28 de dezembro de 2016
Hilde Weber no "Colecionadores de HQs"
Fechando o ano com chave de ouro, acabou de ser publicado o mais recente post da "Alma de Almanaque", coluna que mantenho no site "Colecionadores de HQs"do amigo Renato Frigo. O assunto já tinha sido tratado aqui no blog, inclusive com o mesmo título, mas lá na página especializada em quadrinhos, fiz um upgrade e incluí tanto os achados surpreendentes de dois desenhos originais relacionados à artista ( também tratado aqui e linkado na matéria) como algumas informações extras de sua extensa carreira e suas ramificações artísticas. Tive mais uma vez a grande ajuda do João Antônio Buhrer e seus "Arquivos Incríveis" e algumas imagens raras ( como as páginas da matéria de Cruzeiro de 1933, que retrata justamente a chegada da chargista ao Brasil no Porto de Santos!) e surpreendentes ilustram com muita propriedade o post. Valeu!
http://colecionadoresdehqs.com.br/seu-tribulino-incursao-de-hilde-weber-aos-quadrinhos/
27 de dezembro de 2016
Baú do Malu 67: Capitão Z nº37 ( dezembro de 1956)
A revista Capitão Z da EBAL teve várias facetas e esta edição de 60 anos de idade faz parte da fase infantil em que era publicado exclusivamente em suas páginas material nacional. Essa número 37 tem capa e história principal ( com 30 páginas!) desenhadas pelo excelente e eclético Juarez Odilon, um criador que se virava bem em histórias infantis mas ficava mais confortável nas séries de bang-bang, terror e aventuras. A história publicada, "Aventuras do Pé de Anjo" é onírica e vem carregada de tintas psicodélicas, a la Lewis Carroll - os personagens "maleáveis", "passeando" para fora dos quadrinhos e a aparição do próprio desenhista em alguns momentos são pontos fortes. Não bastasse essa deliciosa primeira aventura, a edição ainda fecha com chave de ouro ao publicar em sua última página uma história assinada por Max Yantok, já no final de sua longa carreira, mas ainda mandando muito bem.
26 de dezembro de 2016
Roberto Carlos canta "Quero Que Vá Tudo pro Inferno" depois de anos
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| divulgação TV Globo |
https://www.youtube.com/watch?v=g_gfEMtPiOA
23 de dezembro de 2016
Lendo: "A Misteriosa Chama da Rainha Loana" de Umberto Eco
Aproveitando a "mini-férias" do período de Festas para ler a pilha que já se avoluma ao lado da cabeceira. Comecei pela preciosa dica do amigo João Buhrer que me avisou sobre esse livro dando sopa por um preço excelente em uma banca na região da Praça João Mendes, nas imediações do Sebo do Messias, no centrão de Sampa. Já tinha visto na internet a capa da obra original italiana mas não sabia que existia uma edição brasileira ( capa acima - Editora Record - 2005) desse romance autobiográfico "A Misteriosa Chama da Rainha Loana", em que Umberto Eco se aproveita do personagem principal (Yambo), que sofre um AVC e consequentemente uma perda relativa da memória ( lembra de referências históricas mas não se recorda da sua história pessoal e do próprio nome) , para rememorar toda a sua lembrança afetiva e a memorabilia que a acompanha, principalmente os impressos ( revistas, jornais, gibis), os discos, os filmes e todo elenco participante dessa saga/ fábula ricamente ilustrada por todo o volume (250 ao todo). Yambo, por recomendação médica se hospeda na antiga casa do seu avô, um grande acumulador de relíquias culturais, impressos antigos e quinquilharias diversas, e é aí que as lembranças da infância e adolescência vão ressurgindo. Estou na metade, babando com as belas ilustrações, principalmente as referentes aos quadrinhos. Quando fechar a leitura, seleciono aqui algumas delas. ( abaixo, outra edição brasileira, pela Jofel)
16 de dezembro de 2016
Carybé na Caixa Cultural
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| Fotos: Divulgação |
