8 de junho de 2021

Logo, logo, boas notícias aqui


Só passando pra dizer que o Almanaque do Malu está em "estado de animação suspensa", mas é por tempo limitado. Logo,logo, grandes novidades aqui. Além da pandemia, essa grande catástrofe que nos abateu e ainda nos legou a pesada mão do descaso e da politiquice egoísta, ignorante e fatídica, há outros fatores que me impediram de postar com a frequência que o blog exige, alguns de ordem pessoal. Mas como nem tudo é má notícia, estou fazendo uma biografia há 3 anos e no final deste mês de junho ela finalmente verá a luz. Aguardem notícias aqui. Também estou fechando mais um livro de poesias, que também deve sair muito em breve. No mais, se cuidem, ajudem o próximo, não percam a fé, mesmo que o governo tenda a remar contra. abs

(na imagem acima, uma capa que tem tudo a ver com o livro que estou escrevendo|).

10 de abril de 2021

Marcelo Tieppo (1967-2021). Adeus, meu aguerrido e doce amigo-gêmeo!

 


Marcelinho (era assim que a gente o chamava) ficou amigo meu logo nos primeiros dias de aula da turma de Jornalismo da Metodista, em 1987. Com seu jeito discreto (sem ser tímido), seu sorriso doce (sem ser melado) e sua paixão desmesurada pela vida (e pelo Corínthians, pelo rock, pela política, e pelos esportes em geral) me cativou e cativou boa parte da classe (há alguém daqueles tempos que pode dizer: "Eu não gostava do Marcelo Tieppo?"). E como detestava panelinhas - assim como eu -, passou a ser visto em quase todas as turminhas formadas dentro da classe - os que faziam trabalhos juntos; os que gostavam de ficar no Honda's Bar, os mais politizados, os mais "rock and roll", os que simplesmente gostavam de papear com ele, etc. A nossa afinidade foi imediata e as coincidências brotaram: mesmo dia, mês e ano de nascimento (somos de 04/09/1967), corinthianos, ligados na política, apaixonados por rock (eu, Rolling Stones como banda preferida, ele, Beatles) e poesia. Daí para as noitadas no Bixiga e na região da Paulista ( Deus abençoe os 20 anos!), shows inesquecíveis ( Golpe de Estado no Projeto SP, David Bowie no estádio do Palmeiras, entre outros) e rodadas intermináveis de violão no Honda's Bar (com o grande Edgar protagonizando as cordas), foi um pulo. Chegamos a fazer até aniversário juntos (acho que foi 1988) no Café Pedaço no Bixiga, onde apinhamos o bar com as nossas turmas de bairro e da Metô. Em 1989, eu, ele e o Micali (também da nossa classe) fizemos uma viagem ao Rio de Janeiro que marcou muito nossa vida. Aconteceram tantas coisas na cidade maravilhosa em uma semana que daria pra escrever um livro: alugamos um ap em Copacabana, que dependendo do horário, tinha rajada de balas no banheiro do fundo; vimos o gigante Eduardo Dussek andando aceleradamente na madrugada de Copa; andamos tanto descalços no calçadão e nas ruas do bairro que criamos uma casca impenetrável nos pés; assistimos a final da Copa América - Brasil e Uruguai (1x0)- em um Maracanã lotado (132.743 almas), tendo a honra de ver o primeiro título da Seleção depois da Copa de 1970; e conhecemos pessoas incríveis no Rio. Eu tive que voltar antes, mas o Tieppo e o Micali acabaram a viagem em Angra. Na volta, as noitadas continuaram à toda. Em uma delas, na Consolação, eu, o Tieppo e mais uma renca saímos de fininho pra não pagar a conta de um bar, mas esquecemos de avisar um dos nossos, que acabou ficando e pagou a conta toda (não citei nome porque o prejudicado fica puto até hoje quando ouve essa história). Finalmente formados no Jornalismo, ainda saímos juntos por um bom tempo, até que a geografia (eu no ABC, ele no Brás/Pari) e o trabalho (ele no Diário Popular e Gazeta Esportiva, eu na Abril) acabou nos distanciando um pouco. Ficamos um período trocando figurinhas por e-mail e ele começou a namorar firme. Num belo dia anunciou seu casamento. A festa, na Cantareira, foi incrível - Tieppão fez questão de servir um vinho especial da adega do tio na taça de cada um dos amigos da Metô presentes - o Ricardinho lembra o gosto dele até hoje. Batalhador e profissional que só, Marcelito foi galgando a profissão com muito entusiasmo e  competência - e conquistando amigos em todas as redações por onde passou. Teve quatro filhos - dois no primeiro casamento (Gabriel e Luísa) e dois no segundo (Felipe e Camila). Depois que eu casei e tive dois filhos, voltamos a nos encontrar, principalmente nas festinhas de aniversário dos nossos rebentos. Houve um encontro de dez anos da formatura em 2000, mas nesse eu não fui. A partir de 2008 esses encontros ficaram frequentes e começamos a reunir parte da turminha da Metô nos bares próximos ao seu ap, na Vila Mariana - ele sempre foi um dos que mais agitaram para que nos encontrássemos frequentemente. Também tivemos a oportunidade de ir juntos, num domingão, visitar o maior acervo particular sobre futebol do Brasil, também na Cantareira. Uma tarde saborosa. Até que em 2014, ele descobriu um câncer agressivo e a real extensão do que ele passou nesse período só fomos descobrir mesmo em seu livro lançado no ano seguinte, "Tocando a Vida - Uma Travessia para Continuar na Briga" (Editora Letras do Brasil), onde narrava com muita sensibilidade sua luta contra a doença e como a música dos Beatles o ajudaram nesse processo. Uma grande vitória que muitos da velha turma da Metô fizeram questão de brindar e prestigiar no lançamento do livro. Após a doença, mudou a sua frequência: passou a administrar o trabalho com mais tempo ao lado da esposa Érica e seus filhos, começou a jogar tênis e curtir cada precioso momento. Mais sereno do que nunca, quando veio a pandemia, chegou a me mandar umas poesias que estava fazendo. Muito boas, por sinal. Mas no final de 2020, o câncer voltou e mais uma vez os amigos só souberam que algo não estava bem quando o viram de cabelo raspado em um post. Liguei imediatamente para ele e expus minha preocupação, mas ele, sempre bom driblador (na conversa, porque no futebol mesmo, sempre foi perna de pau) desviou minha atenção para a política, para o futebol, e outras amenidades. Antes de desligar, ainda cogitei que ele poderia escrever outro livro. Ontem, o baque, o murro no estômago, a dor inenarrável: em um post no grupo da turma de jornalismo, a notícia de que o querido Marcelo Tieppo tinha falecido. Por mais que soubesse que ele estava lutando mais uma vez contra a doença, a impressão que eu tinha comigo é que ele venceria mais uma vez, por mais difícil que fosse. Não deu. Passado um dia do ocorrido, a dor ainda lateja muito no peito e a saudade contorce, mas a sensação de que ele está muito melhor agora, sem a doença, longe dessa pandemia e das tantas mazelas do mundo, acaba sendo um alento. Quando soube pelo Bob e o Nilson, que foram ao enterro, que seus últimos dias foram ao lado da família, sem sofrimento e bem cuidado, isso também me confortou. Nosso aguerrido e doce amigo Marcelinho, com certeza tem uma missão importante a cumprir, para se desvencilhar do seu corpo na Terra, assim, tão precocemente. Aqui, nos deu a honra de sua amizade e lealdade e semeou amor e generosidade por onde passou. "Here, There and Everywhere", estaremos sempre com você, nobre amigo. 


