29 de maio de 2018
Mais despedidas em Maio
Mês terminando e incluo como homenageados do blog mais três personalidades que tanto fizeram para a cultura e história brasileira e que se despediram em maio;
ROBERTO FARIAS (1932-2018) - Diretor de cinema de muito sucesso e prêmios entre os anos 60 e 80, fez filmes cultuados como "Cidade Ameaçada" (1960), premiadíssimo e um dos primeiros policiais brasileiros; o ótimo e cult "Assalto ao Trem Pagador" (1962) e o político "Pra Frente, Brasil" (1982); e também sucessos populares como as chanchadas "Rico Ri a Toa" ( com Zé Trindade - 1957)) e "Um Candango na Belacap" (1961); o divertido "Toda Donzela tem Um Pai que é Uma Fera" (1966); e a trilogia com Roberto Carlos, "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" (1968), "Roberto Carlos e o Diamante Cor-De-Rosa" (1970) "Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora" (1971) e "Os Trapalhões no Auto da Compadecida" (1986). Também fez o documentário "O Fabuloso Fittipaldi" (1973) e várias colaborações com a Rede Globo, desde pioneiros programas ao vivo nos anos 60 até seriados que se tornaram bem conhecidos como "Memorial de Maria Moura" (1994), "A Máfia no Brasil" (1984) e "As Noivas de Copacabana" (1992), além do polêmico "Você Decide", com participação do público no desfecho das histórias. Grande parte dos seus filmes no cinema teve a participação do irmão mais novo, o ator Reginaldo Farias ( acima, na foto, à esquerda), que ao seu lado, acabou abocanhando alguns prêmios de crítica. Nos últimos tempos era consultor na Globo Filmes.
ALBERTO DINES (1932-2018) - Pra mim, um dos maiores jornalistas que este Brasil já teve. Em várias pequenas revoluções editoriais a partir dos anos 50 que acabaram influenciando o modo de se fazer jornalismo, boa parte teve a mão e a mente de Dines. Começou como crítico de cinema nos início dos anos 50, na revista A Cena Muda. Logo estava na revista Visão, recém-lançada, a primeira redação onde teve total liberdade para exibir seus dons jornalísticos. Em 1957 foi pra Manchete, onde ficou pouco mais de dois anos, até ser contratado pelo Ultimo Hora, onde assumiu a direção do segundo caderno do jornal e causou em apenas um ano um grande rebuliço entre os leitores. Em 1960 começou a colaborar com a Tribuna da Imprensa e em seguida para o Diário da Noite ( de Assis Chateaubriand). Em ambos não chegou a esquentar a cadeira, tornando-se só uma fase de transição para talvez sua maior empreitada: a gestão como editor-chefe no JB de 1962 a 1973, permeada por batalhas contra a ditadura e modernas soluções editoriais, tanto em conteúdo como em design, para os cadernos do velho veículo carioca. Ironicamente foi mandado embora do jornal por publicar um artigo que criticava a passividade e subserviência dos donos para com o governo do estado do Rio. Ficou um tempo nos EUA - onde chegou a ser professor visitante na Universidade de Columbia - até ser chamado em 1975 por Claudio Abramo para assumir a sucursal do Rio da Folha de S.Paulo. Saiu-se com mais uma de suas ideias influenciadoras: sua coluna Jornal dos Jornais, que pioneiramente avaliava a própria imprensa. Em 1980 foi para o Pasquim, em sua última grande fase. A partir de 1988 fincou moradia em Portugal, colaborando com a Abril ( onde ajudou a fundar a Exame portuguesa) e criando o Observatório de Imprensa, cria da sua coluna na Folha, mas agora um veículo próprio, que acabou virando sua bancada e bandeira no jornalismo até o fim da vida, primeiro em papel e a partir de 1996 em sua versão eletrônica. Paralelamente ao jornalismo, fez uma emblemática mas esporádica carreira de escritor e uma jornada brilhante como professor. Como literato, escreveu mais de 15 livros, com destaque para "Morte no Paraíso - a Tragédia de Stefan Zweig" (1981) e "Vínculos do Fogo - Antonio José da Silva, o Judeu e outras histórias da Inquisição em Portugal e no Brasil" (1992). Ambos com uma profunda pesquisa sobre os temas que acabava se prolongando por anos. Curiosamente a obra lançada em 1992 aparecia como "Tomo I", mas embora Dines sempre comentasse que a segunda parte surgiria um dia, essa continuação não ocorreu ( pelo menos não com ele vivo). Desde que iniciei no jornalismo em 1989, sempre tive Dines como um de meus "mestres" na arte de noticiar. Sem dúvida nenhuma, o jornalismo brasileiro nunca mais foi o mesmo com a presença iminente de Alberto Dines nas redações. Espero de coração, que reservem uma boa cadeira de canto onde quer que ele esteja , para que alguma pequena revolução escrita comece sem demora e tudo continue como tem de ser.