No fim de semana passado fui fazer uma matéria sobre a exposição "Carybé - As Cores do Sagrado", na Caixa Cultural e voltei de lá levitando de emoção. A mostra, aberta no dia 10/12 - trouxe à São Paulo 50 aquarelas do artista - que se autodenominava "argentino de nascimento, carioca por criação e baiano por opção" - tramadas sob inspiração das tradições do candomblé e produzidas ao longo de três décadas de pesquisa (1950 a 1980) no interior dos terreiros em que o artista frequentava. Tive o prazer de conhecer a curadora da exposição, Solange Bernabó, filha de Carybé e secretária do instituto que leva o nome do artista, além de membro do Conselho Curador da Fundação Casa de Jorge Amado ( esse que foi um dos grande amigos de Carybé). Em poucos minutos pude ser apresentado a uma pessoa de extrema elegância e simpatia. Já as aquarelas, belíssimas, brasileiríssimas, espirituosas e cheias de magicidade em seus espaços, comovem quem as vê de perto - está ali o povo, na sua mais livre expressão, longe das mazelas do cotidiano por um instante que seja, em busca do seu eu próprio e de seus próximos, em rituais sagrados de gerações. Fora a arte de Carybé, esplêndida, autêntica, explodindo em cores vibrantes. Adoro desde sempre a sua obra desde que botei os olhos em suas capas de discos ( incluindo aí o outro amigo, Dorival Caymmi) e ilustrações de livros e álbuns diversos ( Jorge Amado colado aqui, claro). Um sábado que certamente me encheu a alma de cores e de Brasil. O catálogo da exposição ( que fica até 28/02 no local) também é um caso a parte ( postarei algumas páginas aqui em breve) e estavam à postos para adquiri-lo, amigos que não perdem isso por nada: João Buhrer e José Zinerman Nogueira. Também no local, a equipe do programa Metrópolis da TV Cultura, tendo a frente a sorridente apresentadora e repórter Adriana Couto. A Caixa Cultural continua bela e superativa - nesse dia, mais duas exposições simultâneas aconteciam no espaço - além do gentil atendimento de toda a sua equipe. Em um ano tão difícil como 2016, só a arte mesmo, para superar feridas supuradas. Carybé (1911-1997) tem esse dom.
12 de dezembro de 2016
Bailes de garagem, discos de vinil e pistas de dança: mais uma matéria na revista Raízes!
Mais um precioso número da revista Raízes (o 54) acaba de sair do forno e mais uma vez tive a honra de participar desta que eu considero uma das mais bem feitas publicações históricas vinculadas a uma prefeitura municipal - no caso São Caetano do Sul. Entre valiosas crônicas de moradores, sagas esportivas de pioneiros, relatos emocionados e perfis muito bem urdidos de verdadeiros heróis do cotidiano, pude contar um pouco mais da história da minha turma de juventude - a Turma do Ponto - desta vez sobre o prisma do "som", ou seja, desde as primeiras audições das rádios na virada dos 70 para os 80 até os primeiros discos de vinil e as primeiras "baladas" nas saudosas discotecas da época e bailinhos de garagem surreais. Foram 5 páginas reservadas para a minha crônica ( se fosse contar todos os detalhes e citar todos os nomes, precisaria de 10!) e diversas citações de amigos, colegas e ícones do período ( como Julinho Mazzei, da JP, direto de Nova York). Uma época rica, divertida e desbravadora pouco detalhada por aí ( os livros de História e bibliográficos ainda preferem os anos 60 e 70 pra trás). Feliz pra caramba aqui com mais essa crônica histórica publicada! Viva a velha turma!
9 de dezembro de 2016
Baú do Seu João 19: carimbo da "Foto Flórida" - São Caetano do Sul ( anos 50)
O carimbo da parte de trás de uma foto pessoal dos anos 50, mesmo que não totalmente visível, traz muito da História da cidade em poucos centímetros. A foto é "Flórida", o proprietário é Hiroshi "?" (o sobrenome ficou ilegível) e a Rua Amazonas ainda é um rua com alguns fotógrafos ( precisa-se checar esse nº 1119 atualmente). A tradição dos profissionais da foto com descendência oriental sempre foi latente em São Caetano, desde a tradicional Oriente na rua de mesmo nome até o Foto Gilberto, até hoje tocada pela família de origem nipônica na mesma Rua Santa Catarina. A máquina da ilustração, no caso é típica do período, e o "Hiroshi" do nome não nega a origem.
