30 de dezembro de 2025

Feliz Ano-Novo! (com Dalcio Machado)

Esse ano louco, trágico, surpreendente, violento, desafiador, está se despedindo. 2025 entra para a história por vários motivos, entre eles, por ter sido o ano da COP30, realizada no Brasil, que se não teve um relatório final que batesse o martelo para retroceder finalmente o avanço da crise climática, deixou pontos importantes planando no ar e nas cabeças de muita gente que pode mexer os pauzinhos para ao menos minimizar a catástrofe natural que se aproxima. Outro motivo que fez de 2025 um ano inesquecível foi a prisão inédita na história do país, de militares, no caso, os fardados que tentaram o golpe contra a democracia. O ano também teve dose maciça de violência, com guerras pipocando em vários cantos do mundo, o feminicídio marcando sua presença nefasta no noticiário brasileiro e manifestações sociais em vários países - com os EUA de Trump numa ebulição interna que só deve crescer em 2026. Houve perdas  que doeram - Lô Borges, Jards Macalé, Nana Caymmi, Pepe Mujica, Ozzy Ousborne, Angela Ro Ro, Preta Gil, Arlindo Cruz, David Lynch, Papa Francisco, Luiz Fernando Veríssimo, Diane Keaton, Brigitte Bardot (que deve ser reverenciada pela sua arte e defesa dos animais em contrapartida às suas declarações pessoais lastimáveis), Jussara Lanzelotti (filha do grande artista José Lanzelotti e guardiã do seu legado) Fausto Kataoka (o grande editor e gráfico, já homenageado aqui no blog) e Von Dews (grande pesquisador do universo Marvel e principalmente do universo dos X-Men). Pessoalmente, me despedi de amigos também: Ada Caperuto, que se foi tão jovem e no auge de sua criatividade como jornalista, escritora e artista e ontem, uma grande amiga da família, dona Iolanda, que viveu bastante e intensamente, sempre ajudando o próximo e distribuindo sua simpatia inerente. No campo do trabalho, o bolso ficou quase todo o tempo vazio, mas pude participar de projetos incríveis: um deles, o álbum "Fábulas de La Fontaine Ilustradas por Gustavo Doré", mais uma restauração e homenagem à Ebal do editor e amigo Francisco Ucha, onde pude participar, além da revisão e pesquisa, de um texto sobre os tradutores das fábulas publicadas nesse álbum originário dos anos 1960. O ano viu também mais uma biografia escrita por mim na série "Biografias Ilustradas" da Editora Criativo, com edição de Marcio Baraldi: "Bira Dantas - A Arte de Viver da Arte" - uma grande honra ter tido essa oportunidade de retratar a vida de um dos mais importantes artistas gráficos em atividade no Brasil. Para a Criativo escrevi também o texto de apresentação do álbum "A Turma do Ia Ia Iac", de Paulo Hamasaki e da biografia de Mario Mastrotti ("Quadrinhos Cúbicos") feita por Fernando Moretti - Mastrotti, aliás, que pude homenagear em artigo da revista Raízes, bem como a querida Ada Caperuto ( em parceria com Lilian Mendes). As revisões também foram intensas - "Olhares sobre Wolverine" (com organização de Guilherme Smee); "Curiosidades Marvel", obra escrita e pesquisada por Alexandre Morgado e editada por Levi Trindade; "Splash - Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos", um calhamaço formidável escrito e pesquisado pelo colossal Toni Rodrigues, também grande amigo; e a biografia de Akira Toriyama, do inoxidável Eduardo Pereira (a quem pude finalmente conhecer pessoalmente no Gibi SP Festival). Tive a honra também de revisar duas obras realizadas por membros de minha família: as ficções "Becos Etéreos" do meu sobrinho Guilherme Scapacherri e "Arevalidad", do meu cunhado Magno Veiga (obra com objetivos sociais). Graças ao meu sobrinho Gui, participei também do curta sobre a videolocadora Charada, heroica casa cultural da Zona Leste (escrevi sobre ela no blog), a sair em circuito comercial em 2026. E pude pela terceira vez, fazer a cobertura da CCXP, via LivedeQuadrinhos, do Ucha (a quem agradeço por mais essa oportunidade), ao lado do chapa Marcus Santana (as entrevistas estão linkadas em post anterior). Como escritor, participei de uma Fanzinada Especial num casarão no centro de São Paulo (lindo!), ao lado de Mastrotti, Paulo Baptista e outros amigos (Thina Curtis, valeu!) e consegui organizar dois Saraus na Livraria Casa das Ideias, aqui no meu bairro (um deles, foi devidamente registrado no blog). Por tudo isso, um ano intenso, em todos os sentidos. Reencontrei muitos amigos - em encontros da Turma do Ponto de Táxi, minha grande turma da mocidade e da Turma de Jornalismo da Metodista, com amigos essenciais na minha trejetória - e viajei com a família para lugares mágicos - Paraty, São Thomé das Letras e Ouro Preto. Que venha 2026, com saúde e muitas surpresas boas. A todos os leitores e seguidores do Almanaque do Malu, um ótimo e feliz ano à frente! Vamos que vamos. 

