30 de novembro de 2011

Oito vídeos de George Harrison (escolhidos a dedo por Tânia Vinhas do blog da Superinteressante)

Eu sempre que posso dou uma olhada nos meus sites preferidos da blogosfera e a página da Super está entre as ++ da minha lista. Por coincidência, minha esposa Cris mandou por e-mail o link desta matéria-homenagem, publicada ontem ( 10 anos exatos da morte de George). Eu não tinha visto, mas bem sei da competência da Tânia Vinhas em capturar lances inusitados e curiosos do vasto mundo cultural pop. Uma ótima chance para analisar as várias facetas do mais misterioso entre os FabFour.
http://super.abril.com.br/blogs/cultura/8-momentos-agitados-da-carreira-de-george-harrison-o-beatle-quieto/

Mark Twain ganha Doodle especial em seu 176º aniversário

O Google trouxe nesta quarta-feira mais um Doodle especial, desta vez  para o escritor e jornalista americano Mark Twain (1835-1910 - nome de batismo: Samuel Clemens), no dia de seu 176º aniversário.No cabeçalho da página aparecem crianças pintando a palavra "Google" em um cercado, referência direta aos seus personagens mais famosos ( a cena de Tom Sawyer caiando a cerca é clássica). Com títulos como 'As Aventuras de Tom Sawyer', 'As Aventuras de Huckleberry Finn', e  'O Príncipe e o Mendigo', o escritor é clássico absoluto, recomendado para quem ama literatura bem feita e ainda por cima feita com emoção.

Baú do Malu 34 - Raio Vermelho nº 49 -20/12/1952

O Pato Donald foi a primeira revista da Editora Abril, e isso é alardeado desde os tempos de Victor Civita, o homem que fundou a editora nos idos de 1950, em São Paulo. Na verdade, o Pato Donald virou uma espécie de "moedinha nº1" do velho editor e sua revista, lançada em julho de 1950, sempre foi considerada a primeira da editora porque trouxe sorte e sucesso ao empreendimento ( a revista existe até hoje e segundo seu filho, Roberto Civita, jamais deixará de existir, tanto por razões históricas como emotivas). Mas antes, existiu um "patinho feio" na ´história da Abril: a revista "Raio Vermelho", lançada em maio de 1950 e editada nos mesmos moldes do irmão Cesar Civita, da Editorial Abril da Argentina ( lá a mesma revista chamava-se "Misterix").As historietas eram feitas na Itália, montadas na Argentina e despachadas para o Brasil, mas seja por seu formato estranho ( horizontal), que acabava empastelando os quadrinhos e diminuindo os balões, seja pelo ritmo mais "lerdo" das aventuras, em comparação com os ágeis heróis americanos, a revista nunca foi um sucesso e parou em fevereiro de 1953 ( no mesmo ano houve uma nova tentativa, utilizando-se o mesmo título argentino, "Misterix"). Esta edição (capa acima), de 20 de dezembro de 1952 ( muitos especialistas cravam que a revista parou em 1951) já saía em formato americano, mas mesmo assim a revista estava à beira de seu desaparecimento. As histórias, muito bem desenhadas pelos italianos e argentinos, trazem os personagens Kayo Kirby, Homem de Ferro ( muito antes do famoso da Marvel, mas sem armadura - só força descomunal), Bull Rocket e Dito Mangalô ( tira cômica).Destaque para a primeira tira que abre a edição, "Trabuco e Trinquete" (destaque abaixo),desenhada por Luis Destuet ( e assinada, raridade nas revistas da Abril da época), artista argentino,o mesmo que já desenhava para a Disney em seu país e nessa época era contratado da Abril para ensinar o "estilo Disney" aos jovens desenhistas da editora ( entre eles, Álvaro de Moya).O diretor de quadrinhos na época era Jerônimo Monteiro, um pioneiro dos quadrinhos brasileiros e também da literatura sci-fi por aqui. Outro detalhe curioso é o logo da editora na capa, um quadrado branco com a letra A em preto, que eu nunca tinha visto em outra publicação da casa.