7 de dezembro de 2016
Ferreira Gullar (1930-2016)
O poeta partiu. Ferreira Gullar, um dos maiores escritores da língua portuguesa e um dos grandes da nossa poesia, não resistiu a uma pneumonia e se foi aos 86 anos no último dia 04. Sempre contestador e crítico, começou a poetizar ainda na adolescência no Maranhão. Tornou-se concreto um pouco depois mas logo rompeu com esse grupo, pois os achava muito técnicos e "geométricos". Funda o neoconcretismo com Ligya Clark e Helio Oiticica, e além de escrever o manifesto do movimento, escreve também uma obra fundamental ligado a ele: "Teoria do Não-Objeto". Uma das suas obras mais contundentes do período, "Poema enterrado", se valia de uma "instalação", onde ao se descer para o subsolo da exposição, encontrava-se um cubo vermelho, dentro dele, um cubo verde, e dentro deste, um cubo branco, onde podia-se ler a palavra "rejuvenesça". Com a ditadura, torna-se cada vez mais politizado e lança poemas e textos ligados ao social. Filiado do partidão, acaba sendo preso e cai na clandestinidade. Foge do país e passa um longo período fora - Moscou, Lima, Santiago, Buenos Aires - voltando em 1977 ao Brasil. Ainda em Buenos Aires lança em 1976 sua obra-prima, "Poema Sujo", com mais de 100 páginas e traduzida para o mundo todo. Na volta ao Brasil é preso, torturado, e só sai da cadeia por pressão internacional. Ao ficar livre começa a escrever para a televisão ( Carga Pesada tinha texto seu) e para o teatro. Escreve para jornais e lança livros de ensaios críticos, além da poesia, sempre presente. Gullar sempre escreveu sobre tudo, na verdade - basta ver sua extensa e diversificada obra onde até cordel e literatura infantil tinham vez. Em 2014, finalmente entra para a Academia de Letras. O último livro, "Autobiografia Poética e outros textos", foi lançado neste ano.
Dois poemas do homem:
Não há vagas
O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
– porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira.
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
– porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira.
Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte –
será arte?
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte –
será arte?
1 de dezembro de 2016
Foto do Mês: João da Baiana, Clementina de Jesus, Pixinguinha e Donga na Passeata dos 100 Mil (1968) - fotógrafo: Clóvis Scarpino
Quando a famosa Passeata dos 100 Mil ( Rio de Janeiro - 1968) é mostrada na mídia, seja em revista, livros ou na TV, fica sempre evidenciada aquela ala mais "Zona Sul", representada por intelectuais, o pessoal do cinema e do teatro e para citar alguns nomes da música, Chico Buarque, Gilberto Gil, Nana Caymmi, Caetano Veloso, Torquato Neto, Edu Lobo, entre outros. Naquele período, acredito que os holofotes e as câmeras estavam focadas nessas mesmas pessoas ( já pude ver algumas poucas fotos da época publicadas em revistas e jornais e o foco era esse mesmo). Nesta foto acima ( sem referência nenhuma de crédito - se alguém souber, me avise), que eu conheci neste ano de 2016, aparecem da esquerda para a direita, João da Baiana, Clementina de Jesus, Pixinguinha e Donga na mesmíssima passeata, revelando sem sombra outra ala: a dos pioneiros - legítimos e veteranos artífices da nossa música - talvez a ala artística que mais representasse o povo naquele momento.
ATUALIZAÇÃO (01/12/2021): o leitor Moraes identificou o fotógrafo nos comentários e por isso incluí seu nome no título.
29 de novembro de 2016
Sharon Jones (1956-2016)
Sharon Jones é mais uma artista excepcional que deixa o nosso planetinha nesse tenebroso 2016. Uma das maiores cantoras do soul e da música negra mundial, Sharon elevou o nível da black music nos últimos anos, com suas apresentações bombásticas ao lado da ótima banda The Dap-Kings. A cantora começou tarde no mercado - gravou seu primeiro disco em 2002, aos 46 anos - e não baixou o nível em nenhum momento desde então - nem quando descobriu um câncer em 2013. Lutou contra a doença com a mesma gana que a fez brilhar na música, depois de trabalhar duramente em subempregos na juventude e ser guarda de prisão uns anos antes de chamar atenção em shows locais e no coral da igreja da sua comunidade. Sharon Jones é um exemplo a seguir e uma voz divinal para se ouvir até o fim dos tempos.
