27 de junho de 2017

Foto do mês: Festival de Bossa Nova na Faculdade de Arquitetura do Rio de Janeiro ( 20/05/1960)

Esta preciosidade de imagem me chegou a pouco pelo correio e traz simplesmente aquele que é considerado o primeiro festival de bossa nova. O show, conhecido como "Noite do Amor, do Sorriso e da Flor, não foi o primeiro evento com o estilo musical, mas nesse formato festival, com  plateia e produção mais profissional, sim. O show rolou na noite de 20/05/1960 no anfiteatro da Faculdade de Arquitetura do Rio de Janeiro e contou com dezenas de artistas - Nara Leão, Nana Caymmi, Chico Feitosa, Dori Caymmi, Johnny Alf, Sergio Ricardo, Norma Bengell, os Cariocas, Elza Soares, entre outros, com João Gilberto, que acabara de lançar LP homônimo fechando a noite - e apresentando ao público sua esposa Astrud. O conjunto que acompanhou todos eles, formado por Roberto Menescal ( guitarra), Luiz Carlos Vinhas ( piano), Luiz Paulo ( baixo), Helcio Milito ( bateria e tambas) e Bebeto ( sax), aparece na foto acima, mas conforme legenda do verso, com a presença de Bill Horne ( trompa) e sem Bebeto e Milito. A imagem não é nítida, mas Bebeto e Milito pareciam, em uma primeira olhada, estar ao lado de Horne ( na ponta direita). Mas observando com mais nitidez, há um instrumentista à direita na foto, quase todo encoberto, do lado esquerdo de Horne, e que pode ser Bebeto, visto o instrumento de sopro na mão. Ruy Castro viu essa foto e observou que os dois elementos entre Menescal e Horne não estão com o mesmo "uniforme" claro da banda, o que os descartariam como integrantes. A simples menção do trompetista americano Bill Horne neste evento merece registro pois na historiografia sobre o festival nunca se escreveu sobre sua participação, embora ele fosse radicado no Rio e já na época, bem enturmado com a turma da bossa nova. Vale lembrar também que outro festival de bossa, organizado por Carlos Lyra, rolou no mesmo fim de semana - Lyra, cada vez mais politizado, estava brigado com Bôscoli - com menos repercussão. Abaixo, a legenda, tal qual se encontra no verso da foto. ( ah, e quem souber do crédito desta imagem, por favor, escreva para cá)



21 de junho de 2017

Doodle: Machado de Assis, 178 anos


Machado de Assis, nosso escritor maior e um dos mais importantes autores da língua portuguesa em todos os tempos, celebra 178 anos de nascimento hoje e o Google aproveitou para registrar a data com uma artística homenagem em forma de Doodle ( arte original ou animação que entra na logotipia do site - na página inicial de buscas - em datas especiais e/ou comemorativas). A arte - finalmente vou registrar aqui quem fez a arte! - é do artista Pedro Vergani, autor junto a Diogo Bercito do álbum "Rasga-Mortalhas" ( Zarabatana - 2016) , uma das melhores obras de quadrinhos lançadas no Brasil  ano passado. Vergani mora em Londres e já fez de tudo um pouco no campo da arte: ilustração, fundo para cenário de videogame, animação ( foi o responsável pelo design de cores da animação "Song of the Sea", indicada para o Oscar). Pelo que apurei, ele trabalha para o Google, o que faz supor que boa parte dos Doodles nacionais tem a mão dele. Ponto para o Google.




18 de junho de 2017

Jazzmasters - todos os programas!

Um dos programas mais independentes e certeiros da rádio brasileira, sem dúvida, é o Jazzmasters!
Focado em todas as vertentes do jazz e da música negra mundial - soul, funk, r&b, acid jazz, house music, entre outros grooves - é apresentado por Paulo Mai e Dudão Melo diariamente ( domingo à sexta 20h30 e sábados 20h) nas ondas da Alpha FM (101.7). Desde 2014 na Alpha FM, o Jazzmasters era transmitido anteriormente pela Eldorado FM, sempre nos mesmos moldes. Conheci o programa através do meu amigo Rogério Engelmann ( colaborador deste blog) e desde então acompanho frequentemente. O grande diferencial do programa é a sua pesquisa/programação, que evita obviedades e mistura o melhor da música black contemporânea com standards e clássicos - e também lados B - de grandes inovadores desse extenso universo do groove. No endereço abaixo, todas as edições produzidas na Alpha FM estão disponíveis!

http://www.alphafm.com.br/programas/jazzmasters/programas-completos



14 de junho de 2017

Adam West (1928-2017)

Adam West foi o Batman mais divertido, mais real, mais "tosco", mais "onomatopéico"! Se alguém duvida, assista por favor a série televisiva dos anos 60 que fez do ator um ícone nerd para todo o sempre. Quando a série foi lançada, os quadrinhos da DC estavam longe, muito longe dos primeiros tempos do Batman - época mais sinistra e violenta nos traços dos pioneiros Bob Kane, Bill Finger e Jerry Robinson. Tanto Batman como Super-Homem exibiam em seus gibis sessentistas histórias mais politicamente corretas e lúdicas. Os produtores da TV seguiram essa linha, mas alguns detalhes essenciais extrapolaram os quadrinhos e acabaram levando o programa a um sucesso exponencial e duradouro: cores vivas e cenários pops, vilões psicodélicos e teatrais, atrizes que mostravam para a molecada que mulheres podiam ser estonteantes tanto do lado bom como do lado mau da força, Batman e Robin com tiradas e frases inesquecíveis,  Batmóvel com design caprichado, lutas com mais "socs", "pows" e "tuns" que quaisquer outras até então, trilha sonora deliciosa, e o principal: divertimento puro, sem a preocupação de se levar tão a sério. Com esses ingredientes, Adam West virou um Batman único, com um ar de pureza e decadência, heroísmo e fragilidade, ironia e caretice. Um Batman para sempre, que ele acabou carregando durante toda a sua vida.