29 de novembro de 2011

Caetano Veloso e Ronnie Von (1967)

Estava eu com esse disquinho na mão hoje (logo abaixo) - de vez em quando eu cato um compacto da minha coleção pra pesquisar sua história - e descobri que antes dessa gravação de "Pra Chatear" de Sérgio Murillo (de 1968), houve outra no ano anterior, com Ronnie Von e o então jovem compositor baiano Caetano Veloso ( acima, o compacto retirado do LP Ronnie Von nº 3).

A música "Pra Chatear" é uma composição de Caetano Veloso, inspirada em tradicional ciranda pernambucana. Vale a pena escutar esse raro registro da dupla, que de tão descontraído, até inclui uma risada de Ronnie Von, que na época já despontava como uma alternativa mais voltada ao "rock inglês" ( inclusive com versões de Beatles), em contrapartida à Jovem Guarda mais "americana" de Roberto Carlos.
http://mais.uol.com.br/view/7itgi4myir9b/ronnie-von-e-caetano-veloso--pra-chatear-1967-0402CC183660D0911326?types=A&

26 de novembro de 2011

Capa do Mês: Piauí 62

A Piauí de novembro saiu com essa chamativa capa estampando famoso óleo do pintor holandês Marinus van Reymerswaele, de 1540,. Essa obra é conhecida por “Dois coletores de impostos” ou “O gabinete do coletor de impostos”, mas na internet encontrei também como “Os Agiotas” e “Os Usurários”. Na verdade, nem a autoria de Marinus é comprovada inteiramente, embora outras obras de sua autoria foquem em tema econômico ( dinheiro, bancos, impostos). A equipe de arte da revista fez algumas inserções modernas, atualizando o dinheiro para dólares e euros, modificando o conteúdo do livreto para gráficos e grafando nas vestimentas marcas famosas do mundo financeiro ( Goldman Sachs, Merril Lynch). Outra curiosidade é a máscara “V de Vingança” ( a máscara de Guy Fawkes) logo atrás dos camaradas (referência direta aos manifestantes de Wall Street). Aliás, os confrades da usura receberam um discreto fotoshop no rosto, além de mudanças cromáticas nas vestimentas .Comparem a capa (acima) com o quadro original ( abaixo) e aproveitem também para ler uma boa matéria dessa edição, de autoria de Renato Terra ( músico e cineasta de “Uma Noite em 67”), que com o foco no esquema de lançamento do último disco de Lenine, acabou destrinchando o comércio musical atual, com suas saídas e armadilhas.
http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-62/questoes-tecnomusicais/lenine-lanca-um-som

24 de novembro de 2011

20 anos sem Freddie Mercury

Um dos melhores vocalistas de todos os tempos já deixou o Planeta há duas décadas exatas. O dia traz homenagens em várias mídias, e elas já começaram no final de semana.
No domingo, o bom programa Extrato da MTV veio com o título "Os Hinos da Rainha", trazendo em sua tradicional lista, 15 das músicas mais representativas do Queen.
Assista aqui: http://mtv.uol.com.br/programas/extrato/videos/os-hinos-da-rainha
Hoje rola muita coisa boa relacionada ao Queen e a Freddie. Nas ondas do rádio, via Antena 1 ( essa dica é do Léo) entre 18h e 19h, uma hora exclusiva com a banda no programa Big Hour ( sintonize no 94,7 FM)
ou na web: http://www.antena1.com.br/
O site The Living Brick criou para a data um boneco do cantor feito de Lego
aqui: http://livingdigital.com.br/20-anos-sem-freddie-mercury/
O site do Fantástico resgatou um antigo programa ( com apresentação de uma jovem Cristiane Torloni) com imagens inéditas de show raro do Queen.
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1676867-15605,00-MORTE+DE+FREDDIE+MERCURY+COMPLETA+ANOS.html 
Paulo Cavalcanti na Rolling Stone digital traz hoje uma ótima matéria com os últimos dias de Freddie ( e links com fotos, vídeos e promoção)
http://www.rollingstone.com.br/noticia/os-ultimos-dias-e-morte-de-freddie-mercury/
E para quem quer novidade ( e mesmo 20 anos depois, sempre aparece uma), na sexta, o The Sun noticiou que em 2012 as gravações de Freddie com Michael Jackson sairão em disco. A fonte é duvidosa, mas quem falou foi o próprio Brian May. É ver para crer.
http://culturasemcensura2.blogspot.com/2011/11/dueto-entre-michael-jackson-e-freddie.html

