12 de março de 2019
Baú do Malu 77 : "Shirley", de Charlotte Brontë (1945 - 1ªedição - Edições e Publicações Brasil S.A)
Um livro dos anos 40, com capa graficamente muito bem tramada e uma encadernação em ótimo estado: eis meu exemplar de "Shirley", de Charlotte Brontë (1816-1855), a irmã mais velha das três Brontë que chegaram à idade adulta ( duas irmãs morreram ainda adolescentes), todas escritoras, e autora do romance "Jane Eyre". A lombada está bem preservada, sem perdas aparentes, e traz um portrait pintado da personagem principal. A ilustração de capa tem a assinatura "S. Reis". Na contracapa, as "novidades literárias" das "Edições e Publicações Brasil Editora S.A. ( sito à Rua da Liberdade, 704 -São Paulo). A data da edição, para ser mais preciso, é 1945, e é inclusive, a primeira edição brasileira.
23 de fevereiro de 2019
Danilo Caymmi canta Dorival Caymmi ( Sesc-Santo André 22/02/2019)
Fui com meu filho assistir ao show em que o Danilo Caymmi canta as músicas do seu pai, o genial Dorival Caymmi (1914-2008). O projeto se chama "Viva Caymmi" e vem num formato bem simples mas extremamente agradável e eficiente: Danilo no vocal e flautas; a narração histórica feita pelo ator Nilson Raman, também produtor, ao seu lado; e violão a cargo do ótimo Flavio Mendes. Entremeando as canções, histórias divertidas e pitorescas de Dorival, lembradas por Danilo, como aquela em que o mestre tocava seu sucesso "Marina" em uma boate de Copacabana e um cliente "trêbado" encostou uma arma em sua barriga dizendo ser o marido da Marina. Outra que deu o que falar foi com "Maracangalha", canção inspirada no seu amigo Zezinho, que era casado, mas tinha esposa e até filho em outra cidade e quando acontecia algo, mandava telegrama para ele mesmo e dizia à mulher - "Eu vou pra Maracangalha". No repertório, o creme de la creme do cancioneiro caymmiano, das músicas praieiras iniciais ( onde criou um gênero genuinamente brasileiro) e os sucessos na voz de Carmen Miranda, ao período de sambas canções pós-proibição dos cassinos, sua aproximação com Tom Jobim e João Gilberto ( ou seja, com a bossa) e as últimas produções para a TV ( em novelas e séries como Gabriela, Teresa Batista Cansada de Guerra, etc). entre as curiosidades, a confirmação da composição em quatro mãos de "Samba do Avião" com Tom Jobim, mas sem a assinatura de Caymmi. Um show muito divertido e importante pelo seu valor de resgate cultural, que fechou no bis com a deliciosa música de Danilo ( com os parceiros Edmundo Souto e Paulinho Tapajós), "Andança", cantada e decantada até hoje em acampamentos, fogueiras, rodinhas, saraus e karaokês. Deixo também registrado aqui a simpatia natural de Danilo, que esbanja vitalidade aos 70 anos e não se importou em momento algum em ficar aguardando uma fila considerável de fãs para autógrafos e fotos ao seu lado, com um largo sorriso no rosto.
22 de fevereiro de 2019
Baú do Seu João 28: tirinhas em quadrinhos no carnê do IPTU (SP-1984)
Essa foi uma grande surpresa: entre tantos carnês do IPTU que meu pai guardou em caixas de sapato, eis que encontro essas tiras em quadrinhos no verso de um deles, especificamente o do ano de 1984, anunciando o banco Nossa Caixa. A principio, achei que era desenho do Ziraldo, pelos traços, mas a assinatura não batia com a dele. Aí quando postei em um certo grupo de grandes pesquisadores da área, batata! Vários amigos cravaram que as tiras eram do Zélio, irmão mais novo do Ziraldo. A assinatura dele nem sempre parece seu nome e nesse caso, até lembra a palavra "Mineiro". Mais uma surpresa do eclético baú do Seu João!
19 de fevereiro de 2019
Baú do Seu João 27: série 3-D Sensacional ( Chocolates Nestlé/Disney/Rio Gráfica e Editora) - 1982
Reinicio aqui, quase 1 mês depois da morte de meu querido e saudoso pai, João Massolini, a série "Baú do Seu João", com preciosidades e curiosidades de seu vasto acervo cultural. Retomarei sua numeração, mas tentarei fazer as postagens com menos espaço de tempo como forma de homenagear meu pai.
