de integrantes - já passaram pela banda músicos lendários como Betinho Moraes, George "Johnson" Germano, Danny Rotten, Gigante Brasyl e Victor Leite, entre outros) com Paulo Zinner na bateria, Ricardo Kriptonita na guitarra e Zé Mazzei no baixo, além do líder Thunder no vocal e guitarras, é bem entrosada e as apresentações especiais - os guitarristas e ex-integrantes Marcopolo Pan (um velho amigo aqui da região e considerado um dos melhores guitarristas do ABC) e George Johnson (que fundou o Kães Vadius e depois entrou no lugar de Betinho Moraes, que foi justamente para o Kães) deram a pitada que faltava para a boa mistura rock and roll/ psychobilly/ punk no palco. A noite se encerrou com chave de ouro, quando Thunder (e depois George) nos recebeu na saída do camarim e eu finalmente pude entregar em mãos o fanzine sobre o Betinho Moraes (ex-integrante que faleceu em 1995) que fiz há alguns anos atrás, que incluiu, entre vários outros, o depoimento precioso do próprio Thunder. Ele curtiu muito! Valeu!

No Sesc, a minha turma (Lê e Cris), eu e os grandes Luiz Thunderbird e George Johnson.(fotos Gabriel Massolini)







                                    A formação atual do Devotos (divulgação)


6 de fevereiro de 2023

Um Dia Emblemático na Comix (04/02/2023)

 Mais um grande dia para os quadrinhos nacionais, o último sábado (04/02) na Comix, dentro das comemorações do Dia do Quadrinho Nacional (30/01) recebeu para a tarde de autógrafos com Walmir Amaral ("Primórdios"), Toni Rodrigues ("Memo"), Francisco Ucha ("Aventura na Independência"), Vitor Flynn ("Depois que os Sinos Dobram") e Franco de Rosa ("Ultraboy"; "Quadrimania") uma turma da pesada. Em comum, todos os presentes carregando aquela chama sempre acesa em prol não só da sobrevivência, mas da solidez de um mercado repleto de talentos natos de Norte a Sul que merece triunfar sempre. Vejam as fotos abaixo.

          Começando da esquerda: Francisco Ucha, de azul, na frente; Jorge da Comix logo atrás e Giovanni Voltolini no fundo. Turma dos degraus: Marcos Massolini, Mario Mastrotti (de verde), Deddy Edson (camiseta do Fantasma), Wilson de Sousa (camisa azul), Luigi Rocco (com os óculos na gola), Toni Rodrigues (na sua direita), Franco de Rosa (um degrau acima do Luigi), o mestre Walmir Amaral (de colete) e lá no fundo, o infante Primaggio Mantovi. O trio da direita da escada: Paulo Yokota, com camisa listrada; J. Braga, mais atrás e Wilson Simonetto, quase sumido, no fundo.


               Os quatro da frente, da esquerda para a direita: J. Braga, Franco de Rosa, Walmir Amaral e Giovanni Voltolini. Fileira do meio: Wilson Simonetto, Francisco Ucha, Wilson de Sousa, Primaggio Mantovi e Jorge Comix; fileira do fundo: Gil Barelli, Dedy Edson, Paulo Yokota e Marcos Massolini.

                            O grande Walmir Amaral, Marcos Massolini e Francisco Ucha

      
                       J.Braga, Francisco Ucha, Primaggio Mantovi, Wilson Simonetto, Marcos Massolini e                               Luigi Rocco.


 



3 de fevereiro de 2023

Glória Maria (1949-2023) em Salvador (1989)

 


No longínquo Carnaval de 1989, fui a Salvador - eu, na flor dos meus 21 anos e alguns meses - e encontrei muitas pessoas abençoadas no caminho. Além do mestre Gilberto Gil fazendo "cooper" na orla, encontrei no mesmo dia, uma destemida e audaciosa repórter entrevistando o Olodum no Pelourinho: Glória Maria! Fosse entrevistando personalidades, enfrentando intempéries, mergulhando em locais inóspitos ou acolhedores, em shows, festas, desertos, calçadas, morros, manifestações, feiras do outro lado do planeta, em qualquer lugar do mundo, essa jornalista tão guerreira, que serviu de exemplo para tantas meninas negras Brasil afora, sempre estava com o coração e a alma (profundamente) presente. Para ela, não tinha essa de só tocar a superfície ou ficar no "raso". Viva a Glória, que tanto fez pelo nosso Jornalismo e pela mudança de chave que possibilitou a presença da mulher negra como protagonista na profissão!