18 de novembro de 2011

O Espírito Vivo de Will Eisner

Spirit, a obra prima de Will Eisner (1917-2005), é tema de exposição inédita na Gibiteca Henfil (Centro Cultural São Paulo), fechando as comemorações de 20 anos do espaço.A mostra apresenta 106 desenhos originais do artista norte-americano, além de uma estátua de bronze do personagem esculpida pelo artista Peter Poplaski. Em paralelo à homenagem ao personagem, a proposta da curadora Marisa Furtado é mostrar o processo criativo e a personalidade de Eisner, que esteve no Brasil sete vezes ( e eu fiquei frente a frente com ele em uma delas.Aqui: http://almanaquedomalu.blogspot.com/2009/08/frente-frente-com-o-mestre.html ) e se não bastasse ter revolucionado os quadrinhos já em 1940, com suas quebras de páginas, ângulos cinematográficos e grafismos inéditos em The Spirit, também quebrou a boca do balão nos anos 70, quando inaugurou ( alguns dizem que ele consolidou) o gênero graphic novel.
Vale a pena, muito a pena, conhecer a obra e o processo criativo desse genial artista. E para aqueles que não conhecem sua obra, nunca é tarde. Depois de uma passadinha na exposição, que é gratuita, podem aproveitar a própria gibiteca e apreciar qualquer uma das fantásticas histórias criadas por Will Eisner.
Em tempo: Marisa Furtado, curadora da exposição, e também diretora dos documentários da Série Profissão Cartunista. dirigiu o primeiro filme feito no mundo sobre Eisner, aprovado pelo próprio ( disponível em DVD) e faz um trabalho explêndido de pesquisa e design nessa apaixonante exposição.
"O Espírito Vivo de Will Eisner"
Centro Cultural São Paulo (Piso Flávio de Carvalho - Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso. Junto à estação Vergueiro do Metrô).
Até 18 de dezembro (terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h)
Informações: 3397-4002
Grátis

Trilha natalina com The Smiths

A nova revelação da música londrina está na trilha do novo filme natalino da rede John Lewis. Slow Moving Millie canta com muita emoção uma nova versão da música "Please, Please, Please, Let Me Get What I Want”, by The Smiths, cover que estará no seu primeiro álbum a ser lançado em dezembro. Sigam no Tripicalistas:
http://tripicalistas.blogspot.com/2011/11/smiths-no-novo-filme-natalino-da-rede.html

16 de novembro de 2011

Erika Iris Simmons e sua "Tape Deck Art"

A artista americana Erika Iris Simmons  usa fitas cassete e rolos de filme para criar  portraits de alguns dos maiores ícones da música e do entretenimento. A arte realmente não precisa escolher matéria-prima pra virar obra-prima. Incrível!
http://www.flickr.com/photos/iri5/sets/72157611954107572/with/3344465546/ 

Esses retratos já influenciaram até a indústria do vídeo. No ano passado, o diretor Ethan Lader, elaborou o  clipe do cantor/compositor Bruno Mars para a música Just The Way You Are, baseado inteiramente na arte de Erika (abaixo):
http://www.youtube.com/watch?v=LjhCEhWiKXk 