(divulgação Globo) --
ELOISA MAFALDA (1924 -2018) - Eloisa era daquelas atrizes que viraram referência como personalidade de novela, tanto que fez poucos trabalhos no cinema e no teatro. De origem humilde, foi costureira, secretária e acabou atriz por acaso, quando ao acompanhar seu irmão para um teste de locutor na rádio Tupi, acabou passando também em teste para atriz de rádio-teatro. Logo estava na TV onde nunca mais saiu - primeiro na Tupi, depois na TV Paulista, que virou Globo. Na Vênus Platinada fez personagens inesquecíveis como Maria Machadão ( em Gabriela), Dona Nenê, na primeira versão de A Grande Família e Dona Pombinha Abelha ( em Roque Santeiro), um estrondoso sucesso. Há muitos anos sofria de Alzheimer e faleceu ao lado da filha em sua casa em Petrópolis (RJ).
24 de maio de 2018
Carlos Massanori Oshiro ( 1966-2018)
Soube hoje em postagem na rede do falecimento de um antigo e querido amigo, o Nori ( Carlos Massanori Oshiro). Eu particularmente o conhecia desde os anos 70, quando estudamos juntos no primário e ginásio (28 de Julho). Nos últimos tempos parei com frequência na tradicional quitanda de sua família na Rua Taipas em São Caetano para trocar figurinhas com o Nori. Sempre com um sorriso no rosto, sempre gentil e parceiro. Até que ele adoeceu e nós os amigos, ficamos sabendo da gravidade da situação. Eu e o Mauricio Elias ( esse, um amigo mais antigo ainda - estudei com ele no "prezinho") combinamos de visitá-lo mas ele acabou partindo antes. Fica a saudade e essa foto acima, de 2015, em frente à quitanda: ele, eu e o Mauricio, num momento descontraído de papo e amizade que agora fica na eternidade.
18 de maio de 2018
Margot Kidder (1948-2018 ): a Lois Lane inesquecível
Tudo leva a crer que a Lois Lane interpretada pela atriz Margot Kidder em quatro filmes do Superman nas telonas entre 1978 e 1987 seja a preferida entre os milhares de fãs do homem de aço espalhados pelo globo. Não tenho dados que comprovem, mas diante da comoção na internet e dos tantos comentários depois de seu falecimento no dia 13/05, aos 69 anos, certamente ela se transformou na Lois Lane definitiva para muitos. Sua Lois Lane foi moldada com perfeição: nem muito frágil, nem muito fria; dona de si, mas romântica; bonita sem ser de porcelana; a Lois Lane dos anos 70/80 era de carne e osso - até fumava - e talvez por isso cativou tantos. Selecionei algumas cenas icônicas para homenagear a atriz: SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
https://www.youtube.com/watch?v=4KTwdr5aTT4 /// https://www.youtube.com/watch?v=yOJtLC2pRII ///
https://www.youtube.com/watch?v=394jYH82s2o /// https://www.youtube.com/watch?v=TjgsnWtBQm0
17 de maio de 2018
Portal Beatles Brasil entrevista Marcelo Tieppo
Meu amigo gêmeo ( nascemos no mesmo dia, mês e ano) Marcelo Tieppo foi entrevistado pelo Portal Beatles Brasil e é com grande prazer que replico essa sincera conversa aqui no Almanaque. Além de jornalista dos bons, Tieppão é fanzaço de carteirinha dos Fab Four e descreve com detalhes para o site sua antiga relação com a banda, seus discos/ integrantes favoritos e o impacto de ter visto Paul McCartney ao vivo. Mas principalmente, reforça o quanto poderosa foi a música dos Beatles na sua luta contra o câncer, uma batalha narrada minuciosamente em seu livro "Tocando a Vida", em que transforma em capítulos as canções da banda que o ajudaram nos momentos mais difíceis do tratamento. Uma experiência inspiradora que merece ser compartilhada! ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨http://portalbeatlesbrasil.com.br/new/marcelo-tieppo-fala-da-sua-batalha-contra-o-cancer-com-a-ajuda-dos-beatles/
