12 de dezembro de 2017

Trechos Imperdíveis de Desenhos: "Precaver, precaver..." ( Deu a Louca na Chapeuzinho - 2004)


Hoje reouvi graças a minha filha um trecho muito divertido do desenho "Deu a Louca na Chapeuzinho Vermelho". é a parte em que a protagonista encontra o velho bode Japeth, um personagem excêntrico e pirado que foi enfeitiçado por uma bruxa e só se comunica cantando alucinadamente. Além da letra da música ser bem tramada, é uma parte da animação super movimentada - na maioria do tempo eles estão dentro de um vagão de mina em um trilho abandonado nas montanhas, a toda velocidade, enquanto várias ações ocorrem paralelamente à cantoria desenfreada. Esse desenho, "Deu a Louca na Chapeuzinho " é de 2004 e eu assisti dezenas de vezes na época, logo após o lançamento, quando  meus filhos ainda eram crianças. Minha filha, aliás, é daquelas que não esquecem as letras das músicas, mesmo as que ela ouviu quando era pequenina. A animação em si é das boas: história bem amarrada, trilha sonora bem feita, vozes bem colocadas ( no original Anne Hataway faz a Chapeuzinho. No Brasil a dublagem está perfeita e coube bem nos personagens. O bode velho confirma essa impressão).
Nos links abaixos, a sinopse e crítica do AdoroCinema e o trecho em destaque:


http://www.adorocinema.com/filmes/filme-58225/

https://www.youtube.com/watch?v=mhQ9V1F9mJg

11 de dezembro de 2017

Arthur Joly, fazedor de vinis e mestre dos sintetizadores analógicos!

divulgação

Esse maluco do Arthur Joly ( no bom sentido) me foi apresentado em postagem de um amigo na rede. Ele é além de compositor e produtor/engenheiro de som, um baita inventor musical , construindo sintetizadores gigantes e analógicos para timbres inimagináveis ( batizados de reco-synths) e se embrenhando também na produção artesanal de vinis ( Reco Masters - como se vê em um dos vídeos abaixo). Joly paralelamente, tem uma página bacana no Youtube onde posta vídeos sobre as experiências realizadas em seu estúdio, o Reco-Head, além de curiosidades e particularidades sobre vinis e sintetizadores e sons que fazem a trilha disso tudo ( incluindo suas próprias músicas).


https://www.youtube.com/user/RecoHead

https://www.youtube.com/watch?v=Rfxj4KYKXQw

https://www.youtube.com/watch?v=DaQ5pQ0JHLk

https://www.youtube.com/watch?v=dYhIPlsbBDY

https://www.youtube.com/watch?v=C-FKCfFtzqk

http://www.virgula.com.br/musica/o-arthur-joly-levou-o-faca-voce-mesmo-onde-voce-nunca-poderia-imaginar/#img=1&galleryId=1001135

https://thump.vice.com/pt_br/article/yp93xy/colecao-de-sintetizadores-de-arthur-joly ( de Portugal)


8 de dezembro de 2017

Gifs Animados de Capas de Discos ( by JB)


Já faz um tempo que eu vejo essas magníficas ( e trabalhosas) animações de capas de discos ( a maioria de rock) mas não ia atrás para ver quem era a cabeça por trás destes gifs. Até que ontem eu  vi um post bacana no blog Ceará Rock sobre o tema e finalmente encontrei a fonte mantenedora destas criações. O artista responsável já tem uma galeria considerável no site - ele já faz gifs há uns bons anos e a produção continua de vento em popa - e tem um perfil misterioso que só revela suas iniciais - JB. A série de capas traz desde clássicos como Led Zeppelin, Kiss, Jehtro Tull, B.B.King, Nirvana, Misfits, a grupos menos conhecidos do underground e do metal, sempre com um toque a mais do artista. Dá pra viajar em cada capa, pois o tal JB não trabalha nas coxas: cada arte original é milimetricamente estudada e cada detalhe analisado, resultando em paisagens profundas e personagens vivos, como essas capas que eu destaquei acima e abaixo. O site também disponibilizou áudios e as capas originais para comparação.













6 de dezembro de 2017

Uma "discaço" de Rick Ferreira !

