20 de janeiro de 2019

Almanaque do Malu 10 Anos!

Voltando do recesso, desejo a todos que acompanham o blog um excelente 2019! Vamos que vamos, com a pulga atrás da orelha, diante do atual cenário, mas sem esmorecer jamais! Aproveito esse primeiro post para lembrar a todos os leitores que neste ano o Almanaque do Malu completa uma década no ar!! Aguardem muitas surpresas nesta comemoração: posts especiais, reedições dos posts mais visualizados ao longo da história e sorteios culturais! Até!

28 de dezembro de 2018

Cartões!

Recebi muitos cartões de boas festas neste ano! Seguem alguns... 1- Do meu amigo Vitorio Cestaroli (e sua esposa Gledes), o seu já tradicional cartão artesanal:
2- do pessoal da limpeza pública, heróis do nosso cotidiano:
3 - Do carteiro da minha rua, uma das pessoas mais importantes da minha vida!
4- cartão da Cia. das Letras:
5 - cartão da Global:
6 - cartão do Sebrae:

23 de dezembro de 2018

A mulher e os quadrinhos - Fairplay julho de 1967 ( por Sérgio Augusto)

Sérgio Augusto foi dos primeiros jornalistas a criar coluna exclusiva sobre quadrinhos na imprensa brasileira. Antes, no início da década de 60, escrevia sobre cinema no Correio da Manhã e depois ele foi revolucionar o nosso jornalismo como colaborador ativo do Pasquim. Enquanto escrevia fixamente no JB, fazia artigos sobre quadrinhos para outras publicações. Aqui, na revista Fairplay de julho de 1967, adentra o universo feminino nas HQs. Sérgio Augusto continua em plena atividade no Estadão e é um profissional que merecia mais reconhecimento, por tudo o que já fez em nossas redações.

22 de dezembro de 2018

Fechando o ano em boa companhia!

Neste ano, não consegui comparecer ao último encontro de escritores da APL (Academia Popular de Letras) na Biblioteca Paul Harris (São Caetano), mas além de participar logo depois de uma reunião muito importante no mesmo local, que irá render um projeto excepcional até março, ainda tive a honra de entrevistar o simpático, dinâmico e espevitado Cláudio Feldman, escritor, ator, poeta e artista plástico de Santo André, também nas dependências da Paul Harris, sob os auspícios da Ana Maria Guimarães Rocha, responsável pelas bibliotecas da cidade. Uma conversa que rendeu muito e que trará também bons frutos para 2019. Na foto acima, Cláudio Feldman, eu e Ana Maria Guimarães Rocha. Que venha 2019, e se possível, com muitos dias em boa companhia assim!

20 de dezembro de 2018

Astronauta, da MSP, vira animação

O ano de 2019 promete para os lados da MSP (Mauricio de Sousa Produções). Além do já bem divulgado filme live action "Laços" no cinema, estrelado pela Mônica e sua turma, outro personagem criado por Mauricio ( no longínquo ano de 1963), tem sua versão em vídeo, no caso na tv paga. A série "Astronauta - propulsão" vem na rabeira da aclamada graphic novel de 2012 , desenhada por Danilo Beyruth ( com continuações) com o personagem como protagonista, e será produzida pela HBO em parceria com a MSP com seis episódios e enredo inédito. Segue o release e mais detalhes na matéria do Update or Die: https://www.updateordie.com/2018/12/18/o-astronauta-da-turma-da-monica-vai-virar-serie-de-tv/

19 de dezembro de 2018

A volta dos gibis Disney!

Os Disneyanos - eu incluso - estão em polvorosa com a notícia quentíssima e confirmada de que os gibis da Disney finalmente encontraram um "lar" no Brasil. O Planeta Gibi, primeiro site a trazer a nova, informou que a editora gaúcha Culturama, que trabalha com livros e revistas de atividades Disney, além de ter distribuído os gibis da Abril em locais diferenciados quando ainda estavam em circulação, é a empresa que reiniciará as edições em 2019. As apostas anteriores davam como certa a ida dos quadrinhos Disney para a poderosa Panini, mas também havia um burburinho em torno da contratação do editor Paulo Maffia pela Culturama alguns meses antes, ele que era responsável por todas as publicações Disney lançadas pela editora dos Civita. A dúvida agora é quais os títulos e coleções que serão mantidos - a nova editora divulgou por enquanto cinco gibis mensais (Mickey, Pateta, Donald, Tio Patinhas e Ducktales), e se as revistas serão zeradas ou manterão a última numeração deixada pela "quase extinta" Editora Abril.