https://www.youtube.com/watch?v=1ifbleDsSsI
https://www.youtube.com/watch?v=8ouI5KcyHfE
https://www.youtube.com/watch?v=IlPE1rEdAdI
https://www.youtube.com/watch?v=XQOYAjd8icg
https://www.youtube.com/watch?v=DmHOW3_3rOM
28 de novembro de 2016
Sá escreve sobre Guarabyra ( Correio da Manhã - 09/06/1970)
Esse raro artigo no Correio da Manhã foi escrito pelo grande compositor Luiz Carlos Sá em 09/06/1970, sem supor que viraria componente do primordial trio Sá, Rodrix & Guarabyra, fundado em 1971. O próprio Guarabyra me confirmou na rede que nessa data eles sequer imaginavam que em um curto período de tempo estariam tocando juntos ( arrematando que imaginava menos ainda que estariam juntos mais de 40 anos depois!). São dois artigos escritos pelo Sá sobre o futuro parceiro - este aqui é o segundo ( outra informação passada pelo Guarabyra). A se notar os preciosos detalhes pessoais e artísticos da coluna - e os trechos em que seus caminhos se cruzaram e já solidificaram a amizade antes da parceria musical oficial - fica claro que essa comunhão intrínseca era só uma questão de tempo.
26 de novembro de 2016
Sábado literário na Biblioteca Paul Harris
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| Ana Maria e os escritores e parceiros presentes ( eu cheguei atrasado e perdi a foto principal) - foto de Claudio Rossi/APL |
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| Foto Claudio Rossi/APL |
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| Com José Eugênio Pinheiro ( foto de Gabriel Canos) |
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| Manuel Filho e a equipe da Paulus ( foto Marcos Massolini) |
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| com Pepita de Oliveira e Nilton Jorge ( foto Claudio Rossi/APL) |
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| Mônica Pinheiro e seu parceiro de dupla Luan |
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| A "árvore literária" de Natal no saguão |
O trem
O trem atravessa os interiores
da cidade trepidante e atribulada
Pela estrada de trilhos traz
trabalhadores
e transporta seus sonhos e alvoradas
Mestres de obras, tributaristas,
escriturários
Crédulos, descrentes, atletas, atrizes
congregam por instantes o mesmo
itinerário
e formam atraente aura cheia de raízes
O comboio de metal mobiliza a massa
e traça em seu percurso as linhas do
destino
O amor à espera, o emprego à vista e a
vida passa
passageira como os passageiros deste
trem divino
(14/09/2002)
24 de novembro de 2016
Leon Russell (1942-2016)
Leon Russell se despediu no dia 13 de novembro, aos 74 anos. Músico versátil e compositor de extensa produção, já era tecladista de estúdio desde os anos 60 e nunca abandonou essa sua faceta de "acompanhante de luxo" em álbuns de outrem. Sua composição mais admirada e gravada é sem dúvida "A Song for You", gravada por muita gente boa ( Ray Charles, Aretha Franklin, Amy Winehouse, Carpenters, Simply Red, entre tantos) mas imortalizada pela interpretação emocionante de Donny Hathaway (ouça aqui embaixo). Outros destaques de sua lavra: Delta Lady, This Masquerade, Hummingbird, Tight Rope. Exímio instrumentista, vocalista razoável ( mas que dava uma textura própria às suas composições), entrou para o Hall da fama do Rock em 2011.