https://www.youtube.com/watch?v=DSF6vuqIA8E&list=PLFjRhPrHHAwNLmwiZXKlUrpPrXq56y676

6 de junho de 2017

Capa do Mês: Dust & Grooves - Eilon Paz

Esta capa é magnífica e dá uma amostra das maravilhas internas que esperam o leitor deste Dust & Grooves, do fotógrafo Eilon Paz, especialista em fotografar os colecionadores de discos de vinil em seus habitats naturais ( quartos, salas de sons, porões, etc). O livrão ( são mais de 400 páginas) traz os ensaios fotográficos de Eilon com colecionadores do mundo todo e também uma segunda parte com as entrevistas mais relevantes. O projeto foi lançado em 2014 e bem que merecia sair aqui no Brasil, não acham? o Poeira Zine fez um post a respeito e o site De Volta para o Vinil ( ótimo, por sinal!) destrinchou a obra ( abaixo). Quem quiser conhecer mais sobre  arte de Eilon, tem também seu blog, também batizado de Dust & Grooves.

http://www.poeirazine.com.br/os-colecionadores-e-as-suas-colecoes/

http://www.devoltaparaovinil.com.br/2014/06/eilon-paz-dust-groove-fotografo-vinis.html

http://dustandgrooves.com/


2 de junho de 2017

A última edição impressa da Gazeta do Povo pelas lentes de Daniel Castellano

Fotos Daniel Castellano

Essa infelizmente é uma cena que vem se repetindo cada vez mais nos últimos anos: a extinção de jornais impressos de grande tradição ( como é o caso da Gazeta do Povo de Curitiba-PR com quase 100 anos), geralmente para a manutenção exclusiva da edição online ou em alguns casos nem isso. A morte da Gazeta do Povo já vinha sendo anunciada há um bom tempo, mas o dia D é sempre um momento triste e desolador. Que o digam esses profissionais gráficos que imprimiram a última edição madrugada adentro. E que o diga o fotógrafo Daniel Castellano, que mesmo sendo demitido há um mês pelo jornal, depois de 10 anos de casa, resolveu acompanhar de perto esse momento derradeiro do veículo, numa iniciativa dolorosa mas que certamente se tornará histórica. A série pode ser conferida acima.
(quem publicou primeiro aliás, foi o prof. Aroldo Murá no Diário Indústria e Comércio) - http://www.diarioinduscom.com/historica-a-ultima-impressao-da-gazeta-do-povo-por-castellano/

1 de junho de 2017

Invenção 67: concertos de discos "cinquentões" no Centro Cultural São Paulo


Essa é mais uma dica saborosa e substanciosa do amigo João Antonio Buhrer que eu pesquei do FB: o Centro Cultural São Paulo abre o mês de junho com o "Invenção 67", um projeto muito bem-vindo que remete às pioneiras audições ministradas pela primeira diretora da discoteca do centro, Oneyda Alvarenga, nos idos dos anos 30/40/50 ( discoteca que leva hoje o seu nome). Os concertos atuais focam durante o mês todo (todas as terças e quintas,  a partir de 06/06) em discos icônicos lançados no ano de 1967, ou seja, há cinquenta anos atrás, trazendo audições e subsequentes comentários mediados por jornalistas especializados. Um ótimo programa que eu não perco nem por decreto - ainda mais neste ano, em que eu também completo 50 anos!
Abaixo, a íntegra da programação:


De 6 a 29/6
CONCERTOS DE DISCOS
O Invenção 67 ressuscita os célebres Concertos de Discos, que a primeira diretora da Discoteca do Centro Cultural São Paulo, Oneyda Alvarenga, ministrou entre 1938 e 1958. Os Concertos de Discos voltam focados em música popular e realizados na própria Discoteca Oneyda Alvarenga, convidando o público a uma audição comentada. Programe-se: as audições são limitadas a 30 pessoas. Todos os concertos começam pontualmente às 18h30.

6/6 terça
Pai e filho, Maurício Pereira (Os Mulheres Negras) e Tim Bernardes (O Trio) falam sobre o clássico dos Beatles: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.
8/6 quinta
O crítico e músico Alex Antunes (Akira S, Shiva Las Vegas) trata do disco de estreia do Pink Floyd, The Piper at the Gates of Dawn.
13/6 terça
O músico e historiador Cacá Machado analisa Tom Jobim – Wave, parceria entre Antonio Carlos Jobim & Francis Albert Sinatra que marcou a inserção da bossa nova no contexto internacional.
15/6 quinta
O jornalista Jotabê Medeiros mergulha no álbum de estreia da banda The Doors, que juntou de modo dramático jazz, blues, lisergia e poesia.
20/6 terça
Especialista em hip hop, soul e funk, a jornalista Mayra Maldjian analisa I Never Loved a Man the Way I Love You, turning point na carreira de Aretha Franklin – e do rythmn’n’blues.
22/6 quinta
Músico e jornalista, Rodrigo Carneiro (Mickey Junkies) surfa em Are You Experienced?, disco em que estreou a banda Experience, de certo guitarrista canhoto chamado Jimi Hendrix.
27/6 terça
Guitarrista e vocalista da banda Autoramas, Gabriel Thomaz entra Em Ritmo de Aventura para falar do clássico de Roberto Carlos.
29/6 quinta
O jornalista e editor da revista Bravo!, Guilherme Werneck, trata de The Velvet Underground & Nico, o disco que lançou a banda de Lou Reed – e também as bases do punk.
Todos os eventos são gratuitos.

