23 de fevereiro de 2017

Doodle: planetas descobertos!


Hoje apareceu na página inicial de pesquisas do Google um Doodle animado bem engraçado, feito em homenagem à descoberta recente de sete exoplanetas em um mesmo sistema e com tamanhos semelhantes à Terra. Os cientistas chegaram à conclusão que a possibilidade de haver água nesse sistema é bem provável. E onde há água, há vida. Nesse início do século XXI, acho difícil alguém ainda crer que somos os únicos habitantes no universo. Os indícios de vida são cada vez mais fortes nas últimas descobertas. A confirmação é só uma questão de tempo.
Para ler mais sobre essa última descoberta, aqui: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2017/02/22/nasa-descobre-sistema-estelar-com-sete-exoplanetas-e-eles-podem-ter-agua.htm

20 de fevereiro de 2017

O performático Carlos Lopez de volta a São Caetano


Dia desses localizei o Carlos Lopez na internet e em seguida acabamos tomando um café nas Mineiras aqui perto, em São Caetano. Carlão, que já foi organizador de disputadas excursões à São Thomé das Letras/MG e Maromba/Visconde de Mauá/RJ nos anos 80/90 ( eu mesmo fui em umas cinco), voltou a São Caetano do Sul faz pouco tempo depois de uma temporada de 10 anos no Rio de Janeiro, período em que casou e escreveu mais um livro, dessa vez de ficção, "O Menino que Caiu no Poço", lançado em 2011 ( foto abaixo). Anteriormente, tinha escrito duas obras: "Cristálida - A Fada dos Cristais" ( que virou peça também) e "Santiago de Compostela - Um Caminho de Muitos Nomes", sobre sua expedição ao famoso caminho místico na Espanha. No período em que se estabeleceu no Rio, mais precisamente em Copacabana, acabou fazendo muitas viagens mundo afora. Agora, de volta à cidade depois de ficar viúvo, continua escrevendo frases e pensamentos hilários com seu humor peculiar e faz performances de rua como estátua viva no centro de São Caetano. O multicultural e performático Carlão está de volta.


16 de fevereiro de 2017

Helio Matheus (1940-2017) e Tibério Gaspar (1943-2017)

Helio Matheus


Tibério Gaspar

Ainda no início do ano e já com um número acentuado de óbitos pro lado da música. Depois de Orlandivo ( postado aqui) e do magistral Al Jarreau ( que terá um post especial assinado pelo amigo Rogério Engelmann), deixaram o nosso mundinho também dois compositores de mão cheia.  Helio Matheus - um ótimo criador que fez a clássica "Camisa 10" (com Luis Vagner, na voz de Luiz Américo) ,foi gravado por Elis em 1970 ("Comunicação", mesma música que Vanusa cantou no ano anterior em festival) e chegou a ser finalista em festival e ter músicas em novelas ( Boi da Cara Branca fez sucesso na trilha de O Astro) . Hélio Já estava a um bom tempo com problemas de saúde e transitando entre albergues e instituições ( veja mais na matéria da Folha no link abaixo). Um criativo autor que sucumbiu às intempéries e infortúnios da vida. Ontem faleceu o polivalente Tibério Gaspar, violonista autodidata e exímio letrista que fez com o pianista e compositor Antonio Adolfo uma das mais prolíficas duplas da música brasileira entre o final dos 60 e meados dos 70. São deles as clássicas "Sá Marina" ( gravada por muita gente no mundo todo), BR-3 ( que ficou marcada na história dos festivais com a performática interpretação de Tony Tornado) e Teletema ( famosa na primeira versão com Regininha para a trilha de Véu de Noiva em 1969, teve boas versões posteriores com Evinha e em formato instrumental com o próprio Antonio Adolfo). Mas teve muito mais: a bela gravação de Elis Regina para a música "Giro" em compacto duplo de 1969, uma magistral interpretação de Tim Maia - "Canção para Cristina" -, uma fenomenal faixa de Claudete Soares em 1969 - "Meia Volta ( Ana Cristina) e um grupo no caminho com dois LPs (1969 e 1970)) que viraram lenda/culto: Antonio Adolfo e a Brazuca, que aliás classificou em 2º lugar no IV Festival da MPB a canção Juliana. Antonio Adolfo e Tibério seguiram seus caminhos depois dessa explosão criativa: o primeiro seguiu tocando seu piano lindamente e lançando discos regularmente; Tibério encontrou outros parceiros para suas letras e melodias, fez jingles publicitários, trilhas para o cinema e produziu muita gente - essa era uma característica bem sua... unir músicos, ajudar novas revelações, incentivar antigos parceiros. Nessas de incentivar, acabou também incentivado e pelo seu grande amigo Tim Maia: o homem o chamou para o palco em um show seu para cantar Sá Marina e depois disso Tibério começou a mostra sua voz, inclusive gravando discos solos. Estava bem ativo aos 73 anos quando passou mal na última semana antes de um show e não resistiu a uma infecção no hospital. Obrigado Tibério, por ter iluminado um pouco esse mundo com suas maravilhosas letras e melodias!