 Aniversário do Felipe (2005): Érica com Felipe, Tieppo, eu, Gabriel, Cris e Letícia


                                                    Tieppo, Nilson e eu - 2011

 Um dos encontros da turma: Tieppo, Bob, eu e Ilsão (2018)


    Lançamento do livro "Tocando a Vida" no bar Genuíno (dez/2015): Bob, Rai, Tieppo e eu

       

                               Tieppo, eu e Vivi - final de 1987 (foto: Adriana Gomes)

                            

    Encontro da turma em 2014: Bob, Burghi, eu, Beth, Cidoka, Tieppo, Luti e Rai



8 de abril de 2021

Mestre Rubens Cordeiro (1934-2020), quanta honra!

 Essa foto, que o Baraldi me enviou na semana, é muito preciosa para mim. Captura o momento em que tive a honra de trocar algumas palavras com um dos grandes mestres do quadrinho nacional, um ás da arte-final, insuperável: Rubens Cordeiro. Esse momento aconteceu no evento "Sketchcon III, promovido em 13/10/2019 pela Editora Criativo na Vila Mariana -SP. Foi um dia memorável em que 65 autores de quadrinhos lançaram ou relançaram suas publicações pela editora citada, incluindo aí grandes mestres da nona arte como Julio Shimamoto, Osvaldo Talo, Edu Pereira, Franco de Rosa, Walmir Amaral, Ignácio Justo, e muitos outros. Entres eles, Rubens Cordeiro, um gentleman, que na ocasião já contava com 85 anos e estava radiante ao encontrar colegas das antigas. Rubão, como era chamado pelos mais íntimos, faleceu um ano e dois meses depois, em dezembro de 2020, e vendo em retrospecto, aquele evento acabou sendo uma despedida dele para muitos amigos e admiradores. Agora em 2021, uma surpresa muito boa a ver com o mestre Rubens está sendo gerada e quando eu puder, compartilhei aqui no blog. Segue em paz, mestre, em sua nova jornada, e obrigado por esse momento único, devidamente fotografado, naquele dia tão especial. (na foto, eu, mestre Rubens Cordeiro e Baraldi).



11 de março de 2021

Doodle: 100 anos de Astor Piazzolla

 O Google hoje amanheceu com esse vistoso Doodle em homenagem ao compositor e músico argentino Astor Piazzolla, o artista que revolucionou o gênero tango. Para saber mais sobre sua vida e carreira, é só clicar no Doodle e as principais matérias sobre seu centenário aparecerão.


https://www.google.com/search?sa=X&sxsrf=ALeKk01dBChmJh2GMESqhWE3vSphLZZEhA:1615471426409&q=Astor+Piazzolla&oi=ddle&ct=174786709&hl=pt-BR&kgmid=/m/0c77p&ved=0ahUKEwjZ642EtKjvAhVLILkGHVbfAyMQPQgC&biw=1920&bih=880



22 de fevereiro de 2021

Rosa Passos - "Demasiado Blue"


Hoje cedo, escutando a Rádio USP ( uma das poucas emissoras que ainda consigo ouvir com gosto) ouvi uma música maravilhosa, sensível, fascinante, etc etc, e por um descuido da hora, não consegui ouvir quem cantava esse petardo! Aí procurei na internet, mas talvez por não escrever corretamente os trechos da letra que ouvi uma vez só, não consegui achar nem a pau. Aí apelei: liguei para a Rádio USP para saber a informação. Em São Paulo, ninguém atendeu, mas não desisti. Liguei para a Rádio USP de Ribeirão Preto e afortunadamente, fui atendido pela Clarisse (se for com c, me desculpe) que me atendeu com muita presteza e zelo e após eu explicar o caso, prontamente ficou de checar a informação. Liguei dez minutos depois e consegui saber da Clarisse ( com a ajuda fundamental do seu colega responsável pela programação) que a música em questão, com o trecho 'E eu lembro o olhar azul de Ringo Starr", é "Demasiado Blue", composição de Rosa Passos e Fernando de Oliveira (seu parceiro constante). Ganhei o dia e aqui estou compartilhando essa maravilha. Obrigado, caríssimos!

Apelo para os escrevinhadores, críticos, programadores, cultuadores de pérolas da nossa música: escrevam sobre ROSA PASSOS. Comentem sobre seus discos; compartilhem suas músicas; coloquem suas compoisões nas rádios. A compositora, cantora, pianista e violonista Rosa Passos, nascida em Salvador e desde muito cedo mergulhada na bossa nova e na raiz da música brasileira, tem muitos fans estrangeiros - principalmente músicos - e entre lançamentos lá e cá vem mantendo uma qualidade sonora impecável, que nos presenteia com achados acachapantes como esse "Demasiado Blue".

https://www.youtube.com/watch?v=u9v6qn3F6vA


10 de fevereiro de 2021

O livro "Marvel Comics - A Trajetória da Casa das Ideias no Brasil" de Alexandre Morgado, em segunda edição atualizada e com nova revisão, está no Catarse!