16 de maio de 2018
Plebe Rude e A Cor do Som - Shows incríveis no SESC em abril/maio
Para registro, fui again em dois shows ótimos no Sesc, a preços populares. No final de abril (20) o Plebe Rude, talvez a banda de Brasilia da segunda geração que mais tenha capturado o espírito do punk rock, fez um baita show histórico - intitulado "Primórdios" - que como o nome diz, trouxe músicas iniciais de carreira, compostas entre 1981 e 1983. Coincidentemente no mesmo dia saiu o disco homônimo "Primórdios" com nove músicas inéditas, as mesmas incluídas no show. O som tava alto, como deve ser um show de rock pesado e o entusiasmo dos integrantes foi contagiante. Além de músicas primitivas do repertório, descomplicadas e juvenis na medida, a banda também incluiu sucessos como "Até Quando Esperar" e "O Concreto Já Rachou" e músicas cults do rock nacional como "Medo" do Cólera, "Pânico em SP" do Inocentes e "Luzes", clássico da banda brasiliense "Escola de Escândalos". Um show efervescente, vibrante, tendo a frente dois fundadores da Plebe - Philippe Seabra e André X ( esse, um dos responsáveis pelos discos importados que fizeram a cabeça da primeira geração punk de Brasília) e outro das antigas, Clemente Nascimento, dos Inocentes, já há vários anos na banda, além do baterista Marcelo Capucci. Valeu muito!
O show do A Cor do Som ( no dia 01/05) também foi envolvente e inesquecível. Vindo com a formação original - Armandinho ( guitarras, bandolim), Dadi (baixo), Mu (teclados), Gustavo Schroeter ( bateria , ex-Bolha) e Ary Dias ( percussão) botaram pra quebrar no repertório "40 anos" ( entre aspas, porque a banda já tem 42 anos) e mostraram que antes de qualquer coisa, eles são bons instrumentistas. Bons, não, ótimos! O próprio Armandinho, que em muitos momentos parecia o Joe Satriani ( lembrando que Armandinho chegou na música antes), comentou no palco que A Cor do Som surgiu como uma banda instrumental - os vocais foram aparecendo por circunstâncias do mercado. Cada um é virtuose em seu instrumento - e isso fica claro ao vivo: Armandinho desfilando pela plateia, tocando de forma magistral e ágil; Dadi, incólume no baixo, mantendo sua aura gravada ainda nos tempos de Novos Baianos; Mu, irmão de Dadi, o homem das harmonias, climatizando as melodias com seus três teclados (!); Gustavo Schroeter, com sua veia roqueira, estraçalhando com vontade nas baquetas; e o simpático e espevitado Ary Dias, flutuando enquanto cavoca sons na percussão - e que protagonizou um dos momentos mais sinérgicos da noite, ao cantar com a plateia a hipnótica "Dentro da Minha Cabeça". Todos excelentes músicos de estúdio, todos compositores de mão cheia ( Mu, por exemplo, é um dos criadores de "Sapato Velho"), todos participando de discos e shows com a nata da música brasileira. Por isso A Coir do Som sempre dá certo quando se reúne.