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Rua Vergueiro, 1000, Liberdade, estação de metrô Vergueiro. Tel: (11) 3397-4002. Acesso para deficientes físicos. Dispõe de restaurante e café; não dispõe de estacionamento ou local para fumantes. Mais infos: www.centrocultural.sp.g ov.br

31 de maio de 2017

Gregg Allman (1947-2017)


Faleceu Gregg Allman, no sábado, 27, e eu só soube ontem, depois de ler um post do antenado Tom Moscardini no FB. Sua banda, a The Allman Brothers Band, fundada com o irmão Duane no final dos 60, foi simplesmente a melhor do chamado southern rock, com seu blues enfezado/pesado, a guitarra incendiária do mano e suas intervenções encharcadas à beira do teclado. Duane morreu prematuramente aos 25 anos, em um acidente de moto, e Gregg segurou a onda da Allman Brothers por anos, conseguindo ainda alguns lampejos criativos nos anos 70/80, compondo, tocando teclado, violão e guitarra e virando inevitavelmente um líder criativo no combo. Nas décadas seguintes, entre solos, voltas com a banda, vários casamentos - Gregg casou-se seis vezes, uma delas com Cher - e um mergulho profundo em químicas diversas, conseguiu finalmente ficar limpo na virada do século, mas uma Hepatite C e outras complicações o fizeram passar por um transplante de fígado em 2010, fazendo com que muitas apresentações suas nos últimos anos tivessem que ser canceladas. Descansou neste sábado. Quem sabe, em algumas dessas portas dimensionais desse vasto universo, reencontrou em um palco viscoso e mal iluminado de beira de pântano, seu irmão Duane, destrinchando as cordas de sua slide com um velho pote de vidro de remédio, como nos velhos e bons tempos.

https://www.youtube.com/watch?v=CPnqfSj0OeU 

https://www.youtube.com/watch?v=jT6KdpSaL10

https://www.youtube.com/watch?v=lMZFHe_hUxQ

29 de maio de 2017

Charge do Mês: Papa Francisco e Donald Trump ( por Luiz Carlos Fernandes)


O perspicaz Luiz Carlos Fernandes, conterrâneo meu aqui do ABC, fez essa cena perfeita sobre a visita do Trump ao Vaticano e pra mim é a charge do mês! Genial!

27 de maio de 2017

Baú do Malu 70: Programa do Cinema Gloria ( 1933)



Uma beleza esse "Programma do Cinema Gloria", datado da semana de 18 a 24/05/1933 ( Ano 1, número 11). O cinema no Rio de Janeiro era conhecido como " a casa do camondongo Mickey" justamente por manter em sua programação filmes produzidos pelos Estúdios Disney. Eis porque a penca de personagens - Mickey em destaque evidentemente - que aparece na fronte do programa, incluindo Minnie, Pateta, Clarabela e Horácio. E a programação não desmente: nessa semana estava em cartaz "Medico Maníaco", animação com Mickey e "Flores e Árvores", impressionante experiência animada de Disney dentro de sua série "Sinfonias". O filme em cartaz, "Tudo por um Homem", tinha como estrela Mae Clarke, retratada na capa do programa.





26 de maio de 2017

Achado 6: carteira de sócio do fã-clube da Rita Lee ( 1981)


Ontem resolvi rever/reouvir a obra da Rita Lee, a primeira artista da música por quem eu realmente me apaixonei ( os Stones vieram um pouco depois). Quando pesquei no acervo o LP de 1981 ( Rita Lee & Roberto de Carvalho, aquele que tem "Banho de Espuma" e "Saúde") topei com esse simpático cartão (acima e abaixo) que caiu intacto, do interior da capa. Com pose da Rita na fronte e ficha de inscrição atrás, o cartãozinho ( que na verdade faz as vezes de uma "carteira" de sócio) parece saído agora da gráfica, tal sua preservação.


22 de maio de 2017

Kid Vinil (1955 -2017)

Kid Vinil na banda Verminose ( divulgação)
Sexta-feira passada faleceu um grande cara, querido no meio musical: Kid Vinil, compositor, produtor, jornalista, vj, dj, escritor e um grande especialista em rock. Ele estava internado há mais de um mês, depois de passar mal em um show em Minas Gerais e ter uma parada cardíaca. No início de sua atuação cultural foi um dos maiores incentivadores do movimento punk, chegando a tocar bandas nacionais em seu programa de rádio no início dos anos 80. Foi fundador da banda Verminose ( ao lado de Minho K, Trinkão e Stopa), uma das primeiras bandas pós-punk brasileiras e que depois de alguns anos mudou o nome para Magazine, onde encontrou o sucesso com os hits "Eu Sou Boy", "Tic-Tic Nervoso" e "Comeu". Entre idas e vindas na banda, Kid fazia seus projetos paralelos, como pesquisas musicais, discotecagens e apresentações de programas na TV e no rádio. Entre os projetos de banda, montou o interessante Kid Vinil e os Heróis do Brasil, em meados dos anos 80, ao lado do guitarrista André Christovam. Sua coleção de mais de 20.000 vinis (a maioria de rock ) sempre foi uma referência! Chegou a escrever um livro, "Almanaque do Rock", utilizando seu vasto material e conhecimento sobre o tema. Também teve sua biografia lançada, em 2015. O legado do Kid, muito além de suas músicas, suas bandas e seus inúmeros projetos, foi ter dado a liga entre bandas novas e gravadoras e fazer a divulgação intensa e perene, como um perfeito porta-voz,  do rock brasileiro. Essa sua marca fica - basta vermos as inúmeras histórias e casos dele nas timelines e páginas dos inúmeros amigos que angariou nessas décadas de palco, microfone, teclas e pickups.