Em 2017, Alexandre Morgado, um dos maiores colecionadores dos quadrinhos Marvel no Brasil, lançou o livro "Marvel Comics - A Trajetória da Casa das Ideias no Brasil", trazendo toda a saga da editora americana no mercado editorial brasileiro, desde as edições de O Globo até os dias atuais, perfazendo um caminho que inclui mais de 40 pequenas, médias e grandes editoras. Um trabalho de imersão profunda em todo o material já publicado em solo brasileiro e de pesquisa apuradíssima para cercar todos os detalhes de bastidores que fizeram da história já octagenária da Marvel no país uma das mais emocionantes e (muitas vezes) intrincadas trajetórias editoriais que o mercado das HQs brasileiras presenciou. Os depoimentos de editores-chaves responsáveis pelas revistas em determinadas épocas (como na Ebal, Bloch, Rio Gráfica /Globo e Panini, por exemplo) são fundamentais para que o leitor possa destrinchar as táticas e estratégias por detrás de cada lançamento. As primeiras aparições de cada personagem, as principais histórias, as datas dos lançamentos - todos os principais detalhes foram resgatados. A primeira edição esgotou-se rapidamente e agora, para as comemorações dos 80 anos da Marvel em nosso território, o autor resolveu reviver sua obra, lançando em campanha pelo Catarse uma segunda edição, devidamente atualizada e com nova revisão. Em quase 500 páginas, o livro incluiu novos capítulos ( como o fim melancólico da redação de quadrinhos da Editora Abril e a censura ocorrida na Bienal de 2019, entre outros assuntos atualizados e novos depoimentos) , além de uma magnífica nova capa produzida pelo designer gráfico VAM! (veja a capa aberta no final da postagem). A campanha no Catarse segue até o dia 01/05 e inclui brindes incríveis: marca-páginas temática dos 80 anos da Marvel no Brasil; super pôster pintado em aquarela pelo artista Matias Streb; cinco modelos de postcards  com recriações de capas icônicas da Marvel, feitas com exclusividade pelo quadrinista Flavio Luiz Nogueira e seu traço original e único; 20 cards com capas históricas lançadas no Brasil e informações preciosas no verso. Uma oportunidade imperdível para os fãs e leitores antigos e novos da "Casa das Ideias".

ps: eu particularmente, estou muito feliz com esse lançamento. Fui convidado pelo Morgado para fazer a nova revisão e fiz com muito gosto e respeito. Uma honra fazer parte desse projeto primordial para a historiografia do mercado editorial brasileiro.

Link para o Catarse: https://www.catarse.me/marvelnobrasil 




2 de fevereiro de 2021

José Carlos Ruy (1950-2021)

Em meio a esse caos desgovernado que estamos vivendo, fico sabendo do passamento do José Carlos Ruy, aos 70 anos, de infarto. O Ruy foi meu chefe na Abril Imagens, setor do Dedoc/Abril, quando a editora já começava a entrar num parafuso sem rosca e sem volta, no começo deste século. Depois reencontrei-o em Pinheiros umas duas vezes ainda na primeira década dos 2000 e em 2014, graças a ele, vi meus poemas recém lançados do livro Aura de Heróis serem publicados na seção cultural do portal Vermelho. Ele foi um grande estudioso dos movimentos populares, do marxismo e da esquerda (vale a pena procurar seus livros) e labutou em veículos como A Classe Operária (como editor), revista Princípios e portal Vermelho. O velho Partidão era sua casa principal e como militante e dirigente, pesquisou, escreveu, panfletou, saiu às ruas. E como bem lembrou nosso amigo em comum Bias, toda a sua batalha diária sempre foi acompanhada de bom humor e humanidade. Vai lá, Ruy, que outras lutas o esperam em algum canto oprimido deste vasto universo.

31 de janeiro de 2021

Inscrições abertas para o 33º Troféu HQMIX

 As inscrições para o 33º Troféu HQMIX já estão abertas. As editoras, autores e produtores de quadrinhos de todo o Brasil podem fazer suas inscrições entre 30/01 e 10/03/2021 na própria página da premiação. Link abaixo. O troféu para este ano foi baseado nos personagens de Jaguar da tira Chopnics.

https://hqmix.com.br/inscricao-de-obras




20 de janeiro de 2021

Baú do Malu 83 - Calendário de parede da Firestone -1955 com ilustrações de José Lanzellotti

 Essa incrível "Folhinha" para o ano de 1955 vem com essas maravilhosas ilustrações do artista José Lanzellotti (1926-1992), quadrinista, ilustrador e pintor que brilhou em décadas passadas com seu estilo brasileiríssimo. Lanzellotti integrou a famosa expedição dos irmãos Villas-Boas ao Xingu, em 1949 e acabou "esticando" essa excursão para outros cantos do país, sempre em busca das raízes folclóricas brasileiras. Além de ilustrar capas de discos e diversas obras didáticas e históricas com um apuro técnico indiscutível, participou também do mercado de quadrinhos, principalmente nos anos 50 e 60, com Raimundo, o Cangaceiro para a Editora Aliança, Curupira para a Editora Bentivegna e histórias avulsas de terror e contos de fadas e folclóricos para as editoras La Selva e Novo Mundo. Nos anos 70,80, além de trabalhos esporádicos para os quadrinhos (Revista Crás), continuou nas séries didáticas e fez projetos pontuais como os figurinos para o filme "Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel" (1979). 