Posto nesta retomada esses curiosos livretinhos em 3-D que vinham nos chocolates Nestlé no início dos anos 80. Os Chocolates Surpresa, mais pro final dos 80, virou uma marca icônica e ainda hoje é muito lembrada nas redes sociais por ter trazido como brinde cartões temáticos (principalmente animais), figurinhas e até miniaturas. Mas desses livretinhos 3-D que acompanhavam as barras tradicionais eu não me lembrava. Na contracapa aparece o registro: "1982- Criação de Divisão de Projetos Especiais da Rio Gráfica e Editora", o que me faz constatar que foi mais um "jeitinho" da RGE de publicar personagens Disney nas "barbas" da Abril, hegemônica desse universo com seus gibis. O que me leva a lembrar também daquela série "Robinson" que a Rio Gráfica lançou lá no final dos 50/início dos 60, com personagens e séries "renegadas" ou "esquecidas" pela Abril. Do acervo do meu pai, não achei o nº 3 desse "Bambi". Se encontrar posteriormente, atualizo aqui. Ah, e o óculo, como vocês podem ver, foi substituído por um da Folha....rs. Meu pai era ligeiro!
17 de fevereiro de 2019
LP "Urbana" - Leo Karan - Marcus Pereira ( 1976)
Depois de longo inverno, voltei na tradicional Feira do Vinil de Santo André para papear com velhos camaradas e caçar relíquias por bons preços. Bati longo papo com o boss Cesar Guisser, que mesmo com uma dor nas costas lascada, se entusiasmou ao me soprar sobre a feira especial que rolará em junho desse ano por conta dos 15 anos do evento! Essa longevidade só foi possível pelo empenho e paixão do próprio Guisser desde o início. A parada seguinte, e obrigatória, foi na banca do Carlinhos, amigo de longa data, proprietário de um sebo na Zona Sul (V.Liviero). Ele sempre tem discos "não óbvios" e lados Bs fora dos valores estratosféricos. Dessa vez ele já tinha guardado pra mim mais um disco do selo Marcus Pereira ( minha fixação!) e um 10 polegadas com capa fantástica! (que postarei aqui em breve). Pra agora, fiquemos com o tal LP da MP:
Leo Karan, nascido em Novo Horizonte (SP) e músico de bares do centro de São Paulo entre os anos 60 e 70, foi da turma do Jogral, fez música com Adauto Santos, parceria com Paulo Cesar Pinheiro e acompanhava sempre que podia Luis Carlos Paraná em seus projetos. Chegou a se inscrever em festivais universitários e lançou seu único disco pelo selo Marcus Pereira ( aqui embaixo,na íntegra), "Urbana", de 1976, com várias músicas em parceria com o irmão, Gilberto Karan (além dos citados Adauto e Paulo Cesar Pinheiro) e a presença de Theo de Barros ( também como maestro e arranjador), Theo da Cuíca, Hector Costita, Carlos Poyares, os maestros Elcio Alvares, Erlon Chaves e Damiano Cozzela, entre outros. Mais um daqueles tempos que sumiu sem deixar vestígios. A música é samba paulista, mas com pitadas de circo, toada, evocações noturnas e com eflúvios, claro, do Jogral, João Sabastião Bar, Redondo, etc etc.
https://www.youtube.com/watch?v=7fLozIMTl2s&t=206s&fbclid=IwAR1jdTxjLP-vS6YNrTzdpvBPbxoQyfByqW-XLuABlMSc9a1CN0OvrfoWVz8
12 de fevereiro de 2019
Despedidas de janeiro/2019
Como eu estava as voltas com a doença do meu pai no início do ano, deixei de postar sobre as personalidades culturais que deixaram o nosso planetinha ( para um lugar melhor, sem dúvida, visto os terríveis últimos acontecimentos que despencam em nosso colo todo dia). Fica aqui o registro e um pequeno perfil deles;
Pedro Bento (1934-2019) -(03/01) Um ícone da música sertaneja, Joel Antunes Leme, conhecido como Pedro Bento, faleceu aos 84 anos, e já estava sem seu parceiro de décadas, Zé da Estrada, falecido em 2017. A dupla tinha como característica marcante o uso de "sombreros" e roupa típica, inclusive incorporando ao som elementos mexicanos.
Edyr de Castro (1946-2019) - (15/01) Atriz, integrante do grupo As Frenéticas, já havia diagnosticado Alzheimer desde 2004 e morava há alguns anos no Retiro dos Artistas. Foi casada com Zé Rodrix, com quem teve uma filha.
Marcelo Yuka (1965-2019) - (18/01) Cofundador, Baterista, letrista e um dos principais compositores de O Rappa, Yuka ficou paraplégico em 2000 após levar nove tiros ao tentar proteger uma mulher em um assalto na Tijuca. Ainda permaneceu no Rappa por mais de um ano, quando a banda lançou disco ao vivo gravado antes do seu incidente. Declarou divergências com os outros integrantes quando saiu. Criou pouco depois a banda F.U.R.T.O (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), parte de um projeto social já existente, e só lançou seu disco solo em 2017. No ano passado já tinha tido um AVC. Nesse último acidente vascular, acabou não resistindo. Deixa um vasto acervo de músicas, letras e pinturas, muitas delas inéditas.