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/02/1859159-mortes-compositor-de-classicos-e-palavras-cruzadas.shtml

http://oglobo.globo.com/cultura/morre-compositor-tiberio-gaspar-aos-73-anos-20932822

Camisa 10 - https://www.youtube.com/watch?v=9UyObhycMEM

Boi da Cara Branca - https://www.youtube.com/watch?v=rKHzSPK4bPM

Eu Réu, Me Condeno - https://www.youtube.com/watch?v=x2D8fTumEYY

Comunicação - https://www.youtube.com/watch?v=s_M0OeLSVWc

Sá Marina - https://www.youtube.com/watch?v=jL3xK79ysn0

Teletema - https://www.youtube.com/watch?v=MyEVUaB1myU

BR-3 (ao vivo no festival -1970 - com Trio Ternura e Brazuca) - https://www.youtube.com/watch?v=C9Amf-yTCCc

Giro - https://www.youtube.com/watch?v=kLBg3Hxdfhs


14 de fevereiro de 2017

Baú do Malu 68: Cartão da Barato Afins (1988)


Esse cartão postal com catálogo de lançamentos foi lançado pela loja Baratos Afins assim que completou 10 anos, em 1988. Quando o slogan diz "a pioneira dos independentes" está dizendo a pura verdade - a loja começou como sebo mas logo se transformou em gravadora, lançando grupos esquecidos ou ignorados pelas "majors" desde a virada dos 70 para os 80. Dos redivivos Patrulha do Espaço e A Chave do Sol, passando pelo sobrevivente Arnaldo Batista e bandas e músicos vindos diretos da garagem e dos porões das casas noturnas, como Bocato, Fellini, Harppia, Mercenárias, Smack e Voluntários da Pátria. Dessa lista de lançamentos acima, tenho pelo menos metade, comprados na época. Na loja mesmo, fui muito nos anos 80 e só fui entrar de novo há uns dois anos atrás. O Calanca tá lá, com a mesma cara e dessa última vez estava no sótão da loja procurando um disco perdido no acervo. Nas prateleiras, centenas de LPs 180 gramas, quase todos a 180 kilômetros do meu poder aquisitivo - nesse dia acabei levando um compacto. Ano que vem a loja/selo faz 40 anos! Graças a persistência e a paixão do velho Luiz Calanca...

13 de fevereiro de 2017

As Ideias Concretistas (Casa das Rosas/SP)


Antes que fique longe, posto aqui imagens da incrível exposição em homenagem aos Concretistas na Casa das Rosas na Avenida Paulista, aberta desde dezembro. Estava às voltas com matrícula de escola do Biel no final do mês passado e aproveitamos para adentrar o instigante casarão cultural, que sempre traz surpresas agradáveis. O que mais me impressionou nessa expo "Ideias Concretas - Poesia 60 Anos Adiante" foi a quantidade de revistas e publicações originais do movimento - raridades expostas graças a coleções particulares. No mesmo espaço Haroldo de Campos estavam presentes de corpo e poesia 44 obras concretas, assinadas por ícones do movimento como os irmãos Haroldo e Augusto, Décio Pignatari e Pedro Xisto, além de representantes mais recentes da poesia experimental brasileira. A mostra, dividida em quatro módulos, vem com raridades e verdadeiros patrimônios da nossa arte/literatura: da arte original do poema ZEN de Pedro Xisto (1966) e algumas reproduções em serigrafia de clássicos como "beba coca cola" de Pignatari (1957) e "dias dias dias", de Augusto de Campos (1953) a diversas raridades como a primeira impressão matricial do poema "Babel", de Xisto, realizado por Erthos de Souza em computador no início dos anos 70 (!), correspondências diversas e objetos raríssimos como a "Caixa Preta", de Augusto de Campos e Julio Plaza (1975). Os módulos são os seguintes: Primeiro Módulo - "Palavras-coisas no espaço-tempo", com a produção do grupo Noigrandes (1952 - Augusto, Haroldo e Décio), além do manifesto "plano-piloto para poesia concreta (1958); Segundo Módulo- "O design da poesia", com obras poéticas de artistas/escritores chaves, do trio fundador à segunda geração que entre os anos 60 e 70 se aprofundaram nas pesquisas e experimentações ligadas a palavras/imagens e objetos. O Terceiro Módulo - "A poesia cosmopolita", traz a repercussão internacional do movimento e o quarto e último Módulo - "Ecos concretos", mostra a produção recente da poesia experimental brasileira e suas evidentes influências concretistas. As imagens abaixo não seguem uma ordem - e eu naturalmente acabei dando destaque às publicações diversas e às antológicas revistas concretas como Noigrandes e Invenção ( algumas que só ouvimos falar - imaginem ver ao vivo preciosidades destas!). Delícia de falácia lícita/ facilitada pelo nosso desfalecimento explícito!