Milton Nascimento ao vivo no Sesc Pinheiros (SP) - 16/12/2018

No domingo último assisti com minha esposa uma das melhores vozes do planeta em show muito particular no SESC Pinheiros (SP): Milton Nascimento - "Semente da Terra"! Embora eu seja fã de carteirinha do Clube da Esquina e já tenha visto ao vivo quase todos os artistas mais representativos do movimento - Lô Borges, Beto Guedes, 14-Bis, Tavinho Moura, Tavito, Wagner Tiso, Toninho Horta - só tive a oportunidade de ver o grande Milton Nascimento ( e certamente sem ele o Clube da Esquina não teria ultrapassado fronteiras internacionais) em apresentação coletiva no Ibirapuera ( com Rita Lee, Tom Jobim, Chico Buarque, etc) há mais de 20 anos atrás. Milton já ostenta 76 anos de idade, tem o andar bem cadenciado e lento, permanece sentado o tempo todo, e quando apruma o microfone e solta a garganta, eis que a sua voz continua potente, límpida, forte, cheia de fôlego. Fiquei impressionado com os finais estendidos, as variações do grave para o agudo, os falsetes "verdadeiros" ( tá cheio de falsete falso por aí). E o repertório... ah, o repertório: o artista escolheu as músicas a dedo dentro da longa carreira, com ênfase em batalhas culturais e sociais que ele sempre cultivou e preservou dentro de sua criação: a cultura negra, a cultura indígena, a família, a labuta da música, a força da mulher, as causas essenciais do povo brasileiro . Como diz no release, Milton procurou "unificar as várias lutas de sua biografia". Muito bem acompanhado por uma banda que já toca há três anos - Wilson Lopes ( violão), Beto Lopes ( violão), Kiko Continentino ( teclado), Lincoln Cheib ( bateria), Alexandre Ito (baixo) e Widor Santiago ( sopros) e participação especial nos vocais de José Ibarra ( que parece muito com o Francisco Aafa, que colaborou no projeto Cantoria da gravadora Quarup) - o compositor fez a ruidosa plateia ir abaixo com interpretações emocionantes e tocantes de sucessos como "Travessia", "Encontros e Despedidas", "Maria, Maria", "O Cio da Terra", "Nos Bailes da Vida", "Coração de Estudante ( a quem dedicou a Marielle Franco) e "Caçador de Mim". E também surpreendeu ao resgatar músicas que nem sempre fazem parte do seu repertório em turnês: Idolatrada ( do álbum Minas e Journey to Dawn), Me Deixa em Paz ( cujo dueto original foi com Alaíde Costa no LP Clube da Esquina), Milagre dos Peixes ( faixa título do álbum mais censurado de sua discografia), Sueño com Serpientes ( de Silvio Rodrigues - entrou no LP Sentinela, com participação de Mercedes Sosa), Lágrimas do Sul, A Lua Girou ( muito bem tramada com Ibarra) e Canção do Sal ( a primeira música de Milton gravada por Elis Regina, ainda em 1966). Teve também "Além de Tudo", música recente feita para seu filho adotivo, Augusto ( que depois vimos que trabalha junto na produção) com uma linda declaração de amor do pai, e as duas mais esperadas por mim: "Clube da Esquina 2" e "Nada Será como Antes", talvez as mais simbólicas da obra prima "Clube da Esquina" de 1972. Nessas eu não consegui segurar a emoção. Milton Nascimento também estava bem emotivo, expansivo, aberto, coisa que sua timidez crônica nem sempre deixou à mostra, e muito provavelmente pela vinda do filho na sua vida - ele andava depressivo e desgostoso com a música. Por isso foi um privilégio incomensurável ver Milton por inteiro, nesse domingo inesquecível, e constatar que sua voz é imutável. No Youtube, aparecem algumas músicas das noites dos dias 15 e 16/12 e também da semana anterior ( 08 e 09/12). Eis duas delas: https://www.youtube.com/watch?v=ptYlJyglpwg ////https://www.youtube.com/watch?v=uy81OQfp9hM//// abaixo e acima, o programa impresso do show, com release, repertório ( que não está completo) e ficha técnica.

17 de dezembro de 2018

Arthur Maia (1962-2018)

Faleceu precocemente no sábado (15), Arthur Maia, um dos melhores baixistas brasileiros, dono de um "swing muito particular" e influenciado sobremaneira por seu tio, Luizão Maia (1949-2005), um ícone no instrumento. Não bastasse ter participado de um dos grupos mais interessantes da música instrumental nacional, o Cama de Gato - ao lado de Paschoal Meirelles, Mauro Senise e Rique Pantoja, ainda teve uma carreira riquíssima e muito requisitada acompanhando artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Ivan Lins, Gal Costa em shows e participando de álbuns de muitos outros nomes da música como Roberto Carlos, Jorge Benjor, Djavan, Lulu Santos. Também fez parte da banda Black Rio e participou do grupo pop Egotrip. Solo, chegou a fazer cinco discos com seu nome, o último, "O Tempo e a Música", lançado em 2010. Figura chave da cidade de Niterói, exerceu o cargo de secretário de cultura entre 2013 e 2016. Dos projetos recentes destaca-se sua função como produtor e arranjador no disco de Mart'nália que será lançado em janeiro com músicas do cancioneiro de Vinicius de Moraes. Arthur Maia se despede enquanto centenas de músicos lastimam sua morte nas redes.