Marciano (1951-2019) - (18/01) Reconhecidamente no meio como um dos grandes cantores sertanejos, Marciano faleceu aos 67 anos, depois de um infarto agudo ( em São Caetano do Sul, assim como Pedro Bento). Mas não era só cantor - mandava muito bem nas letras e compôs sucessos populares duráveis ( muitos ao lado de Darci Rossi) como "Fio de Cabelo" e "Crises de Amor". Além de ser gravado por dezenas de duplas desde os anos 70, também manteve uma carreira solo desde 1993 e chegou a fazer dupla também com Milionário.
Roberto Livi (1942-2019) - (25/01) Cantor, compositor e produtor argentino, começou dançando rock and roll em seu país natal. No início da Jovem Guarda (1964) aproveitou oportunidade dada por um empresário brasileiro e acabou fazendo sucesso aqui com dois LPs e váriuos singles. Nos anos 70, voltou para a Argentina, gravando seus sucessos em espanhol, ma slogo voltou a gravar no Brasil. Produziu muita gente a partir da mesma década, de The Fevers a José Augusto, além de ter lançado Sidney Magal. A partir dos anos 80, foi trabalhar nos EUA. Suas músicas foram gravadas por artistas do mundo todo, de Roberto Carlos a Julio Iglesias, de Sting a Zé Rodrix, de Pimpinela a Armando Manzanero. Em fevereiro de 2018 voltou como cantor, apresentando o single "La Puntita".
Michel Legrand (1932-2019) - (26/01) Michel Legrand é um dos maiores músicos da França. Compôs para inúmeros filmes de sucesso, como Les Misérables, e marcou o jazz mundial liderando bandas que contaram com anata do gênero - Miles Davis, Bill Evans e John Coltrane foram alguns deles - além de compor para Stan Getz, Sarah Vaughan e muitos outros. Canções suas viraram standards, regravadas por músicos de jazz por décadas a fio.
Sérgio de Carvalho ( 1949-2019) - (26/01) Produtor responsável por discos primordiais na história da nossa música, Sergio era irmão dos músicos Dadi e Mú. Entre os destaques de sua carreira, a produção dos principais discos de Chico Buarque entre 1972 e 1994; e também discos de Fafá de Belém , Emílio Santiago , Edu Lobo , Gal Costa, Elba Ramalho, Luiz Melodia (o fundamental "Pérola Negra"), Quinteto Violado, Nara Leão, Simone, Francis Hime, Altamiro Carrilho, MPB-4,Quarteto em Cy, Guilherme Lamounier , A Cor do Som, Zizi Possi e Raul Seixas, entre outros, muitos outros. Na Globo, foi responsável por 10 especiais de Roberto Carlos.
James Ingram (1952-2019) - (29/01) Cantor, compositor e produtor musical americano, ficou conhecido pelas músicas em trilhas no cinema e duetos premiados. Iniciou carreira na banda Revelation Funk e cantor de estúdio, chamando a atenção de Lamont Dozier, um compositor de reputação ( Motown) que o chamou para participar de seu disco - a música Love's Calling fez parte do álbum Zíngara (1980) e foi um sucesso. A partir daí, duetos marcantes com Patty Austin ( incluindo a número 1 "Baby Come to Me"), Kenny Rogers, Kim Carnes, Michael McDonald, Linda Ronstadt; produções ao lado de Quincy Jones, Ray Charles, Anita Baker, Natalie Cole, Nancy Wilson; e partipação junto a outros 45 artistas no memorável "We Are the World". A partir dos 90, focou a carreira no cinema.
11 de fevereiro de 2019
LP "Isto é Lamartine Babo" com Os Rouxinóis (1963 - Continental - Selo Som)
Carnaval chegando e não poderia ter sido em outra hora o meu encontro com esse maravilhoso LP "Isto é Lamartine Babo", com os Rouxinóis (1963). O grupo vocal, com Dinorah Lemos, Maria Terezinha Gonçalves Dias, Zenilda Barroso, Inácio Gomes Dias Filho, Jair Pinto de Avelar, Mario Machado e Raul Moreno, durou perto de um ano ( 1963-1964), mas deixou projetos importantes como este disco tributo lançado em comemoração à "Noite de Lamartine Babo", realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 01 de agosto de 1963. Antes, participou do espetáculo "O Teu Cabelo Não Nega", show de Carlos Machado no Golden Room de Copacabana Palace que contava a biografia do mestre compositor, falecido em junho do mesmo ano, de infarto. Seu parceiro de músicas, Braguinha, costumava dizer que o Carnaval é dividido em duas fases: antes e depois de Lamartine. No disco tributo, Os Rouxinóis cantam as marchinhas clássicas de seu repertório, e também canções que se imortalizaram no cancioneiro popular, como " Terra da Boa Esperança" , "No Rancho Fundo" (com Ary Barroso), "Eu Sonhei que Tu Estavas Tão Linda" (com Francisco Matoso), fechando com os hinos dos clubes cariocas - América, Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense e Botafogo. Os arranjos são do maestro Guaraná e o texto de capa de Sérgio Cabral. E tudo isso embalado com essa capa maravilhosa ilustrada pelo desenhista que melhor soube interpretar o Rio de Janeiro, suas paisagens, cotidiano e mulheres: Lan! Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortellini Rossi Rossini, nascido na Toscana italiana, completará 94 anos em 18/02! Pois então que esta espetaculosa capa seja uma homenagem de aniversário a ele.Viva Lan! Viva o Carnaval!