https://www.youtube.com/watch?v=HeHiio1sTTI
https://www.youtube.com/watch?v=tn-br0h4rZk
https://www.youtube.com/watch?v=d2Z9qN8R9Bg
https://www.youtube.com/watch?v=YLBv7dNkl3A
22 de novembro de 2016
Curta Metragem "M.A.M.O.N - Latinos X Trump
O curta-metragem M.A.M.O.N (Monitor Against Mexicans Over Nationwide), dirigido por Ale Damiani, faz parte do projeto Wecanfxit e vem fazendo um sucesso danado na rede. Não é pra menos: o filme traz com muita inteligência um Donald Trump sci-fi totalmente alucinado, manipulando sua versão "Robô-Gigante" e levando a cabo sua promessa de campanha de isolar os mexicanos de vez atrás da finalizada "grande muralha" americana ( no vídeo, eles são "catapultados" para fora do país e na sequência, pisoteados pelo tal robô controlado). Entre trabalhadores que movimentam a economia dos EUA, uma miss (ironicamente o concurso Miss Universo faz parte do conglomerado Trump) e referências à cultura Mexicana ( galo branco, Chapolin Colorado, mariachis, a "mamacita", os mascarados da lucha libre, entre outros), Trump consegue exterminar um a um seus "adversários", mas não sabe que um final surpreendente o aguarda. Um trabalho divertido, brilhante, cheio de efeitos e humor, ao mesmo tempo em que expõe e critica o plano discriminatório proposto pela política de Trump. Vejam:
https://www.youtube.com/watch?v=Q__bSi5rBlw
https://www.youtube.com/watch?v=Q__bSi5rBlw
15 de novembro de 2016
(Mais) Foto(s) do mês: Vô Antonio
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| Vô Antonio, à esquerda |
Desde o mês passado meu primo Ednilson resolveu ir atrás da história da família Massolini, da qual me incluo, e de lá pra cá vem fazendo um ótimo trabalho detetivesco! A saga da família é muito complicada de ser desvendada por conta de vários empecilhos, mas principalmente porque nossos bisavós tiveram uma doença gravíssima ali pelos anos 20 (bem provavelmente a gripe espanhola) vindo a falecer e deixando os filhos ( minha tia Rosa, meu tio Zéfiro e meu avô Antonio, pai do meu pai), órfãos ainda na juventude. Essa tragédia fez com que cada um deles fosse para uma família - meu avô, o mais velho, acabou indo para o interior labutar na roça. Mesmo com essas surpresas e armadilhas no caminho, a pesquisa do meu primo andou e andou bem. Um dos empecilhos - e este acaba atrapalhando muito quando se busca documentos em cartórios - é o fato de cada filho ter um registro do sobrenome ( a parte do tio Zéfiro, Massolino; a parte do meu vô, Massolini e Mazolini - e por aí vai). Entre as descobertas, nomes diferentes em certidões de nascimento ( tia Rosa por exemplo, era Rosina), datas trocadas e fotos inéditas ( muitas estavam com a parte da família que ficou em São Bernardo). Meu avô Antonio tem pouquíssimas fotos em vida. Goleiro da General Motors nos anos 30 (seu apelido era Testão) foi contratado para trabalhar na empresa à época por ser bom de bola, e lá ficou até se aposentar. Infelizmente conheci muito pouco meu vô, pois ele faleceu no início dos anos 70, quando eu contava com 3, 4 anos de vida. O que lembro vagamente é de um senhor com barba a fazer - ele já estava muito adoentado - sentado o tempo todo em um sofá avermelhado, do qual eu mantinha distância por puro amedrontamento. Receio bobo de criança, pois quem conheceu o Seu Antonio sabia que ele era uma pessoa de boa índole e amável. Há uns anos atrás eu e meu pai fomos checar nos arquivos da General Motors se havia alguma foto dos tempos pioneiros do futebol na empresa, em busca de uma imagem em que aparecesse meu vô no time, pois nossa família não tem nenhuma referência dessa sua fase na juventude. Saímos decepcionados de lá, pois todas as imagens anteriores aos anos 60 não eram mais guardadas no acervo. Um absurdo! Com esse resgate bem vindo da parte do meu primo, algumas fotos suas vem aparecendo aos poucos. Eu já tinha achado uma foto de má qualidade nos guardados do meu pai, com meu vô entre uma formação posterior do time da General Motors (provavelmente início dos anos 60 - foto abaixo) Não é uma imagem de boa qualidade e também não é de seus tempos áureos embaixo das traves, mas de certa forma, resgata sua proximidade com o futebol amador e suas raízes. As outras duas fotos, acima, vieram das buscas do Ednilson: o retrato - que mostra bem as semelhanças com meu pai - deve ser dos anos 50. Já a belíssima foto dele em uma bicicleta, ao lado de um amigo, tem boas chances de ser dos anos 40. Ficam aqui os registros do meu heroico vô Antonio Massolini, a quem pouco conheci, mas que sempre me acompanhou no coração, como se de certa forma me protegesse no correr da vida. Um anjo da guarda de luvas.