11 de dezembro de 2018

Foto do Mês: lançamento da Revista Raízes 58

Ontem, em mais um lançamento da revista Raízes, com os amigos Celso Vick, Nelson Albuquerque Jr, Ana Maria Guimarães Rocha e minha esposa Cris. Feliz da vida com mais um artigo incluído nesta que é uma das publicações históricas municipais mais relevantes do Brasil. Entre os destaques da edição, uma homenagem feita pelo meu amigo Renato Donisete ao querido Ameriquinha, time de futebol da várzea de São Caetano nos anos 60, um perfil de Canhotinho, instrumentista do maravilhoso grupo Demônios da Garoa e morador de São Caetano toda vida, e a reportagem especial sobre os governos e ações do ex-prefeito Walter Braido, que hoje dá nome à estação de trem de São Caetano. Além de outros artigos bem interessantes, a edição traz a tradicional seção Memória Fotográfica - uma das imagens, cedida pelo meu vizinho Wilson Drudi, traz foto de um dia de quermesse na paróquia Nossa Senhora Aparecida em São Caetano, tendo ao fundo a construção do imóvel que viraria nos anos 60 a famosa Panificadora Canoa. No meu artigo, homenageio minha querida turma de adolescência e mocidade, a Turma do Ponto, que pintou e bordou na região por quase toda a década de 80. O lançamento foi na USCS-centro e lotou o anfiteatro da universidade, tendo como momento mais emocionante da noite, a entrega da revista em mãos no palco para o lendário ex-atacante do America, João Dandov. ( foto: Celso Vick)

7 de dezembro de 2018

Capa do Mês: Grande Hotel de 1966/1967 - Irene Stefânia

Essa Grande Hotel do acervo do meu pai é bem peculiar. Com destaque para o belíssimo rosto da atriz Irene Stefânia, na época com 22 anos, o que me chamou a atenção além da modelo da capa foi o expediente, completamente confuso! A data do expediente, por exemplo, não bate com a chamada da capa: a data interior crava 17/01/1966, mas pelas matérias que trazem expectativas para o ano vindouro 1967, essa data está quase um ano defasada! Não dá pra ter certeza quando exatamente a revista saiu, por isso deixei os anos 1966/1967 no título. Pode ser que a data seja 17/12/1966 ou 17/01/1967, mas vamos deixar na dúvida. Pelo ano e número ( ano XX, nº 1015), pode-se arrumar isso quando aparecerem números anteriores ou posteriores da revista - aí eu coloco aqui nos comentários. Outra bagunça do expediente foi ainda mais grave (veja abaixo). Na hora de escrever o nome da modelo da capa, tascaram Irene Ravache!! No momento que eu vi, até me confundi, ficando surpreso com a diferença da Irene antes e agora, mas logo percebi que os olhos eram verdes e bem puxados, o que descarta os ângulos fisionômicos de Ravache. Fui pesquisar e pá: o primeiro nome está certo, mas se trata na verdade de Irene Stefânia, atriz que fez muito sucesso no cinema nos anos 60, participou de algumas novelas até o início dos 70, mas largou a carreira para virar terapeuta. Por essa discrição na vida, pouca gente soube que ela faleceu em janeiro de 2017, aos 72 anos. Fiquemos portanto com a capa, numa homenagem á essa atriz que passou pelo showbiz como um cometa.

5 de dezembro de 2018

Bernardo Bertolucci (1941-2018)

(divulgação) O versátil e competente diretor de cinema italiano, Bernardo Bertolucci, faleceu no último dia 26. Bertolucci, que foi poeta na juventude, iniciou sua carreira no cinema como assistente de produção de Pasolini, mas na sequência já estava fazendo suas próprias produções, o que lhe rendeu sucesso logo com o segundo filme, "Antes da Revolução". A partir daí, o que se viu foi um diretor que se dava bem em vários gêneros, paralelamente ao roteirista premiado - "Era Uma Vez no Oeste" (1967), de Sérgio Leone, teve roteiro seu. Seguiram: "O Conformista" (1970), indicado ao Oscar por roteiro adaptado; "Ultimo Tango em Paris", polêmico, tenso, denso e sua primeira obra-prima, além de colocá-lo novamente na concorrência do Oscar ( agora como diretor). A década ainda viu seus filmes "1900" e "La Luna" se destacarem - o primeiro, maior e mais ambicioso do que deveria, o segundo discreto e intimista demais - mas sem o redemoinho gerado pelo último tango. Mantendo sempre sua assinatura e marca autoral, Bertolucci se consagrou em 1987, quando "O Último Imperador" abocanhou 9 Oscars da academia (incluindo filme e diretor) - mais um filme seu que começava com "último" e acabava entre os "primeiros" ( desculpem a "tirada", mas não me segurei). A mão continuou boa: "O Céu que nos Protege" (1990); "O Pequeno Buda" (1993); "Beleza Roubada" (1996), "Assédio" (1998); "Paraíso e Inferno" (1999). No século presente, o diretor se aquietou e fez poucas produções, mas a esta altura já era considerado um dos grandes diretores da segunda metade do século XX.