(a exposição fica até 28/02 e é GRÁTIS)



































10 de fevereiro de 2017

Orlandivo ( 1937-2017)

No dia 8 último morreu o grande e único Orlandivo, o homem do "molho de chave" ( seu instrumento de percussão) e do sambalanço (o ritmo que misturava samba com bossa e teve nele a figura chave - em todos os sentidos). Tanta foi sua influência na música brasileira, que um jovem Jorge Ben resolveu visitá-lo no começo dos 60 pois o queria intérprete de sua recém criada Mas Que Nada - Orlandivo, sábio e generoso, pediu-lhe que esperasse o momento certo em que ele mesmo pudesse lançá-la. Deu no que deu. Sua carreira foi pequena ( em termos de lançamentos) mas perfeita: não teve disco ruim entre as oito obras "solo" oficiais de seu currículo ( entre compactos, 78s, LPs e CD). Começou compondo com Paulo Silvino ainda nos anos 50, mas estourou mesmo no início dos 60, como crooner de Ed Lincoln e em composições em parceria - Durval Ferreira foi um de seus parceiros habituais. Seu LP de 1962, "A Chave do Sucesso", dava a senha para sua peculiar forma de "tocar" percussão com chaves. Essa sua carta na manga lhe rendeu fama no Beco das Garrafas e entre os músicos do período. Continuou em curva ascendente até o meio da década, mas sua verve de ator cômico acabou sobrepondo a música e entre filmes no cinema e participações em programas humorísticos na TV, só voltou a gravar LP em 1976/1977, com o perfeito e cultuado disco homônimo ao lado do amigo João Donato ( e uma cozinha recheada de feras). Antes disso, compôs com Arnaud Rodrigues "Vô Bate Pa Tu", a música mais famosa da dupla humorística inventada por Chico Anysio e o próprio Arnaud - Baiano e os Novos Caetanos. Mesmo com os discos surgindo entre longos hiatos, a música nunca deixou seu caminho: fez trilhas para os filmes que participou, ajudou a produzir festivais de música e chegou a fundar uma banda de bailes com 12 músicos - a Ipanema Dance. Nos últimos anos, lançou o CD Sambaflex ( 2006) e em 2010 revisitou os bons tempos de baile com Ed Lincoln em duas temporadas quinzenais de sucesso. Orlandivo sai de cena mas sua originalidade e modernidade permanecem ecoando na música brasileira de hoje e de amanhã.

O famoso disco de 1977: https://www.youtube.com/watch?v=htY500gqmPw

"Bolinha de Sabão", que virou até "jingle" de boneca: https://www.youtube.com/watch?v=pSfItlBCjBo

"Vô Batê Pa Tu" - https://www.youtube.com/watch?v=HhUzwECoZqU

9 de fevereiro de 2017

Doodle: 108 anos de Carmen Miranda!

Faz um tempo que eu não via um Doodle do Google em homenagem a personalidades brasileiras. Pois hoje, me deparei com essa bela ilustração de Carmen Miranda, em razão dos seus 108 anos de nascimento. Muito bom!

* Em tempo: os autores desses doodles brasileiros assinam a obra em algum lugar? gostaria muito de saber os responsáveis aqui no Brasil. Se não assinam, mereciam.

8 de fevereiro de 2017

Foto do Mês: açougue Visconde em São Caetano do Sul/SP

Cliquei essa curiosa fachada de um tradicional açougue de um bairro vizinho (Gerty). Além da data redonda de 60 anos do estabelecimento, o que mais vale nessa imagem é constatar o seu orgulho de ser pequeno nesses tempos tão megalomaníacos, paquidérmicos, desproporcionais. No caso aqui, pequeno não tem nada a ver com insignificância, mas com tradição, aconchego, confiança nos limites. Assim como menos é mais, grande, no caso, é ser pequeno!

3 de fevereiro de 2017

"Odair Jozine" - o zine do Odair José



Através de um convite do amigo e conterrâneo Renato Donisete soube que amanhã rola um evento gratuito especialíssimo: o lançamento do fanzine coletivo "Odair Jozine", que retrata a vida e obra do grande Odair José. A publicação independente tem conteúdo produzido pelo quarteto Jean Marim, Marcio Sno, Renato Lauris Jr, e o próprio Renato Donisete. Dentro da programação haverá também um pocket show com o duo Demodê ( Nayara Konno & Hegberto Emiliano) que vai mandar ao vivo alguns clássicos do cult Odair. Imperdível.
O lançamento será na loja da Ugra, (endereço e horário no flyer acima).



31 de janeiro de 2017

Capa do Mês: Revista do Sesc nº 262 ( ano 23)


A capa da Revista do Sesc deste mês de janeiro de 2017 está espetacular: retrata a bela pintura em mural de Mag Magrela, artista cuja obra é pautada por temas femininos. Merece virar "capa do mês".