20 de maio de 2017

Capa do Mês: Lemmy - A Biografia Definitiva ( Globo Livros)


Feliz que nem pomba em parque cheio: acabei de ganhar do meu filho este "Lemmy - A Biografia Definitiva" ( Globo Livros - 2017). Escrita pelo seu assessor de imprensa e amigo Mick Wall (e jornalista dos bons, colaborador da Mojo, entre outras publicações), traz toda a saga bizarra, surreal e inacreditável do roqueiro mais roqueiro de todos, Lemmy Kilmister! O homem que driblou a morte várias vezes, foi roadie de Jimi Hendrix, alcançou sucesso com o Hawkwind e o Motorhead e foi e voltou do inferno durante toda a vida, sem jamais deixar de ser o Lemmy de sempre, idolatrado não só pelo fãs mas por todos os músicos e profissionais ligados ao rock pesado. O design e a ilustração da capa vem creditado à craigfraserdesign.com.
Já comecei a devorá-lo!

19 de maio de 2017

Chris Cornell (1964- 2017)


Chris Cornell viveu o rock como poucos. Vocalista fundador do Soundgarden, banda de 1984 que fez o movimento grunge chegar aonde chegou; vocalista fundador do efervescente Audioslave, ao lado de membros do Rage Against the Machine; vocalista fundador de outro supergrupo, o Temple of Dog, em 1990, com membros do Pearl Jam e do Soundgarden; entre um grupo e outro, uma carreira solo intensa, entre o pop e o peso, recheada de violão/cordas. Passou pelo Brasil várias vezes, solo e com o Soundgarden, a partir de 2007. Chris é considerado um dos melhores vocalistas de sua geração, com sua voz rascante e a emotividade sempre presente. Parte inesperadamente em um suicídio que ninguém entendeu direito já que ele estava em uma fase totalmente família, curtindo seus três filhos e combinando planos de férias com a esposa. Consta que ele tomou dose a mais de um remédio para ansiedade e após o show sua mulher percebeu algo errado em sua fala via telefone - o medicamento pode ter influenciado seu ato pouco tempo depois.A investigação a respeito prossegue. Para quem fica, resta ouvir o peso visceral de seu vocal profundamente rock e lastimar sua partida abrupta.

https://www.youtube.com/watch?v=3mbBbFH9fAg

https://www.youtube.com/watch?v=sNh-iw7gsuI

https://www.youtube.com/watch?v=u2pNjgGdU7M

https://www.youtube.com/watch?v=Wgll3iLF1jk

https://www.youtube.com/watch?v=7QU1nvuxaMA

https://www.youtube.com/watch?v=WC5FdFlUcl0

https://www.youtube.com/watch?v=VUb450Alpps

18 de maio de 2017

Picanha de Chernobill ao vivo no Anhangabaú


Ontem, passando pelo Vale do Anhangabaú, quase de frente aos Correios, topei com a  banda Picanha de Chernobill com a aparelhagem e os instrumentos montados no espaço livre, prestes a mandar um som ao vivo. Ao lado de duas dezenas de pessoas no máximo, resolvi gravar no celular esse registro ao vivo. A música chama-se "Anhangabablues", um blues eletrificado, encorpado, denso, psicodélico, que nos remete imediatamente a essenciais power trios do final dos anos 60 como  Cream, Jimi Hendrix Experience e Blue Cheer. Eu já tinha conhecido o som do grupo pelo meu filho Gabriel, que me mostrou um vídeo deles na Avenida Paulista, um dos locais frequentes de suas aparições ao vivo. O Picanha já tem três discos independentes lançados ( o último foi pelo Catarse) e sempre que pode evidencia que a rua é seu principal palco. Aliás, a banda toda mora no próprio Anhangabaú - mais "blues" que isso, impossível!

https://www.facebook.com/marcoseduardo.massolini/posts/1446207475440246?notif_t=like&notif_id=1495050756704335

17 de maio de 2017

José Zaragoza ( 1930-2017)


Zaragoza, o Z da agência DPZ, morreu aos 86 anos na madrugada do dia 15, em São Paulo. Espanhol de nascimento, fundou a agência no final dos anos 60, com o sócio brasileiro Roberto Duailibi e seu conterrâneo Francesc Petit (falecido em 2013), com quem já tinha uma sociedade anterior na agência de design Metro3. Permaneceu na agência por 45 anos ( até 2013) sem largar as artes, sua paixão por toda a vida, realizando diversas exposições individuais como pintor e participando de grandes eventos ( como a Bienal de São Paulo nos anos 60). Tinha o Brasil no coração, país que adotou desde 1952, e um dos seus temas preferidos era o esporte - uma de suas últimas mostras teve como tema principal as Olimpíadas. Zaragoza mudou a forma de se fazer publicidade no Brasil, unindo criatividade, arte e comprometimento com o cliente.