30 de janeiro de 2019
"A Trilha da Caverna Esquecida"
Encontrei este livro infantil ( capa acima) por 3 pilas no meio de uma prateleira de uma loja de fantasias centenária localizada no centro de Santo André. Vi a assinatura do Manuel Huete na capa e pensei que poderia ter ilustrações internas do mesmo artista. Realmente o volume é bem ilustrado, mas dentre pouco mais de meia dúzia deles, apenas um desenho veio com assinatura. E que surpresa: o nome no canto da ilustração é do grande desenhista, gráfico e editor Miguel Penteado ( foto 2 abaixo). Infelizmente essas edições da Editora do Brasil, embora venham até numeradas, pecam por não trazer muitas informações ( as infos estão todas em uma página - vejam abaixo na primeira foto). Até o nome do autor da obra só aparece em página interna! Com isso, não dá para se precisar em qual momento de sua carreira Miguel fez esse trabalho. Curiosamente, Penteado repetiu essa dobradinha nos quadrinhos também: a revista Nambi, com poucos números, teve colaboração dos dois, mas com funções invertidas: capa de Penteado e internas de Huete.
28 de janeiro de 2019
"Graphic Album" do Sapo Xulé
Vida que segue, recebi na virada do ano esse excelente álbum do versátil Paulo José, autor de quadrinhos e animação que desde os anos 70 vem mantendo uma produção ininterrupta de muita qualidade. O Sapo Xulé já tem algumas décadas de existência e começou como brinquedo da Tec-Toy, para depois virar video-game e quadrinhos. Neste álbum lançado pela Warpzone - "Quem Roubou Minha Lagoa?" - o personagem protagoniza uma história de 56 páginas coloridas com viés ecológico, envolvendo a lagoa de Sapópolis. Imperdível!
Contato do Paulo José : paulo@paulojose.net
26 de janeiro de 2019
João Massolini (1939-2019)
Meu pai, figura constante deste blog desde que eu iniciei a série "Baú do Seu João" com postagens sobre seu incrível acervo de colecionáveis e impressos, infelizmente deixou o nosso planeta ontem, depois de alguns meses lutando pela vida!Deixo aqui o texto-homenagem que fiz pra ele ontem, lembrando que seu nome continuará a ser lembrado constantemente no blog, inclusive com o "Baú do Seu João" com menos intervalos e mais postagens mensais. Há muita coisa a ser mostrada neste seu baú infindável! Obrigado pai, por essa presença marcante durante toda a minha vida! Nos vemos num outro momento da existência eterna, com certeza! (na foto: meu pai e minha mãe, noivos, em 1964)
Meu pai, depois de alguns meses lutando pela vida, não resistiu e partiu hoje, 25-01-2019. Pela sua dignidade, honestidade e elevação, tenho certeza que seguiu para uma missão tão importante como essa última que completou aqui na Terra. Foi graças a ele, e sua deliciosa mania de colecionar praticamente todos os fascículos semanais nas bancas de jornais entre os anos 60 e 80, que adquiri uma cultura ampla e irrestrita desde a infância. Daí ter conhecido os melhores compositores brasileiros de todos os tempos a partir dos meus 9 anos - de Cartola a Tom Jobim, de Sinhô a Pixinguinha, de Dorival Caymmi a Chico Buarque - lendo os fascículos e ouvindo os disquinhos encartados na coleção "História da Música Brasileira" da Ed.Abril; ter aprendido temas mundiais e históricos narrados pelos personagens Disney na Enciclopédia Disney; saborear as gravuras e os tópicos da Enciclopédia Conhecer; descobrir artistas plásticos e compositores clássicos, aprender inglês em discos com regravações de músicas pop, se encantar com a Biblia Sagrada Ilustrada. Fora os álbuns de figurinhas e os gibis que ele trazia junto ao sempre presente jornal de domingo. E também a sua imensa biblioteca, recheada de revistas sortidas, Seleções, livros, livros e livros. Foi também graças ao seu João Massolini que eu virei um corinthiano roxo, principalmente depois daquele inesquecível Paulista de 1977, quando lavamos a alma depois de amargar 23 anos sem título nenhum. Não me esquecerei jamais a expressão de alívio e alegria que vi estampada na cara do meu pai, quando aquele gol chorado do Basílio saiu. Eu, do alto dos meus dez anos, abracei o velho com força e chorei pra valer!