Ilustrando esse último artigo do ano, um cartum (mais um) genial do sempre criativo Dalcio Machado.


27 de dezembro de 2025

Bau do Malu 91 - Cartão 'print' com as assinaturas originais dos membros do Iron Maiden




Consegui esse item num leilão há alguns anos atrás. Além dos autógrafos de todos os integrantes da banda inglesa, feitos com caneta esferográfica, a peça veio com certificado de autenticação, datado de 26/01/2015, legitimando a origem do documento.

26 de dezembro de 2025

A biografia de Bira Dantas pela Editora Criativo


Desde julho estava escrevendo com muito carinho a biografia do múltiplo Bira Dantas (cartunista, caricaturista, quadrinhista) e finalmente neste final de dezembro ela ficou pronta na gráfica e já está disponível para venda no site da Editora Criativo (link abaixo). Essa série "Biografia Ilustrada", aliás, já ultrapassou 20 títulos, graças à dedicação e paixão dos "cabeças" dessa coleção, que homenageia tanta gente importante das artes gráficas e dos quadrinhos no Brasil: Carlos Rodrigues e Franco de Rosa (da Criativo) e Marcio Baraldi (do selo Grrr!) - e graças ao convite deste último, pude escrever a terceira biografia para a série (além do Bira, escrevi as biografias de Getulio Delphim e Paulo Hamasaki). Como muitos amigos e colegas de profissão comentam, Bira Dantas merece muito essa homenagem, não só pela sua importância para as nossas artes gráficas, mas pelo seu empenho e ação para que as HQs brasileiras tenham visibilidade e o respeito que merecem. Fiquei extremamente orgulhoso de ser o autor desse livro e um pouquinho decepcionado por não poder ter incluído tudo o que Bira já produziu nesses quase 50 anos de carreira - embora saiba que para isso, a biografia precisasse de mais de 200 páginas. De qualquer maneira, este volume inclui o melhor de Bira Dantas, esse artista incrível que não para de produzir (enquanto estou escrevendo aqui, certamente um novo projeto está sendo finalizado por ele). Obrigado, Bira, por tudo!

A biografia pode ser adquirida aqui: https://www.comix.com.br/graphic-book-bira-dantas-a-arte-de-viver-da-arte.html?srsltid=AfmBOopafUUZIpN6hJTxxUIPm29doz5BRJMINZDi0GZvlyvKZ1nB3Heh

Homenagem dupla na revista Raízes nº71: Ada Caperuto (1965-2025) e Mario Mastrotti