Uma de sus obras como pintor
http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2017/05/15/morre-jose-zaragoza-um-dos-fundadores-da-dpz.html

16 de maio de 2017

Antonio Candido (1918-2017)

Antonio Candido em 1982
Morreu na sexta passada, Antonio Candido, quase centenário, um dos maiores críticos literários brasileiros e um dos pensadores chaves para a compreensão da formação cultural e social brasileira. Como lembrou bem meu amigo Bias Arrudão, Candido formava com Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre, Caio Prado Jr., Darcy Ribeiro e Celso Furtado o sexteto de pensadores brilhantes que explicaram o Brasil. Antonio Candido foi primordial quando uniu a literatura e a análise social e divulgou os escritores brasileiros como poucos. Desde muito novo iniciou-se na crítica literária e viu surgir jovens literatos que viriam a se tornar grandes, como João Cabral de Mello Neto, Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa e Clarice Lispector, entre tantos, apontando qualidades em seus primeiros trabalhos que fizeram com que fossem notados pela mídia. Firme, sem rodeios, mas de uma objetividade plena, arrumou poucas rusgas por causa de seus textos - o mais célebre foi com o "vulcânico" Oswald de Andrade, que depois viria a ser seu amigo próximo. Discreto, não gostava de solenidades, eventos ou premiações. Uma exceção em sua agenda foi sua participação no FLIP, em 2011, onde acabou contando diversas passagens de sua carreira. Estava lúcido e conversava muito com seus muitos amigos. Crítico, ensaísta, escritor, sociólogo, professor, pensador da cultura brasileira, socialista até a raiz do cabelo, Antonio Candido parte com uma bagagem impressionante e um conjunto de obra colossal para ser estudado e pesquisado por anos/séculos a fio.


Principais livros de sua bibliografia
>> Introdução ao método crítico de Sílvio Romero, 1945
>> Ficção e confissão: estudo sobre a obra de Graciliano Ramos, 1956
>> Formação da literatura brasileira: momentos decisivos, 1959
>> O observador literário, 1959
>> Tese e antítese: ensaios, 1964
>> Os parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida, 1964
>> Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária, 1965
>> Vários escritos, 1970
>> Formação da literatura brasileira, 1975
>> Teresina etc., 1980
>> Na sala de aula: caderno de análise literária, 1985
>> A educação pela noite e outros ensaios, 1987
>> O estudo analítico do poema, 1987
>> Recortes, 1993
>> O discurso e a cidade, 1993
>> Teresina e seus amigos, 1996
>> Iniciação à literatura brasileira (Resumo para principiantes), 1997
>> O Romantismo no Brasil, 2002

15 de maio de 2017

Bob Dylan, 20 anos ( via Mídia Pura)


Bob Dylan foi fotografado aos 20 anos, em 1961, em um ensaio em seu qg no centro de Nova York, quando ainda era um promissor estreante na cena folk da cidade. O autor, o fotógrafo colaborador da revista Life, Ted Russell, havia recebido convite da gravadora Columbia, que vislumbrava um futuro brilhante ao seu jovem contratado, para fotografá-lo em seu dia-a-dia no apartamento da West 4th Street, ao lado da namorada Suzie Rotolo. Russell topou porque achou que a Life se interessaria e fez uma série PB profundamente bela. A magazine não deu bola para o desconhecido cantor/compositor e essa sequência de fotos acabou se tornando com o tempo uma das joias mais raras da memorabilia musical do século XX. O sempre atento site Mídia Pura publicou essa foto acima e outras da série. Confiram lá:

http://midiapura.com.br/artes/fotografia/serie-de-fotos-mostra-o-jovem-bob-dylan-com-20-anos

14 de maio de 2017

Feliz Dia das Mães ( com Dalcio Machado)


Minha mãe deixou o nosso planetinha há 15 anos. A saudade, claro, perdura - não tem como ir embora - mas com o tempo passei a mesclar junto a essa saudade lembranças felizes, intensas, de gratidão. Dona Lourdes Pareja Massolini era uma mulher que esbanjava generosidade, daquelas que pensavam primeiro nos próximos e depois nela. Nesse Dia das Mães meu sentimento é de saudade mas também de felicidade, pelo privilégio de ter sido filho de uma mulher tão excepcional. Ontem, vi essa bela homenagem do sempre perspicaz e sensível Dalcio Machado no Facebook e além de compartilhar lá, deixo aqui no blog esse cartum que traz exatamente o citado espírito de gratidão e conforto. Valeu, Dalcio! E um beijo estalado pra você, mãe querida!

12 de maio de 2017

Nelson Xavier (1941-2017)

Navalha na Carne: Tonia Carrero, Emiliano Queiroz e Nelson Xavier

Um mês de grandes despedidas nas artes. Nelson Xavier era daqueles atores que comoviam, inclusive em suas cenas de silêncio profundo. As pausas do Nelson Xavier ( vejam em suas composições de Lampião e Chico Xavier, por exemplo) são momentos para serem perpetuados. Viveu sua vida para a dramaturgia, fazendo aproximadamente 50 filmes, além de dezenas de novelas, minisséries e peças em uma carreira com quase 60 anos.O começo dela foi no teatro, quando se juntou á Boal e o grupo Arena. Depois de se formar na USP (Escola Dramática), mostrou textos seus para o diretor mas acabou mesmo fazendo parte do elenco no palco, de onde nunca mais saiu. Enquanto estudava, trabalhou como revisor e depois crítico na revista Visão. Fez história em vários momentos, mas principalmente como Mario no filme "A Queda" de Ruy Guerra ( 1976 - por ele ganhou o Urso de Prata em Berlim) Lampião em "Lampião e Maria Bonita" ( 1982 na Rede Globo) e Chico Xavier, cinebiografia do médium mineiro de 2010 que segundo o ator, socialista e ateu até então, "mudou suas concepções e o fez acreditar e buscar a evolução espiritual" depois de encenar o mestre espírita. Outros bons momentos: como diretor teatral no Recife ainda nos anos 60, nas parcerias com Fauzi Arap/Plinio Marcos ( como ator em Dois Perdidos numa Noite Suja e Navalha na Carne), no filme Os Fuzis, de Ruy Guerra (1964) e  estrelando o filme de Antonio Carlos de Fontoura, "Mulher Diaba" ( 1975). Ganhou um último prêmio em 2016, como melhor ator no Festival do Rio - já tinha ganho um Kikito em 2014 por sua atuação em "A Despedida". Lutava contra um câncer há 14 anos, e mesmo que a doença o deixasse com o andar mais lento e o corpo mais frágil, se mantinha altivo, discreto, sempre trabalhando. Nelson Xavier era assim.