13 de novembro de 2016
Leonard Cohen (1934-2016)
O grande Leonard Cohen se foi na sexta-feira e me deu um baita susto: naquela tarde eu tinha mostrado uns vídeos seus do Youtube para meus filhos e fiquei contando um pouco sobre o que sabia dele, as músicas que eu conhecia do seu repertório e outras que acabamos ouvindo ali pela primeira vez. No outro dia soube que sua morte foi a noite, algumas horas depois da nossa sessão!! Estávamos em sintonia com o velho Cohen!
Mais um passamento de um grande artista em um ano muito, muito dramático e trágico.
Eu tenho alguns discos de Cohen e embora sempre tenha admirado muito o seu trabalho, desde o seu início nos anos 60 ( o primeiro LP é obra-prima!), adoro duas fases em particular: aquela um pouco antes do seu "retiro espiritual"nos anos 90 e a sua reentrada no mercado nos últimos anos, que ocorreu por pura subsistência: ele ficou sabendo que tinha sido "rapelado" por sua empresária e teve que voltar à ativa nos palcos e nos discos. Sua voz, feito vinho, foi ficando cada vez melhor e ultimamente estava ainda mais "nicotinada" e "encharcada de bourbon", embora o compositor/cantor nunca tenha precisado de aditivos para ter sua voz gutural/grave/ gravitacional. Muitos ainda não sabem que ele foi o autor de uma das músicas mais gravadas nos últimos tempos -"Hallelujah"- que rolou em trilha de desenho animado (Shrek), seriado global ( Justiça) e em versões de muita gente boa. Mas seu repertório é fantástico, eclético e suas criações densas, duradouras. Sua obra merece ser conhecida pelos jovens de hoje e do futuro, pois como seu terno, sua elegância e sua profundidade, a música que fez e interpretou é perene.
https://www.youtube.com/watch?v=YrLk4vdY28Q
https://www.youtube.com/watch?v=NGorjBVag0I
https://www.youtube.com/watch?v=6o6zMPLcXZ8
https://www.youtube.com/watch?v=DgEiDc1aXr0
https://www.youtube.com/watch?v=NW7oNpzBSGc&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=6
https://www.youtube.com/watch?v=ytdjYjM-cLg&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=8
https://www.youtube.com/watch?v=YiCyTXk78xs&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=19
https://www.youtube.com/watch?v=Osuodidy6eA&index=42&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ
Mais um passamento de um grande artista em um ano muito, muito dramático e trágico.
Eu tenho alguns discos de Cohen e embora sempre tenha admirado muito o seu trabalho, desde o seu início nos anos 60 ( o primeiro LP é obra-prima!), adoro duas fases em particular: aquela um pouco antes do seu "retiro espiritual"nos anos 90 e a sua reentrada no mercado nos últimos anos, que ocorreu por pura subsistência: ele ficou sabendo que tinha sido "rapelado" por sua empresária e teve que voltar à ativa nos palcos e nos discos. Sua voz, feito vinho, foi ficando cada vez melhor e ultimamente estava ainda mais "nicotinada" e "encharcada de bourbon", embora o compositor/cantor nunca tenha precisado de aditivos para ter sua voz gutural/grave/ gravitacional. Muitos ainda não sabem que ele foi o autor de uma das músicas mais gravadas nos últimos tempos -"Hallelujah"- que rolou em trilha de desenho animado (Shrek), seriado global ( Justiça) e em versões de muita gente boa. Mas seu repertório é fantástico, eclético e suas criações densas, duradouras. Sua obra merece ser conhecida pelos jovens de hoje e do futuro, pois como seu terno, sua elegância e sua profundidade, a música que fez e interpretou é perene.