Uma das maiores bênçãos para os que como eu nasceram nos anos 60 é poder viajar no Youtube em busca de discos perdidos, lendários ou muito falados;/pouco escutados. Afinal, na nossa juventude não tínhamos essa facilidade de encontrar sons míticos num simples bater de tecla - a busca era árdua e abarcava investigações, caças, pedidos via carta, trocas de fitas cassete, discos emprestados e perdidos para sempre, espera de séculos em frente ao aparelho de rádio, etc. Este disco do Rick Ferreira, "Porta das Maravilhas" ( Elenco - 1976/1977) , espetacular instrumentista do nosso rock que tocou com meio mundo ( e principalmente com Raul Seixas) e se aventurou nessa obra solo em meados dos anos 70 ( não por coincidência, o auge de Raul Seixas/Paulo Coelho), é prova cabal deste upgrade atual das capturas vinílicas na web; era um disco que eu tinha ouvido uma vez, em partes e rapidamente, na casa de um conhecido em uma viagem ao interior nos anos 80. Depois me esqueci completamente de sua existência, embora sempre topasse com o nome de Rick - um dos grandes músicos brasileiros ainda em atividade , pioneiro na utilização do banjo e de pedais Steel e que deu peso e recheio para grandes sucessos de Raul - até que procurando outra coisa no Youtube ( é sempre assim), trombei com o LP que eu escutara porcamente outrora. Ouvindo-o com calma e com profundidade, redescobri um discaço! Me remeteu ao som que o Leno estava fazendo na mesma época ( já postado aqui: http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2009/10/discos-que-nos-tocam-3-meu-nome-e.html) , com uma mistura de folk. country, rock and roll, música interiorana, jovem guarda e toques raulseixistas ( claro!). As letras são intimistas em sua maioria e e embora não seja sua praia, até que o guitarrista segura bem nos vocais. A banda também é muito boa ( destaque para os teclados - será do Rodrix? não sei a ficha) Tem uma versão bem supimpa de "Sujo de Batom" do mestre Belchior e também "Cachorro Urubu", de Raul Seixas/Paulo Coelho, numa versão bem pesada e em levada um pouco diferente da original. Há aqui dois bônus ( e certamente é do CD lançado depois) com duas composições em parceria com Paulo Coelho ( não sei se são de compactos, mas acabam destoando um pouco do clima geral do LP). Uma grata surpresa, já coloco essa obra entre as mais bem produzidas dos anos 70. Se vendeu bem na época? duviduodó.

https://www.youtube.com/watch?v=orBAPsCfpdU

1 de dezembro de 2017

Lançamento de "Zózimo Barbosa" de Gustavo Machado e Wander Antunes ( 30/11/2017)

Ontem, em noite especialíssima de autógrafos, a dupla Gustavo Machado e Wander Antunes lançaram pela Editora Noir o álbum "Zózimo Barbosa - O Corno Que Sabia Demais e Outras Histórias", um belo volume de 100 páginas com episódios inéditos mesclados a clássicos do personagem, além de extras com processo de criação, alguns esboços/estudos dos personagens e a origem do protagonista. Zózimo virou série na Rede Globo - não consegui assistir, mas espero que a Globo tenha deixado claro que se baseou nos quadrinhos originais do detetive - e o lançamento vem em ótima hora, não só para se conhecer a mídia original da série policial mas também para que a obra, que merece estar no panteão das mais bem feitas dos quadrinhos nacionais - atinja um maior número de leitores.
Quanto à noite de autógrafos em si, ficou à altura do talento da dupla Machado/Antunes: na simpática Livraria Martins Fontes da Paulista apareceram amigos queridos, artistas excepcionais e jornalistas/pesquisadores de peso. Além do editor Gonçalo Júnior, encontrei por lá, entre outros, o grande Marcelo Alencar, Osnei Furtado, Fábio Figueiredo, Volney Faustini, Laudo Ferreira, Franco de Rosa, Spacca, o casal Francisco Ucha e Luciana Lanzillo e meu amigo dos tempos de Dedoc/Abril André Vargas, responsável pela direção de arte do livro. Além da simpatia e foco irrestrito na confecção dos autógrafos dos anfitriões, um momento único chamou a atenção: à pedido do Marcelo Alencar, que queria qualquer personagem Disney desenhado na hora, João Spacca sacou seu lápis e bloco e ali, em pé, desenhou soberbamente e sem nenhuma referência a não ser sua memória privilegiada, o inesquecível personagem Esquálidus ( talvez um dos mais anarquistas da galeria Disney) com seu bichinho de estimação Pflip ( Flip na verdade, pois Esquálidus sempre coloca um "p" na frente das palavras) tendo ao lado o eterno vilão João Bafo de Onça. Mágico!