11 de novembro de 2011

Eleven e o legado do casal Alain Johannes/Natasha Schneider

Escolhi este 11/11/11 para homenagear uma banda muito boa e pouco comentada no Brasil, que tem tudo a ver com a numerologia da data: Eleven. Fundada nos EUA em 1990 pelo casal Alain Johannes ( vocal, guitarra) e Natasha Schneider ( vocal, teclado), com Jack Irons na bateria, a banda encerrou as atividades com a morte por câncer de Natasha em 2008 e deixou uma discografia relevante, calcada no rock e sempre muito bem produzida e arranjada. Casados, Alain e Natasha se completavam nas idéias musicais e as composições escancaravam essa cumplicidade. Inicialmente o som do grupo não era tão denso e mesclava arranjos e harmonias bem amplas e solares, mas com a aproximação de Josh Homme ( Queen of the Stone Age) em várias parcerias, as composições tornaram-se mais pesadas e “garageiras”, mas sem perder a aura "cigana". Inclusive, Alain e Natasha participaram também do belo álbum solo de Chris Cornell, “Euphoria Morning”, do próprio Queens of the Stone Age e Alain colaborou mais recentemente com o Them Crooked Vultures ( projeto de Joss).Um casal bem camaleônico, durante um quarto de século juntos, tanto no visual como nas composições ( vejam os exemplos lá embaixo) Em 2010, Alain Johannes, considerado um dos grandes músicos da sua geração, e que além de compositor, é multi-instrumentista e produtor, lançou seu disco solo ( “Spark”, pelo selo Rekords Rekords de Joss Homme) , um registro embebido de lembranças e homenagens à sua musa – a canção “Endless Eyes” por exemplo, foi composta especialmente para o “Natasha Schneider Benefit Concert” e deu pano para toda a concepção de “tributo” do álbum. Natasha Schneider, nascida em Moscou, além da longa parceria com o marido no Eleven ( e bandas menores anteriores), participou também de filmes como “2010-O Ano em que Faremos Contato”(1984) e Spiker (1985), além de compor trilhas ( como “Who’s in Control”, para Mulher-Gato de 2004). Faleceu em 02/07/2008, e conforme relatos não confirmados, às 11:11.

Abaixo, onze bons momentos da Eleven e de Alain/Natasha (incluindo música do solo-homenagem de Alain Johannes e participações com Joss Homme/ Queen of the Stone Age).
Eleven - Raimbow's End (1991) - http://www.youtube.com/watch?v=N6Hvqj9mWds&feature=related
Eleven - Tomorrow Speaks - http://www.youtube.com/watch?v=eHjC6K0dK_M&feature=related
Eleven - Reach out  http://www.youtube.com/watch?v=X4xgT-JziVw  
Eleven - Heavy (1994) - http://www.youtube.com/watch?v=sgvyYl5JLwU&feature=related
Eleven - Took me for a Ride - http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=h3sXgq8gB-o
Eleven - You're my Diamond -  http://www.youtube.com/watch?v=JxDWxePPmKU&feature=related
Eleven - Towers - http://www.youtube.com/watch?v=tc1VlsAz4dQ&feature=related
Eleven c/Joss Homme-Stone Cold Crazy- http://www.youtube.com/watch?v=FiAWn1KSe-0&feature=related
Queen of the Stone Age ( acoustic live Berlin 2005) -In My Head - http://www.youtube.com/watch?v=1GiaN_10pNk&feature=related  
Queen of the Stone Age (live 2005) - The Lost Art of Keeping a Secret - http://www.youtube.com/watch?v=0JlYFTQIjGY&feature=fvst 
Alain Johannes - Endless Eyes - http://www.youtube.com/watch?v=soMMdBsDswA&feature=related 