Com o amigo Milton Gonçalves em "Rainha Diaba"

A Rainha Diaba ( íntegra): https://www.youtube.com/watch?v=0N4xZcNiKzo 

Lampião e Maria Bonita ( trecho): https://www.youtube.com/watch?v=DUu3fI4t-xQ 

11 de maio de 2017

Foto do Mês: Cartaz"filosófico-artístico" em Santo André ( by Gabriel Canos)


O Gabriel meu filho, no caminho da escola, "pescou" com a câmera este flagrante de arte urbana, em uma passarela na Avenida dos Estados, Santo André. Com tanta coisa acontecendo no mundo, taí uma frase que nos atinge fundo. Até onde vai a nossa desumanidade? valeu pelo olhar atento, Biel! Virou "Foto do Mês"...

10 de maio de 2017

200 livros de arte grátis: cortesia do museu Guggenheim!


O museu Guggenheim, de Nova York, converteu mais de 200 livros de arte do seu acervo em PDFs e ePUBs e disponibilizou-os para download gratuito! Essa oportunidade única abre para o público do mundo todo páginas exuberantes com obras de Picasso, Roy Lichtenstein, Klimt e muito mais. Maravilha!

Para baixar clique aqui

9 de maio de 2017

J.J. (João José Werbitzki)


O J.J. era um grande analista midiático e o seu blog do JJ ( link abaixo) me mantinha super atualizado sobre o que rolava em comunicação, marketing, economia e consumo no Brasil e no mundo. Gostava de usar o control c control v para trazer as matérias e artigos mais aprofundados, mas sempre com uma opinião/análise sua e sempre para gerar discussão e debates sérios e civilizados como toda democracia deveria ser. Também usava muito humor em seus posts, capturando cartuns, placas e gifs no cotidiano da comunicação. Era de Curitiba e tirando uma ou outra notinha ( como essa abaixo), a grande mídia do Sul simplesmente ignorou seu falecimento no final de abril. Talvez porque ele não ficava bajulando ninguém e talvez porque nos últimos tempos ele falou muito sobre a grande imprensa paranaense. O blog do JJ continua sendo atualizado, mas não se sabe por quem. Uma atitude bascaninha - JJ ia aprovar, ele que não parava de escrever e postar - mas senti falta de uma homenagem ao próprio JJ, já que muitos leitores nem sabem que ele faleceu e não está mais atuando em seu próprio blog.

http://www.fabiocampana.com.br/2017/04/morreu-jj-werbitzki/

http://blogdojj.com.br/

8 de maio de 2017

Almir Guineto (1946-2017)


Almir Guineto se foi e deixou um legado gigantesco para o samba e sua história. Inovou na escolha do instrumento ( banjo - embora fosse multi instrumentista), no jeito de tocá-lo, na forma de compor, na mistura de suas raízes salgueirenses; no jeito de cantar. Por essas e outras, acabou virando um grande ídolo para os próprios sambistas. Seu samba vai permanecer nas rodas sempre, tal sua compatibilidade com o povo e os profundos admiradores do samba verdadeiro. Muita gente decantou e incensou Almir Guineto depois de seu passamento, incluindo a mesma crítica que o ignorava até dias atrás. Mas há exceções por aí: a análise de Bernardo Oliveira hoje para a Folhona ( quem diria que sairia um texto tão bom desses num jornal que há muito não me diz nada) está no ponto, no alvo. Almir Guineto ecoa nos quintais, terreiros, rodas e mesas de partido, batuque e raiz- seu samba melódico e resplandescente triunfa

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/05/1881951-almir-guineto-foi-sambista-completo-e-inovador.shtml

https://www.youtube.com/watch?v=f-0w7slK_Gs

https://www.youtube.com/watch?v=i9d-Yc1o5TU

https://www.youtube.com/watch?v=Bxm86_U1Rj4

https://www.youtube.com/watch?v=6FVyebYvYX8

https://www.youtube.com/watch?v=k1K5iOPxf64


3 de maio de 2017

Alain Voss no Colecionadores de HQs


Voltando com tudo na minha coluna "Alma de Almanaque" no site "Colecionadores de HQs", enviei para o Renato Frigo essa homenagem a um dos grandes quadrinhistas que passaram por nossa terra, Alain Voss, falecido em 2011. O artista se foi há mais de cinco anos mas quase nenhuma ação voltada para sua obra foi realizada e tem muita gente que nem sequer sabe que ele já faleceu. O post é uma adaptação de um texto feito para este blog na época de seu falecimento, mas vale muito publicá-lo, tanto pelos motivos colocados aqui como pela excelente edição de mister Frigo, que dá sempre um up nas matérias! Viva Voss!

http://colecionadoresdehqs.com.br/o-grande-alain-voss-1946-2011/

30 de abril de 2017

Belchior ( 1946-2017)