5 de janeiro de 2021

Juliano Moreira (1873-1933) é homenageado com Doodle

 


Juliano Moreira (1873-1933), considerado fundador da disciplina psiquiátrica no Brasil é homenageado de hoje pelo Google com um Doodle pelo seus 149 anos de nascimento (acima). A sua biografia é surpreendente: mesmo sem condições financeiras, conseguiu ingressar na Faculdade de Medicina da Bahia aos 13 anos! graduou-se aos 18 anos com a tese "Sífilis maligna precoce" e cinco anos depois era professor substituto da seção de doenças nervosas e mentais da mesma escola. E essa é só a primeira parte de sua laboriosa carreira, conquistada com muito custo. Acompanhem sua trajetória aqui:

https://www.abp.org.br/post/orgulho-juliano-moreira

29 de dezembro de 2020

A volta de Tony Carson - Chacal no Catarse

Um grande projeto em andamento no Catarse é a campanha da volta do personagem Tony Carson - Chacal, capitaneado pelo jornalista, designer gráfico e especialista em quadrinhos Francisco Ucha. Tony Carson deu sequência à revista Chacal da Vecchi que publicava o herói italiano Judas, descontinuado lá fora. Em 12 edições (nºs 17 a 28) saiu como "Chacal-série Tony Carson" criado pelo editor Ota Assunção e desenhado por grandes desenhistas como Jordi e Antonino Homobono Balieiro.A edição no Catarse resgata em 160 páginas, histórias essenciais do personagem desenhadas por Homobono e sua campanha termina em duas semanas. Uma chance de ouro de ter em mãos um grande momento dos quadrinhos nacionais.

Apoie: www.catarse.me/tonycarson 





28 de novembro de 2020

As MeMos impressas!


Depois de um hiato considerável - meu querido gato de estimação, Fellini, desapareceu desde o dia 03/11 e eu fiquei voltado para suas buscas - cá estou para registrar a chegada das revistas MeMos impressas. O projeto do Toni Rodrigues (em parceria com a Criativo e o selo Grrr! do Marcio Baraldi) ficou impecável - papel, edição, capas, conteúdo, pesquisa - e espero que essa série continue algum dia para o bem da história gráfica nacional. No final do volume 6 (Jayme Cortez 2) tem os agradecimentos aos que colaboraram com as edições e a disposição das fotos na página coroa a minha gratidão por ter participado dessa empreitada tão importante: estou ali, ao lado de grandes pessoas como o saudoso amigo Claudio Fragnan, Mauricio de Sousa, Edna Cortez, Jal, Fabio Moraes (guardião dos tesouros cortezes), o próprio Toni Rodrigues, Osnei e Luiz Saidenberg. Sensacional! 



30 de outubro de 2020

As seis edições da Revista MeMo agora impressas!

Soube ontem de uma ótima notícia para as HQs nacionais: a essencial revista MeMo, idealizada e produzida pelo publicitário e especialista em quadrinhos Toni Rodrigues, finalmente está disponível no formato impresso, em uma parceria do autor com a Editora Criativo e o selo GRRR!. As seis edições existentes - Rodolfo Zalla (nº1), Luiz Saidenberg (nº2), Nico Rosso (nº3), Monteiro Filho (nº4), Jayme Cortez parte 1 (nº5) e Jayme Cortez parte 2 (nº6) podem ser compradas avulsas ou em um pack com todas na loja da Editora Criativo. Tive a honra de participar deste projeto como revisor e estou ansioso para ver como ficou no papel - o conteúdo eu já sei que é muito bem pesquisado e editado!

O link para a loja da Criativo está aqui embaixo. E na sequência, todas as capas:

https://www.criativostore.com.br/busca.asp?t=memo









Biografia de Jacob do Bandolim até dia 02/11 no Catarse!