31 de janeiro de 2023

Anúncio da revista "Mônica e a sua Turma" (maio de 1970)


Esse pequeno anúncio do lançamento da Mônica nº1 estava solto, no meio de umas revistas do meu pai e eu acredito que era parte integrante de alguma publicação da época, tipo Realidade ou Cláudia, duas revistas que vendiam muito bem na Editora Abril da época. Quando o gibi saiu, em maio de 1970, eu não tinha nem 3 anos ainda. Fui ler a turma da Mônica no final de 1972, com cinco anos, e as revistinhas de Mauricio de Sousa foram as grandes ferramentas para minha alfabetização, antes mesmo da escola. Por isso o meu respeito, sempre, por esse criador visionário e seu grande legado.



29 de janeiro de 2023

O Hulk da Vila Liviero

 


Na semana, andando a pé no trajeto até o nobre doutor Sérgio, meu dentista de anos, não resisti e cliquei esse notável gigante esmeralda da Marvel, que posa incólume no telhado de uma empresa na Vila Liviero (em São Paulo, vizinha do bairro Rudge Ramos, em São Bernardo). Hulk esmaga!



28 de janeiro de 2023

Baú do Seu João 37 - Caixa "valvulada"

 


Toda caixa de sapato do grande acervo "hermético" do meu finado pai causa surpresa quando aberta da primeira vez. Não foi diferente com essa: um recipiente cheio de válvulas de vários tamanhos, mini-lâmpadas e fusíveis que fariam o querido Lampadinha, assistente eterno do Professor Pardal, se sentir em casa. Muita luz pra ti, Seu João!

25 de janeiro de 2023

Baú do Malu 87: fósforos |(1)

 Essas belas embalagens de fósforos eu consegui há alguns anos no excelente sebo "Poesia & Arte" de Santo André. Escolhi as quatro em uma vitrine, e a minha seleção privilegiou a "ilustração", como vocês podem notar. Só hoje percebi em um deles que há dois endereços icônicos da literatura e da arte americana: o hotel Algonquín, célebre recanto de escritores da estirpe de Dorothy Parker, que presidiu ali no bar a barulhenta confraria da Round Table, grupo essencial de escribas, jornalistas, atores, dramaturgos e editores que moldaram o roteiro da louca Nova York da segunda década do século passado, entre eles, Harpo Marx (um dos irmãos Marx), o editor Harold Ross (que fundou a revista New Yorker no prédio em frente), a atriz e musa da época Thallulah Bankhead e F.P.Adams, jornalista mais admirado da cidade, entre outros fidalgos rebeldes. E na mesma embalagem, tem outro endereço antológico, o excêntrico hotel Chelsea, do século XIX, morada de dezenas de artistas e escritores, (como Bob Dylan, Jane Fonda, o pintor Diego Rivera e o roteirista e ator Sam Shepard), que teve em seu currículo várias mortes obscuras, como a da punk Nancy Spungen, encontrada morta pelo seu namorado, o músico Sid Vicious, depois de ser brutalmente esfaqueada no banheiro do quarto em que o casal estava hospedado. Coincidentemente, hoje mesmo acabei de ler um livro fantástico - "Só Garotos" - autobiográfico, da poetisa e compositora Patti Smith (que eu já coloquei dentro do meu top 100 assim que encerrei a leitura), que narra seus tempos antes da fama em Nova York, ao lado do seu amigo fotógrafo e artista plástico Robert Mapplethorpe, que viraria sua alma gêmea para o resto da vida. Algonquín e Chelsea são locais recorrentes na história, sendo que o segundo foi lar da dupla por muito tempo. Seguem então os simpáticos fósforos, para atiçar a memória dos que percebem o passado como uma bruma estimulante do presente.