14 de maio de 2018
"Papéis Efêmeros" no Sesc Ipiranga
Está rolando no Sesc Ipiranga uma exposição sui generis, daquelas de encher os olho de colecionadores e apreciadores da arte gráfica. A mostra "Papéis Efêmeros - Memórias Gráficas do Cotidiano", com curadoria de Chico Homem de Melo e direção de Solange Ferraz de Lima, traz 500 peças gráficas selecionadas de 1890 a 1990 e divididas em salas temáticas. Esses itens estavam arquivados no Museu do Ipiranga, pertencente à USP, na categoria "Outros". Vão desde rótulos, santinhos e folhetos até figurinhas, cartilhas, cartões de visita e caixas de fósforos, todos vindos de coleções diversas, muitas anônimas, passadas de pai para filho. Uma das exceções é o conjunto pertencente ao colecionador, arquiteto e professor de História Egydio Colombo (1955-2013). A exposição, parceria da USP/Museu Paulista e Sesc, é de graça e fica até 26/08.
Mais detalhes aqui: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/12061_100+ANOS+DE+PAPEIS+EFEMEROS
11 de maio de 2018
Fanzinada - álbum de fotos ( por Celso Marchini)
Na página oficial da Fanzinada no FB foi publicado um álbum gigante com imagens gerais do evento. Uma das tantas fotos presentes no álbum é essa acima ( eu, Paulo Dantas, Thina Curtis e Ricardo Escudeiro). O click é do onipresente marido da Thina Curtis, o fotógrafo Celso Marchini. Momento inesquecível para a cultura do ABC e uma comunhão artístico-cultural difícil de se ver por aí. Vida longa à Fanzinada!
https://www.facebook.com/thina.curtis/media_set?set=a.10212080073098054&type=3
10 de maio de 2018
Foto do mês: redação de O Pingente ( fonte: Nani Lucas)
Essa foto rara e antológica foi publicada na rede pelo Nani, testemunha ocular de tantas redações como esta. Na imagem, a redação da vez é de O Pingente, jornal nanico do Rio que fez história entre tantas publicações independentes ( ou quase) do período 70/80 que cutucavam com vontade a ditadura militar. Da esquerda para direita: Jésus Rocha, Duayer, Nani, Guiddacci e Coentro ( acervo Nani Lucas)
8 de maio de 2018
Entrevista com Paulo José ( CdHQs)
Saindo do forno mais uma entrevista no site Colecionadores de HQs. Desta vez, o bate-papo foi com o artista Paulo José, já há muito tempo batalhando no mercado de HQs e animação. Vejam lá como foi essa proveitosa conversa:
http://colecionadoresdehqs.com.br/entrevista-a-arte-de-paulo-jose/
6 de maio de 2018
Vinil no DGABC
Eu li no dia (29/04) e o Rick compartilhou na rede há uns dias: ótima matéria do Diário do Grande ABC assinada pelo Vinicius Castelli sobre a volta da produção do vinil , destacando a segunda empresa a fabricar bolachão no Brasil, essa com sede em São Paulo. A matéria também cita as lojas da região com foco apenas em vinil - Rick Roll incluída, claro. E também a Ipiranguinha, a Metal e a Vinyl Limpo, do amigo César Guisser. **************************************
http://www.dgabc.com.br/Noticia/2884712/vida-longa-ao-vinil
3 de maio de 2018
Roberto Diez (1960-2018)
No dia 01/05 faleceu um singular integrante da história do rock nacional, conhecido em São Paulo e Grande ABC por suas duas paixões maiores: rock e carro antigo. Deixou a música nos anos 90 e se aposentou recentemente em outra área.