 


A esperada biografia de Jacob do Bandolim, (Editora Noir), "Um Coração que Chora" está em campanha de captação no Catarse até 02/11/2020! Fruto de longos anos de pesquisa do jornalista, pesquisador e editor Gonçalo Junior, a obra captura a vida do maior bandolinista e compositor do choro, falecido em 1969, baseada em farto material de arquivo e dezenas de depoimentos e entrevistas. Como o livro ficou com quase 700 páginas, o autor resolveu fazer essa campanha flexível e relâmpago no Catarse com a tiragem limitada. Quem apoiar e fazer a compra antecipada terá direito a um exemplar autografado, nome impresso nos agradecimentos do livro, uma foto rara do acervo do Instituto Jacob do Bandolim (que está apoiando a obra) em formato postal e cinco marcadores de texto exclusivos. Há também outras recompensas exclusivas para outras opções de valores. Uma oportunidade única para adquirir a primeira e definitiva biografia do mestre Jacob. Link do Catarse abaixo:

https://www.catarse.me/jacob_do_bandolim_a_biografia_90cd?ref=ctrse_explore_pgsearch&project_id=123632&project_user_id=1156297




22 de outubro de 2020

Baú do Seu João 34: certificado de curso de cinema - Super-8 (1979)

 Nos anos 70 meu pai, que sempre amou cinema, filmagens, projetores - na mocidade assistia três sessões seguidas de filmes nas matinês dos cinemas de bairro e no final da vida vivia filmando festinhas e encontros familiares com sua filmadora - resolveu fazer um curso de Super-8, na época ministrado por professores ligados ao CRIC (Círculo de Realizadores Independentes de Cinema), em Santo André. Eu tinha 12 anos e lembro do meu pai produzindo um filme aqui na rua, com ajuda dos meus tios e amigos, com muita correria, gente subindo no muro do terreno da Eletropaulo (na época Light), gritos de "Corta!". Um barato! Desde que me conheço por gente, sempre vi meu pai antenado quando o assunto era cinema - desde os anos 80 teve câmera de mão e nos anos 70 usava o projetor de slides. Nessa época de Super-8 chegou a filmar inclusive um acampamento que participei como escoteiro ( fiquei de 1979 a 1981 no escotismo) e um pouco antes do seu passamento, ele estava passando todas essas imagens para o digital. Em outra oportunidade, tentarei compartilhar aqui algumas dessas filmagens. Valeu pai, por tantos tesouros culturais a descobrir ainda! 

Segue o certificado do curso:





17 de outubro de 2020

No Dia dos Professores, uma linda homenagem à minha mãe (por Pedroso de Moraes)

 Há alguns meses atrás, às voltas com a matéria sobre o bar Senadinho para a Revista Raízes, fui atrás do diretor/fundador da Tribuna do ABCD, Pedroso de Moraes, pois sabia que ele tinha boas histórias e imagens sobre o local. Realmente, sua ajuda foi muito preciosa e a matéria acabou muito enriquecida com fotos de seu arquivo e histórias saborosas de bastidores. Artigo pronto, recebi um telefonema do Pedroso dias depois me perguntando o que a Lourdes Pareja era minha, pois ele tinha visto seu nome nos agradecimentos do livro de poesias Aura de Heróis que eu lhe tinha presenteado. Quando eu falei que ela era minha mãe, ele quase desmaiou do outro lado! Aí ele me explicou o porque de seu espanto: minha mãe era uma antiga professora sua ( na verdade a segunda de sua vida) e ele na época era encantado por ela, tanto por seus ensinamentos precisos como por sua beleza radiante. Desde então ele tentara encontrá-la, mas todas as suas tentativas foram em vão. Mal sabia ele que ela estava bem pertinho do seu jornal, no bairro vizinho, casada e com dois filhos. Minha mãe acabou falecendo em 2002 sem saber dessa procura e agora, 60 anos depois, uma linda homenagem do seu ex-aluno, aproveitando o dia dos Professores, surge comovente na internet. Onde estiver, mãe, espero que você possa receber ou sentir de algum jeito esse depoimento sincero do Pedroso e aproveitando a ocasião, um beijo saudoso e estalado desse seu filho que ainda sente muita saudade.

(a homenagem e a foto usada, abaixo):