O tempo passou como vento, pai. Vieram os netos, que você tanto curtiu, e foi por eles que você resolveu ficar mais duas décadas por aqui ( acharam que você não sobreviveria depois daquela operação de 1998). Sempre lutando, até o último minuto. Essa força e perseverança eu vou levar para sempre no meu coração. E teu amor também. Fica em paz, pai!
20 de janeiro de 2019
Almanaque do Malu 10 Anos!
Voltando do recesso, desejo a todos que acompanham o blog um excelente 2019! Vamos que vamos, com a pulga atrás da orelha, diante do atual cenário, mas sem esmorecer jamais!
Aproveito esse primeiro post para lembrar a todos os leitores que neste ano o Almanaque do Malu completa uma década no ar!! Aguardem muitas surpresas nesta comemoração: posts especiais, reedições dos posts mais visualizados ao longo da história e sorteios culturais! Até!
28 de dezembro de 2018
Cartões!
Recebi muitos cartões de boas festas neste ano! Seguem alguns...
1- Do meu amigo Vitorio Cestaroli (e sua esposa Gledes), o seu já tradicional cartão artesanal:
2- do pessoal da limpeza pública, heróis do nosso cotidiano:
3 - Do carteiro da minha rua, uma das pessoas mais importantes da minha vida!
4- cartão da Cia. das Letras:
5 - cartão da Global:
6 - cartão do Sebrae:
23 de dezembro de 2018
A mulher e os quadrinhos - Fairplay julho de 1967 ( por Sérgio Augusto)
Sérgio Augusto foi dos primeiros jornalistas a criar coluna exclusiva sobre quadrinhos na imprensa brasileira. Antes, no início da década de 60, escrevia sobre cinema no Correio da Manhã e depois ele foi revolucionar o nosso jornalismo como colaborador ativo do Pasquim. Enquanto escrevia fixamente no JB, fazia artigos sobre quadrinhos para outras publicações. Aqui, na revista Fairplay de julho de 1967, adentra o universo feminino nas HQs. Sérgio Augusto continua em plena atividade no Estadão e é um profissional que merecia mais reconhecimento, por tudo o que já fez em nossas redações.
22 de dezembro de 2018
Fechando o ano em boa companhia!
Neste ano, não consegui comparecer ao último encontro de escritores da APL (Academia Popular de Letras) na Biblioteca Paul Harris (São Caetano), mas além de participar logo depois de uma reunião muito importante no mesmo local, que irá render um projeto excepcional até março, ainda tive a honra de entrevistar o simpático, dinâmico e espevitado Cláudio Feldman, escritor, ator, poeta e artista plástico de Santo André, também nas dependências da Paul Harris, sob os auspícios da Ana Maria Guimarães Rocha, responsável pelas bibliotecas da cidade. Uma conversa que rendeu muito e que trará também bons frutos para 2019. Na foto acima, Cláudio Feldman, eu e Ana Maria Guimarães Rocha. Que venha 2019, e se possível, com muitos dias em boa companhia assim!
20 de dezembro de 2018
Astronauta, da MSP, vira animação
O ano de 2019 promete para os lados da MSP (Mauricio de Sousa Produções). Além do já bem divulgado filme live action "Laços" no cinema, estrelado pela Mônica e sua turma, outro personagem criado por Mauricio ( no longínquo ano de 1963), tem sua versão em vídeo, no caso na tv paga. A série "Astronauta - propulsão" vem na rabeira da aclamada graphic novel de 2012 , desenhada por Danilo Beyruth ( com continuações) com o personagem como protagonista, e será produzida pela HBO em parceria com a MSP com seis episódios e enredo inédito.
Segue o release e mais detalhes na matéria do Update or Die: https://www.updateordie.com/2018/12/18/o-astronauta-da-turma-da-monica-vai-virar-serie-de-tv/
19 de dezembro de 2018
A volta dos gibis Disney!
Os Disneyanos - eu incluso - estão em polvorosa com a notícia quentíssima e confirmada de que os gibis da Disney finalmente encontraram um "lar" no Brasil. O Planeta Gibi, primeiro site a trazer a nova, informou que a editora gaúcha Culturama, que trabalha com livros e revistas de atividades Disney, além de ter distribuído os gibis da Abril em locais diferenciados quando ainda estavam em circulação, é a empresa que reiniciará as edições em 2019. As apostas anteriores davam como certa a ida dos quadrinhos Disney para a poderosa Panini, mas também havia um burburinho em torno da contratação do editor Paulo Maffia pela Culturama alguns meses antes, ele que era responsável por todas as publicações Disney lançadas pela editora dos Civita. A dúvida agora é quais os títulos e coleções que serão mantidos - a nova editora divulgou por enquanto cinco gibis mensais (Mickey, Pateta, Donald, Tio Patinhas e Ducktales), e se as revistas serão zeradas ou manterão a última numeração deixada pela "quase extinta" Editora Abril.