Morador por anos da minha cidade São Caetano, foi um dos fundadores do Devotos de NSDA e foi homenageado pelo Luiz Thunderbird no Twitter, que escreveu sobre o ex-parceiro de banda:
"Roberto Diez, tecladista/vocalista e co-fundador dos Devotos DNSA, morreu nessa madrugada. Apaixonado por rock e automóveis, Diez carregava a banda pros ensaios em seu Simca Chambord vermelho. Grande figura!" ( Luiz Thunderbird)
Despedidas - Abril
O mês passado veio com várias despedidas no campo das artes. Fica aqui minha homenagem a alguns desses bravos representantes da cultura brasileira e mundial:
MILOS FORMAN ( 1932-2018) - Nascido Jan Tomás Forman, esse cineasta checo, naturalizado americano, também fez papéis como ator. Premiadíssimo, levou dois Oscar, pelos filmes Amadeus (1984) e Um Estranho no Ninho (1975) e foi indicado por O Povo Contra Larry Flint (1996). Em 14/04.
NELSON PEREIRA DOS SANTOS ( 1928-2018) - Certamente um dos maiores diretores brasileiros de todos os tempos, Nelson atingiu fama mundial e foi o pilar e a referência maior para a geração do Cinema Novo. Entre suas várias obras, destacam-se "Rio, 40 Graus" (1955), "Rio, Zona Norte" (1957), "Boca de Ouro" (1962), "Vidas Secas" (1963), "O Amuleto de Ogum" (1974), "Tenda dos Milagres" (1977), "Memórias do Cárcere" (1984), "Jubiabá" (1987), "A Terceira Margem do Rio" (1994), "A Música Segundo Jobim" (2012). "Vidas Secas", baseado na obra de Graciliano Ramos, é um dos filmes brasileiros mais premiados mundialmente. Em 2006 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, o primeiro cineasta a ganhar tal honraria. Em 21/04, de câncer.
AGILDO RIBEIRO (1932-2018) - o famoso humorista faleceu dia 28/04 por problemas cardíacos. Seus bordões em programas de humor na TV tornaram-se parte do imaginário popular. Começou como ator de rádio e participou da inauguração da TV Globo, onde atuou em diversos programas humorísticos, principalmente ao lado de Paulo Silvino e Jô Soares. Outra de suas passagens inesquecíveis foi contracenando com o ratinho Topo Gigio. Teve também um programa próprio, o Estúdio A...Gildo" em 1982. No cinema, participou de mais de 30 filmes.As suas últimas aparições foram no Zorra Total e na Escolinha do Professor Raimundo, além de uma participação especial no "Tá no Ar - A TV na TV" em episódio que homenageava os grandes do humor.
2 de maio de 2018
7ª Fanzinada!
Mais uma vez, a Fanzinada!, tradicional e primordial encontro anual de artistas, fanzineiros e escritores independentes, dá o ar de sua graça" Em sua 7ª edição, o evento, criado e capitaneado com muita garra pela onipresente Thina Curtis - ela mesma artista, poetisa e fanzineira -, será realizado na Casa da Palavra em Santo André ( mais detalhes no folder acima) e terá como sempre, palestras, instalações, exposições, pinturas ao vivo, feira do vinil e expositores de grande quilate dentro da cultura underground ( lista abaixo). Me sinto honrado por ter sido convidado a participar e de fazer parte desse excepcional grupo de expositores, depois de frequentar e curtir por anos a Fanzinada. Levarei, além do sorriso de orelha a orelha, meu último fanzine, "Betinho Moraes - Um Guitarrista com a Corda Toda", que terá no evento seu lançamento oficial, e também meus livros de poesia "Aura de Heróis" e "Borboletas Abissais" ( praticamente esgotado - restam poucos exemplares). Espero vocês lá! ********************************
Abaixo, o release : *********************************************************************************************************************************
*****************7 Anos de Fanzinada *********
Um encontro de fanzineiros, editores, artistas e leitores.**********
A Fanzinada é um evento itinerante nascido em Santo André que mistura publicações independentes a outros objetos que vinculam a si a literatura e as artes visuais em seus diferentes suportes.
A iniciativa desse evento em especial é promover a leitura através de zines, quadrinhos, literatura e artes no geral produzidas de forma independente principalmente por artistas da região e capital.
Tornando o acesso a estes padrões artísticos acessíveis ao público.