Nem bem nos restabelecemos da partida do Jerry Adriani, vem a notícia hoje da morte do Belchior! Com a mesma idade, 70, Belchior vinha nos últimos anos numa espécie de reclusão ( mas jamais desaparecido como a imprensa quis que fosse desde 2009), tanto que a cidade gaúcha em que morava com sua esposa - Santa Cruz do Sul - pouco sabia de sua presença mesmo ele morando ali há quase dois anos. Um dos maiores poetas da nossa música, cantou/escreveu como ninguém as angústias e sonhos da geração 70, sufocada pela ditadura. Elis foi das primeiras a gravá-lo mas junto ao chamado Pessoal do Ceará ( Fagner, Ednardo, Rodger Rogério, Téti, Fausto Nilo, Ricardo Bezerra, entre outros), Belchior já estava no Rio desde o início dos 70 e dessa reunião saiu o clássico disco "Meu Corpo minha embalagem todo gasto na viagem" de 1973. Logo que chegou, aliás, venceu o IV Festival Universitário da MPB, em 1971, com "Hora do Almoço". Em seguida mudou-se para São Paulo, lançando compactos e trilha para curtas e foi em Sampa que ouviu nas rádios Elis cantando a sua Mucuripe (com Fagner). O disco inaugural de sua carreira solo é de 1974 mas foi o LP de 1976 ( Alucinação) que consolidou sua carreira, com sucessos definitivos como Velha Roupa Colorida e Como Nossos Pais. Elis mais uma vez não perdeu tempo e gravou também a joia preciosa Como Nossos Pais, tornando-se uma de suas mais brilhantes e emocionantes interpretações. Vanusa nessa mesma época gravou com muita propriedade Paralelas. Belchior seguiu nesse ritmo até a primeira metade dos 80, quando suas gravações ficaram mais espaçadas e ele se enveredou por outras trilhas dentro da música ( produção, sociedade em gravadora, etc). Eu nunca tive oportunidade de vê-lo em shows mas nos anos 90 encontrei-o aqui mesmo em São Caetano, em uma casa noturna especializada em música brasileira - ele estava com amigos em uma mesa próxima, com uma discrição que chamava a atenção justamente por ser ele o grande Belchior. Novas gerações de músicos continuaram o abençoando como influência mor e suas participações em shows prosseguiram até os anos 2000, quando problemas particulares e financeiros o fizeram se afastar da carreira e se mudar do país por alguns anos. Hoje o Brasil, consternado, soube ao mesmo tempo da sua morte e que estava morando de novo no Brasil, dentro do estado do Rio Grande do Sul. Belchior é daqueles que continuarão sendo cantados e incensados por gerações e gerações, tal sua magnitude como artista. Como bem definiu Guilherme Arantes nas redes sociais, em mais uma de suas precisas e honestas homenagens, "Belchior sempre foi e será o melhor letrista de canções transformadoras que já existiu". Assim será.


28 de abril de 2017

Capa do Mês: Simpsons Comics 218


A revista acima não é exatamente do mês ( saiu em 18/02/2015 nos EUA) mas como Guardiões da Galáxia 2 estreou ontem no Brasil, vale relembrá-la e deixá-la como capa destaque do mês. Mesmo porque muita gente está compartilhando essa bela arte em vários grupos nas redes sociais. As paródias simpsonianas são sempre inteligentes e perspicazes e essa capa dá bem o tom do seu conteúdo ( vejam quem está fazendo as vezes do Groot!).

27 de abril de 2017

Foto (s) do Mês: Socozinho no Parque Celso Daniel - Santo André




fotos: Leticia Massolini


Estas belas fotos são da minha filha Letícia. Desde pequenininha ela já tirava fotos bem centradas, focadas, com uma precisão e sensibilidade incrível para a idade. Sempre que estou no perrengue para tirar fotos ( tenho boas ideias e bom olhar, mas na hora de tirar...aí já são outros 500) peço uma big ajuda da minha filhota - cada vez melhor na arte de fotografar. Por isso, as fotos do mês são dela neste abril de 2017.
A ave registrada estava no Parque Celso Daniel em Santo André e para identificá-la com precisão, contei com o grupo Identificação de Aves do Facebook, repleto de especialistas e fãs de aves que passam o ID das aves logo em seguida à publicação de qualquer foto postada lá. Adoro aves e sempre que posso observo-as e tento fazer registro das espécies. Mas na hora de identificá-las tenho dificuldades - essa ave acima, por exemplo, eu pensei que fosse um tipo de martim-pescador, embora desconfiasse do seu tamanho um tanto avantajado. No grupo do FB o nome Socozinho foi passado em um minuto!

Para saber mais: http://www.wikiaves.com.br/socozinho

26 de abril de 2017

Doodle animado homenageia sonda Cassini


Doodle animado de alta qualidade hoje na página de abertura do Google. A animação homenageia a Sonda Cassini que chega ao final de sua missão depois de quase 20 anos ininterruptos no espaço. Sua última ação será um mergulho aos anéis de Saturno ( Planeta em que orbita desde 2004 - essa última fase é a registrada na animação). A homenagem também é um adeus, pois ao atingir a atmosfera da Terra, a nave se tornará irrecuperável. No site da missão há uma contagem regressiva para quem quiser acompanhar:

https://saturn.jpl.nasa.gov/

24 de abril de 2017

Jerry Adriani ( 1947-2017)