Milton Nascimento ao vivo no Sesc Pinheiros (SP) - 16/12/2018
No domingo último assisti com minha esposa uma das melhores vozes do planeta em show muito particular no SESC Pinheiros (SP): Milton Nascimento - "Semente da Terra"! Embora eu seja fã de carteirinha do Clube da Esquina e já tenha visto ao vivo quase todos os artistas mais representativos do movimento - Lô Borges, Beto Guedes, 14-Bis, Tavinho Moura, Tavito, Wagner Tiso, Toninho Horta - só tive a oportunidade de ver o grande Milton Nascimento ( e certamente sem ele o Clube da Esquina não teria ultrapassado fronteiras internacionais) em apresentação coletiva no Ibirapuera ( com Rita Lee, Tom Jobim, Chico Buarque, etc) há mais de 20 anos atrás. Milton já ostenta 76 anos de idade, tem o andar bem cadenciado e lento, permanece sentado o tempo todo, e quando apruma o microfone e solta a garganta, eis que a sua voz continua potente, límpida, forte, cheia de fôlego. Fiquei impressionado com os finais estendidos, as variações do grave para o agudo, os falsetes "verdadeiros" ( tá cheio de falsete falso por aí). E o repertório... ah, o repertório: o artista escolheu as músicas a dedo dentro da longa carreira, com ênfase em batalhas culturais e sociais que ele sempre cultivou e preservou dentro de sua criação: a cultura negra, a cultura indígena, a família, a labuta da música, a força da mulher, as causas essenciais do povo brasileiro . Como diz no release, Milton procurou "unificar as várias lutas de sua biografia". Muito bem acompanhado por uma banda que já toca há três anos - Wilson Lopes ( violão), Beto Lopes ( violão), Kiko Continentino ( teclado), Lincoln Cheib ( bateria), Alexandre Ito (baixo) e Widor Santiago ( sopros) e participação especial nos vocais de José Ibarra ( que parece muito com o Francisco Aafa, que colaborou no projeto Cantoria da gravadora Quarup) - o compositor fez a ruidosa plateia ir abaixo com interpretações emocionantes e tocantes de sucessos como "Travessia", "Encontros e Despedidas", "Maria, Maria", "O Cio da Terra", "Nos Bailes da Vida", "Coração de Estudante ( a quem dedicou a Marielle Franco) e "Caçador de Mim". E também surpreendeu ao resgatar músicas que nem sempre fazem parte do seu repertório em turnês: Idolatrada ( do álbum Minas e Journey to Dawn), Me Deixa em Paz ( cujo dueto original foi com Alaíde Costa no LP Clube da Esquina), Milagre dos Peixes ( faixa título do álbum mais censurado de sua discografia), Sueño com Serpientes ( de Silvio Rodrigues - entrou no LP Sentinela, com participação de Mercedes Sosa), Lágrimas do Sul, A Lua Girou ( muito bem tramada com Ibarra) e Canção do Sal ( a primeira música de Milton gravada por Elis Regina, ainda em 1966). Teve também "Além de Tudo", música recente feita para seu filho adotivo, Augusto ( que depois vimos que trabalha junto na produção) com uma linda declaração de amor do pai, e as duas mais esperadas por mim: "Clube da Esquina 2" e "Nada Será como Antes", talvez as mais simbólicas da obra prima "Clube da Esquina" de 1972. Nessas eu não consegui segurar a emoção. Milton Nascimento também estava bem emotivo, expansivo, aberto, coisa que sua timidez crônica nem sempre deixou à mostra, e muito provavelmente pela vinda do filho na sua vida - ele andava depressivo e desgostoso com a música. Por isso foi um privilégio incomensurável ver Milton por inteiro, nesse domingo inesquecível, e constatar que sua voz é imutável.
No Youtube, aparecem algumas músicas das noites dos dias 15 e 16/12 e também da semana anterior ( 08 e 09/12). Eis duas delas: https://www.youtube.com/watch?v=ptYlJyglpwg ////https://www.youtube.com/watch?v=uy81OQfp9hM//// abaixo e acima, o programa impresso do show, com release, repertório ( que não está completo) e ficha técnica.