A forma que esses artistas e linguagens, produzem seus trabalhos é único e autônomo, é totalmente fora dos nichos tradicionais de arte e cultura". ****
Evento indicado para todas idades****
Literatura artes visuais artes gráficas ***
Entrada Franca/
Horário: 11h as 17h ****
Programação: ****
Instalação Artística com Aretha Gasparini 'Conexão e Isolamento"//
SCI-FI ABC //
Feira do Vinil //
13h Palestra "Quadrinhos no Brasil A Produção Independente com o pesquisador Nobu Chinen //
14h Performance com Karen Massae //
14h30 Palestra sobre Mangá //
15h30 Palestra o Mundo do Youtuber //
16h Intervenção Poética com Poetas do tietê(Poesia na Faixa) //
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Expositores: ******
Roe Klukiewcz //
Regi Munhoz Patty Fang //
Walter Limonada/Marcio Costa //
Olivia AF //
Nosso Zine //
Thata ( Oples) //
Daniella Alves (Coticoá) //
Telma Melo //
Ligia Regina //
Rosana Banhoroli //
Jurema Barreto/Zhô Bertolini //
Marcio Sno //
Marcatti //
Studio 13 //
Rauda Graco //
Eduardo Kaze //
Marcelo Mendez //
Daniel Camatta //
Ricardo Escudeiro/ Editora Fractal //
Coopacesso //
GlassesCat //
Marco Eduardo Massolini //
Sidney Leal //
Andreia Gonçalves //
Eddy Kaos //
Projeto Chroma //
Denison Lemos //
Lexy Soares //
Sérgio Oliveira //
Manogon Manoel Gonçalves //
Marcelo Viegas //
Ronin //
Lucas Benetti //
Laura Macoriello //
José Zinermann Nogueira //
Rogerbeat //
Alex Mir //
Prateleira de Quadrinhos //
Marcia Rosenberger (Loreley Books) //
Katia Suzue //
Diogo Mendes //
Rafael Mariposa (Insólito,Inerte, Insipido) //
Marcelo Paschoalin //
Mauricio Flores //
Patricia Rizka //
Ana Basaglia //
Juliano Rocha //
Regis Rocha/Afrodinamic //
Tiago Mine //
Casa da Lagartixa Preta //
Danylo Paulo //
Humberto Pessoa //
Cesar Silva //
Cleiton/zine Peixe Raro
29 de abril de 2018
Desenhos - Série "Wanted" by Gabriel Canos (2012)
Meu filho hoje raramente mexe com seus velhos lápis, os mesmos que há seis, sete anos atrás, davam vida à desenhos cheios de personalidade, repleto de pormenores e detalhes, e com tendência à miniaturização, tal qual o Aragonês em seus bons tempos de "rodapé" na revista MAD. Na verdade, os lápis não eram aqueles coloridos que sua irmã Lê tinha preferência na hora de botar a criatividade no papel, mas os pretos comuns, bem apontados, ideais para o seu estilo mais cartunesco. Se atualmente ele pouco faz arte no papel, não é porque largou sua porção lúdica-criativa, mas porque teve um amor à primeira vista com a música e já vem alguns anos aprimorando seu dom. Fica aqui registrado um momento mágico em nossas vidas, onde eu dava pilha com meus rabiscos malucos e ele seguia junto - esse desenho de abertura, por exemplo, tem minha assinatura e serviu de ponta de lança para essa sensacional série "Wanted", com extraterrestres "soltos e perigosos" vagando pelas galáxias e com cartazes espalhados pela "polícia intergaláctica". Outro detalhe criativo do jovem arteiro de 12, 13 anos era sua indefectível assinatura com as letras de suas iniciais e um ponto e vírgula ( GC;).
27 de abril de 2018
Paul Gravett, Esperança no Porvir e CdHQs
https://www.facebook.com/paulgravett/posts/10155281377261176 ================================================
O jornalista, pesquisador, escritor e grande autoridade no assunto HQ, Paul Gravett, citou na rede social por esses dias o post que editei para o site Colecionadores de HQS, assinada pelo João Antonio Buhrer, sobre a banda Blitz. Quem viu foi o Renato Frigo. A referência foi usada por Gravett quando escrevia sobre uma das mais interessantes publicações underground lançadas por essas plagas, "Esperança no Porvir".