9 de novembro de 2011

A "Segunda-feira sangrenta" de Bob Geldof e os Boomtown Rats


Divulgação - Site oficial
 Qum escuta o nome de Bob Geldof talvez se recorde que ele foi o grande responsável pelo "Live Aid" em 1984, ao escrever a música "Do They Know It’s Christmas" (com Midge Ure do Ultravox) e conseguir juntar um grande time de músicos para o Natal daquele ano e show no ano seguinte, com a missão de arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia. Ou se puxar um pouco mais a memória, talvez se lembre que ele foi o protagonista do filme "Pink Floyd The Wall", de Alan Parker (1982). Essas duas referências puxam principalmente a nossa "memória visual", e é por esse motivo que poucos sabem ou se lembram que um certo grupo irlandês, o Boomtown Rats, que existiu entre 1975 e 1985 ( e portanto, contemporâneo tanto do filme como do evento beneficiente) era a banda do próprio, Mr. Bob Geldof. E pouca gente sabe que o maior êxito do grupo, a música "I Don't Like Mondays" (de 1979) foi escrita logo depois de Bob ler nos jornais sobre um tiroteio numa escola da Califórnia executado por Brenda Ann Spencer, que disse tê-lo feito por não gostar das segundas-feiras (Mondays). Se outra banda irlandesa, U2, teve um dos seus grandes sucessos, "Sunday Bloody Sunday", baseado num violento conflito entre protestantes e católicos conhecido como "Domingo Sangrento", houve quatro anos antes, outro hit de outra banda irlandesa, que alcançou as paradas britânicas narrando outro dia violento. Sem as proporções da guerra civil irlandesa, mas uma guerra isolada e particular, do outro lado do Atlântico.
A música "I Don't Like Mondays", aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=-Kobdb37Cwc&ob=av2e
E a história do Boomtown Rats ( em inglês), aqui:
http://www.boomtownrats.co.uk/the-boomtown-rats.html

7 de novembro de 2011

O AcervoSorve 6 :álbuns portugueses da Distri - Spaghetti e o Tesouro da Pirâmide (1984) e San-Antonio na Grécia (1983)


Na minha última visita ao Sebo Proxy(já postado aqui: http://almanaquedomalu.blogspot.com/2009/10/boas-novas.html ) encontrei bem escondidas numa enorme pilha de gibis de super heróis, essas duas preciosidades portuguesas: os álbuns "Spaghetti - o Tesouro da Pirâmide" (1984) e "San-Antonio na Grécia" (1983), ambos da Distri Editora ( Colecção "B.D. Para Todos"). O primeiro personagem eu já tinha ouvido falar: começou em 1957 com desenhos de Dino Attanasio e roteiros do afamado René Goscinny na revista belga Tintin. Era uma série de histórias curtas que passou a ter aventuras mais longas quando Goscinny deixou de roteirizar logo no início ( para quem não sabe, ele começou a escrever as histórias de Asterix em 1959 e já fazia o cowboy Lucky Luke desde 1955). é o caso deste álbum, uma aventura posterior com roteiros de R.Francel. Já San-Antonio é um famoso personagem da literatura francesa, criação do autor Frédéric Dard.No álbum em quadrinhos,a arte é de Henri Desclez e o roteiro de Patrice Dard ( que deve ser filho de Frederic). Para saber mais sobre a obra de Attanasio e seu personagem Spaghetti, segue um ótimo post do ótimo blog português "As leituras de Pedro". E também um pouco sobre Frederic Dard, em nota sobre sua morte em 2000.
http://asleiturasdopedro.blogspot.com/2011/01/spaguetti-integrale-1.html 
http://www1.folha.uol.com.br/fol/cult/ult08062000165.htm

31 de outubro de 2011

Hoje é dia de Drummond!