17 de dezembro de 2018
Arthur Maia (1962-2018)
Faleceu precocemente no sábado (15), Arthur Maia, um dos melhores baixistas brasileiros, dono de um "swing muito particular" e influenciado sobremaneira por seu tio, Luizão Maia (1949-2005), um ícone no instrumento. Não bastasse ter participado de um dos grupos mais interessantes da música instrumental nacional, o Cama de Gato - ao lado de Paschoal Meirelles, Mauro Senise e Rique Pantoja, ainda teve uma carreira riquíssima e muito requisitada acompanhando artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Ivan Lins, Gal Costa em shows e participando de álbuns de muitos outros nomes da música como Roberto Carlos, Jorge Benjor, Djavan, Lulu Santos. Também fez parte da banda Black Rio e participou do grupo pop Egotrip. Solo, chegou a fazer cinco discos com seu nome, o último, "O Tempo e a Música", lançado em 2010. Figura chave da cidade de Niterói, exerceu o cargo de secretário de cultura entre 2013 e 2016. Dos projetos recentes destaca-se sua função como produtor e arranjador no disco de Mart'nália que será lançado em janeiro com músicas do cancioneiro de Vinicius de Moraes. Arthur Maia se despede enquanto centenas de músicos lastimam sua morte nas redes.
11 de dezembro de 2018
Foto do Mês: lançamento da Revista Raízes 58
Ontem, em mais um lançamento da revista Raízes, com os amigos Celso Vick, Nelson Albuquerque Jr, Ana Maria Guimarães Rocha e minha esposa Cris. Feliz da vida com mais um artigo incluído nesta que é uma das publicações históricas municipais mais relevantes do Brasil. Entre os destaques da edição, uma homenagem feita pelo meu amigo Renato Donisete ao querido Ameriquinha, time de futebol da várzea de São Caetano nos anos 60, um perfil de Canhotinho, instrumentista do maravilhoso grupo Demônios da Garoa e morador de São Caetano toda vida, e a reportagem especial sobre os governos e ações do ex-prefeito Walter Braido, que hoje dá nome à estação de trem de São Caetano. Além de outros artigos bem interessantes, a edição traz a tradicional seção Memória Fotográfica - uma das imagens, cedida pelo meu vizinho Wilson Drudi, traz foto de um dia de quermesse na paróquia Nossa Senhora Aparecida em São Caetano, tendo ao fundo a construção do imóvel que viraria nos anos 60 a famosa Panificadora Canoa. No meu artigo, homenageio minha querida turma de adolescência e mocidade, a Turma do Ponto, que pintou e bordou na região por quase toda a década de 80. O lançamento foi na USCS-centro e lotou o anfiteatro da universidade, tendo como momento mais emocionante da noite, a entrega da revista em mãos no palco para o lendário ex-atacante do America, João Dandov. ( foto: Celso Vick)
7 de dezembro de 2018
Capa do Mês: Grande Hotel de 1966/1967 - Irene Stefânia
Essa Grande Hotel do acervo do meu pai é bem peculiar. Com destaque para o belíssimo rosto da atriz Irene Stefânia, na época com 22 anos, o que me chamou a atenção além da modelo da capa foi o expediente, completamente confuso! A data do expediente, por exemplo, não bate com a chamada da capa: a data interior crava 17/01/1966, mas pelas matérias que trazem expectativas para o ano vindouro 1967, essa data está quase um ano defasada! Não dá pra ter certeza quando exatamente a revista saiu, por isso deixei os anos 1966/1967 no título. Pode ser que a data seja 17/12/1966 ou 17/01/1967, mas vamos deixar na dúvida. Pelo ano e número ( ano XX, nº 1015), pode-se arrumar isso quando aparecerem números anteriores ou posteriores da revista - aí eu coloco aqui nos comentários. Outra bagunça do expediente foi ainda mais grave (veja abaixo). Na hora de escrever o nome da modelo da capa, tascaram Irene Ravache!! No momento que eu vi, até me confundi, ficando surpreso com a diferença da Irene antes e agora, mas logo percebi que os olhos eram verdes e bem puxados, o que descarta os ângulos fisionômicos de Ravache. Fui pesquisar e pá: o primeiro nome está certo, mas se trata na verdade de Irene Stefânia, atriz que fez muito sucesso no cinema nos anos 60, participou de algumas novelas até o início dos 70, mas largou a carreira para virar terapeuta. Por essa discrição na vida, pouca gente soube que ela faleceu em janeiro de 2017, aos 72 anos. Fiquemos portanto com a capa, numa homenagem á essa atriz que passou pelo showbiz como um cometa.