Pulos de alegria! É justamente esse o intuito desde sempre ao colaborar sem fins lucrativos para o CDHQs do amigo Renato Frigo. Essa matéria foi uma das que resgatei ( e acrescentamos informações) da antiga coluna do João no site Bigorna. Sigamos em frente.
Ah, e vale muito a pena acompanhar os escritos do britânico Gravett e se possível ler seus livros. Fora seu lado como ativista pela preservação das HQs britânicas.
Aqui, uma entrevista que deu para o Vitralizado em 2014:
https://www.vitralizado.com/hq/paul-gravett-nao-e-mais-possivel-ignorar-os-quadrinhos-no-ambiente-academico/
Clube Sberoc na coluna do Ricardo "Rick" Martins (ABC Repórter)
Mais uma grande lembrança do Ricardo "Rick" Martins em sua coluna semanal no ABC Repórter ( esta é de 19/04). O clube Sberoc foi uma lenda no cenário roqueiro do ABC e merece inclusive um livro, tantas são as histórias envolvendo pioneiros, shows inesquecíveis e confusões com a polícia e a ditadura, e que começaram lá atrás, ainda nos anos 60.
24 de abril de 2018
Jack Bruce - O baixo mais livre do rock!
Estava ouvindo agora pouco o ótimo LP de 1989 de Jack Bruce, "A Question of Time", que eu comprei em uma loja de Santo André na época. Esse disco marcava a paz entre ele e o baterista Ginger Baker, companheiro seu no super trio Cream, com quem brigou muito desde então. Comprei displicentemente na época, e foi uma grata surpresa - até hoje ainda é. O disco traz uma liberdade que contagia todas as faixas e não a toa é considerado um dos grandes momentos de sua eclética carreira. Aí, contagiado pelo som reouvido, fui olhar aqui no blog o post que fiz quando ele faleceu em 2014 e pra minha surpresa não tem nenhuma linha. Um sacrilégio, pois para mim, Bruce é um dos maiores baixistas que o rock presenciou em suas fileiras! ( e ainda mandava muito bem nas teclas!) Pra me redimir, faço esta homenagem três anos e meio depois ( ele faleceu em 25/10/2014, aos 71 anos). Selecionei uma excelente matéria do blog Na Mira do Groove, assinada pelo Tiago Ferreira, que traz todo o ecletismo do músico em 10 músicas excepcionais de sua sinuosa e surpreendente carreira. Além dessas fases citadas, vale também ir atrás de suas participações antes do Cream, seja nos ótimos três discos que participou junto à tradicional Graham Bond Organization, no mais acessível comercialmente Manfred Mann, como no jazz experimental do Lifetime ou ao lado de Carla Bley e Paul Hanes, onde caiu no jazz rock sem pudor. Há também sua ótima fase com Mick Taylor, ex-guitarrista do Rolling Stones, e banda, que eu linquei em seguida, e o disco citado no início do meu post. Jack Bruce, foi sem dúvida, o baixista mais livre do rock, tocando o que quis em sua carreira, sem amarras. Um cara raro.
Matéria ( 10 momentos):
http://namiradogroove.com.br/blog/especial/r-i-p-jack-bruce-10-musicas-pra-conhecer-genio-contrabaixovioloncelo ==========================================
Com Mick Taylor:
https://www.youtube.com/watch?v=ue39ojgasNg ==================================
A Question of Time:
https://www.youtube.com/watch?v=lDnZC6FcSzw ========================================
23 de abril de 2018
Mais uma poesia selecionada no Projeto Apparere, desta vez para a coletânea "Amor por Patas"
Contente da vida com mais uma participação confirmada em coletânea do Projeto Apparere. Desta vez, 42 poemas foram escolhidos para o livro "Amor por Patas", com o tema focado em animais de estimação. A poesia escolhida de minha autoria foi " O 13º Gato da Minha Irmã", que escrevi há muitos anos atrás quando o Mutty, felino gracioso e aventureiro de minha mana, se foi abruptamente por envenenamento. A capa da coletânea ( acima) é de autoria de C.S.P. Ribeiro e a poesia é essa abaixo.