Abaixo, um vídeo feito especialmente para o Facebook, com slides produzidos pelo casal Francisco Ucha/Luciana Lanzillo .


https://www.facebook.com/franciscoucha/posts/10214731283620101?notif_id=1512121175897370&notif_t=feedback_reaction_generic_tagged


29 de novembro de 2017

O Pôster da Copa da Rússia 2018


A Copa 2018 na Rússia tem finalmente seu pôster oficial divulgado pela FIFA. Demorou, mas o resultado final ficou bem interessante. o Cartaz aprovado estampa o lendário goleiro Lev Yashin, vulgo " Aranha Negra", considerado o melhor goleiro da História e titular de quatro copas ( 1958, 1962, 1966 e 1970). O pôster, criado pelo artista plástico Igor Gurovich, traz linhas do Construtivismo, movimento artístico russo do início do século XX e alguns detalhes que o briefing oficial esclarece: os raios de luz que saem da bola simbolizam a energia da competição e o círculo verde atrás de Yashin representa os 12 estádios que farão parte do evento e as 11 cidades sedes do torneio. Eu gostei. Parece um daqueles antigos cartazes clássicos vistos em fotos de paisagens urbanas de 80, 90 anos atrás.

28 de novembro de 2017

"Cinema na Música de Sérgio Ricardo"


O excepcional multi-artista Sérgio Ricardo ( compositor, cantor, artista plástico, cineasta, ator) estará em Sampa para duas apresentações amanhã ( quarta, 29) no Sesc 24 de Maio ( endereço lá embaixo). Com direção de sua filha Marina Lutfi, que também o acompanha nos vocais, o espetáculo "Cinema na Música de Sérgio Ricardo" traz canções que se tornaram um marco na produção musical do cinema nacional, como as que viraram trilha para clássicos como "Deus e o Diabo na Terra do Sol". de Gláuber Rocha", "Esse Mundo é Meu" e "A Noite do Espantalho", esses últimos fazendo parte da importante e premiada obra cinematográfica do próprio Sérgio Ricardo. Com uma banda de quatro multi-instrumentistas - Lui Coimbra ( violão e violoncelo), Marcelo Caldi ( piano e acordeon), Alexandre Caldi ( sopros) e Carlos Cesar ( percussão), além de João Lutfi, outro filho de Sérgio, no violão, guitarra e vocais, e projeções de filmes e imagens de seu arquivo pessoal, os shows comemoram os 85 anos bem vividos de Sérgio Ricardo e carimbam o momento mágico de sua carreira, com filme, livro e exposições à beira de seus respectivos lançamentos. Merecido e imperdível!!

Shows: amanhã ( quarta-feira, 29/11) às 14hs e às 21hs

Sesc 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109
Telefone 3350 6300



Teaser: https://vimeo.com/224408500

Ensaio: https://www.facebook.com/marina.lutfi/videos/10211972594565125/

Ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/138471_SERGIO+RICARDO #SR85 #CinemanaMúsicadeSR

24 de novembro de 2017

"É Isso Mesmo!?", mais uma coletânea do Projeto Apparere



Muito feliz com mais uma obra de minha lavra selecionada para uma das coletâneas do projeto Apparere, da Editora PerSe. Desta vez, minha poesia "Espanto" entrou na coletânea "É Isso Mesmo!?", com textos sortidos ( poesia, conto, crônica) focados em temas sociais/contestatórios. A poesia é essa aí embaixo e a capa da coletânea ( que sai em dezembro - fiquem atentos na página do projeto: http://www.apparere.com.br/index.php) está destacada lá em cima ( autoria de Denize Lurdes Lucinda).

ESPANTO

O ESPANTALHO SE ESPANTA:
-TANTA FARTURA À MINHA FRENTE!
MAS EM TODO O MUNDO,  A FOME
A INFAME FOME DE TANTA GENTE!





23 de novembro de 2017

A espetacular arte fotográfica de Jason M. Peterson


Dica preciosa da Mylena Fontes na página virtual da revista Piauí: as fotos espetaculares em PB do fotógrafo americano Jason M. Peterson. O fotógrafo é diretor de criação da Havas North America e publica suas imagens no Instagram, onde já tem mais de 1 milhão de seguidores. Sombras, contrastes, movimentos, ângulos inusitados - sua arte transpira urbanidade e criatividade!





Matéria completa com mais fotos, aqui:

http://www.zupi.com.br/belas-fotos-em-preto-e-branco-de-jason-m-peterson/

22 de novembro de 2017

Stones! ( photo by Gabriel Canos)


Em momento de descontração com meu filho guitarreiro, fizemos de brincadeira um "mar stoneano" a minha volta. São 36 anos de coleção, desde que comprei na loja o LP "Tatto You" em 1981. Eu tinha 13 para 14 anos e já ouvia os Stones no rádio. Ali, a banda já era minha "favorita de todos os tempos". Hoje, estou envelhecendo e eles ainda estão na ativa! Viva os Rolling Stones!