https://www.youtube.com/watch?v=YrLk4vdY28Q
https://www.youtube.com/watch?v=NGorjBVag0I
https://www.youtube.com/watch?v=6o6zMPLcXZ8
https://www.youtube.com/watch?v=DgEiDc1aXr0
https://www.youtube.com/watch?v=NW7oNpzBSGc&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=6
https://www.youtube.com/watch?v=ytdjYjM-cLg&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=8
https://www.youtube.com/watch?v=YiCyTXk78xs&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ&index=19
https://www.youtube.com/watch?v=Osuodidy6eA&index=42&list=PLwjD81rPeQqXrMf0u_3Qk5Ye4X_2ddQjQ
11 de novembro de 2016
Barry's Volkswagen Beetle Story
A agência inglesa Adam & Eve DDB London contratou a documentarista Amanda Blue para dirigir essa emocionante história que traz as memórias familiares do britânico Barry Openshaw, e que consequentemente inclui a participação do Fusca dourado do seu pai em grande parte desses eventos/momentos inesquecíveis. Eu, que convivi desde a tenra infância com os "Fuscões" do meu pai e depois tive a honra de conhecer meu sogro e suas várias histórias relacionadas aos carros que teve durante sua vida ( Fusca incluído, claro), me emocionei bastante com esse vídeo! ( na sequência, vale assistir o making off abaixo).
9 de novembro de 2016
IMS adquire arquivos fotográficos dos Diários Associados
Uma boa notícia colhida do portal Comunique-se: o Instituto Moreira Salles adquiriu o arquivo fotográfico de três jornais cariocas que pertenceram aos Diários Associados do famoso "Chatô" (Assis Chateaubriand). São eles, "O Jornal" ( nascido em 1919; adquirido pelos DA em 1924 e extinto em 1974); Diário da Noite (1929-1964) e Jornal do Commercio ( de 1827 - adquirido pelo grupo em 1957 e fechado recentemente, como postado por este blog). A cadeia jornalística dos Diários Associados existe até hoje, vale lembrar, mas não mantém mais nenhum jornal em atividade no Rio de Janeiro, daí a necessidade que teve em encontrar um instituto que acolhesse essa preciosa coleção de imagens do seu acervo. O IMS, que já vem fazendo um trabalho primoroso nesse sentido, não perdeu o passo e amealhou esse arquivo histórico tão importante. Que outros arquivos primordiais que mofam esquecidos em porões pelo país afora tenham essa mesma sorte.
http://portal.comunique-se.com.br/jo-com/82703-instituto-moreira-salles-adquire-arquivo-dos-diarios-associados
http://portal.comunique-se.com.br/jo-com/82703-instituto-moreira-salles-adquire-arquivo-dos-diarios-associados
7 de novembro de 2016
( O Acervo Sorve): Suplementos culturais da Folha da Noite com páginas de quadrinhos ( 1952)
3 de novembro de 2016
Foto do Mês: "Ondas Urbanas" de Priscila Zambotto
A dinâmica Priscila Zambotto foi minha colega de ensino médio aqui em São Caetano do Sul e só poucos anos atrás soube que tinha abraçado com garra e determinação a fotografia, essa profissão imagética e magnética que ainda consegue nos comover. Desde então venho acompanhando seu trabalho pelas redes sociais, sempre com muita curiosidade, visto a qualidade e identidade de suas fotos. Foi o caso dessa imagem batizada de "Ondas Urbanas", produzida em 2014 (acima), e que desde então coleciona prêmios e menções Brasil afora. A própria Priscila elencou essas premiações:
- 2º lugar na "XXVIII Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Preto e Branco" – Manaus/AM – 2014.
- Selecionada no 12º Salão Nacional de Fotografia “Pérsio Galembeck – Araras/SP – 2015.- Participação na exposição coletiva "Infinitos Tons de Cinza" com fotos dos associados do Grupo Luminous de Fotografia premiadas ou selecionadas na XXVIII Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Preto e Branco (Manaus/AM - 2014) – Galeria Consigo – São Paulo (SP) – 2015.
- Publicada na Galeria Fotográfica Estilo, do Estilo/ND - Anuário do Núcleo de Decoração do Vale – 2015.
- Recebeu Menção Honrosa no "XX Salão Nacional de Arte Fotográfica" - Foto Clube de Londrina (PR) -2016
Muito merecido; e ouso dizer que se for participar de eventos internacionais, levará mais louros. É a típica imagem que além de ser feita na hora certa/no lugar exato, traz sensibilidade própria e plasticidade genuína. Técnica à parte, o resultado é pura arte.
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