O 13º gato da minha irmã
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Pequeno Mutty /Pulou do telhado para o céu/ Quem sabe a gente ainda não escute / Um miado seu pra Chica e pra Mel /
Pra onde foi, só homens de boa fé/
Não tem mais porque temê-los / Anjos lhe farão cafuné / Mãos amaciarão seus pêlos
**************Quando voltar da boemia celeste/ Chamará pela sua mãe Helô / Que tanto te cuidou, te amou, limpou seu cocô / E que agora chora porque não vieste
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Saiba que nós aqui da Martino, 64 /
Sentiremos muita saudade sua, fiel corinthiano /
Pras crianças, um grande amigo bichano /
Pros adultos, amizade eterna de um grande gato.
20 de abril de 2018
Dona Ivone Lara (1922-2018)
Faleceu a nossa matriarca do samba, chamada de "rainha do samba de raiz" e "grande dama do samba". A primeira mulher a compor um samba enredo. Uma das fundadoras da Império Serrano. A primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma escola. Paralelamente, trabalhou desde muito cedo, principalmente como funcionária pública em sanatório; depois de se aposentar e ficar viúva, caiu de cabeça e alma no samba, dedicando-se totalmente a ele e tornando-se já madura, conhecida nacionalmente com suas composições e parcerias. Teve suas músicas gravadas por Maria Bethânia, Beth Carvalho, Gal Costa, Arlindo Cruz, Elba Ramalho, Martinho da Vila, Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Roberta Sá, entre muitos outros. Virou samba enredo em 2012, pela Império Serrano. Cantou sempre, desde que se conhecia por gente; e ainda deixou cerca de 40 canções inéditas. Por tudo isso e mais, Dona Ivone Lara está no panteão dos maiores artistas criadores desta nação. Somada à sua coragem, pioneirismo e perseverança, a fez inesquecível e imprescindível para a cultura brasileira. Deus abençoe e proteja Dona Ivone Lara. =====================================================================================
https://www.youtube.com/watch?v=a9ykTI3Sbyo =========================================================================================
https://www.youtube.com/watch?v=vYpNkUkpCyI =========================================================================================
https://www.youtube.com/watch?v=BbuqTUR2q7E =========================================================================================
https://www.youtube.com/watch?v=62sy8HrruNI =========================================================================================
https://www.youtube.com/watch?v=VSwq7cw0mVI =========================================================================================
https://www.youtube.com/watch?v=E7xlPneEV3s =========================================================================================
17 de abril de 2018
Vagner Garcia
Depois do SidRock, falecido no mês passado ( e lembrado aqui no blog) este mês tivemos a despedida carnal de mais um grande representante do mercado fonográfico da região: Vagner Garcia, aos 62 anos. Soube pela coluna do Rick no ABC Repórter (abaixo), ele, que me apresentou o Vagner no ano passado em sua loja. O encontro foi rápido - ele indo, eu chegando - mas conseguimos ainda falar de alguns artistas - Rita Lee, irmãos Baptista, Guilherme Arantes - e da Belrus, claro, a antológica loja de discos em São Caetano frequentada por várias gerações. Vagner trabalhou lá nos anos 70, início dos 80 e depois em várias gravadoras. Quando comecei a frequentar a Belrus - 82-83 - ele já tinha saído. Muita gente que teve o privilégio de conversar com ele, seja em elucubrações musicais, dicas de discos, livros, e até como ponte para contatos em rádios e gravadoras, agradeceu nas redes sociais pela sua amizade, participação e convivência. No nosso encontro fortuito, trocamos telefones e eu fiquei de fazer uma entrevista com ele, para relembrarmos os bons tempos da Belrus. Não deu tempo. Que a sua passagem seja tranquila, Vagner!
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