Hoje não é só dia do aniversário do poeta maior Carlos Drummond de Andrade. O Instituto Moreira Salles, que cuida do acervo do escritor, resolveu transformar esse dia 31/10 em Dia D - Dia Drummond, já incluído no calendário cultural oficial do Brasil. A inspiração veio da Irlanda: no dia 16/06 é comemorado lá o Bloomsday, celebrando todo ano a obra de James Joyce. Acompanhem a matéria do Estadão sobre a efeméride e toda a programaçãoespecial para hoje:
 http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,carlos-drummond-de-andrade-ganha-seu-dia,792753,0.htm

24 de outubro de 2011

Legião nas bancas

O filão dos disquinhos/livretos em banca continua rendendo. Depois das coleções de Chico Buarque e Tim Maia, a Abril Coleções, em conjunto com a Gandra Editorial, investe em mais uma escolha certeira: Legião Urbana. Na semana que comemorou os 15 anos da morte de Renato Russo, ancorou nas bancas o primeiro CD, Legião Urbana (1985), o primeiro da discografia original do grupo ( a coleção seguirá a cronologia). Legião Urbana - Dois (1986) aparece hoje à venda, por R$17,90 ( mais caro que as coleções anteriores, mas ainda assim mais barato que os CDs novos por aí). O primeiro está R$9,90 e ainda dá tempo de encontrar. A nova série, com 15 lançamentos no total, segue à risca o formato das coleções anteriores, ou seja, livreto capa dura que mantém a arte de capa original ( com pequenos acréscimos gráficos) e texto histórico que engloba a trajetória da banda, capítulos específicos sobre a produção e faixas de cada disco e os acontecimentos paralelos ocorridos no país. Além dos discos de estúdio, estão incluídos também cinco ao vivo, além do Música para Acampamentos 1 e 2 (1992) ambos mesclando registros ao vivo com raridades. No final do mês, um livro compilando trechos de entrevistas e versos de músicas – além do box especial para guardar a coleção – também será vendido em bancas, livrarias e afins. Está aí uma chance  de ouro pra quem sempre quis completar a sua coleção ou como no meu caso, já tem seus LPs e CDs detonados depois de anos de audições constantes e empréstimos tortuosos.

21 de outubro de 2011

Por dentro dos "modernismos"

A exposição "Modernismos no Brasil", no MAC, é uma mostra única sobre o tão falado mas pouco estudado movimento do começo do século XX.
A mostra é fruto de longo estudo do Modernismo desenvolvido por Tadeu Chiarelli, diretor do museu e professor do Departamento de Artes Plásticas (CAP) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Para ele, não houve um só modernismo no Brasil, mas vários, com vertentes e posturas estéticas diversas, embora todos em comunhão com o "moderno" em detrimento ao "arcaico" conceito de arte do século XIX.
O MAC, para quem não sabe, é um dos museus brasileiros que possui em seu acervo as mais importantes obras modernistas, algumas inclusive, sem serem exibidas há anos. A exposição em si tem cinco blocos com obras de características comuns. Entre as 150 obras expostas, estão as de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Paul Klee, Pablo Picasso, Giorgio De Chirico, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Victor Brecheret, Henri Matisse, Alfredo Volpi, Lygia Clark, Marc Chagall, Ismael Nery, Lasar Segall e muitos outros.
A inclusão de artistas internacionais é proposital, justamente para suscitar uma visão mais ampla sobre a complexidade estética da época. Para os estudantes de arte, um prato cheio. Para o público geral, amante da arte, onde eu me incluo, imperdível.

A exposição é gratuita e foi inaugurada no dia 06/10. Abre ao público de terça-feira a domingo, das 10 às 18 horas, e segue até 29/01/2012.
MAC Ibirapuera, Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3° piso.
Mais informações: (11) 5573-9932
 www.mac.usp.br

20 de outubro de 2011

Sergio Sampaio, ex-maldito,agora bendito, ainda restrito, de volta ( graças ao Zeca Baleiro, de novo)