HOMENAGEM AO DIA DOS PROFESSORES


À INESQUECÍVEL PROFESSORA LOURDES PAREJA

Em especial à minha segunda professora Lourdes Pareja que hoje mora no Paraíso. Graças a ela, eu aprendi as primeiras lições e a escrever com letras bonitas. Isto, há 60 anos durante todo esse tempo eu mantive ela tão linda na minha memória. Deus infinitamente é bom e recebi a visita de um filho dela jornalista também, da Editora Abril que estava fazendo uma matéria sobre o “Senadinho” para Revista Raízes - Marcos Massolini que me presenteou com um livro com o título “Aura de Heróis”. Por Deus, acho que somente por Deus o editor do livro autografou justamente na página em que ele prestava homenagem para as pessoas que lhe eram caras, qual não foi a minha surpresa ao ver o nome Lourdes Pareja Massolini (in memoriam). De imediato, liguei para ele e perguntei: - Quem é essa Lourdes Pareja que você está homenageando? Ele disse: “É minha mãe”; então perguntei: - O que ela fazia? “ Era professora”, então disse: Onde, seria em Santo André? Em algum grupo escolar da Avenida Dom Bosco? Ele disse-me : “Sim”, então eu falei para ele: - Pois é; Deus me trouxe a quem eu tanto esperei rever. Ela foi minha professora; Marcos levou um espanto. A professora vive na minha memória há 60 anos. Perguntei: - Ela é viva? Ele me disse: “faleceu”. Fiquei alegre e ao mesmo tempo triste. Ele me disse:” tenho foto dela”. E eu falei: - Em nome de Jesus, me mande a foto. Ele respondeu: “ vou lhe enviar em qualquer dia da semana”, e o Marcos não tinha me mandado ainda. Liguei para ele: Desculpe-me ligar novamente, mas você não vai me deixar passar o sábado e o domingo com toda essa curiosidade. De bate pronto mandou-me a foto. Era ela mesma! Com certeza pela candura desta mulher heróica e aguerrida está no Paraíso junto à Deus. Minha homenagem a ela através de uma prece ao Criador com muito carinho. Agradeço à Ana Sales pela feliz lembrança que envolvido pelo trabalho, estava me esquecendo. Mas tenho certeza que Deus já me perdoou por isso...Acho que Dona Lourdes Pareja está lecionando no Paraíso. 

Pedroso de Moraes

16 de outubro de 2020

O novo livro do poeta Hugo Paz

O poeta e artista plástico Hugo Paz já está há um bom tempo na labuta cultural da literatura. Conheci sua pessoa e sua obra nas reuniões da APL (Academia Popular de Letras) aqui em São Caetano, onde somos membros. Hugo é um dos poetas/artistas mais ativos da Grande São Paulo e mesmo com a epidemia - que acabou limitando bastante sua movimentação pela periferia toda, ABC, interior e onde mais precisasse de um sarau, de uma oficina, de uma declamação, de uma palavra de incentivo para crianças, fãs, e pretendentes à escritores - ele continua à toda com sua produção: além de artes incríveis que já foram expostas este ano, em agosto saiu o seu novo livro de poesias, "Sopro de Ideias" (Editora Desconcerto), uma obra que junta várias temáticas poéticas de sua lavra - social, política, conflitos, relações, cultura, negritude, identidade, ancestralidade. Um sopro de sensibilidade e engajamento nesses dias tão difíceis. Para saber mais e adquirir a obra, escreva para hugopaz11@yahoo.com.br ou mande uma mensagem para sua página no FB , "Hugo Paz -Poeta e Artista Plástico".



14 de outubro de 2020

Foto do Mês: Cyro Monteiro e Grupo Rosa de Ouro (1967/1968)

Voltando com a "Foto do Mês" que estava meio encostada nos últimos tempos, trago essa maravilha aqui em PB, que consegui para o acervo recentemente. A imagem deve ser de 1967 ou 1968 pois traz o encontro do grande intérprete Cyro Monteiro (e grande tocador de caixa de fósforos) com o grupo Rosa de Ouro, protagonistas junto de Nora Ney e Clementina de Jesus do show "Mudando de Conversa" de 1967, produção de Hermínio Bello de Carvalho. Como o show virou disco em 1968 pela gravadora Odeon, é bem provável que essa foto seja de um desses anos. Na foto, vemos ao lado de Cyro Monteiro, Dino Sete Cordas (que não era do grupo quando foi formado em 1965 - não sei se oficializou como integrante fixo), Anescarzinho do Salgueiro, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Mauro Duarte e outro integrante que não reconheci ( quem souber, por favor, avise nos comentários). Da formação original do Rosa de Ouro não estão presentes Paulinho da Viola e Nelson Sargento. Um belo registro, que infelizmente não tem informação de fotógrafo, agência e data. (Para observar melhor os detalhes da foto, é só clicar em cima dela).