divulgação

Embora já se soubesse que Jerry Adriani havia descoberto um câncer em março, depois de ser internado com uma trombose venosa, a maioria dos seus amigos e fãs acreditava que ele ia sair dessa. No começo de 2017 o ano se mostrava cheio de realizações para ele: a autobiografia, seu disco com canções do Raul Seixas ( ambos os projetos com a ajuda primordial do amigo Marcelo Fróes), shows agendados por todo o Brasil. Em 22/03/2017 fez show na Net Rio e fez um depoimento comovente sobre sua saúde, seu público e os amigos da classe artística, demonstrando humor e que estava se recuperando. Mas logo em seguida foi internado de novo e foi onde se descobriu o câncer, que infelizmente estava em estágio avançado.
Jerry Adriani, nascido Jair Alves de Sousa, intérprete de voz privilegiada, sempre foi ligado ao rock and roll, desde seus tempos de crooner da banda Os Rebeldes, embora tenha começado a carreira solo cantando em italiano e lançando dois discos com músicas da velha bota. O terceiro disco, em português, já o catapultou como ídolo da Jovem Guarda, e assim foi até o final do movimento. Ainda em 1967, conheceu os Panteras em Salvador e ficou muito amigo do líder da banda Raul Seixas ( ainda Raulzito). Além de trazer os Panteras como sua banda de apoio, gravou músicas de Raul e uma delas acabou sendo um de seus ( se não o maior) grandes sucessos na carreira - "Doce Doce Amor". Raul acabou virando produtor da CBS ( muito por insistência de Jerry) e produziu o cantor até o início dos 70. Depois de uma fase focada no romantismo e uma volta às canções italianas, mas sem nunca perder o fio do rock, e participações em filmes e novelas ( Ele sempre foi "despanelizado" e esteve em todos os grupos musicais e artísticos possíveis) Jerry fez a partir dos anos 90 discos homenagens ao seu ídolo maior Elvis Presley, à Jovem Guarda e obra com músicas de Renato Russo vertidas para o italiano ( nos anos 80, Russo teve sua voz comparada à Jerry logo em seu sucesso inaugural, "Será"). Estava radiante ultimamente, com vários planos para a carreira e participações constantes na televisão ( Dind Dong do Faustão, Encontro de Fátima Bernardes, etc). Não deu tempo. Que sua música atemporal continue iluminando o mundo com energias boas e sua missão futura seja compatível com sua generosidade e amizade.



22 de abril de 2017

Cobertura do Festival Guia dos Quadrinhos no Colecionadores de HQs


Depois de um bom tempo sem atualizar a coluna "Alma de Almanaque" lá no site Colecionadores de HQs, capitaneado pelo amigo e grande incentivador dos quadrinhos Renato Frigo, fiz a cobertura no domingo passado do 2º dia do Festival Guia dos Quadrinhos no Club Homs na Avenida Paulista. Um dia inesquecível ao lado dos meus filhos, onde pude encontrar amigos que arregimentei nestes longos anos como colecionador de quadrinhos e também conversar com diversos artistas, autores, colecionadores e fãs da nona arte. Leiam aqui:

http://colecionadoresdehqs.com.br/festival-guia-dos-quadrinhos-o-mais-descolado-encontro-de-fas-e-colecionadores-da-nona-arte/

21 de abril de 2017

Baú do Seu João 21 : Revista Vida Esportiva Paulista nº 163 - Setembro de 1953


Entre os itens que mais se destacam no acervo do meu pai, sem dúvida nenhuma, são os relacionados ao futebol, e principalmente, ao Corínthians, seu time de coração desde sempre. Esta curiosa revista mensal "Vida Esportiva Paulista" é um desses itens e a edição publicada aqui tem algumas peculiaridades que merecem ser pontuadas. A capa chama a atenção de cara pela simpática ilustração de um jogador mesclado ao bonito escudo do Corínthians que cobre quase seu corpo todo ( desenho não assinado). Atrás dele a foto emoldurada do esquadrão corinthiano da época que vinha de importantes conquistas neste início da década de 50. Esta edição 163 traz uma especial cobertura do time que completava no mês de setembro 43 anos de sua fundação. A revista, pelo que se vê neste exemplar, embora já tivesse em seu ano XIV (14) de existência ( conforme capa), não era uma publicação chamativa em seu miolo, e o que se percebe em suas 48 páginas é que sua impressão era custeada pelas centenas de anúncios - a maioria da região do Ipiranga e zona sul de São Paulo - que abriam espaço junto aos artigos e muitas vezes se sobressaíam visualmente às reportagens. E embora a ilustração da capa dê a entender que o veículo utilizava o serviço de artistas em seu miolo, não há um único desenho em seu conteúdo interno, pelo menos não nessa edição. As fotos sim, estão em quase todas as páginas - algumas bem de bastidores, o que dá um charme de fanzine à revista. Além da matéria especial sobre o Corínthians e um apanhado geral sobre o que acontecia nos campeonatos da cidade e do Estado de São Paulo, há também alguns artigos sobre teatro, música e até receitas culinárias. Abaixo algumas páginas para apreciação:







20 de abril de 2017

Baú do Malu 69: MitoloRia (M&C Editores)


Este álbum "MitoloRia", editado pelo Minami Keizi na primeira metade dos anos 70, com roteiro dele e desenhos do fabuloso Nico Rosso, estava na minha mira há muito tempo, mas nunca tive a oportunidade de adquiri-lo. Neste mês, fui visitar o estúdio do meu amigo Mario Mastrotti, que estava fazendo uma mudança em seu acervo e trocando/vendendo alguns itens. Quando bati o olho neste álbum, peguei-o na hora, anunciando que aquele já era meu! rs. Negociei por um preço bem camarada, de amigo, e ainda levei de lambuja a dedicatória do mestre feita para o antigo dono do álbum, o cartunista Moretti. Quem espera com paciência, um dia alcança - esse é um dos meus lemas como colecionador.