Eu nem ia usar a palavra "maldito", tão maldita que ela é. Acho uma puta sacanagem/injustiça com esse cara que se foi cedo, deixou uma discografia pequena, mas vasta de intenções, modernidade e desprendimento total em relação ao que se faz e o que se fez na MPB. Acabei deixando no título, mas porque saquei o "bendito" na última hora. Bendito, porque não vi nenhum conhecido que tenha ouvido Sergio Sampaio e não tenha gostado. Pelo contrário: a maioria se surpreende que esse compositor tão atento, sensível, de letras sinuosas e inteligentes e música brasileiríssima ( com o samba quase sempre no fundo de experimentações, pós-tropicalismo, rocks, baladas, lamentos e breques) tenha vivido uma carreira tão escondida e no ostracismo. Ok que o compositor era rebelde demais pra quadrada indústria fonográfica e os mandriões do showbusiness ( e foram estes que cunharam a praga daquele rótulo, que depois virou lugar-comum). Depois do estouro de "Eu Quero Botar meu Bloco na Rua", a gravadora queria, vejam vocês, transformá-lo num novo Roberto Carlos das "marchinhas" ( Roberto é seu conterrâneo de Cachoeiro do Itapemirim/ES). Sérgio saltou fora - claro. O mercado era muito estrábico pra perceber a riqueza criativa e as entrelinhas estéticas de uma obra tão diferenciada. Então Sergio Sampaio entrou para o clube dos..... lá vem aquela palavra fdp de novo.... malditos. E vejam vocês a qualidade dos tais malditos deixados de lado pelo incrível mercado musical dos anos 70: Luiz Melodia, Jards Macalé, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Jorge Mautner, Walter Franco...
Eles não eram cordeirinhos e pagaram a insubordinação com um confinamento artístico involuntário.
Nos últimos tempos, um grande fã de SS, Zeca Baleiro,não só começou a gravar e divulgar sua obra, mas também resolveu tirá-lo do limbo discográfico. Primeiro com o lançamento há alguns anos atrás de Cruel, disco que estava no prelo, quase pronto, quando o compositor faleceu prematuramente em 1994, aos 47 anos. E agora, o seu terceiro LP de 1982, Sinceramente,  independente e talvez o mais escondido de todos, é lançado pelo selo do compositor maranhense.
Esse disco na época passou completamente despercebido e virou cult com o tempo. Mas assim como o próprio autor está sendo conduzido aos poucos ao panteão dos grandes da MPB, com muita justiça, sua obra vem à tona e prova que de maldita não tem e nunca teve nada. Bendito Sergio Sampaio, bem vindo à luz ( e obrigado, Zeca Baleiro).
As faixas do disco ( e a página do artista no MySpace):
Homem de Trinta: http://www.youtube.com/watch?v=fIbMawGyVfw
Na Captura: http://www.youtube.com/watch?v=yRTEcA2xGu8&feature=related
Tolo fui Eu: http://www.youtube.com/watch?v=mJg_1GBGxj8&feature=related
Só para o seu Coração: http://www.youtube.com/watch?v=0c01x-PTf7s&feature=related
Essa tal de Mentira: http://www.youtube.com/watch?v=gWZPWvXQYv8
Meu Filho, Minha Filha: http://www.youtube.com/watch?v=rg9iUYVdTLo&feature=related 
Cabra Cega: http://www.youtube.com/watch?v=-eoI0aSddD8&feature=related
Sinceramente: http://www.youtube.com/watch?v=31ChH81a6rk&feature=related  
Nem Assim: http://www.youtube.com/watch?v=_SnGJodqfjw&feature=related 
Doce Melodia: http://www.youtube.com/watch?v=4eMf2cU55K0&feature=related 
Faixa Seis: http://www.youtube.com/watch?v=duM00wyPxTc

Foi Ela (do compacto de 1974): http://www.youtube.com/watch?v=w27EIT3TSnU&feature=related 
Meu pobre Blues ( idem): http://www.youtube.com/watch?v=z4PTa5WtCD4
http://www.myspace.com/velhobandido