5 de dezembro de 2018
Bernardo Bertolucci (1941-2018)
(divulgação)
O versátil e competente diretor de cinema italiano, Bernardo Bertolucci, faleceu no último dia 26. Bertolucci, que foi poeta na juventude, iniciou sua carreira no cinema como assistente de produção de Pasolini, mas na sequência já estava fazendo suas próprias produções, o que lhe rendeu sucesso logo com o segundo filme, "Antes da Revolução". A partir daí, o que se viu foi um diretor que se dava bem em vários gêneros, paralelamente ao roteirista premiado - "Era Uma Vez no Oeste" (1967), de Sérgio Leone, teve roteiro seu. Seguiram: "O Conformista" (1970), indicado ao Oscar por roteiro adaptado; "Ultimo Tango em Paris", polêmico, tenso, denso e sua primeira obra-prima, além de colocá-lo novamente na concorrência do Oscar ( agora como diretor). A década ainda viu seus filmes "1900" e "La Luna" se destacarem - o primeiro, maior e mais ambicioso do que deveria, o segundo discreto e intimista demais - mas sem o redemoinho gerado pelo último tango. Mantendo sempre sua assinatura e marca autoral, Bertolucci se consagrou em 1987, quando "O Último Imperador" abocanhou 9 Oscars da academia (incluindo filme e diretor) - mais um filme seu que começava com "último" e acabava entre os "primeiros" ( desculpem a "tirada", mas não me segurei). A mão continuou boa: "O Céu que nos Protege" (1990); "O Pequeno Buda" (1993); "Beleza Roubada" (1996), "Assédio" (1998); "Paraíso e Inferno" (1999). No século presente, o diretor se aquietou e fez poucas produções, mas a esta altura já era considerado um dos grandes diretores da segunda metade do século XX.
4 de dezembro de 2018
Stephen Hillenburg (1961-2018)
No último dia 26, faleceu o criador de Bob Esponja, Stephen Hillenburg, diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica. Se foi com apenas 57 anos e deixou um legado primoroso na história recente da animação. Bob Esponja, criado em 1984 ( Hillenburg dava aula de biologia até então) e seus amigos marítimos reativaram a ingenuidade e o "riso fácil" dos desenhos animados, unindo criatividade, colagens, fotografias, personagens bem delineados, enredos simples mas inteligentes, com foco nas amizades e nos defeitos/qualidades dos moradores da localidade denominada "Fenda do Biquini". Junte psicodelismo, besteirol, nonsense, músicas hilárias, e se tem um desenho que influenciou muitas das novas produções animadas e fez milhões de fãs em volta do globo. O resultado é essa consternação geral na internet, com homenagens emocionadas como esta acima ( fonte da imagem: ModernNotoriety - reprodução/divulgação)
3 de dezembro de 2018
Lançamento de O Judoka, por FHAF, no MIS ( 29/11)
(na foto acima, Franco de Rosa, eu, Francisco Ucha e FHAF)
O lançamento do livro O Judoka, por FHAF, organizado pelo Francisco Ucha, rolou no dia 29/11 no MIS (conforme post anterior aqui no almanaque) e foi uma grande celebração! Preparado como um evento paralelo à mega exposição Quadrinhos, com curadoria do Ivan Freitas da Costa, o lançamento seria precedido por um bate papo com o organizador Francisco Ucha, o jornalista e editor Franco de Rosa, eu, o jornalista Paulo Gustavo Pereira, o publicitário e artista Luiz Saidenberg e o próprio FHAF, vindo diretamente do Rio ( de ônibus) com sua esposa. Mas por conta do tempo chuvoso, que fez com que o público atrasasse, o evento acabou sendo transferido do anfiteatro para a entrada do museu, onde já havia uma mesa com os livros e seus respectivos brindes dispostos para autógrafos. A mudança acabou deixando a noite menos formal e mais prazerosa, pois os amigos foram chegando aos poucos e os papos, fotos e autógrafos acabaram simultâneos. Milagrosamente cheguei com minha espoa e os filhos antes do horário previsto. Aproveitamos para tirar fotos em frente ao painel gigantesco da fachada de entrada, com personagens importantes dos quadrinhos em todos os tempos ( aguardem mais fotos em outro post, quando voltarmos para ver toda a exposição). Saidenberg avisou que não viria por causa de um resfriado intermitente e o Paulo Gustavo se atrasou em outro evento. Franco de Rosa chegou mais tarde, quando o hall de entrada já contava com a presença dos colecionadores Marcus Santana, Tony Martins, o "caçador de relíquias" Celso Comic Hunter, entre outros, além de uma divertida e entusiasmada roda com Henrique de Farias ( arte finalista que trabalhou na EBAL e chegou a colaborar em alguns números de O Judoka), Volney Faustini, e o advogado e verdadeira "enciclopédia" em assuntos ligados à televisão e rádio, Fabio Siqueira. FHAF e sua esposa Maria Carmen, estavam radiantes e o casal Francisco Ucha e Luciana Lanzillo também. E não era para menos: a noite foi inesquecível e emocionante, principalmente porque não é praxe no Brasil se homenagear um grande artista em vida. Valeu muito!
( Henrique de Farias, um amigo colecionador, Fabio Siqueira, FHAF, Maria Carmen, Volney Faustini, Francisco Ucha, Luciana Lazillo e Franco de Rosa)
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