4 de outubro de 2020

Zuza Homem de Mello (1933-2020)


Um dia de consternação. Zuza Homem de Mello, produtor, escritor, jornalista, mestre de cerimônias, radialista, pesquisador, colecionador, músico, partiu, aos 87 anos. Triste, muito triste pela sua partida, mas confortado por saber de sua vida intensa e apaixonada e por saber também que ele faleceu dormindo, em paz, depois de brindar com a família à noite por todos os projetos bem sucedidos. E quantos projetos! Sua idade não o fazia descansar e a música, sua paixão da vida inteira, estava em todos eles. Como o último, "Muito Prazer, Meu primeiro Disco", em parceria com o Sesc e idealizado pelo jornalista Lucas Nobile. Em curadoria conjunta no projeto, Zuza entrevistou para o primeiro capítulo, Gilberto Gil que desfia para o público seu primeiro LP, "Louvação", de 1967 (a entrevista pode ser acessada nas redes sociais do Sesc, no Youtube do Sesc Pinheiros e na plataforma do Sesc Digital). Na pandemia estava superativo, participando de lives e colaborando com vários programas. O seu programa na Rádio USP, 'Playlist do Zuza" também estava à toda no ar, desde 2017 e sempre muito intenso, como tudo o que Zuza se dispunha a fazer. Li o seu livro "Copacabana - A Trajetória do Samba-Canção" (2017 - Editora 34) no início deste ano e simplesmente amei tudo nele: o tema, a pesquisa, os detalhes apurados das gravações de grandes clássicos, a geografia carioca na época, as entradas pessoais de Zuza como um diário em busca da boa música. Uma grande obra que ele maturou por 10 anos! Outros livros de Zuza que devem ser lidos por todos que amam música: os dois volumes feitos a quatro mãos com o pesquisador Jairo Severiano nos anos 90 para a série especial musical da editora 34, "A Canção no Tempo", onde cada ano é apurado e suas canções marcantes esmiuçadas; "A Era dos Festivais", detalhando um dos períodos mais férteis da música brasileira no papel de testemunha ocular privilegiada como técnico de som da Record. Esse emprego na Record veio em sua volta ao Brasil, depois de passar um bom tempo nos EUA, primeiro aprendendo a tocar baixo com lendas do instrumento no jazz, como Ray Brown, na School of Jazz em Massachusetts e em seguida na prestigiada Juillard School of Music, em Nova York. Enquanto estudava, passou a frequentar casas míticas de Jazz, onde pode ouvir ao vivo lendas como Thelonius Monk e John Coltrane. Lá aprendeu não só a tocar, mas a ouvir a boa música, o que o levou à grande meta da sua vida: fazer as pessoas saberem ouvir música. E foi o que fez: na Record, na TV Cultura, como diretor em "O Fino da Música" no Anhembi (SP) - onde conseguiu reunir o regional de Canhoto, Elis Regina, Ivan Lins, Elizeth Cardoso, entre muitos outros -, e como um dos articulistas do I Festival Internacional de Jazz de São Paulo em 1978 (em sete dias e oito noites), que trouxe nomes como Dizzy Gillespie, Benny Carter, Stan Getz, Astor Piazzolla, Jazz at Philarmonic (que entre seus lendários componentes tinha a presença de Ray Brown!) e Etta James, e também na segunda edição (1980), de novo em parceria com Montreaux, trazendo Betty Carter, Dexter Gordon e Joe Pass. Tive o grande privilégio de conhecer Zuza quando o entrevistei em 2010 para um projeto sobre a gravadora Marcus Pereira (que acabou abortado). Em seu apartamento em Pinheiros, além da excelente acolhida sua e de sua esposa Ercília, pude contemplar (babando) sua primorosa coleção de LPs que tomavam as paredes de um cômodo inteiro. Me mostrou três fileiras que considerava o xodó da coleção: Jazz; Música instrumental brasileira e Chorinho, e nos intervalos da entrevista, saboreando um bom café, colocou no prato alguns discos escolhidos a dedo. Um momento de pura exaltação e inesquecível pra mim. Nos anos seguintes, trocamos alguns e-mails e sempre que podia mandava alguns catálogos de discos para ele. Há duas semanas, depois de um bom tempo sem contato, falei com ele por telefone, pedindo ajuda em uma pesquisa, caso localizasse em sua coleção. Ele sempre solícito e generoso, disse que ia checar e caso achasse algo, avisava. Ontem partiu silenciosamente, como se tivesse se preparando para uma viagem como aquela da sua juventude, mágica e surpreendente. Onde for, a música certamente vai estar te esperando, Zuza!

(para quem quiser saber mais sobre o Zuza, vale a pena ver o curta 'Zuza Homem de Jazz" de Janaína Dalri - aqui: https://canalcurta.tv.br/filme/?name=zuza_homem_de_jazz )

Em tempo: espero que o lançamento da biografia de João Gilberto que estava planejado pela Editora 34 para a virada do ano ainda se mantenha!