A última revista Raízes (a 71, lançada neste mês) me encantou deveras. Na mesma edição pude homenagear dois grandes amigos - aqueles de uma vida toda - e o resultado me emocionou profundamente. Mario Mastrotti é um artista muito conhecido no Grande ABC, muito por conta do seu personagem Cubinho, que surgiu em 1975 nas páginas do Diário do Grande ABC e conquistou um lugar no panteão das HQs brasileiras icônicas por tratar de temas corajosos (violência, guerra e igualdade em plena Ditadura Militar) e até então quase não comentados na imprensa (degradação ambiental, ecologia, racismo). Mastrotti desde então fez muito pelas artes gráficas brasileiras, criando outros personagens para jornais e revistas, unindo cartunistas do Brasil inteiro nas publicações cooperativas de sua editora Virgo e participando ativamente de salões de humor e mostras (como as mostras de aniversário do Cubinho em São Caetano, a precursora mostra em duas edições sobre os Beatles em São Caetano, os prêmios em salões de humor tanto nacionais como internacionais e sua participação ativa na produção do Salão de Humor de Doação de Órgãos, que rola a todo vapor há anos). Escrever um artigo sobre os 50 anos de sua carreira, ele que é um grande chapa com quem tive a honra de executar projetos mágicos (e ainda estamos nesse caminho) me fez mais feliz nessa reta final de 2025. A outra homenagem, para a querida amiga Ada Caperuto, que estudou na minha turma de jornalismo da Metodista (lá nos idos do final dos anos 1980), foi mais emocionante e dolorosa, pois ela nos deixou repentinamente no segundo semestre aos 60 anos, em plena atividade como jornalista, escritora e artista plástica. Em parceria com Lilian Mendes (que assinou o artigo) conseguimos homenagear a tempo essa grande amiga, que transboradava criatividade, escrevia como poucos e amava sua cidade natal São Caetano. Que sua presença marcante nessa passagem pela Terra inspire artistas, jornalistas e principalmente as mulheres que tem muito o que escrever, desenhar e pintar, mas por vários motivos, escondem suas criações no fundo das gavetas. Mastrotti e Ada presente!

                                      Uma das incríveis ilustrações de Ada Caperuto

                                        O emblemático Cubinho em exposição pelos seus 40 anos (2015)

Quem quiser adquirir a edição 71 de Raízes, pode retirar um exemplar gratuitamente na sede da Fundação Pró-Memória de São Caetano, na Avenida Dr. Augusto de Toledo, 255, em São Caetano do Sul-SP. No início de 2026 essa edição estará disponível digitalmente e na íntegra no site da Pró-Memória (ao lado de todas as outras edições da revista).

As entrevistas para a LivedeQuadrinhos na CCXP 2025

                                                                        Eu entrevistando o autor Wander Antunes na CCXP 2025 

Pelo terceiro ano consecutivo, eu e o chapa Marcus Santana fizemos entrevistas para o canal LivedeQuadrinhos de Francisco Ucha. Um prazer imenso encontrar e conversar com pessoas tão talentosas!

As entrevistas estão disponíveis aqui:

https://www.youtube.com/@LivedeQuadrinhos/videos


17 de dezembro de 2025

Baú do seu João 41 - Livro "Super-8 e Outras Bitolas em Ação"


Teve um momento ali nos anos 1970 que meu pai, sempre irrequieto, resolveu aprender as mumunhas da arte do Super-8. Comprou livro, fez curso e no final desse processo finalizou um curta-metragem filmado no quarteirão de casa em São Caetano, munido de câmera Super-8 na mão e participações de familiares e amigos (entre eles meu saudoso tio Dito). O filme está desaparecido (mas não sumido - eu hei de encontrá-lo), mas a câmera, o projetor Super-8 e o manual do curso fazem parte do meu acervo. Este livro, comprado na época (essa terceira edição é de 1975) também sobreviveu às intempéries. Uma de suas curiosidades é que essa interessante arte de capa é do Nicolielo, veterano artista do nosso cartum (vejam seu perfil no link abaixo). Seu João sempre surpreendendo...

https://galeriaartequadros.com.br/nicolielo/