16 de outubro de 2011

Ao mestre com quadrinhos

A semana também vivenciou uma gigantesca discussão sobre a nona arte, graças à onipotente Vejona e seu jornalismo "acima de todas a coisas". A pauta tem seus méritos quando discute alguns critérios difusos do ENEM, mas acaba se embanando quando coloca as tiras cômicas como vilãs e as comparam com literatura. Logo vê-se que o prezado crítico Jerônimo Teixeira não entende bem o espírito real dos quadrinhos e acaba não só tentando rebaixá-lo à sub-arte como na ânsia de defenestrá-lo, se complica até com as estatísticas. Nesses tempos multimídia, meu caro Teixeira, nossos nobres estudantes precisam interpretar literatura, cordel, jornal, letra de música, mídia eletrônica, cinema e QUADRINHOS, que não é subliteratura, mas uma mídia que merece o mesmo respeito que as outras citadas. HQ não emburrece ninguém e muito menos deixa alguém "iletrado".
Segue a matéria ( "A pedagogia do Garfield", Veja 10/10/2011) e algumas reverberações interessantes para vossas devidas interpretações:
https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/10/10/a-pedagogia-do-garfield
http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2011-10-01_2011-10-31.html
http://abibliotecaderaquel.folha.blog.uol.com.br/arch2011-10-09_2011-10-15.html 
http://judao.mtv.uol.com.br/livros-hqs/falando-em-quadrinhos-veja-gibis-enem-e-a-supernanny/ 
http://liberland.blogspot.com/2011/10/literatura-e-quadrinhos-de-novo.html

Lygia, Edson e os Quadrinhos

Na Folhinha de São Paulo da semana passada (08/10/2011) a matéria de capa, "Tempo de criança", trouxe à tona detalhes riquíssimos da infância de alguns famosos. Além de brincadeiras na rua, futebol e cinema, para dois deles, Lygia Fagundes Telles, prestigiosa escritora, e Edson Arantes no Nascimento, o mundialmente famoso Pelé, os quadrinhos também fizeram parte do dia a dia de seus tempos de criança.
Separei os trechos:

* Pelé foi um menino levado e amigo de todo mundo. Ele contou à Folhinha que era divertido viver no século passado, em Três Corações (MG) e depois em Bauru (SP), sem TV e sem internet. Adivinhe qual era o brinquedo favorito dele? Claro que era a bola! Além de álbuns de figurinha e gibis dos heróis Tarzan e Flash Gordon.

* Cabeceira
Nos gibis, as trapalhadas de Bolinha e Luluzinha divertiam as crianças. A revista "Tico-Tico" trazia muita informação. E até em revistas de farmácia tinha histórias de Monteiro Lobato para ler, conta Lygia.

A matéria toda, aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/987302-ex-jogador-pele-conta-as-brincadeiras-e-travessuras-de-sua-infancia.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/987314-didi-tostao-e-lygia-fagundes-telles-falam-de-sua-infancia.shtml

12 de outubro de 2011

Os "Homens de Letras" de Roberto de Vicq de Cumptich

Essa eu vi na edição especial da "Serrote" para a Flip 2011 e fiquei estupefato. O autor, Roberto de Vicq de Cumptich é um designer e artista gráfico brasileiro radicado em Nova York desde os anos 80. Apaixonado por tipografia, o desenhista retrata escritores utilizando as letras que compõe seus nomes. Para dar mais uniformidade ao retrato, as letras de cada personalidade escolhida são sempre da mesma família tipográfica. O resultado final surpreende e merece ser visto e repassado. Entrem na página do artista (link abaixo) e na listinha com  ilustrações para capas de livros, calendários, folhetos, cartazes e outros trabalhos, clique no item "Man of Letters". é bem divertido tentar adivinhar o "retratado letrado" da vez. Além de letras, Roberto usa também outros elementos como animais e itens culinários para compor seus portraits.
http://devicq.com/illustration.html